sexta-feira, 15 de junho de 2012

Queime, Cosmo! (Parte 4)

Alô, comunidade!

Olha eu aqui de novo. Nem demorei, dessa vez. Rapidão. Nunca antes na história desse país uma postagem aqui no Varanda foi tão curta. O espaço de tempo, eu digo. To dizendo, querendo terminar o quanto antes essa pendência do passado. Para terminar o que havia começado. Tem de ser assim, começou, termina.

É mesmo. Aliás, esqueci de dizer ontem, uma porção de coisas aconteceram no Universo Cavaleiros, durante esse período de tempo. Uma dessas coisas foi simplesmente a estreia de uma nova série relacionada, o Saint Seiya Ômega. Parece ser voltado para um público mais infantil, com diversas alterações na série. Ah é, o Seiya finalmente se tornou o Cavaleiro de Sagitário e o Shun vai aparecer no próximo episódio.

Tenho de ver os episódios para comentar, mas, como já sabem, detesto fillers ou roteiros fora dos mangás. Creio que a série vai me desagradar. Mas só vendo para saber. Minha amiga Angélica, mesmo, detestou. Bem, nada de tecer comentários sem assistir. Vou tentar ser justo.

Falando nisso, cancelaram a animação de Lost Canvas, o que é uma pena. Era até bacana acompanhar o mangá, apesar de eu achar os Cavaleiros da época de Dhoko e Shion muito parecidos com os atuais. Ainda prefiro a série clássica, mas Lost Canvas era divertido à beça. Pelo menos no mangá – suecaria algumas partes, mas no geral era legalzinho (nem bom, nem ruim, digamos, mas uma diversãozinha massa).



E a última coisa: lançaram um Cloth Myth da Marin! Da Marin!! Eu quero! Pena ser caro, terei de economizar muitos meses para conseguir comprar. E ainda tenho de procurar um site de compras confiável para fazer o pedido, já que os que conheço parecem estar desinteressados na bonequinha. Pena.

Pois é. Mas vamos logo ao desfecho de Seiya e companhia nas Doze Casas. Lembrando que escrevi isso há tempos e o ritmo pode estar meio... diferente. Chega de enrolação. Me dê sua força, Pégasus!

SAGITÁRIO

Uma estrela cadente some antes de Shiryu, Seiya e Shun (sendo carregado e ainda inconsciente) chegarem a Casa. Ao chegarem, lá estava a armadura de Ouro. Sem demora, lança uma flechada em Seiya. Assim, na parede atrás dele – ninguém mandou ficar no caminho. O Shun despenca de suas costas e acorda para ver o que tinha acontecido. Ao olharem bem tinha algo escrito ali.

Era o testamento de Aiolos. E Hyoga chegou bem na hora de lê-lo, junto aos demais. Estava escrito: “Jovens guerreiros, eu lhes confio Atena”. Todos chora. Afinal, Aiolos esperou por eles o tempo inteiro, acreditando. Podia ser que nunca chegassem ali. Tal voto de confiança renova a força e a coragem de todos. E repetem: quem conseguisse passar por uma Casa, prosseguiria até a do Grande Mestre para levá-lo à Atena.

CAPRICÓRNIO

Os quatro passam pela Casa sem problemas. Lá fora, quando saem, uma fenda se abre no chão, do nada. Shiryu alerta os demais, que saltam. No entanto, ele fica mais próximo da Casa. Do outro lado da fenda estão Hyoga e Seiya resgatando Shun que quase caiu. Sem alternativas, seguem em frente.

Shiryu revela que ficou para evitar um segundo ataque. Aí surge Shura de Capricórnio. Ele revela que eliminaria os traidores, assim como fez com Aiolos. Ora, era a chance perfeita para vingar a morte de Aiolos! Vai lá, Dragão!!

Só que Shura corta a perna de Shiryu e um pedaço do chão junto. Suas mãos eram tão afiadas quanto facas. Por isso Shura esperava do lado de fora, para evitar arrebentar sua casa toda – pois daria um baita trabalho danado para arrumar as pilastras destroçadas, fora ter de recolher os pedaços de Cavaleiros de Bronze para todos os cantos.

Enfim, Shiryu usa seu Cólera do Dragão, mas é repelido num ataque imediato chamado Jumping Stone. Tenta se defender com o poderoso e escudo do Dragão e... acabara de deixar de ser tão poderoso assim. É partido em dois. Aliás, toda sua armadura é despedaçada pelo braço esquerdo de Shura. Nessa mesma hora, nos Cinco Picos, Shunrei acorda e começa a orar por ele. É, acho que vai precisar.

