Oi, gente!
E aí, tudo bem? Tomara. Pois é,
acho que esse ano vou postar mais no feeling,
sabe. Para não ficar tão chato para mim, nem para vocês. Tipo, sabe quando eu
decidi falar dos
sete mares? Bem, não gostei muito do resultado, para falar a verdade. Ficou
meio vago, acho. Num ficou? Ahn-ham, é mesmo.
Por isso, vou tentar fazer
algumas postagens mais legais. Bem, vou tentar. Claro que não vão ser tão
legais assim, já que não me empolgo em escrever algo tem bastante tempo. Talvez
eu devesse fazer um seriado ou contos narrativos para variar, que nem a Simone
faz. Né não, Simone? Procevê. Só preciso de melhores ideias.
Mas as coisas vão melhorar. Vocês
vão ver, meu povo, vocês vão ver.
Hm, pois é. Eu tava sem assunto
de novo – na verdade prometi escrever uma pancada de coisas, mas não me animei
para falar de nenhuma delas, de novo, para variar – e aí me veio na cuca uma
coisa: fui monitor de danças circulares duas vezes na faculdade e não sabia
direito a diferença entre mitos e lendas. Vê se pode!
E eis que aqui resolvi publicar o
resultado da minha pesquisa! E sim, tem a ver com o livro que pretendo escrever
também. Ora, onde já se viu um livro sem lenda? Num é? É mesmo. Então vamos
nessa, descobrir a diferença entre os dois.
Senão vejamos o mito. Bom, basicamente
o mito procura dizer a origem das coisas. Mas a origem, origem mesmo, a origem
das origens, a essências. Entende? A origem do Bem e do Mal, dos Quatro
Elementos, da Vida e da Morte. E quem narra, teoricamente, é confiável, porque
testemunhou o que é narrado. Ou era bem íntimo de quem contou. Tipo de ir posar
na casa e abrir a geladeira sem pedir.
Pode ser até mesmo enviado dos
deuses, para trazer o conhecimento dos saberes mais primordiais para as
pessoas. Assim, é algo sacro, quase uma revelação divina (senão a própria). O
mais interessante é que algumas vezes existe paixão, sentimentos e desejos nos
seres. Muitos mitos são bons para se entender o comportamento humano, aliás.
Como tenta explicar a origem de
todas as coisas, é inevitável que trate de elementos de super natureza (palavra
bonitchynha que arranjei para substituir sobrenatural), agregando
características humanas aos deuses. Destarte, podem decidir os rumos segundo
suas paixões e atos segundo os poderes que possuem. Podem sofrer, agir para
conquistar o amor de outro deus ou homem, castigar, guerrear e as consequências
de seus atos são as origens daquilo que não se entende (o mundo, os
sentimentos, a inteligência humana e tudo mais).
É certo que os mitos foram
essenciais para organização de diversas sociedades. As pessoas de fato criam
neles, sabe. De uma forma religiosa, eu diria. Alguns acreditam que a filosofia
grega surgiu de um processo gradual de racionalização dos mitos. Procevê. A
filosofia procurava mais saber porque as coisas serem como são e se sempre
foram assim. Ela busca sempre a produção natural de tudo por elementos e causas
naturais, impessoais.
Outro elemento a ser observado é
a riqueza simbólica presentes nos mitos. Permite diferentes interpretações. Sempre
narrações de criações e origens. Ah é, e religiosas. Mais ainda: sempre
verdadeiras, referentes a diferentes realidades. Já te dou um exemplo para você
não dizer que viajei na maionese: o mito da morte é verdadeiro porque a morte
está aí para prová-lo. Entendeu o que eu tava querendo dizer?
Bem, não eu, eu, mas o carinha
que fez o artigo que estou quibando aqui na maior cara de pau.
Entrementes, os mitos são
importantes, senão essenciais, para a humanidade porque explicam as dúvidas
mais elementares que todo ser possui (ou deveria possuir). Cê sabe, de onde
viemos, para quê, para onde vamos, porque as pessoas limpam o nariz com o dedo
no sinal vermelho ou o verdadeiro motivo por sempre ter uma caneta bic a pelo
menos sete metros de onde estamos.
