É mesmo. Aliás, esqueci de
dizer ontem, uma porção de coisas aconteceram no Universo Cavaleiros, durante
esse período de tempo. Uma dessas coisas foi simplesmente a estreia de uma nova
série relacionada, o Saint Seiya Ômega. Parece ser voltado para um público mais
infantil, com diversas alterações na série. Ah é, o Seiya finalmente se tornou
o Cavaleiro de Sagitário e o Shun vai aparecer no próximo episódio.
Tenho de ver os episódios
para comentar, mas, como já sabem, detesto fillers
ou roteiros fora dos mangás. Creio que a série vai me desagradar. Mas só vendo
para saber. Minha amiga Angélica, mesmo, detestou. Bem, nada de tecer
comentários sem assistir. Vou tentar ser justo.
Falando nisso, cancelaram a
animação de Lost Canvas, o que é uma pena. Era até bacana acompanhar o mangá,
apesar de eu achar os Cavaleiros da época de Dhoko e Shion muito parecidos com
os atuais. Ainda prefiro a série clássica, mas Lost Canvas era divertido à
beça. Pelo menos no mangá – suecaria algumas partes, mas no geral era
legalzinho (nem bom, nem ruim, digamos, mas uma diversãozinha massa).
E a última coisa: lançaram um
Cloth Myth da Marin! Da Marin!! Eu quero! Pena ser caro, terei de economizar
muitos meses para conseguir comprar. E ainda tenho de procurar um site de
compras confiável para fazer o pedido, já que os que conheço parecem estar
desinteressados na bonequinha. Pena.
Pois é. Mas vamos logo ao
desfecho de Seiya e companhia nas Doze Casas. Lembrando que escrevi isso há
tempos e o ritmo pode estar meio... diferente. Chega de enrolação. Me dê sua
força, Pégasus!
SAGITÁRIO
Uma estrela cadente some
antes de Shiryu, Seiya e Shun (sendo carregado e ainda inconsciente) chegarem a
Casa. Ao chegarem, lá estava a armadura de Ouro. Sem demora, lança uma flechada
em Seiya. Assim, na parede atrás dele – ninguém mandou ficar no caminho. O Shun
despenca de suas costas e acorda para ver o que tinha acontecido. Ao olharem
bem tinha algo escrito ali.
Era o testamento de Aiolos. E
Hyoga chegou bem na hora de lê-lo, junto aos demais. Estava escrito: “Jovens guerreiros, eu lhes confio Atena”.
Todos chora. Afinal, Aiolos esperou por eles o tempo inteiro, acreditando.
Podia ser que nunca chegassem ali. Tal voto de confiança renova a força e a
coragem de todos. E repetem: quem conseguisse passar por uma Casa, prosseguiria
até a do Grande Mestre para levá-lo à Atena.
CAPRICÓRNIO
Os quatro passam pela Casa
sem problemas. Lá fora, quando saem, uma fenda se abre no chão, do nada. Shiryu
alerta os demais, que saltam. No entanto, ele fica mais próximo da Casa. Do
outro lado da fenda estão Hyoga e Seiya resgatando Shun que quase caiu. Sem
alternativas, seguem em frente.
Shiryu revela que ficou para
evitar um segundo ataque. Aí surge Shura de Capricórnio. Ele revela que
eliminaria os traidores, assim como fez com Aiolos. Ora, era a chance perfeita
para vingar a morte de Aiolos! Vai lá, Dragão!!
Só que Shura corta a perna de
Shiryu e um pedaço do chão junto. Suas mãos eram tão afiadas quanto facas. Por
isso Shura esperava do lado de fora, para evitar arrebentar sua casa toda – pois
daria um baita trabalho danado para arrumar as pilastras destroçadas, fora ter
de recolher os pedaços de Cavaleiros de Bronze para todos os cantos.
Enfim, Shiryu usa seu Cólera
do Dragão, mas é repelido num ataque imediato chamado Jumping Stone. Tenta se
defender com o poderoso e escudo do Dragão e... acabara de deixar de ser tão
poderoso assim. É partido em dois. Aliás, toda sua armadura é despedaçada pelo
braço esquerdo de Shura. Nessa mesma hora, nos Cinco Picos, Shunrei acorda e
começa a orar por ele. É, acho que vai precisar.
Em meio ao ataque Excalibur,
que o dividira em dois (e faria uma lambança de sangue e sujeira), nosso
querido Cavaleiro da Justiça usa um ataque do budô, a tomada de lâmina, que eu
particularmente prefiro chamar parada de espada com as mão nuas! A base de
chutes, Shiryu promete vencer e levar Shura consigo – a tatuagem do Dragão
aparece em suas costas.