Em meio ao ataque Excalibur, que o dividira em dois (e faria uma lambança de sangue e sujeira), nosso querido Cavaleiro da Justiça usa um ataque do budô, a tomada de lâmina, que eu particularmente prefiro chamar parada de espada com as mão nuas! A base de chutes, Shiryu promete vencer e levar Shura consigo – a tatuagem do Dragão aparece em suas costas.

AGORA A COISA FICOU SÉRIA!!

Será? Apesar de seu Cosmo ter aumentado, Shura alerta ter visto a falha do milésimo de segundo, a mesma que Seiya viu. Contudo, Shiryu se deixa acertar para imobilizar o braço esquerdo de Shura. Num ataque que seria bem digno do Seiya. Bom, daqui a pouco eu falo mais sobre isso, segura aí.

Mesmo com o sério ferimento, consegue escapar dos golpes. O cosmo de Shiryu aumentou mais ainda. Decide então usar o ataque proibido, que leva o Dragão aos limites do céu, expandir o Cólera do Dragão ao limite! As conseqüências seriam ter os corpos pulverizados, dele e de Shura. Que nem fez o Ikki, sabe?



Parte para seu último recurso, o Último Dragão. No percurso, Shura diz que Shiryu morreria primeiro, já que estava sem nenhuma armadura, e diz ser totalmente vazio de sentido vencer se ele morresse junto, também. O Cavaleiro suicida diz estar convicto de fazê-lo por uma causa maior – Atena era Saori e que morreria tranquilamente por ela. Atena só vinha a cada duzentos ou trezentos anos e que combateria todo mal, custasse o que custasse. Sua perda nada significaria.

Shura se sente tocado. Seguia o Grande Mestre mesmo sabendo que era maligno, e podia o ser desde que usasse a força para manter o poder, simbolizando então a justiça. Arrepende-se e diz ter se enganado. Queria muito que Shiryu vivesse.

Seiya, Shun e Hyoga veem a estrela no céu e sentem a Cosmo-energia do amigo. Shunrei observa a estrela e pensa ser Shiryu enquanto o Mestre Ancião vê que seu discípulo põe a justiça acima de tudo, dando sua vida pelos outros. Triste o fim, né? Ele se foi mas ficará para sempre em nossos corações. Enfim, o tempo era escasso. O jeito eram prosseguir, já que esse era o combinado.

II PAUSE

Aqui, uma pause. Sério, tenho uma teoria. Na primeira parte, eu disse que nenhum outro Cavaleiro sangrou tanto quanto Seiya ou Shiryu. Sim, pode ir lá ver. E ratifico. Os dois têm formas de lutar suicida. E que inflijam muita dor e sangue. Só morrer é pouco, é preciso esgotar todos os recursos possíveis.

Ó só: o Seiya soca os adversários, se agarra junto a eles, quebra o braço, a perna, se joga de cabeça em alguns golpes do adversário. Às vezes com a cabeça, literalmente! O estilo de lutar do cara é doidemais. É meio no desespero, sabe. Cara, ele se joga de um precipício! E cabeceia um escudo indestrutível! Espera que seus punhos e determinação deem conta do recado. Seiya vence suas lutas na raça e dando o sangue, literalmente.

E Shiryu segue o mesmo ritmo. Claro que Seiya consegue ser mais cabeçudo e desesperado, mas... O Shiryu é bem páreo, viu. Vira e mexe ele entende que a armadura está atrapalhando e arranca a bicha fora. Por um tempo cheguei a pensar que em vez de ser Dragão, ele preferiria ser Tigre.

Lembra da vez em que foi lutar com metade do sangue onde o menor ferimento seria mortal? Mas isso foi nada comparado a quando o cara perfura os próprios olhos!Bem, acho que o Shiryu até tenta ser mais equilibrado, mas acaba por ter tendências suicidas tão perigosas e arriscadas quanto às de Seiya. E quando o Dragão aparece em suas costas, pode saber que o sangue vai jorrar. Principalmente o dele.

