quinta-feira, 14 de junho de 2012

Queime, Cosmo! (Parte 3)

Oi, meu povo.

E aí? Bão? Tomara. Oi nóis aqui tráveis. E nem te conto sobre o que vim falar hoje. Depois de muitos e muitos meses, finalmente decidi retornar com os queridos Cavaleiros do Zodíaco! Aleluia! Enrolei, enrolei, mas enfim postarei.

Para ser sincero, o motivo da postagem sobre Cavaleiros era impressionar uma pessoa. Aliás, grande parte das postagens em que me entusiasmo ou escrevo em curtos períodos de tempo são para isso. Pois é, abri o coração, agora. Pena que a maioria fracassa. A passada mesmo, sobre dublagem. Eu queria mandar para o professor Pablo, sabe. Mas daí vi que ele já havia dito isso no mesmo texto em que eu disse ser irrefutável.

Além do mais, fiquei com um pouco de vergonha do texto. Achei mal escrito e com argumentativa fraquinha. Dá até vergonha, depois de tanto tempo escrevendo parecer que nada melhorou. Para ser sincero, gosto bastante dos primeiros textos. Os últimos tenho tido vontade de rasgá-los – pela tela do computador. Por causa do momento, da empolgação e das expectativas – do clima em geral da época. Procevê.

Mas as coisas são como são, é preciso ir em frente.

E existem outros textos que fiz para outras pessoas. Alguns deles para Simone, inclusive. Aliás, ela sumiu, sumiu, e ninguém viu. Será que ela me esqueceu? Apagou da mente para dar espaço para coisas mais importantes? C’est la vie. O fato é que vou postar o que já tinha escrito e me esforçar para terminar o resto. Agora é questão de compromisso, terminar o que havia começado!

Vale ressaltar mais uma vez que o texto é de quatro meses atrás, mais ou menos. Meu estado de espírito era outro. Mas, deixa eu para de drama e ir logo ao que interessa.

Vamos continuar, então? Simbora!

Saori, Seiya, Shiryu, Hyoga e Shun chegam à Grécia (bem no local onde Seiya tinha disputado sua armadura de Pégasus) e são recepcionados por um sujeito encapuzado. A menina está crente que o Grande Mestre irá recebê-la para um chazinho. Daí conversariam sobre toda confusão do Santuário e tudo mais. Vai toda toda. Tadinha.

Eis que o ser misterioso é Tremy, da Constelação de Flecha, e já se apresenta atacando a todos com suas flechas fantasmas. Seiya o derrota em um só golpe. Porém uma flecha acerta em cheio o peito de Saori – todas as outras eram só ilusões. Antes de perecer, o Cavaleiro caído diz que somente o Grande Mestre em pessoa poderia retirar aquela flecha.

Lá se foi o chazinho. O Relógio Zodiacal estava aceso. Uma após outra as chamas se apagariam, de Áries a Peixes. Teriam doze horas, uma para cada Casa. Sem delongas, todos partem para salvar a vida de Atena! E lá vão eles. Corre, negada!

ÁRIES

A primeira Casa é a de Áries. Seu guardião é Mu! Mu de Jamiel! Assim que o veem, ele pede que coloquem as armaduras no chão. Isso porque elas se regeneram só até certo ponto, era preciso consertá-las. Estavam com milhares de fissuras, precisaria de suas ferramentas e de pó de estrelas. Além do mais, Seiya estava sem capacete, algo nada aconselhável quando se deseja enfrentar os guerreiro de tão alto nível.
A força dos Cavaleiros de Ouro eram vinte vezes superior a que eles haviam enfrentado até então. Enquanto Mu dá um jeito nas armaduras, todos observam o Relógio Zodiacal. Era enorme, de modo a ser possível vê-lo em todas as Casas. Passado uma hora, as armaduras estavam prontas.

