domingo, 22 de janeiro de 2012

Queime, Cosmo! (Parte 1)

Oi, gente.

Belê? Tomara. Então, indo direto ao ponto, me animei a escrever sobre um assunto muito massa! Assim, eu acho. E aposto que vocês vão gostar meus amiguinhos e amiguinhas. Aposto! Cavaleiros do Zodíaco! Num é? Todo mundo que eu conheço gosta, ou pelo menos já viu. E digo a série clássica, que passava na tevê Manchete. Lembra? Ah, saudosa, Manchete!

Pois é! Doidemais. O tema surgiu no meu cocoruto porque geralmente no começo do ano, eu desembesto a jogar vídeo game, sabe. Claro que sabe, é só lembrar de quando eu falei dos melhores jogos de Playstation Dois de todos os tempos! Pois é. Daí que pensei em alguma coisa para jogar e lembrei do bom e velho jogo dos Cavaleiros. Bem, não entra nos melhores jogos, não, mas quando comecei a jogar, deu uma vontade de rever toda a história.

E céus, como é boa! Lembro que na época que comprei os mangás, achei meio simples demais. Mas isso porque ainda não tinha Internet em casa, a conexão era só aos finais de semana, conexão a fio. Aquela de barulhinhos chatos, sabe? Ahn-ham. E era lento que dói. E aí eu gastava boa parte de meu tempo lendo milhões de mangás. E, modéstia à parte, tenho uma coleção invejável.

Sei que jogando o jogo, vi que era até bem bolado e resolvi reler os mangás que comprei quando deu a loca na Conrad. Ela fez promoções de pacotões quatro por um – olhou, levou! E não fiz mal, não. Fui anotando a essência da história, as coisas químicas e tudo o mais só para colocar um resumão aqui! Uma boa ideia, não?


Assim, não tinha pensado em mais nada legal para postar. E Cavaleiros é épico, você vai ver, ou melhor, relembrar, se ler meu super resumão da trama. Nem tão resumão porque, bem, vocês me conhecem. Eu não sei resumir. Detalho demais. Mas é como eu sempre digo, o importante é não desistir. Como o Seiya faz. Um dia, eu aprendo.

Então tá! Antes de desembestar a falar por horas a fio e por muitos metros quadrados, deixa explicar como vou fazer a coisa. Bem, não vou dar detalhes das batalhas, a princípio. Apenas contar as lutas, o treinamento de cada personagem e como a história vai se desenvolvendo.

Ora ou outra entro com minhas conclusões malucas. E quando tiver grande demais, deixo a continuação para outra hora, para não cansar sua cabecinha. Podicê? Fechô. Ah é, o que eu vou contar pode não estar na ordem certinha, mas de fato foi o que aconteceu. Vale lembrar que vou seguir a história do mangá, porque os fillers são um saco. Do pato no mato.

Então, nem preciso dizer que o texto todo é um baita spoiler, né?

Ah é, uma última coisa. Parece que a JBC vai relançar o mangá clássico de Cavaleiros. Em versão tankohon, que é no mesmo volume e formato da edição japonesa. É sua chance de conhecer a essência da série, sem censuras, cortes ou diferenças nada a ver do anime – como o mestre Crystal do Hyoga, os Cavaleiros de Aço, aquela história enrolação do anel de Nibelungo e outros absurdos. Mas deixa eu parar de opinar e ir ao que interessa. Vamo nessa!!

QUEIME, COSMO!!!

Introdução: Os Cavaleiros do Zodíaco

♪♫ Pégasus, ajuda o seu Cavalê-eiro!

A história começa quando dois turistas veem Seiya caído no chão do Santuário na Grécia. Ele estava sendo treinado para ser um Cavaleiro. Mas o que chavascas do caramba é um Cavaleiro, Diego? Bom, como você estava fazendo de conta que não sabe, vou fazer de conta que acredito. É mais divertido assim, né? É mesmo. Vou te contar.