Aí eu cai na real. Tem trambique nessa história. Eu acho que os dois lutaram e se tornaram BFF(Best Friends Forever), resolveram apostar quem era mais macho (ou mais louco) e quem aguentava mais porrada e perderia mais sangue até o fim das batalhas. Só pode. Dali para frente, Shun, Hyoga e Ikki até que apanham consideravelmente, mas nenhum deles perde tanto sangue ou ferimentos gravíssimos quanto os dois.

Ou, é sério. Com Shiryu e Seiya é sempre assim, no tudo ou nada. E pra isso, só pode ter sido aposta, certeza! Rumbora ver quem sangra mais ou sobrevive com maiores danos das batalhas – valendo a vida!

Os saldos da competição. Seiya: dois traumatismos cranianos, um braço quebrado, uma perna quebrada e centenas de litros de sangue. Shiryu: uma parada cardíaca, perda voluntária da visão, outra centena de litros de sangue e uma tentativa de suicídio.

Seiya, meu velho, você está perdendo!

I> PLAY

AQUÁRIO

Camus esperava em frente a sua Casa. Hyoga diz aos outros para seguirem em frente, queria ficar a sós com seu mestre. Ia dizer algo para seu discípulo tolo, mas se conteve. O pupilo diz que é grato ao mestre por todos os seus ensinamentos que o fizeram ser quem ele era, e iria mostrar ali seu valor como Cavaleiro, o vencendo.

Daí ele usa o Pó de Diamante. Bom, nada inteligente usar um golpe em alguém que te ensinou a usá-lo. Quase como querer ensinar um padre a rezar a missa sendo que ele te ensinou a rezar o terço. Recebe um contra-golpe de lição, que acaba por congelar sua perna. E aqui mais algumas informações valiosas. Camus pergunta o que é o zero absoluto. Se você assistiu as aulas de química direitinho, vai saber. Mas é mais divertido ver como o pequenino Hyoga aprende.



Hyoga aprendeu, quando criança, lá na Sibéria, que a -273,150º C tudo congela. Tudo é feito de átomos. Cada átomo efetua um movimento desordenado. A temperatura é uma medida que informa a intensidade desses movimentos. Quanto maior o movimento, maior a temperatura. Ou seja, o contrário também é verdadeiro.

Entrementes, para se congelar um objeto, basta conter o movimento dos átomos. Sacou, sacou? Para destruí-los, basta quebrar os átomos, mas para congelá-los é preciso interromper seus movimentos usando sua energia cósmica. Vai ver é por isso que no começo da série o Hyoga era o bam-bam-bam e matava seus adversários tão rápido.

Mesmo. É só ver. Foi só chegar nas Doze Casas que a parada começa a ficar dura para ele. Mas, continuemos. Onde eu tava, mesmo? Ah é, a luta. Então, a outra perna do Cisne é congelada. Afinal, ainda tava querendo ensinar o pescador como pescar com tarrafa sendo que foi este quem o ensinou a pegar peixes com vara. Camus diz que o zero absoluto será o limite extremo. Vencerá quem se aproximar mais dele, naquela luta.

Então vemos novamente o Execução Aurora. Porém, um ataque jamais funciona duas vezes com o mesmo Cavaleiro. Mesmo assim, seus ataques estão abaixo aos de seu Mestre, por motivos óbvios. Tava querendo ensinar como guiar um Alfaromeu quem o instruiu a dirigir um fusquinha. Daí que vai parar de novo no esquife de gelo. Escapa dessa vez, porque consegue gerar gelo absoluto.

Hyoga estava com as duas pernas congeladas e o corpo frio, mas queria mostrar a seu mestre que poderia dar uma surra nele. Querendo ensinar esquimó a construir iglu. Os dois atacam ao mesmo tempo e no embate dos golpes há empate. Nessa hora, mais informações bacanas. Tudo tem um ponto de glaciação. A água a zero grau, o álcool a -114,5º C, as armaduras de Bronze a -150º C, as de Prata a -200º C e as de Ouro no zero absoluto.

Então, Hyoga apaga. No meio do ataque. Isso que dizer que iria levar todo o impacto do golpe. Camus o chama para tentar impedir. E continua a gritar. Todos parecem estar ali, chamando pelo picolé humano, que acorda. Mas era tarde para desviar do golpe. Repele a onda de frio, mas sua armadura vira mil caquinhos. A armadura de Camus congelou. Agora era tudo ou nada.