Antes, mais uma liçãozinha. Nosso calmo amigo de Áries nos explica que um verdadeiro Cavaleiro retira suas forças de seu Cosmo! Nada tem a ver com a armadura. Os Cavaleiros de Ouro eram poderosos porque elevaram a essência de seus Cosmos. O Cosmo vinha do coração e da vida, e também do sétimo sentido!



♪♫ E só o vencedor pode vestir sua armadura de Ouro! ♪♫

 Todos seguem para a Casa de Touro.

TOURO

A Casa de Touro parecia inabitada. Quando tentam passar, são atacados pelo grande Aldebaran! Seiya usa seus Meteoros para que os outros passem, mas é inútil – todos são repelidos. Aí a coisa parecia tão absurda que ele cruza os braços: desnecessário se proteger de reles Cavaleiros de Bronze. Aliás, durante toda a série, os coitados são menosprezados. Bem, paciência, a lição que dá para tirar é que nunca devemos subestimar as outras pessoas, certo?

Ainda mais se elas tiverem fortes tendências suicidas.

Com seus braços cruzados, sem se mexer, o gigante dourado quebra o muro. Eu, você e Seiya nem vemos o movimento. Parecia se iai do kempô japonês. Mesmo assim, Seiya ataca lá do alto com seus Meteoros e recebe o contra-golpe: Grande Chifre. É jogado longe, dando novas entradas nos quartos da Casa de Touro. Então Aldebaran se aproxima de Seiya e tenta pisá-lo. Nosso amigo tenta resistir com suas mãos mas acaba a sete palmos do chão.

Nesse momento, nossa querida Marin... tá bom, tá bom, MINHA querida Marin aparece e diz que é preciso fazer o adversário tirar o sabre. Sair da posição em que ele tava, sabe? De braços cruzados. O que garantiria a vitória seria o curto espaço de tempo que Touro passaria da defesa para o ataque. Aparentemente isso acontece bem rápido na mente de Seiya. Mais uma vez os ensinamentos de sua mestra lhe valeriam a vida!

Aldebaran estava convencido de ter feito um bom trabalho e vai dar cabo ao restante dos invasores. E aí adivinha quem levanta? Pois é, e de energia renovada. Usa de novo os Meteoros, mas ainda em velocidade insuficiente. Só que de repente seu ataque vai ganhando força e se parece com um Big Bang. Diante tal situação, Touro usa suas mãos para se defender.

Parece que ao perder o uso dos sentidos, o sétimo sentido se intensificou. Sim, sim, essa vai ser a essência das batalhas nas doze Casas. Quanto mais lazarento e estropiados os Cavaleiros de Bronze ficarem nas lutas, mais suas energias cósmicas aumentarão.

Por ter feito Aldebaran sair de sua postura, Seiya ainda diz que vai arrancar-lhe um chifre. Abusado que dói, o moleque. Faria isso elevando seu Cosmo até o sétimo sentido. O Cavaleiro de Ouro diz que se ele conseguir tal feito, daria passagem em sua Casa de bom grado. Ataca com Grande Chifre, que é detido por Seiya. Apesar disso, ainda é incapaz de devolver o golpe.

A energia cósmica de Pégasus crescia mais e mais. Só conseguiria atingir Aldebaran se tangesse a velocidade da luz. Seiya, ao ouvir, se levanta e parte para cima. Dessa vez ele devolve o Grande Chifre. E, quando Touro menos esperava, um ataque vindo de cima, cortando fora o chifre dourado. Todo metido, ainda ousa perguntar se seria preciso cortar o outro.

Aldebaran cumpre o combinado. Os outros aparecem e recebem um último aviso: nunca subestimarem os Cavaleiros de Ouro. Todos vão rumo a Casa de Gêmeos.

Pouco depois, Mu aparece para rever seu velho amigo. Pergunta porque a Casa está tão limpinha, já que se quisesse ela estaria banhada a sangue. Aldebaran revela que Seiya o deixou em dúvida. Além disso, já tinha ouvido falar de cadáveres de servos na Sala do Grande Mestre, só por terem visto seu rosto.