Atena, filha do maior dos deuses, só lutava para se defender. Combateu Ares, os Titãs, Poseidon. Tais conflitos envolviam os humanos em batalhas sem fim. Tais jovens que a protegiam eram os Cavaleiros do Zodíaco! Vinham de todas as partes do mundo e eram dotados de força e coragem. Como Atena detestava exércitos, seus cavaleiros só dispunham de seus corpos para lutar. Podiam romper os céus com as mãos e a terra com os pés.

Bem, Seiya foi mandando ao Santuário na Grécia para se tornar um Cavaleiro, quando tinha apenas sete anos. Seu treinamento consistia em fazer trações no penhascos e outros tipos de exercícios físicos e mentais. Aliás, as lições de sua mestra, Marin de Águia, de como localizar os pontos fracos do inimigo e raciocínio para batalha se mostraram muito úteis durante a trama.

Eis que um dia, quando Seiya despenca lá de cima do penhasco, Marin observa que a Constelação de Pégasus brilha mais forte. Sim, quando estamos prestes a ir para o beleléu, nossa constelação brilha mais forte no céu. É como os deuses dão forças aos seus guerreiros.

Além de despencar do penhasco, o pequeno Seiya não consegue quebrar o rochedo, mesmo depois de anos de treinamento. Aí Marin nos ensina o conhecimento básico para se tornar um Cavaleiro. Quer saber qual é? Chega mais! Tudo são átomos. Tudo nesse universo. A Terra, as estrelas, tudinho. A destruição da matéria está ligada à destruição dos átomos. Assim, para destroçar algo, basta concentrar a força do fundo da alma em um único ponto da mão.

Pronto, você já é capaz de usar o Meteoro. Essa é a técnica da Marin, e o Seiya a usa como Meteoro de Pégasus! Agora, fala a verdade se isso não é doido?

Calma que não acabou. Esse é só o despertar do Cosmos. Você já sentiu o universo dentro de seu corpo? Veja bem, o universo nasceu de uma explosão. Se nosso corpo é feito do mesmo material que são constituídas as estrelas, temos um micro-universo dentro de nós. Contemos a explosão do universo, somos um microcosmo. Por isso é perfeitamente possível rachar montanhas e pulverizar estrelas.

Procevê! Tudo isso você encontra logo de cara na história. E é, basicamente, a essência dos poderes dos Cavaleiros. Foi assim que Seiya conquistou sua armadura de Pégasus. Derrotou o gigante Cássios – que já havia matado rápido e cruelmente nove inimigos. Seiya possuía o mesmo número de vitórias, portanto quem vencesse o duelo, levaria a armadura.

E bem, Cássios só tinha tamanho e maldade (ele decapitava seus adversários), não havia despertado o Cosmos. Então nosso amiguinho dá essa liçãozinha de Marin com um ataque grátis de seus meteoros. Ah é, Cássios perde a orelha nessa luta. Acho é pouco.

Sei que depois da luta, Shina, mestra de Cassios, quis saber que budega era aquela de Seiya ter ganhado. Seiya veste sua armadura pela primeira vez, já que não poderia ser usada em benefício próprio, mas somente em prol da justiça. Aprende que seu espírito e força devem vibrar juntamente com a armadura, caso contrário ela não passará de um traje pesado.

Durante a luta, Seiya parte a máscara de Shina com a pressão no ar de seus Meteoros – é, pois é, meninos nunca devem bater em meninas. E mostra o rosto da moça para quem quisesse ver. Isso porque as Amazonas todas usam máscaras. Guarda isso aqui que é importante.

Depois de sua vitória, Seiya despede de sua mestra e diz partir para o Japão para resolver assuntos particulares. E, bem, essa é a introdução da trama!

Ficou grande, né? Mas é preciso para entender os conceitos básicos da série. Aos pouquinhos eles vão sendo incrementados, mas a base é essa aí. Então rumbora conhecer o resto da negada!