AGORA A COISA FICOU SÉRIA!!
Será? Apesar de seu Cosmo ter
aumentado, Shura alerta ter visto a falha do milésimo de segundo, a mesma que
Seiya viu. Contudo, Shiryu se deixa acertar para imobilizar o braço esquerdo de
Shura. Num ataque que seria bem digno do Seiya. Bom, daqui a pouco eu falo mais
sobre isso, segura aí.
Mesmo com o sério ferimento,
consegue escapar dos golpes. O cosmo de Shiryu aumentou mais ainda. Decide
então usar o ataque proibido, que leva o Dragão aos limites do céu, expandir o
Cólera do Dragão ao limite! As conseqüências seriam ter os corpos pulverizados,
dele e de Shura. Que nem fez o Ikki, sabe?
Parte para seu último
recurso, o Último Dragão. No percurso, Shura diz que Shiryu morreria primeiro,
já que estava sem nenhuma armadura, e diz ser totalmente vazio de sentido
vencer se ele morresse junto, também. O Cavaleiro suicida diz estar convicto de
fazê-lo por uma causa maior – Atena era Saori e que morreria tranquilamente por
ela. Atena só vinha a cada duzentos ou trezentos anos e que combateria todo mal,
custasse o que custasse. Sua perda nada significaria.
Shura se sente tocado. Seguia
o Grande Mestre mesmo sabendo que era maligno, e podia o ser desde que usasse a
força para manter o poder, simbolizando então a justiça. Arrepende-se e diz ter
se enganado. Queria muito que Shiryu vivesse.
Seiya, Shun e Hyoga veem a
estrela no céu e sentem a Cosmo-energia do amigo. Shunrei observa a estrela e
pensa ser Shiryu enquanto o Mestre Ancião vê que seu discípulo põe a justiça
acima de tudo, dando sua vida pelos outros. Triste o fim, né? Ele se foi mas
ficará para sempre em nossos corações. Enfim, o tempo era escasso. O jeito eram
prosseguir, já que esse era o combinado.
II PAUSE
Aqui, uma pause. Sério, tenho
uma teoria. Na primeira parte, eu disse que nenhum outro Cavaleiro sangrou
tanto quanto Seiya ou Shiryu. Sim, pode ir lá ver. E ratifico. Os dois têm
formas de lutar suicida. E que inflijam muita dor e sangue. Só morrer é pouco,
é preciso esgotar todos os recursos possíveis.
Ó só: o Seiya soca os adversários,
se agarra junto a eles, quebra o braço, a perna, se joga de cabeça em alguns
golpes do adversário. Às vezes com a cabeça, literalmente! O estilo de lutar do
cara é doidemais. É meio no desespero, sabe. Cara, ele se joga de um
precipício! E cabeceia um escudo indestrutível! Espera que seus punhos e
determinação deem conta do recado. Seiya vence suas lutas na raça e dando o
sangue, literalmente.
E Shiryu segue o mesmo ritmo.
Claro que Seiya consegue ser mais cabeçudo e desesperado, mas... O Shiryu é bem
páreo, viu. Vira e mexe ele entende que a armadura está atrapalhando e arranca
a bicha fora. Por um tempo cheguei a pensar que em vez de ser Dragão, ele preferiria
ser Tigre.
Lembra da vez em que foi
lutar com metade do sangue onde o menor ferimento seria mortal? Mas isso foi
nada comparado a quando o cara perfura os próprios olhos!Bem, acho que o Shiryu
até tenta ser mais equilibrado, mas acaba por ter tendências suicidas tão
perigosas e arriscadas quanto às de Seiya. E quando o Dragão aparece em suas
costas, pode saber que o sangue vai jorrar. Principalmente o dele.
Aí eu cai na real. Tem
trambique nessa história. Eu acho que os dois lutaram e se tornaram BFF(Best Friends Forever), resolveram
apostar quem era mais macho (ou mais louco) e quem aguentava mais porrada e
perderia mais sangue até o fim das batalhas. Só pode. Dali para frente, Shun,
Hyoga e Ikki até que apanham consideravelmente, mas nenhum deles perde tanto
sangue ou ferimentos gravíssimos quanto os dois.
Ou, é sério. Com Shiryu e Seiya
é sempre assim, no tudo ou nada. E pra isso, só pode ter sido aposta, certeza!