É sério. Pode olhar que deve ter
uma aí por perto agora mesmo. Não, tô falando sério! Tem uma aí no cômodo, olha
direitinho que você vai achar. Faz parte dos grandes mistérios da humanidade.
Aham... no fundo, no fundo, é uma
maneira de dar sentido ao mundo, entende. Temas que transcendem o que podemos
entender pela realidade material e empírica dos fatos – algo que não é
tangível. E diversos povos explicam de diversas maneiras, segundo a realidade
em que estão inseridos.
Não, é sério. Ó só, a criação para alguns povos
se deu pelo Oceano (mais comum), pelo Caos (Hesíodo), outros pela Terra (África
em geral), outros a partir do nada (Big Bang) e em outros a partir a duas
forças de princípios universais do yin yang, onde as combinações formam quatro
emblemas e oito trigramas e todos os elementos. Viva os Hyuuga e o pa-kuá!
E já que eu falei do começo, por
que não do fim? A morte. Trem doido. Até eu já desembestei em falar dela,
lembra? Pois é, ficou uma merda. Questão difícil, essa. Para mim e para
humanidade. Questões de dieganidade, eu diria. Isso porque não faz sentido em
construir algo (ou existir de alguma maneira) para ter um fim. Daí a galera
pensa em erro, castigo, punição e tudo mais. Eu prefiro pensar como o Shaka, sabe.
Arayashiki. A morte é só o
começo.
Para exemplificar, vou colocar um
trechinho da minha monografia, quando falo do mito de Platão:
No mito do
carro alado, temos uma teoria focada na vida que precede a terrena e os motivos
pelos quais estamos num plano sensível. Ele diz assim: em sua origem, enquanto
almas, encontrávamos junto aos deuses, numa vida divina. Assemelhávamos a um
carro puxado por dois cavalos e um cocheiro. Os dois cavalos dos deuses eram
bons e o dos homens de raças diferentes, sendo um bom e um mau, sendo difícil
guiá-los – o cocheiro simboliza a razão e os cavalos as partes da alma: uma
irritável, indomável e outra com voraz apetite sensual. As almas cortejam os
deuses na estrada celeste, procurando chegar com eles no além céu, no Mundo das
Ideias. Para alma isso seria extremamente difícil, por causa do cavalo mau que
tende sempre a puxá-los para baixo. Alguns conseguem contemplar o Ser do além
céu ou pelo menos em parte, e vivem ali juntamente com os deuses, vivendo de
tempos em tempos entre deuses e demônios. Outros não conseguem, ficam presos na
ladeira, se amontoam, brigam, atropelam uns aos outros até que quebram suas
asas e caem na terra. Quanto mais tenham contemplado a verdade durante essa
trajetória, a vida terrena seria moralmente perfeita. Depois da morte do corpo,
a alma é julgada um milênio, recebendo prêmios ou penas, a depender da forma
cujo viveu. Após isso, reencarna. Passados dez mil anos, as asas seria
restabelecidas e as almas voltariam junto aos deuses – podendo ser reduzida a
três mil anos caso a alma vivesse três vidas consecutivas nos ensinamentos
filosóficos e morais (Giovanni, 2000, p.160-161).
Pois é. Mas já falei muito de mito, vamos para as lendas. Então, vamo. Lendas são histórias fantásticas, épicas, ligadas ao princípio dos tempos ou da humanidade. Procura dar uma explicação aos fenômenos inexplicáveis e misteriosos. É, eu sei o que você tá pensando. Diego, seu mongol, você acabou de dar a mesma explicação de mito! Seu burro!!
Calma lá, tem certeza? Não, não,
você que entendeu errado. As lendas não procuram entender a origem da essência de
todas as coisas. Tá escrito isso ali em cima? Pois é, véi. E mais, elas
misturam fatos com fenômenos reais, mas não tem envolvimentos dos deuses. Não
propriamente ditos. As histórias são mais focadas em heróis e animais, para
explicar por uma história o surgimento de determinado elemento natural.
E quem é você para me chamar de
burro? Vai te catar!!
Aham... exemplificando melhor: as
lendas não possuem embasamento filosófico ou religioso. Tem fantasia, é bem
verdade, mas não quer sanar as mais cabulosas dúvidas da existência. E
geralmente são passadas via oral, de pessoa para pessoa. Uma “historinha”,
sabe. Eu disse ali em cima que os mitos são reais, verdadeiros por ser de
caráter até mesmo religioso, mas as lendas não são tudo isso, não.