As Guerras Galácticas

Eis que nosso novíssimo Cavaleiro chega ao Japão. Seiya está à procura de sua irmã, Seika, que foi separado dele no orfanato quando crianças. E também foi convidado a participar do Torneio Galáctico. E aqui ficamos sabendo do velho Mistusama Kido, seus órfãos e a armadura de ouro.

Bem, Kido recebeu uma urna com uma armadura de ouro vinda da Grécia, um ano antes de morrer. O velho era viciado em artes marciais e podre de rico. Então, quando descobriu a existência dos Cavaleiros, enviou cem crianças a diferentes locais do mundo para se tornarem Defensores. A armadura era a prova de que a criança havia sido bem sucedida.

Ah é, a Fundação Graad é responsável pelo orfanato, pelo torneio e pela construção de um mega estádio para tanto, quase um novo Coliseu.

Acontece que após seis anos todos serem mandados a treinamento, perdeu-se contato com noventa. Sabia-se o paradeiro de apenas dez. E lembra da urna que o Mistumasa tinha recebido? Pois é, ela seria o prêmio de quem ganhasse o Torneio Galáctico (mas conhecido como Guerras Galácticas).

Desse jeito. Mas Seiya não estava a fim de lutar, não. Ele queria mesmo era encontrar sua irmã. Saori, neta de Mistumasa e responsável por continuar o sonho de seu avô, diz a Seiya que caso ele participe e vença o Torneio, colocará toda Fundação Graad em busca de sua irmãzinha. Sendo assim...

Nesse comecinho, temos informações interessantes sobre a força dos Cavaleiros de Bronze. Seus ataques alcançam o Mach Um, cerca de cem golpes por segundo. Também existem vinte e nove Cavaleiros no hemisfério norte e quarenta e sete no hemisfério sul. Ahn-ham, é mesmo. Pena que não apareçam nem metade...

Podiam ter mais Amazonas, como a Shina de Cobra!

Nessa parte da história, conhecemos o orfanato “Os filhos das estrelas”. Mino, amiga de Seiya, trabalha lá, com a permissão de um padre. Provavelmente é o mesmo em que toda a macacada ficou quando Kido saiu mandando os moleques para morrer pelo mundo.

Então são separadas as batalhas e o torneio começa. São duas chaves:

A x B = Cisne x Hidra. 

Como Hyoga de Cisne se atrasa, sua luta é adiada. Na verdade, ela é a terceira a acontecer. Ele é parte russo. Assim, treinou na Sibéria Oriental. Todos os dias, fazia um buraco no gelo para ver sua mãe, que estava morta no fundo de um navio naufragado. Conseguia ficar por lá quase uma hora. E tem um amiguinho também, o Jacob (ou Yakoff).

Não iria participar do torneio, mas recebe uma carta do Santuário na Grécia permitindo que quebrasse as geleira eternas e se tornasse um Cavaleiro. A única condição era que eliminasse todos os Cavaleiros que estivessem participando de tal competição, por lutarem por interesses pessoais.

A armadura de Cisne data a quarta era diluviana, era glacial (cem mil anos), criada nas muralhas das geleiras eternas. Hyoga reduz a armadura de Hidra a pó – mas não de diamante...

Cx D = Pégasus x Urso.

A primeira batalha do torneio. Seiya luta contra Geki de Urso e, bem, reduz sua armadura a pedacinhos. Para saber como, assim como todas as batalhas (por enquanto!) vai ter de ver ou ler a série pessoalmente.

G x H = Leão x Unicórnio.

Primeira batalha da segunda chave. A ideia era manter uma batalha em cada chave, alternando. Destarte, é a segunda luta do torneio. Jabu de Unicórnio vence Ban de Leão Menor sem o menor problema.

(Vencedor de C x D) x E = Pégasus x Dragão.