Rumbora ver quem sangra mais ou sobrevive com maiores danos das batalhas –
valendo a vida!
Os saldos da competição. Seiya: dois traumatismos cranianos, um
braço quebrado, uma perna quebrada e centenas de litros de sangue. Shiryu: uma
parada cardíaca, perda voluntária da visão, outra centena de litros de sangue e
uma tentativa de suicídio.
Seiya, meu velho, você está
perdendo!
I> PLAY
AQUÁRIO
Camus esperava em frente a sua
Casa. Hyoga diz aos outros para seguirem em frente, queria ficar a sós com seu
mestre. Ia dizer algo para seu discípulo tolo, mas se conteve. O pupilo diz que
é grato ao mestre por todos os seus ensinamentos que o fizeram ser quem ele
era, e iria mostrar ali seu valor como Cavaleiro, o vencendo.
Daí ele usa o Pó de Diamante.
Bom, nada inteligente usar um golpe em alguém que te ensinou a usá-lo. Quase
como querer ensinar um padre a rezar a missa sendo que ele te ensinou a rezar o
terço. Recebe um contra-golpe de lição, que acaba por congelar sua perna. E
aqui mais algumas informações valiosas. Camus pergunta o que é o zero absoluto.
Se você assistiu as aulas de química direitinho, vai saber. Mas é mais
divertido ver como o pequenino Hyoga aprende.
Hyoga aprendeu, quando criança, lá na Sibéria, que a
-273,150º C tudo congela. Tudo é
feito de átomos. Cada átomo efetua um movimento desordenado. A temperatura é
uma medida que informa a intensidade desses movimentos. Quanto maior o
movimento, maior a temperatura. Ou seja, o contrário também é verdadeiro.
Entrementes, para se congelar
um objeto, basta conter o movimento dos átomos. Sacou, sacou? Para destruí-los,
basta quebrar os átomos, mas para congelá-los é preciso interromper seus
movimentos usando sua energia cósmica. Vai ver é por isso que no começo da
série o Hyoga era o bam-bam-bam e matava seus adversários tão rápido.
Mesmo. É só ver. Foi só
chegar nas Doze Casas que a parada começa a ficar dura para ele. Mas,
continuemos. Onde eu tava, mesmo? Ah é, a luta. Então, a outra perna do Cisne é
congelada. Afinal, ainda tava querendo ensinar o pescador como pescar com
tarrafa sendo que foi este quem o ensinou a pegar peixes com vara. Camus diz
que o zero absoluto será o limite extremo. Vencerá quem se aproximar mais dele,
naquela luta.
Então vemos novamente o
Execução Aurora. Porém, um ataque jamais funciona duas vezes com o mesmo
Cavaleiro. Mesmo assim, seus ataques estão abaixo aos de seu Mestre, por
motivos óbvios. Tava querendo ensinar como guiar um Alfaromeu quem o instruiu a
dirigir um fusquinha. Daí que vai parar de novo no esquife de gelo. Escapa
dessa vez, porque consegue gerar gelo absoluto.
Hyoga estava com as duas
pernas congeladas e o corpo frio, mas queria mostrar a seu mestre que poderia
dar uma surra nele. Querendo ensinar esquimó a construir iglu. Os dois atacam
ao mesmo tempo e no embate dos golpes há empate. Nessa hora, mais informações
bacanas. Tudo tem um ponto de glaciação. A
água a zero grau, o álcool a -114,5º C, as armaduras de Bronze a -150º C, as de
Prata a -200º C e as de Ouro no zero absoluto.
Então, Hyoga apaga. No meio
do ataque. Isso que dizer que iria levar todo o impacto do golpe. Camus o chama
para tentar impedir. E continua a gritar. Todos parecem estar ali, chamando
pelo picolé humano, que acorda. Mas era tarde para desviar do golpe. Repele a
onda de frio, mas sua armadura vira mil caquinhos. A armadura de Camus
congelou. Agora era tudo ou nada.
Camus assume a postura da
Execução Aurora. Hyoga faz o mesmo. Afinal, já tinha superado seu mestre,
quando sua vida estava por um fio. E iria devolver o ataque elevando seu Cosmo
ao máximo. Afinal, depois de levar tantas vezes o golpe na fuça, já sabia seus
defeitos e como se aproveitar dele. E assim finalmente consegue mostrar ao seu
mestre seu valor gélido de Cavaleiro.