GÊMEOS




Os Cavaleiros de Bronze entram na Casa de Gêmeos. Nem sinal de guardião por ali. Só se sentem um pouco perdidos, com uma estranha passagem em sombras e luz. Ah é, e uma cosmo energia esquisita. Quando finalmente saem, estão na entrada novamente. Insistentes, entram de novo. De novo a sensação estranha e, de novo, estão do lado de fora, no ponto de partida. Porém agora, existem duas Casas de Gêmeos. Procevê.

Decidem se dividir, então. Hyoga e Shun iriam por uma e Shiryu e Seiya por outra. Quem conseguisse sair, prosseguiria sem os demais, afinal Saori estava morrendo. Era mesmo. Lá dentro, uma voz diz a Shun e Hyoga que jamais sairão, estão presos num labirinto. E um Cavaleiro sem rosto aparece! Seu capacete tinha rostos nas laterais, e a armadura era macabra. Hyoga mais que depressa o ataca, ignorando totalmente o alerta de Shun – sua corrente estava inerte. Recebem o golpe de volta, em cheio. Inclusive o Shun.

Na outra Casa (ou na mesma, nem sei), Seiya e Shiryu estão em frente ao mesmo Cavaleiro. Seiya, assim com Shun havia feito, comenta como eram macabros os rostos nas laterais do capacete. Shiryu, cego, diz que a presença do Cavaleiro ali era indetectável. Impede o ataque de Seiya. A energia cósmica do inimigo só podia ser sentida ao longe.

Locão, vê a saída e parte para cima do Cavaleiro de Gêmeos e a parede, pedindo que Seiya se apóie nele, pois via claramente a saída. Seiya esperava se estatelar de cara no muro, mas os dois saem da Casa. Shiryu avisa que seu amigo fora feito prisioneiro das ilusões pelos seus olhos.

Quem as projetou devia ser a mesmíssima pessoa que emanava a energia cósmica esquisita. Entrementes, era incompreensível a alternância de sombra e luz enquanto passavam pelo labirinto. Fosse como fosse, os dois deveriam continuar, afinal era o combinado. Shiryu ainda traquiliza Seiya: Shun e Hyoga sairiam sozinhos. E os dois partem para a Casa de Câncer.

Ao longe, o Grande Mestre medita. Seus soldados dizem que ele poderia ficar assim por dias. Lá dentro, diz ser um imprevisto o fato de a cegueira de Shiryu ter sido de serventia para o escape dos dois. Ao mesmo tempo, Shun protege o corpo caído de Hyoga com uma defesa circular no chão. Sabe estar sozinho ali. Assim, só se protege. Quando vê Gêmeos passar tranquilamente por sua defesa, tem a certeza de o labirinto e o adversário serem ilusões.

Vixê, isso é que é confiança na armadura, heim! Porém recebe o ataque Outra Dimensão. Consegue se agarrar às pilastras com suas correntes, mas Hyoga estava inconsciente e se perde no ataque. Como Shun resistiu, o ataque é lançado novamente, mas algo perturba a concentração do Grande Mestre e as ilusões são desfeitas. Quem poderia ser?

Oh, é alguém na Ilha do Canhão! Se você não descobriu quem é, bem, dá uma lidinha. Shun estava livre para seguir o seu caminho, mas nunca na vida que abandonaria seu companheiro em combate. E lá estava seu adversário de novo. Protege-se com sua corrente em espiral e mais: sua energia cósmica tinha aumentado e suas correntes reconstituídas! Antes de prosseguirem a porradaria, Shun nos explica como funcionavam suas correntes.


A ponta esquerda, com um círculo, serve para defesa. A da direita, com um triângulo, era para a ofensiva, buscando o inimigo. Ao elevar seu Cosmo, elas assumem suas funções. Em condições normais de temperatura e pressão, ele detestava ferir os outros. Mas para salvar seu amigo e irmão, manda suas correntes atacarem. E mais, a da direita pode atingir um inimigo a dois mil anos luz de distância! E demonstra na prática sua utilidade, atravessando uma dimensão e arrancando o rosário do Grande Mestre.