Shiryu contra Seiya. Essa é uma das melhores lutas ever! Aqui ficamos sabendo como o Cavaleiro de Dragão conseguiu sua armadura. Treinado pelo Mestre Ancião dos Cinco Picos Antigos da China, seu objetivo era inverter o fluxo da cachoeira. Oras, carambolas, não tá escrito em lugar nenhum que as águas tem de fluir para baixo! E é isso que o Mestre Ancião diz a seu pupilo, citando o poeta Rihaku e as quedas de Rozan – que recebe águas de nove rios diferentes.

A armadura de Dragão foi banhada durante anos pelo acúmulo da poeira das estrelas cadentes que caiam e se acumularam por ali, nas cascatas dos Cinco Picos, desde os tempos antigos. Sim, por uma chuva de estrelas, por assim dizer. E isso fazia dela a mais resistente de todas. Ou até o momento.

Enfim, a luta mostra características fortes dos dois lutadores. Seiya nunca, nunca mesmo, desiste e Shiryu luta com todas as suas forças, se despindo da armadura e não dependendo dela, muito menos de ferimentos graves que lhe acometam. Aliás, os dois são os que mais apanham, perdem sangue e são quase sodomizados pelos inimigos por toda série. Sério, é só você ver ou ler. Sem curtição, eles apanham adoidado. Mas nunca desistem.

Como essa é uma amostra do poderio desses dois personagens principais, recomendo que veja. Claro, fazendo de conta que você não viu. Existe alguém que ainda não viu Cavaleiros, aí? Bom, faz de conta que não tenha visto. Eu sei, eu sei, mas faz de conta... Começa vendo por aqui que não vai se arrepender! É a essência das batalhas na série!

Shiryu luta com um fôlego a mais, já que Shunrei chega no torneio avisando que o Mestre Ancião está às portas da morte. Mas Seiya mostra que as lições de Marin se fazem valer de novo. Aliás, Marin é uma das minhas personagens preferidas. Eu gosto dela! Aham... ambas as armaduras ficam despedaçadas no combate e Shiryu é derrotado. Depois de uns perrengues referentes à garra direita do Dragão advindas da tatuagem de Shiryu e o ponto fraco de seu ataque, o Cólera do Dragão – e uma ressuscitação –, ambos são levados para o hospital.


Essa luta é tão épica que Hyoga começa a duvidar das ordens do Santuário. Ele vê que não há infração das regras e que nenhum Cavaleiro está lutando por interesses próprios.

(Vencedor de G x H) x F = Unicórnio x Andrômeda.

Alguns dias se passam desde a luta anterior. Shiryu vai visitar Seiya no hospital e agradecer por ter salvo sua vida. Aparentemente, se tornaram Best Friends Forever (BFF). O Cavaleiro de Dragão pergunta ao seu mais novo amigo se ele não havia sentido nada de estranho desde o começo das lutas, como se uma energia os envolvesse. De qualquer maneira, a resposta viria das correntes de Andrômeda.

Jabu contra Shun. Nessa luta, boa parte feminina da plateia torce para o Shun, já que ele é bastante bonito. E não é só isso, não, senhor. O Cavaleiro de Unicórnio está tomando uma senhora surra – isso porque Shun diz não querer lutar e só estar ali para rever o irmão – quando as correntes se agitam e avisam: AXIA.

As correntes possuem vontade própria. Sua primeira função é a de defesa do usuário, mas também são ofensivas. Ah é, e emitem cargas elétricas. As bichinhas começam a apontar para a urna da armadura de ouro de Sagitário e de dentro dela surge o único Cavaleiro que ainda não havia comparecido: Ikki de Fênix. E aqui ficamos sabendo que é o tão esperado irmão de Shun. Porém, o Cavaleiro possui uma energia cósmica hostil e exala ódio.

O interessante é que o capacete de Fênix possui estranhos óculos. Falando nisso, o Seiya, quando aparece treinando lá no comecinho, tem uma curiosa bandana na testa. Por que será que elas sumiram, né? Mas isso não vem ao caso, vamos voltar para a trama.