Camus diz que já o ensinou
tudo. Seu pupilo aprendeu a Execução Aurora e atingiu o sétimo sentido. Agora
podia usar tudo a serviço de seus ideais. Um homem deve seguir suas posições
até o fim. Ambos caem.
Seiya e Shun param e um floco
de neve cai. A explosão do Cosmo de Hyoga era como um adeus. Seiya diz para se
apressarem. O jeito agora era ir sempre em frente. Shun pede que Seiya o deixe
enfrentar o Cavaleiro de Peixes e que parta para o Sala do Grande Mestre. Chegando
lá, são atacados por rosas vermelhas. Shun repete que quer enfrentá-lo sozinho.
Tal Cavaleiro matou seu mestre.
PEIXES
Afrodite era o mais belo
entre os oitenta e oito Cavaleiros – eu discordo. Shun queria se vingar para
então sentir seu valor como homem. Seiya passa enquanto as correntes seguram
Afrodite de Peixes. Ele diz que tanto fazia, já que atrás de sua Casa até a do
Grande Mestre havia um mar de rosas, rosas diabólicas, envenenadas. Eram
plantadas no jardim do rei para manter os invasores fora. E Seiya realmente
desmaia.
Shun?
Bom, Shun diz que estava ali
para vingar seu mestre Daidaros da Constelação de Cefeus, da Ilha de Andrômeda.
E Afrodite diz que matou mesmo, por ordens do Grande Mestre, já que o homem ignorava
aos chamados. Aqui ficamos sabemos porque June tentou impedir Shun de partir do
Japão. Lembra que ele se atrasou para pegar o jatinho?
Enfim, começam a lutar. Os
ataques das correntes surtem pouquíssimo efeito, acabando por receber o ataque
das rosas diabólicas, que envenenam só com perfume. Mas Shun ainda tinha sua
Defesa Circular, que mostra algum resultado, repelindo as rosas. Afrodite tenta
se esconder num turbilhão de pétalas, mas as correntes mostram novamente seu
valor.
Tenta atacar de novo, mas as
correntes são detidas com uma rosa negra. E ataca agora com a Rosa Piranha,
despedançando as armas de Shun. No terceiro ataque, sem poder se defender,
recebe o impacto do golpe. E lá se vai a armadura de Andrômeda, em pedaços.
Como estava mais para lá do que para cá, sua energia cósmica aumentou.
Durante a luta, finalmente dá
para ficar sabendo com era o treinamento do Shun na ilha de Andrômeda. O lugar
ficava a Oeste da Somália, emergiu após uma erupção vulcânica, antiga Etiópia.
De dia, chegava a 50º C e à noite, zero grau. Nas lutas, ele chegava a morrer
quinze vezes numa batalha – se Daidaros levasse a sério. June o salvou vezes e
mais vezes.
Um dia, ela chega a dizer que
Shun nunca seria um Cavaleiro, pois sua vocação nada tinha a ver com lutar. Só
estava ali vivo porque Daidaros era piedoso, nunca o levando ao limite. Bom, na
minha opinião, foi aqui que ela destruiu alguma coisa que podia surgir entre os
dois, já que dentre os romancezinhos que existe na história, o dele é o mais
sem sal. Aham... Shun diz que só sairia da ilha após se sagrar Cavaleiro.
Claro que ele disse da
maneira mais gentil possível.
Então pede a seu mestre para
passar pelo desafio da armadura, que consiste em ficar amarrado a rocha com
correntes incomuns e delas deve se libertar somente com a força de seu Cosmo.
Andrômeda (da mitologia) havia sido uma rainha da Etiópia que se sacrificou a
um monstro marinho acorrentada num rochedo. Shun enfrenta o desafio. Consegue a
armadura após abrir as águas com seu poderio.
Após isso, agradece seu
mestre e diz que irá voltar ao Japão. Daidaros diz a Shun que ele contem muito
seu Cosmo para poupar seus adversários. Era muito poderoso, na verdade. Então
quer presenciar todo poder de seu aluno antes da partida. Shun mostra do que é
feito intensificando seu Cosmo e mostrando a seu mestre, até que June aparece e
pede para se apressar, o navio logo partiria. E, bem, após sair, a armadura de
Daidaros é partida.
E se você tiver paciência,
vai ver mais para frente em Queime, Cosmo do que Shun é capaz quando quer.
Voltando para a luta contra Afrodite, a única opção era a Tempestade Nebulosa,
um ataque com turbilhões de ar que prendem o adversário. E assim o faz. Andrômeda
pede a Afrodite para se render, mas este se mexe e tenta atacar com uma rosa
branca – que bebe todo o sangue de sua vítima. A pressão do turbilhão é
aumentada.