Aliás, os mitos diferem de
religião, viu? As religiões seguem dogmas e doutrinas e pautam comportamento.
Já os mitos explicam de maneira mais ampla e menos concisa A vida, o Universo e
Tudo Mais. E sim, só coloquei isso aqui porque esqueci de colocar lá em cima.
Isso que dá copiar as coisas sem atenção...
Índios tem várias lendas legais e interessantes. Uma delas é a da Vitória Régia. Vou te contar para ficar mais fácil de entender. Diz-se que no começo dos tempos, quando a Lua ia para detrás das serras, vivia com suas virgens prediletas. Se ela gostasse muito de alguma delas, a transformava em estrela. A índia Naiá, princesa de uma tribo, ficou impressionada com a história e resolveu perseguir a Lua enquanto ela subia as colinas, na esperança de ser vista por ela.
Fez isso por noites e noites, por
muito tempo, a pobrezinha. Mas a Lua nem tchum. Certa noite, a índia viu nas
límpidas águas de um lago a imagem refletida da Lua, e pensou que enfim sua
preces, soluços e andanças noturnas tinham sido atendidas: ela veio buscá-la,
finalmente! Pobre indiazinha, morreu afogada no grande e profundo lago e nunca
mais na história desse país foi vista.
Triste o fim. Mas ainda não
acabou. Calma lá. Aí a Lua ficou com remorso e a transformou numa estrela
diferente, na “Estrela das Águas”, a Vitória Régia. Suas flores perfumadas e
brancas só abrem à noite. Quando o sol nasce, elas se tornam rosadas.
Legal, né? Ahn-ham. Já deu para
notar a diferença, não? Geralmente as lendas existem contando o feito de
alguém, ou seu castigo. Muitos personagens do nosso folclore também são assim:
seres sobrenaturais que vigiam ou assombram as florestas, segundo
acontecimentos provindas de ações pecaminosas ou destinos trágicos. É mesmo.
Mas também existem as urbanas. Já
ouviu a lenda o Lago Paranoá, lá de Brasília? Eu adoraria contá-la, só que eu
já esqueci... sei que tem! E tem também da cidade do meu pai, uma cidadezinha
daqui do interior de Goiás chamada Porangatu. Foi uma moça da cidade quem me
contou a lenda, oralmente, quando eu era menino! Vou te contar o que lembro,
sem avacalhar:
Diz-se que ali onde hoje é a
cidade, antigamente era uma tribo indígena. E um homem branco que por ali
passou, se apaixonou por uma índia daquela tribo, de nome Angatu. Ora, nunca na
vida que o pajé iria aceitar um homem branco namorar alguém de sua tribo,
mandando tal homem morrer queimado em uma fogueira. Antes de morrer, o homem
disse: “Por Angatu morrerei!” e por isso o nome da cidade é esse.
Tentei distorcer o mínimo
possível, mas ouvi a história há muito tempo. Por isso que tá meio sem sal.
Deve ter versões mais bonitchynhas na Internet. Foi assim que eu ouvi – ou o
pouquinho que me lembro.
Deu para ver, né? Pois é, acho
que tá bom. Bom, no momento, é tudo que eu sei. Então, é isso. Vou tentar
voltar na semana que vem, só que não garanto nada, beleza? Mas não me abandonem,
por favor! Tá? Beleza? Podicê? Espero ver todo mundo aqui de novo em breve,
então! Falous!



Nhaaaaaai X(
ResponderExcluirQuero um menu de histórico pra poder ler todas as postagens!!!!!
Oi, Hades.
ExcluirTem uma lista, sim. É lá do Facebook. O endereço tá aqui: http://migre.me/7CHHF
Para você não ficar voltando aqui toda hora, é só clicar na imagem que tem ali no canto direito. De baixo da moça nua, onde está escrito "Página do Facebook". Obrigado pela visita e espero te ver por aqui mais vezes!
Gostei de como você fez essa distinção de lenda e mito :)Sabe que eu gosto quando você viaja nas coisas que escreve! xD
ResponderExcluirObrigado, hehe! Tem dia que eu me inspiro. Aí dá para ir longe, mesmo!!
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