Seu primeiro ato ao aparecer é atacar Andrômeda. Ao que parece, foi no lugar dele treinar na Ilha da Rainha da Morte – no lugar de seu irmão, o menor e mais frágil dos meninos. A ilha era um inferno, ninguém havia voltado vivo de lá. Ou, quando voltava, já não era mais o mesmo.

Após derrubar Shun, Ikki derrota Jabu e Nachi de Lobo, que seria seu verdadeiro adversário no torneio (I x J = Lobo x Fênix), com o Golpe Fantasma da Fênix, um ataque contra o espírito. Daí que cinco cavaleiros negros, de Fênix, aparecem e roubam as partes da armadura de ouro. É o fim das Guerras Galácticas.

Os Cavaleiros Negros

Tais Cavaleiros haviam sido negados por Atena. Assim, ofereceram seus serviços ao mal para satisfazerem seus desejos. Seiya, Shiryu, Shun e Hyoga vão em busca dos Ikki negros. Eles nada mais são do que sombras do verdadeiro. Por seu Cosmo, o Cavaleiro havia dominado todos os Cavaleiros Negros. Quatro peças da armadura dourada são recuperadas.

Shiryu então resolve partir para Índia, para recuperar as armaduras de Pégasus e de Dragão. Antes, passaria nos Cinco Picos, para ver como seu Mestre estava de saúde. Só depois disso, iria atrás da armadura de Ouro.


Andando pela fundação e relembrando de seu querido irmão, Shun se depara com Cisne Negro. Pouco depois, Hyoga toma parte na batalha, para ver quem era mesmo digno de usar o emblema de Cisne, a cruz boreal. Durante a sova que Cisne Negro está levando, surgem os demais Cavaleiros Negros, se dizendo homens de Ikki, vindos da Ilha da Rainha da Morte. E vão embora, prometendo se encontrar em breve. Quando se reencontram com Ikki, cada um fica encarregado de uma peça da armadura de Ouro.

Ao chegar nos Cinco Picos Antigos da China, Shiryu vê que seu mestre está bem. Nada mais havia sido que um teste, ver se era capaz de permanecer firme e frio em combate. Pois é, o Mestre Ancião é um baita troll. Para compensar, orienta o pupilo que quando estiver chegando a Jamiel, região entre a China e a Índia, próximo ao Himalaia, local onde se conserta armaduras, nunca se desviar de seu caminho e ir sempre em frente. Aconteça o que acontecer. Mesmo porque ali era um cemitério de armaduras.

Dizem por aí que tal local foi palco de batalha da última Guerra Santa, mas vou me abster a te contar só sobre a série clássica, podicê? Qualquer coisa você lê o Lost Canvas e me conta depois!

Depois de passar pelo precipício oculto na névoa – pois é, por isso era preciso ir sempre em frente sem se desviar, mesmo com o ar tão rarefeito – e derrotar um bando de fantasmas xaropes, Shiryu chega em Jamiel. Lá ele encontra Kiki e Mu, o restaurador de armaduras. Aparentemente é impossível repará-las, já que estão mortas.

Cada armadura é dotada de vida própria. Estando mortas não poderiam se regenar. A única maneira seria se Shiryu desse metade de seu sangue para restaurar as armaduras. Como Seiya salvara a sua vida, ele aceita a proposta e rasga seus pulsos, em nome da amizade. Mu utiliza a quantia necessária e estanca o ferimento. E Shiryu fica mais para lá do que para cá, lutando para viver.

Enquanto isso, os Cavaleiros Negros finalmente lançam o desafio. O local das lutas seria na Caverna dos Ventos, ao sudoeste de Aokigahara, ao pé do monte Fuji. Cada um deveria levar uma parte da armadura. Então lá vão eles para a floresta de Aokigahara e a gruta de Shonanenoshima.

Antes de entrarem, Kiki chega com a armadura de Seiya. Parece que Shiryu ainda não se recuperou. Daí que Shun distribui guizos entre os três para que não se percam nas galerias subterrâneas secretas do monte Fuji.