Afrodite diz que de nada se arrepende,
nem um pouco. Sabia muito bem a identidade do Grande Mestre, bem como Shura de
Capricórnio e Máscara da Morte de Câncer. A justiça seria determinada pela
força, pouco importando os velhos, crianças, fracos e oprimidos. Bem, os dois se atacam, Shun tenta evitar o
momento a todo custo, mas... Os dois caem.
A chama da última Casa estava
se apagando. Só restava meia hora para a flecha entrar de vez no peito de
Saori. Seiya, no jardim, estava quase imóvel, com suas vistas embaçadas e
perdendo os sentidos por causa daquele belo jardim envenenado. Mas eis que
surge nossa querida Marin para salvar o dia! Tá, bom, tá, bom, eis que surge
minha querida Marin. Melhorou agora?
Pois bem, a armadura de Águia
estava só o pó. Isso porque ela esteve em Star
Hill, lembra? Daqui a pouco eu detalho. Tira sua máscara, coloca em Seiya e
o carrega escada acima. Aí ele começa a balbuciar coisas sobre sua irmã. Ah
sim, Seika, uma irmãe. Acorda na sensação de ter sentido seu perfume. Mas era
Marin. Como diabos ela chegou ali?
Ela pede que se poupe, a
máscara protegia do perfume mortal. Pouco depois, capota. Aí Seiya viu que a
armadura dela estava só o quimba. Devolve a máscara sem olhar para seu rosto e
destrói as rosas com seus meteoros. Quando volta-se para Marin, percebe que
dava para ver parte do rosto... era sua chance de descobrir se Marin era sua
irmã!
Durante o caminho, se
arrepende. Ô, Seiya, tira logo e descobre, pô! Mas a Shina chega e manda ele ir
ligero. Afinal, o tempo era curto. Quando Marin acorda, grita por Seiya. Depois
do constrangedor momento vergonha alheia, a amazona de Cobra que estava ao seu
lado pergunta aonde ela tinha ido. A reposta é... você sabe.
O local onde somente os Grande Mestres poderiam ir. Lá
se reuniam para prever o futuro da humanidade, observar as estrelas, essas
coisas esotéricas, sabe. Era a
distância mais curta entre o céu e a terra. Aos trancos e barrancos, consegue
chegar. E lá estava o cadáver do antigo e verdadeiro Grande Mestre, assassinado
há mais de dez anos.
Na casa de Áries, Shaka fala
diretamente ao Cosmo de Mu. Pede ajuda para voltar de uma outra dimensão,
porque está com uma outra pessoa. Destarte, recebe uma mãozinha do amigo e
volta para sua Casa com Ikki. Manda ele ir para a Sala do Grande Mestre após
jogar as cinzas de sua armadura em seu corpo – e elas renascem, mó doidera!
Contudo, pede que poupem a vida do Grande Mestre, ele nada tinha a ver com a
reencarnação do mal.
Então ta, se o Shaka diz.
Durante seu caminho, ao passar na Casa de Capricórnio, vê Shiryu caindo do céu
com a armadura de Ouro que nem jaca madura. Pá! Essa cena é engraçada, haha!
Aham... parece que Shura se arrependeu e o salvou antes de ser pulverizado.
Pergunta a ele que, se saíssem depressa dali, ele poderia se recuperar. Mas o
valente Dragão o manda ajudar Seiya. Aí ele percebe que Shiryu estava disposto
a morrer... demorô hein, Ikki!
Na próxima morada, encontra
Hyoga. Diz ter amaldiçoado o destino muitas vezes, mas agradece por ter ganho
uma vida tão efêmera na escala universal e tê-los como irmãos, incríveis!
Quando revê Shun na última Casa, chora. Shun pede desculpas por ele ter passado
o diabo na Ilha da Rainha da Morte por sua culpa. Seu querido irmão diz ter
sido o mais medroso de todos e ele quem se desculpa por querer matá-lo.
SALA DO GRANDE MESTRE
Seiya abre o grande portão
pesado com seus Meteoros. Lá dentro, estava o Grande Mestre, que tira o
capacete e o parabeniza. Eles foram valentes e corajosos durante todo o
trajeto. Ele, você e eu desconfiamos desse papo dada as circunstâncias todas.
Oras, caraminholas, Atena estava morrendo com um flecha no peito, que papo era
esse de parabéns, você é muito bom?