Camus assume a postura da Execução Aurora. Hyoga faz o mesmo. Afinal, já tinha superado seu mestre, quando sua vida estava por um fio. E iria devolver o ataque elevando seu Cosmo ao máximo. Afinal, depois de levar tantas vezes o golpe na fuça, já sabia seus defeitos e como se aproveitar dele. E assim finalmente consegue mostrar ao seu mestre seu valor gélido de Cavaleiro.

Camus diz que já o ensinou tudo. Seu pupilo aprendeu a Execução Aurora e atingiu o sétimo sentido. Agora podia usar tudo a serviço de seus ideais. Um homem deve seguir suas posições até o fim. Ambos caem.

Seiya e Shun param e um floco de neve cai. A explosão do Cosmo de Hyoga era como um adeus. Seiya diz para se apressarem. O jeito agora era ir sempre em frente. Shun pede que Seiya o deixe enfrentar o Cavaleiro de Peixes e que parta para o Sala do Grande Mestre. Chegando lá, são atacados por rosas vermelhas. Shun repete que quer enfrentá-lo sozinho. Tal Cavaleiro matou seu mestre.

PEIXES

Afrodite era o mais belo entre os oitenta e oito Cavaleiros – eu discordo. Shun queria se vingar para então sentir seu valor como homem. Seiya passa enquanto as correntes seguram Afrodite de Peixes. Ele diz que tanto fazia, já que atrás de sua Casa até a do Grande Mestre havia um mar de rosas, rosas diabólicas, envenenadas. Eram plantadas no jardim do rei para manter os invasores fora. E Seiya realmente desmaia.


Shun?

Bom, Shun diz que estava ali para vingar seu mestre Daidaros da Constelação de Cefeus, da Ilha de Andrômeda. E Afrodite diz que matou mesmo, por ordens do Grande Mestre, já que o homem ignorava aos chamados. Aqui ficamos sabemos porque June tentou impedir Shun de partir do Japão. Lembra que ele se atrasou para pegar o jatinho?

Enfim, começam a lutar. Os ataques das correntes surtem pouquíssimo efeito, acabando por receber o ataque das rosas diabólicas, que envenenam só com perfume. Mas Shun ainda tinha sua Defesa Circular, que mostra algum resultado, repelindo as rosas. Afrodite tenta se esconder num turbilhão de pétalas, mas as correntes mostram novamente seu valor.

Tenta atacar de novo, mas as correntes são detidas com uma rosa negra. E ataca agora com a Rosa Piranha, despedançando as armas de Shun. No terceiro ataque, sem poder se defender, recebe o impacto do golpe. E lá se vai a armadura de Andrômeda, em pedaços. Como estava mais para lá do que para cá, sua energia cósmica aumentou.

Durante a luta, finalmente dá para ficar sabendo com era o treinamento do Shun na ilha de Andrômeda. O lugar ficava a Oeste da Somália, emergiu após uma erupção vulcânica, antiga Etiópia. De dia, chegava a 50º C e à noite, zero grau. Nas lutas, ele chegava a morrer quinze vezes numa batalha – se Daidaros levasse a sério. June o salvou vezes e mais vezes.

Um dia, ela chega a dizer que Shun nunca seria um Cavaleiro, pois sua vocação nada tinha a ver com lutar. Só estava ali vivo porque Daidaros era piedoso, nunca o levando ao limite. Bom, na minha opinião, foi aqui que ela destruiu alguma coisa que podia surgir entre os dois, já que dentre os romancezinhos que existe na história, o dele é o mais sem sal. Aham... Shun diz que só sairia da ilha após se sagrar Cavaleiro.

Claro que ele disse da maneira mais gentil possível.

Então pede a seu mestre para passar pelo desafio da armadura, que consiste em ficar amarrado a rocha com correntes incomuns e delas deve se libertar somente com a força de seu Cosmo. Andrômeda (da mitologia) havia sido uma rainha da Etiópia que se sacrificou a um monstro marinho acorrentada num rochedo. Shun enfrenta o desafio. Consegue a armadura após abrir as águas com seu poderio.

Após isso, agradece seu mestre e diz que irá voltar ao Japão. Daidaros diz a Shun que ele contem muito seu Cosmo para poupar seus adversários. Era muito poderoso, na verdade. Então quer presenciar todo poder de seu aluno antes da partida. Shun mostra do que é feito intensificando seu Cosmo e mostrando a seu mestre, até que June aparece e pede para se apressar, o navio logo partiria. E, bem, após sair, a armadura de Daidaros é partida.