Seiya então encontra Pégasus Negro e o derrota em um só golpe. Porém, um ataque do inimigo o atinge e ele começa a sofrer a Morte Negra. Hyoga, não muito longe dali, encontra novamente o Cisne Negro, o derrotando com seu Kholodnyi Smerch. Renga véi, isso é que é nome de ataque! Nem consigo pronunciar!! 

Momentos antes de perecer, Cisne Negro envia seu olho para Ikki, contendo os golpes de Hyoga. Pouco depois, os dois se enfrentam. Para variar, quer punir Fênix por lutar por motivos pessoais. Ikki adverte que seus ataques atacam o espírito e não o corpo, portanto são mais perigosos. E, de fato, o atinge pelo Golpe Fantasma da Fênix e ficamos sabendo mais da história de Hyoga.

Isso é que é Cosplay!

Sua mãe morreu em um naufrágio, e ele presenciou sua morte. Como as águas da Sibéria são muito geladas, o corpo ficou conservado como na hora da morte. De volta a realidade, Ikki perfura o peito de Cisne. Mas não sai ileso. Não, não. Antes disso, Hyoga congela o braço direito de Ikki. Nesse meio tempo, Shun encontra Seiya caído numa ravena, enfrentando a Morte Negra. Ao tentar resgatá-lo, aparecem Andrômeda e Dragão Negros.

Shun derrota seu adversário e prepara-se para enfrentar o Dragão Negro, valendo todas as partes da armadura recolhidas até então. Aí, o Shiryu aparece na entrada. Shun então desce o precipício para buscar Seiya enquanto o Cavaleiro de Dragão derrota os dois Dragões Negros. Com metade de seu sangue. Procevê. Quando Shun volta com Seiya, vê que o corpo do amigo está todo infectado.

A única maneira era traçar os treze pontos da Constelação de Pégasus em seu corpo eivado, perfurando-o, para que o sangue fosse purificado. Isso porque o destino de cada um está sob influência das estrelas. Cada ponto da constelação, no corpo, representa um ponto vital. Depois disso, os dois correm ao encontro de Ikki. Quando chegam, Shun apaga Shiryu e oferece sua vida como sacrifício ao próprio irmão, desde que deixasse os outros em paz.

No último minuto, Hyoga aparece de novo. Foi salvo pelo rosário da cruz do norte que usava junto ao coração. Logo em seguida, Shiryu acorda e Seiya aparece. Ikki então resolve usar seu Golpe Fantasma da Fênix, mas Hyoga o devolve. Sim, sim, outro ponto na série é que um mesmo ataque não funciona duas vezes contra um Cavaleiro.

Pelo menos na maioria dos casos. Mas tem lá suas exceções. Os meteoros de Pégasus, que nada mais são do que socos muito rápidos mesmo, podem acertar o adversário independente de quantas vezes o inimigo o tenha visto. Só depende da intensidade do Cosmo de Seiya. Na verdade, é só uma expressão pomposa de efeito que os personagens usam depois de um ataque.

Enfim, aqui podemos ver o passado de Ikki e seu árduo treinamento na Ilha da Rainha da Morte. O principal ensinamento de seu mestre enquanto apanhava como um condenado é a de que precisava ter ódio de um inimigo para vencer.E matar sem dó, nem piedade. Acontece que existia uma menininha que cuidava de seus ferimentos quando dormia ou descansava, chamada Esmeralda. Tinha a mesma cor de cabelos de Shun. Ela era escrava e se arriscava para ir ali ajudá-lo.

Vez ou outra, a pobrezinha apanhava de seu dono. Foi trocada por três sacos de farinha, aos sete anos, e passou a cuidar dos animais. Certa vez, Ikki deu uma surra no tal dono da menina, por judiar demais dela. Esmeralda não tinha nenhuma pretensão de fugir, já que as condições das ilhas vizinhas eram de extrema miséria – se fugisse, seria vendida de novo. Tudo que queria era ficar ali com Ikki, até o dia em que se tornasse Cavaleiro.