Seiya disse que o levaria lá
embaixo nem que fosse à amarra, o socando. Mas o pseudo Grande Mestre nem se
mexe. Diz que nem mesmo ele é capaz de tirar a flecha. Insatisfeito com a
resposta, resolve ampliar mais seu ataque, com o Meteoro de Pégasus. Nada. Mas,
olhando bem, o Grande Mestre está chorando.
O tempo era curto para
explicar toda a história. Diz a Seiya que o único jeito de salvar Saori era
indo ao templo de Atena, atrás daquela sala. Ali se encontrava uma grande
estátua da deusa. Em sua mão direita estava Nike, a deusa da vitória, e na
esquerda, o escudo da justiça. O escudo era capaz de repelir qualquer forma de
ataque. Só ele poderia ser a salvação da atual reencarnação da deusa.
Então, tá. Seiya vai, mas a
meio caminho, o Grande Mestre o manda parar. Seus cabelos mudam de cor e ele
ataca. Sim, sim. É louquinho de pedra, o coitado. E, bem, nosso querido cavaleiro
de Pégasus entende patavinas. Tava de sacanagem, só pode! Num momento se mostra
arrependido e no outro... era como seu um deus virasse o diabo.
Revela seus planos malignos:
com o cetro e o escudo iria governar toda Terra! Destruiria primeiro Atena,
depois Zeus, Hades, Poseidon. Seria o mestre do universo. Para dar cabo a toda
ganância do louco, usa seus meteoros. Em vão. Depois disso, o Grande Mestre
invoca sua armadura e, para quem tinha dúvida: é o Cavaleiro de Gêmeos.
Sim, eu sei, todo mundo sabia
disso. Mas vamos fazer de conta que ninguém sabia que é mais divertido. É
mesmo. Faz de conta, então. Faz de conta.
Aham... Depois de ficar
peladão e vesti-la, ataca com Outra Dimensão, mas se detém. Tem outra crise de
consciência. Em uma auto-conversa consigo mesmo, o falso Grande Mestre diz a si
mesmo que, já que estava se impedindo de matar Seiya, iria privá-lo de todos os
seus sentidos. E faz isso, mesmo.
A energia de Pégasus aumenta.
Usa seus meteoros que aumentam, Mach Um, Mach Dez, Mach Trinta e Cinco, Mach
Cento e Vinte, Raios de Luz. Consegue derrubar o adversário, mas enxerga
nadinha. Seu Cosmo indica o caminho e ao ir, recebe um socão do Cavaleiro de
Gêmeos que se levantou rapidamente.
Seiya usa seu Turbilhão de
Pégasus e voa tão alto que dá para ver a Sala do Grande Mestre pequenininha lá
de cima. E, bem, ele sofre com o próprio ataque (tá, agora empatou com Shiryu).
Gêmeos se levanta. A face da justiça de
seu capacete chora. Fica sem entender o motivo da tristeza de sua companheira
armadura. Só por querer governar o planeta? Zeus, Poseidon, Hades, todos eles
esperaram o momento oportuno para o ataque. Totalmente sem sentido, o choro
dela. E ataca Seiya, na tentativa de decapitá-lo.
Bem, é aqui que o Ikki chega.
É nessa hora também que ficamos sabendo da história do Mu e do Shaka, que
resolvi colocar lá em cima. Para dar mais ou menos noção de tempo, sabe.
E daí, AVE FÊNIX!! Em cheio!
Corre direto para ver o estado de Seiya. Pois é, Ikki sabia de suas fortes
tendências (e descobriu que Shiryu também tinha pegado a doença ou feito uma
aposta...). Tenta acordá-lo. Já de pé, o Grande Mestre diz que Seiya está sem
seus sentidos. Ikki pergunta se ele é imortal e ataca de novo, recebendo o
ataque de volta. Gêmeos disse que já tinha se irritado com ele na terceira Casa
e uma morte rápida seria o que Ikki mais desejaria.
Na mesma hora, os dois atacam
com golpes mentais. O Grande Mestre manda Ikki atacar o próprio braço, o que de
fato acontece. Depois pede a cabeça de Seiya e que em seguida se suicide. Dito
e feito. Ahn-ham, vai crendo. Parece que o Grande Mestre também sofreu com o
Golpe Fantasma da Fênix. Só a sua primeira ordem foi acatada. Se tivesse pedido
primeiro a cabeça de Seiya, a história seria outra (e o mangá passaria a se
chamar Saint Ikki).