E se você tiver paciência, vai ver mais para frente em Queime, Cosmo do que Shun é capaz quando quer. Voltando para a luta contra Afrodite, a única opção era a Tempestade Nebulosa, um ataque com turbilhões de ar que prendem o adversário. E assim o faz. Andrômeda pede a Afrodite para se render, mas este se mexe e tenta atacar com uma rosa branca – que bebe todo o sangue de sua vítima. A pressão do turbilhão é aumentada.

Afrodite diz que de nada se arrepende, nem um pouco. Sabia muito bem a identidade do Grande Mestre, bem como Shura de Capricórnio e Máscara da Morte de Câncer. A justiça seria determinada pela força, pouco importando os velhos, crianças, fracos e oprimidos.  Bem, os dois se atacam, Shun tenta evitar o momento a todo custo, mas... Os dois caem.


A chama da última Casa estava se apagando. Só restava meia hora para a flecha entrar de vez no peito de Saori. Seiya, no jardim, estava quase imóvel, com suas vistas embaçadas e perdendo os sentidos por causa daquele belo jardim envenenado. Mas eis que surge nossa querida Marin para salvar o dia! Tá, bom, tá, bom, eis que surge minha querida Marin. Melhorou agora?

Pois bem, a armadura de Águia estava só o pó. Isso porque ela esteve em Star Hill, lembra? Daqui a pouco eu detalho. Tira sua máscara, coloca em Seiya e o carrega escada acima. Aí ele começa a balbuciar coisas sobre sua irmã. Ah sim, Seika, uma irmãe. Acorda na sensação de ter sentido seu perfume. Mas era Marin. Como diabos ela chegou ali?

Ela pede que se poupe, a máscara protegia do perfume mortal. Pouco depois, capota. Aí Seiya viu que a armadura dela estava só o quimba. Devolve a máscara sem olhar para seu rosto e destrói as rosas com seus meteoros. Quando volta-se para Marin, percebe que dava para ver parte do rosto... era sua chance de descobrir se Marin era sua irmã!

Durante o caminho, se arrepende. Ô, Seiya, tira logo e descobre, pô! Mas a Shina chega e manda ele ir ligero. Afinal, o tempo era curto. Quando Marin acorda, grita por Seiya. Depois do constrangedor momento vergonha alheia, a amazona de Cobra que estava ao seu lado pergunta aonde ela tinha ido. A reposta é... você sabe.

O local onde somente os Grande Mestres poderiam ir. Lá se reuniam para prever o futuro da humanidade, observar as estrelas, essas coisas esotéricas, sabe. Era a distância mais curta entre o céu e a terra. Aos trancos e barrancos, consegue chegar. E lá estava o cadáver do antigo e verdadeiro Grande Mestre, assassinado há mais de dez anos.

Na casa de Áries, Shaka fala diretamente ao Cosmo de Mu. Pede ajuda para voltar de uma outra dimensão, porque está com uma outra pessoa. Destarte, recebe uma mãozinha do amigo e volta para sua Casa com Ikki. Manda ele ir para a Sala do Grande Mestre após jogar as cinzas de sua armadura em seu corpo – e elas renascem, mó doidera! Contudo, pede que poupem a vida do Grande Mestre, ele nada tinha a ver com a reencarnação do mal.

Então ta, se o Shaka diz. Durante seu caminho, ao passar na Casa de Capricórnio, vê Shiryu caindo do céu com a armadura de Ouro que nem jaca madura. Pá! Essa cena é engraçada, haha! Aham... parece que Shura se arrependeu e o salvou antes de ser pulverizado. Pergunta a ele que, se saíssem depressa dali, ele poderia se recuperar. Mas o valente Dragão o manda ajudar Seiya. Aí ele percebe que Shiryu estava disposto a morrer... demorô hein, Ikki!

Na próxima morada, encontra Hyoga. Diz ter amaldiçoado o destino muitas vezes, mas agradece por ter ganho uma vida tão efêmera na escala universal e tê-los como irmãos, incríveis! Quando revê Shun na última Casa, chora. Shun pede desculpas por ele ter passado o diabo na Ilha da Rainha da Morte por sua culpa. Seu querido irmão diz ter sido o mais medroso de todos e ele quem se desculpa por querer matá-lo.

SALA DO GRANDE MESTRE


Seiya abre o grande portão pesado com seus Meteoros. Lá dentro, estava o Grande Mestre, que tira o capacete e o parabeniza. Eles foram valentes e corajosos durante todo o trajeto. Ele, você e eu desconfiamos desse papo dada as circunstâncias todas. Oras, caraminholas, Atena estava morrendo com um flecha no peito, que papo era esse de parabéns, você é muito bom?