Eis que num dia de treinamento, o mestre resolve dar uma de “ou você me vence ou morre”. Nessa luta, quando desvia de um ataque, ele acerta em cheio a pobre Esmeralda. Foi o bastante para perfurar com todo ódio que pode encontrar o corpo de seu não mais tão querido mestre. Para consolidar seu ódio de uma vez, conta a verdade sobre seu pai e a Fundação Graad.

Todos os mestres!

O pai de Ikki, assim como o de todos os outros cem órfãos, era Mitsumasa Kido! As mães eram diferentes, mas o pai era ele, mesmo. Por isso foram escolhidos para serem Cavaleiros. E de nada adiantaria querer se vingar: o velho já estava morto. Prisioneiro de seu ódio, Ikki prometeu apagar o traço de tal homem da Terra, que seria matando seus filhos.

Após matar o próprio mestre, recebe o direito de usar a armadura de Fênix. Mas um Cavaleiro xarope chamado Jango estava em posse dela. Então lá vai o enfurecido Ikki, dando uma sova nos Cavaleiros Negros, os renegados de Atena, até descobrir como chegar ao Jango e mostrar para ele com quantos paus se faz uma canoa.

Que, aliás, é só com um.


Após derrotá-lo com seu Golpe Fantasma, veste finalmente a armadura. Sente-se invencível, o ó do borogodó – e o pior que ele é ruim de matar, mesmo. Imediatamente depois disso, surge um Cavaleiro de Ouro, Shaka de Virgem, que surgira para derrotar Jango e companhia limitada a pedido do Santuário. Os dois conversam um pouco, até o irritado Cavaleiro de Fênix se ofender por ser comparado a um macaco – Shaka diz que a diferença de poder entre os dois é o mesmo que o de Songoku nas palmas da mão de Buda – e atacar.

Porém, seus ataques nada fazem a um Cavaleiro de Ouro. É derrotado com um só golpe, mas não morto. Segundo o julgamento de Shaka, não havia nele alma demoníaca, só escondia o senso de justiça pela força bruta. Assim, apaga as memórias de Ikki e diz que elas, juntamente com o terror, ressurgiriam no momento em que se reencontrassem.

Depois desse pequeno incidente, os Cavaleiros Negros juram fidelidade a Fênix, já que derrotou seu antigo chefinho, o Jango. Sim, como verdadeiros Capaixões. Como primeiro ato, ele teem de atacar a Fundação Graad e por seus planos de destruição de tudo que Kido deixou no mundo em ação.

Aí, Ikki volta a si, de volta a batalha com os demais. Hyoga daria o golpe final, mas Shun o impede. Com um único golpe, Ave Fênix, derrota Shiryu, Hyoga e Shun, mas Seiya é protegido pela armadura de Sagitário. E aí começa a luta entre os dois, onde Seiya diz que todo mundo passou o diabo a quatro para conseguir se tornar Cavaleiro e ninguém tava de chôroro.

Durante a luta, vemos a capacidade da armadura de Fênix se regenerar. E Seiya recebendo forças não só de Pégasus, mas de Andrômeda, Dragão e Cisne. Nos instantes finais, Ikki demonstra seus sentimentos fraternos e conta para Seiya sobre quem é seu pai. Bem nessa hora, um terremoto acontece. Nada mais é senão Misty de Lagarto provocando o tremor a pedido do Santuário.

E, bem, já falei demais por um dia. E tenho muito para te contar ainda. Esse é o começo das aventuras. Na próxima postagem, tem mais – o surgimento dos Cavaleiros de Prata e de Ouro! Tá imperdível, galera!! Espero ver você por aqui de novo.

Me dê sua força, Pégasus! É, dessa vez acho que eu vou precisar!!
(Só quem viu os filmes vai entender essa!)

2 comentários:

  1. meu deus... que assunto nostálgico xD gostei! deixa eu ler a parte dois agora

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    1. Que bom que gostou! Vou escrever muito sobre isso, espero que aguente firme!

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