Aqui podemos conhecer melhor
o falso Grande Mestre. Shaka conversa telepaticamente com Mu, perguntando se
ele conhecia o verdadeiro Grande Mestre. Afinal, ele e Aiolia se aliaram a
Saori e companhia. Mu revela que aquele que estava em batalha com Ikki e Seiya
ser um impostor. Suspeitou por muitos anos, mas quando retornou ao Santuário,
teve a certeza.
E você vai saber melhor desse
papo quando eu falar da Saga de Hades.
Outro fator é que uma enorme
energia emanava da Casa de Gêmeos, que estava sem um guardião, pois seu
Cavaleiro havia desaparecido há treze anos. Nenhum deles era Cavaleiro ainda.
Ligando os pontos, Gêmeos tinha tomado posse do posto de Grande Mestre.
Uma das funções de Grande
Mestre é ajudar Atena, mas ele também comanda os Cavaleiros de Ouro. Para
tanto, era preciso ter corpo, espírito e coração puros, já que todo poder
corrompe – seria preciso muita dignidade numa pessoa para resistir à tentação.
Por isso, o Grande Mestre apontava seu sucessor dentre os próprios Cavaleiros
de Ouro. O mais digno de todos. O melhor do melhor do Mundo. O atual Grande
Mestre, mesmo, tinha lutado com o Mestre Ancião na última guerra santa.
Na era atual, havia dois
muito dignos de tal cargo. O mais
indicado seria Saga de Gêmeos, por ser o mais forte e de coração mais puro.
Logo após ele, vinha Aiolos de Sagitário. Os dois então se reuniram ao
chamado do Mestre. Atena havia finalmente renascido! O mal em breve apareceria
no mundo. O Mestre Ancião seria mais indicado que qualquer deles, contudo jamais
poderia abandonar os Cinco Picos, pois estava vigiando o espírito maligno da
última guerra santa e o encantamento duraria 250 anos.
Entrementes, era preciso
nomear um dos dois. O escolhido foi Aiolos, por ser o mais bondoso, inteligente
e corajoso. Deviam cuidar de Atena e preparar os Cavaleiros para o dia em que o
selo maligno fosse liberto. Sim, Saga ajudaria a cumprir a função e ele até
chega a dizer que seu companheiro era ideal para tanto. Até que, em outro dia,
a estrela polar se inclinou. Quando chegasse a zero, o mal ressurgiria!
E é aí que Saga aparece lá,
em Star Hill. Pergunta o motivo de
ter sido rejeitado. O Grande Mestre, relutante, diz sentir algo terrível e
misterioso no interior de Saga, um demônio poderosíssimo. Nesse instante, os
cabelos do dito cujo mudam de cor e ele perfura o peito do velho. O capacete
sempre esconderia seu rosto e, de qualquer maneira, só o Mestre Ancião conhecia
o rosto do verdadeiro. Passa, então, a usurpar o posto.
O resto da história a gente
sabe, tentou matar o bebê Atena e tudo mais. Aiolia dá uma de gostoso e diz dar
um fim nessa história agora mesmo, mas Mu o impede (de sua Casa, por
telecinese). Pois é, parece que os demais Cavaleiro de Ouro remanescentes
estavam ouvindo a conversa de Shaka e Um. Enfim, segundo nosso calmo Cavaleiro
de Áries, o céu estava testando Saori. Se ela fosse mesmo Atena, e Seiya e os
outros verdadeiros Cavaleiros, sobreviveriam todos. Afinal de contas, ele e o
Mestre Ancião já poderiam ter agido há muito tempo.
Voltando para a luta, parece
que Ikki e Saga têm poderes mentais equivalentes. O jeito era partir para
pancadaria. Só que o Ave Fênix já tinha sido usado. Era inútil. Sim, isso quer
dizer que Ikki começa a apanhar. Feio. Recebe um Explosão Galáctica em cheio.
Nessa hora, Mu estava contando a todos sobre a história ali de cima. No meio
dela, o próprio Cavaleiro de Gêmeos interrompe e conta num voz que corta todo o
Santuário como usurpou sua atual ocupação.
Quando termina, Saga tava
todo todo, dizendo que os Cavaleiros tinham sido derrotados e que reinaria
sobre a Terra. E como a última chama estava se apagando, Atena morreria dentre
em breve. Sim, sim. Todavia, Seiya zumbi estava de pé, rumo ao templo de Atena.