Seiya disse que o levaria lá embaixo nem que fosse à amarra, o socando. Mas o pseudo Grande Mestre nem se mexe. Diz que nem mesmo ele é capaz de tirar a flecha. Insatisfeito com a resposta, resolve ampliar mais seu ataque, com o Meteoro de Pégasus. Nada. Mas, olhando bem, o Grande Mestre está chorando.

O tempo era curto para explicar toda a história. Diz a Seiya que o único jeito de salvar Saori era indo ao templo de Atena, atrás daquela sala. Ali se encontrava uma grande estátua da deusa. Em sua mão direita estava Nike, a deusa da vitória, e na esquerda, o escudo da justiça. O escudo era capaz de repelir qualquer forma de ataque. Só ele poderia ser a salvação da atual reencarnação da deusa.

Então, tá. Seiya vai, mas a meio caminho, o Grande Mestre o manda parar. Seus cabelos mudam de cor e ele ataca. Sim, sim. É louquinho de pedra, o coitado. E, bem, nosso querido cavaleiro de Pégasus entende patavinas. Tava de sacanagem, só pode! Num momento se mostra arrependido e no outro... era como seu um deus virasse o diabo.

Revela seus planos malignos: com o cetro e o escudo iria governar toda Terra! Destruiria primeiro Atena, depois Zeus, Hades, Poseidon. Seria o mestre do universo. Para dar cabo a toda ganância do louco, usa seus meteoros. Em vão. Depois disso, o Grande Mestre invoca sua armadura e, para quem tinha dúvida: é o Cavaleiro de Gêmeos.

Sim, eu sei, todo mundo sabia disso. Mas vamos fazer de conta que ninguém sabia que é mais divertido. É mesmo. Faz de conta, então. Faz de conta.

Aham... Depois de ficar peladão e vesti-la, ataca com Outra Dimensão, mas se detém. Tem outra crise de consciência. Em uma auto-conversa consigo mesmo, o falso Grande Mestre diz a si mesmo que, já que estava se impedindo de matar Seiya, iria privá-lo de todos os seus sentidos. E faz isso, mesmo.

A energia de Pégasus aumenta. Usa seus meteoros que aumentam, Mach Um, Mach Dez, Mach Trinta e Cinco, Mach Cento e Vinte, Raios de Luz. Consegue derrubar o adversário, mas enxerga nadinha. Seu Cosmo indica o caminho e ao ir, recebe um socão do Cavaleiro de Gêmeos que se levantou rapidamente.

Seiya usa seu Turbilhão de Pégasus e voa tão alto que dá para ver a Sala do Grande Mestre pequenininha lá de cima. E, bem, ele sofre com o próprio ataque (tá, agora empatou com Shiryu). Gêmeos se levanta. A face da justiça de seu capacete chora. Fica sem entender o motivo da tristeza de sua companheira armadura. Só por querer governar o planeta? Zeus, Poseidon, Hades, todos eles esperaram o momento oportuno para o ataque. Totalmente sem sentido, o choro dela. E ataca Seiya, na tentativa de decapitá-lo.

Bem, é aqui que o Ikki chega. É nessa hora também que ficamos sabendo da história do Mu e do Shaka, que resolvi colocar lá em cima. Para dar mais ou menos noção de tempo, sabe. 



E daí, AVE FÊNIX!! Em cheio! Corre direto para ver o estado de Seiya. Pois é, Ikki sabia de suas fortes tendências (e descobriu que Shiryu também tinha pegado a doença ou feito uma aposta...). Tenta acordá-lo. Já de pé, o Grande Mestre diz que Seiya está sem seus sentidos. Ikki pergunta se ele é imortal e ataca de novo, recebendo o ataque de volta. Gêmeos disse que já tinha se irritado com ele na terceira Casa e uma morte rápida seria o que Ikki mais desejaria.

Na mesma hora, os dois atacam com golpes mentais. O Grande Mestre manda Ikki atacar o próprio braço, o que de fato acontece. Depois pede a cabeça de Seiya e que em seguida se suicide. Dito e feito. Ahn-ham, vai crendo. Parece que o Grande Mestre também sofreu com o Golpe Fantasma da Fênix. Só a sua primeira ordem foi acatada. Se tivesse pedido primeiro a cabeça de Seiya, a história seria outra (e o mangá passaria a se chamar Saint Ikki).

Aqui podemos conhecer melhor o falso Grande Mestre. Shaka conversa telepaticamente com Mu, perguntando se ele conhecia o verdadeiro Grande Mestre. Afinal, ele e Aiolia se aliaram a Saori e companhia. Mu revela que aquele que estava em batalha com Ikki e Seiya ser um impostor. Suspeitou por muitos anos, mas quando retornou ao Santuário, teve a certeza.

E você vai saber melhor desse papo quando eu falar da Saga de Hades.

Outro fator é que uma enorme energia emanava da Casa de Gêmeos, que estava sem um guardião, pois seu Cavaleiro havia desaparecido há treze anos. Nenhum deles era Cavaleiro ainda. Ligando os pontos, Gêmeos tinha tomado posse do posto de Grande Mestre.

Uma das funções de Grande Mestre é ajudar Atena, mas ele também comanda os Cavaleiros de Ouro. Para tanto, era preciso ter corpo, espírito e coração puros, já que todo poder corrompe – seria preciso muita dignidade numa pessoa para resistir à tentação. Por isso, o Grande Mestre apontava seu sucessor dentre os próprios Cavaleiros de Ouro. O mais digno de todos. O melhor do melhor do Mundo. O atual Grande Mestre, mesmo, tinha lutado com o Mestre Ancião na última guerra santa.

Na era atual, havia dois muito dignos de tal cargo. O mais indicado seria Saga de Gêmeos, por ser o mais forte e de coração mais puro. Logo após ele, vinha Aiolos de Sagitário. Os dois então se reuniram ao chamado do Mestre. Atena havia finalmente renascido! O mal em breve apareceria no mundo. O Mestre Ancião seria mais indicado que qualquer deles, contudo jamais poderia abandonar os Cinco Picos, pois estava vigiando o espírito maligno da última guerra santa e o encantamento duraria 250 anos.

Entrementes, era preciso nomear um dos dois. O escolhido foi Aiolos, por ser o mais bondoso, inteligente e corajoso. Deviam cuidar de Atena e preparar os Cavaleiros para o dia em que o selo maligno fosse liberto. Sim, Saga ajudaria a cumprir a função e ele até chega a dizer que seu companheiro era ideal para tanto. Até que, em outro dia, a estrela polar se inclinou. Quando chegasse a zero, o mal ressurgiria!

E é aí que Saga aparece lá, em Star Hill. Pergunta o motivo de ter sido rejeitado. O Grande Mestre, relutante, diz sentir algo terrível e misterioso no interior de Saga, um demônio poderosíssimo. Nesse instante, os cabelos do dito cujo mudam de cor e ele perfura o peito do velho. O capacete sempre esconderia seu rosto e, de qualquer maneira, só o Mestre Ancião conhecia o rosto do verdadeiro. Passa, então, a usurpar o posto.

O resto da história a gente sabe, tentou matar o bebê Atena e tudo mais. Aiolia dá uma de gostoso e diz dar um fim nessa história agora mesmo, mas Mu o impede (de sua Casa, por telecinese). Pois é, parece que os demais Cavaleiro de Ouro remanescentes estavam ouvindo a conversa de Shaka e Um. Enfim, segundo nosso calmo Cavaleiro de Áries, o céu estava testando Saori. Se ela fosse mesmo Atena, e Seiya e os outros verdadeiros Cavaleiros, sobreviveriam todos. Afinal de contas, ele e o Mestre Ancião já poderiam ter agido há muito tempo.

Voltando para a luta, parece que Ikki e Saga têm poderes mentais equivalentes. O jeito era partir para pancadaria. Só que o Ave Fênix já tinha sido usado. Era inútil. Sim, isso quer dizer que Ikki começa a apanhar. Feio. Recebe um Explosão Galáctica em cheio. Nessa hora, Mu estava contando a todos sobre a história ali de cima. No meio dela, o próprio Cavaleiro de Gêmeos interrompe e conta num voz que corta todo o Santuário como usurpou sua atual ocupação.