Pois é, nessa hora, Saga tem outra crise de consciência (Who are you?). Diz que irá impedir Seiya, mesmo que sendo contra
própria vontade. É, é confuso, mesmo. Além “de si mesmo” querer impedir a ação
de Pégasus, Ikki se levanta também. Ficaria no caminho até Seiya pegar o
escudo, para se redimir de seus pecados.
Procevê, o Ikki ainda tinha
remorso por suas ações. Acontece que recebe outra Explosão Galáctica – o
barulho pode ser ouvido por Jabu, junto a Atena. A impressão é que um pedaço do
céu havia desabado, mas eu diria que era como se uma galáxia deixasse de
existir. Enfim, o fato é que Seiya estava vivinho da Silva. Apesar de estar nas
piores condições.
Rastejando, tenta chegar no
templo. Saga diz que daria um basta. Só que todos decidissem ajudá-lo: Jabu e
os outros perto de Saori cedem suas energias cósmicas. Atena diz ele ser a
única esperança. Seus irmãos mais camaradas também fazem o mesmo, o Shiryu, o
Hyoga e o Shun. Aí ele levanta, com todas as energias ao seu redor. Assimilou
completamente o sétimo sentido!
Lança o Cometa de Pégasus.
Saga cai, mas Seiya despenca junto. O fogo vai se apagar! Levanta, cara. REAGE,
VERME!! Aham... ele levanta e vai ao templo. Saga também levanta – diabos, esse
cara é imortal?, agora eu entendo porque o Ikki perguntou! – mas vê a armadura
de Gêmeos perguntar quem ele é (Who are
you?), de novo. O bem ou mal, deus ou o diabo? Saga diz que, se a armadura
ficasse na dela, já teria conquistado o mundo há tempos.
Tá, até parece, só porque
você quer, Saga. O fato é que a voz continua o avisando, era melhor parar, para
que agravar seu crime? Saga se auto retruca dizendo que seria o salvador do
mundo. Quando, depois de todo auto debate e discussões filosóficas profundas
sobre identidade e tudo mais consigo mesmo, chega até a estátua. Seiya está
prestes a pegar o escudo.
PÔ, SEIYA, PEGA LOGO, VÉI!! A
SAORI VAI MORRER! DEPRESSA, SENÃO VOCÊ VAI LEVAR UMA EXPLOSÃO GALÁCTICA NO MEIO
DA FUÇA! VAI ! VA-A-A-I!!
Esse finalzinho é emocionante
demais, impossível me conter, mesmo quando tô escrevendo! Bom, resumindo: a
estátua entrega o escudo, Saga ataca, a chama se apaga, o escudo brilha, o
cetro reage, a flecha some, Saori acorda. Tudo numa fração de segundo.
Aí, uma aura abandona o corpo
de Saga e seu rosto recupera a expressão de bondade. Segundo Seiya, isso foi
por causa do brilho do escudo. Em seguida, cai de novo. Missão cumprida,
afinal.
Atena acorda e agradece a
todos, dizendo que é como se nunca estivesse machucada. Os Cavaleiros de Ouro remanescentes
juram fidelidade a ela, bem como todos os demais. Sai correndo, e Mu diz que a
deixem ir. Afinal de contas, ainda era uma jovenzinha. Ao subir as escadarias
aos prantos, vê Saga caído. Veio pedir perdão. E perfura o próprio peito.
Triste fim. Ele diz que
adoraria viver pela justiça, e que aquilo ainda era pouco. Saori diz acreditar
que no fundo, ele tem senso de justiça, sim. Mas agora já era. Morre. Mu
explica que Saga foi vítima de dupla personalidade. O bem e o mal existem em cada homem. Ao dominar o mal, a razão torna as
pessoas boas, mas quando a ambição fala mais alto, o homem se entrega ao mal.
O bem e o mal chegaram ao
extremo em Saga. Talvez, de todas as batalhas, quem mais sofreu deve ter sido
ele. Saori, então, decide lutar com os outros. E é assim que termina a Saga do Santuário!
Massa!
Procevê. No mangá, é uma das
minhas preferidas, sabe. Divertida. Ainda mais por se tratar de Dupla Personalidade, um assunto daora. Aliás, era para essas duas últimas postagens
virem àquela época, em que falei disso. Mas, cá estamos e cá está ela. Se
estiver sem assunto na semana que vem, prossigo com Queime, Cosmo!, caso
contrário, vou tentar variar. Beleza?
Fechô. Espero ver vocês por
aqui de novo e até breve!



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