Quando termina, Saga tava todo todo, dizendo que os Cavaleiros tinham sido derrotados e que reinaria sobre a Terra. E como a última chama estava se apagando, Atena morreria dentre em breve. Sim, sim. Todavia, Seiya zumbi estava de pé, rumo ao templo de Atena. Pois é, nessa hora, Saga tem outra crise de consciência (Who are you?). Diz que irá impedir Seiya, mesmo que sendo contra própria vontade. É, é confuso, mesmo. Além “de si mesmo” querer impedir a ação de Pégasus, Ikki se levanta também. Ficaria no caminho até Seiya pegar o escudo, para se redimir de seus pecados.

Procevê, o Ikki ainda tinha remorso por suas ações. Acontece que recebe outra Explosão Galáctica – o barulho pode ser ouvido por Jabu, junto a Atena. A impressão é que um pedaço do céu havia desabado, mas eu diria que era como se uma galáxia deixasse de existir. Enfim, o fato é que Seiya estava vivinho da Silva. Apesar de estar nas piores condições.

Rastejando, tenta chegar no templo. Saga diz que daria um basta. Só que todos decidissem ajudá-lo: Jabu e os outros perto de Saori cedem suas energias cósmicas. Atena diz ele ser a única esperança. Seus irmãos mais camaradas também fazem o mesmo, o Shiryu, o Hyoga e o Shun. Aí ele levanta, com todas as energias ao seu redor. Assimilou completamente o sétimo sentido!

Lança o Cometa de Pégasus. Saga cai, mas Seiya despenca junto. O fogo vai se apagar! Levanta, cara. REAGE, VERME!! Aham... ele levanta e vai ao templo. Saga também levanta – diabos, esse cara é imortal?, agora eu entendo porque o Ikki perguntou! – mas vê a armadura de Gêmeos perguntar quem ele é (Who are you?), de novo. O bem ou mal, deus ou o diabo? Saga diz que, se a armadura ficasse na dela, já teria conquistado o mundo há tempos.

Tá, até parece, só porque você quer, Saga. O fato é que a voz continua o avisando, era melhor parar, para que agravar seu crime? Saga se auto retruca dizendo que seria o salvador do mundo. Quando, depois de todo auto debate e discussões filosóficas profundas sobre identidade e tudo mais consigo mesmo, chega até a estátua. Seiya está prestes a pegar o escudo.

PÔ, SEIYA, PEGA LOGO, VÉI!! A SAORI VAI MORRER! DEPRESSA, SENÃO VOCÊ VAI LEVAR UMA EXPLOSÃO GALÁCTICA NO MEIO DA FUÇA! VAI ! VA-A-A-I!!

Esse finalzinho é emocionante demais, impossível me conter, mesmo quando tô escrevendo! Bom, resumindo: a estátua entrega o escudo, Saga ataca, a chama se apaga, o escudo brilha, o cetro reage, a flecha some, Saori acorda. Tudo numa fração de segundo.

Aí, uma aura abandona o corpo de Saga e seu rosto recupera a expressão de bondade. Segundo Seiya, isso foi por causa do brilho do escudo. Em seguida, cai de novo. Missão cumprida, afinal.

Atena acorda e agradece a todos, dizendo que é como se nunca estivesse machucada. Os Cavaleiros de Ouro remanescentes juram fidelidade a ela, bem como todos os demais. Sai correndo, e Mu diz que a deixem ir. Afinal de contas, ainda era uma jovenzinha. Ao subir as escadarias aos prantos, vê Saga caído. Veio pedir perdão. E perfura o próprio peito.

Triste fim. Ele diz que adoraria viver pela justiça, e que aquilo ainda era pouco. Saori diz acreditar que no fundo, ele tem senso de justiça, sim. Mas agora já era. Morre. Mu explica que Saga foi vítima de dupla personalidade. O bem e o mal existem em cada homem. Ao dominar o mal, a razão torna as pessoas boas, mas quando a ambição fala mais alto, o homem se entrega ao mal.



O bem e o mal chegaram ao extremo em Saga. Talvez, de todas as batalhas, quem mais sofreu deve ter sido ele. Saori, então, decide lutar com os outros. E é assim que termina a Saga do Santuário! Massa!

Procevê. No mangá, é uma das minhas preferidas, sabe. Divertida. Ainda mais por se tratar de Dupla Personalidade, um assunto daora. Aliás, era para essas duas últimas postagens virem àquela época, em que falei disso. Mas, cá estamos e cá está ela. Se estiver sem assunto na semana que vem, prossigo com Queime, Cosmo!, caso contrário, vou tentar variar. Beleza?

Fechô. Espero ver vocês por aqui de novo e até breve!

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