Nessa hora, o Grande Mestre se impede a si mesmo de ser mais ridicularizado. Bom, mas para frente você vai entender – tá, eu sei que você sabe, mas faz de conta, faz de conta...

Aí, Shun percebe que quem provocou a guerra e fez as ilusões são as mesmas pessoas. Observa os dois rostos na armadura de Gêmeos, que havia voltado à forma normal. Era como se expressasse a amargura da sombra e da luz, por estarem então reunidas.

Enquanto isso, Hyoga ressurge na Casa de Libra. Lá reencontra seu antigo mestre, Camus de Aquário. Sim, Camus é o mestre de Hyoga! Um Cavaleiro! De Ouro! E nem me venham com um tal Cristal. Ele nunca existiu. Psi-i-i-t! NUNCA EXISTIU!! Aham... E os dois se revêem na sétima Casa do Zodíaco. O mestre veio deter seu pupilo, suas ordens eram para que ficasse ali. Hyoga se nega.

Recebe um ataque. Porém, exita em atacar seu próprio mestre. Camus diz que sempre foi sentimental demais. Confessa ter sido ele próprio ter afundado o navio onde estava a pobre mãezinha afogada de Hyoga. “Por quê?”, pergunta o descolado Cavaleiro de Cisne, aquele era seu único ponto de refúgio, de paz. Aqui uma mensagem interessante (é um lance bonito e sério, essa parte): só se pode chorar pelos mortos durante algum tempo. É preciso superar o trauma.

Agora sim ele era capaz de atacar o próprio mestre! Usa o Pó de Diamante, mas foi Camus quem ensinou esse ataque. É como querer ensinar um macaco a subir em árvores. Recebe uma Execução Aurora, o ataque mais poderoso do Cavaleiro. Seu Cosmo some e os outros percebem. Num flashback, podemos ver que sua mãe nutria sentimentos pelo velho tarado do Mitsumasa Kido, já que voltava ao Japão para revê-lo.

O fato é que Camus quis dar ele próprio um fim ao seu discípulo. Seria melhor do que qualquer outro, que o deteria brutalmente. Foi ele quem o treinou e permitiu que adquirisse a armadura de Cisne. Ele quem transmitiu as ordens do Grande Mestre nas Guerras Galácticas. Assim, deixaria seu corpo preso num esquife eterno de gelo na Casa desabitada de Libra. E sai, chorando.

CÂNCER

Ainda na subida, Shiryu pede que Seiya deixe o adversário daquela Casa com ele e siga rapidamente para a Casa de Leão, já que a presença do cosmo de Hyoga havia sumido. Quando entram, há uma sensação sombria de morte, de tumba. Shiryu pisa em algo bizarro e pede para Seiya ver o que era. Um rosto! E mais: as paredes estavam recheadas deles! Surge então seu guardião: Máscara da Morte de Câncer.

Ele então diz que cada um daqueles foram suas vítimas, eram como troféus. Independente de idade e sexo. E os dois fariam parte da decoração. Shiryu fica bravo por se vangloriar de suas vítimas e diz que Máscara era indigno demais para ser um Cavaleiro. Iria pagar por isso. Despacha Seiya, que pina o gato depois de ter sobrado bronca até para ele.


Impede o caminho do Cavaleiro de Câncer, que queria pegar o fujão. Certo, terminariam o combate iniciado nos Cinco Picos, então. Lembra? Shiryu recebe o primeiro ataque, o Ondas de Hades, e vai parar no Poço dos Mortos. Ali vê Hyoga e Saori. Sim, vê, já que recupera a visão. Saori diz que aquelas pessoas (e eram muitas) estavam indo para o mundo dos mortos.

Mas ainda estava longe dele parar ali, afinal o corpo estava na Casa de Câncer. Pede para que ele pare de se preocupar com ela e Hyoga, já que o tempo era curto. Aí, tcharans!, volta à vida. Diz a Máscara da Morte que o senhor do país o queria longe dali e usa seu Cólera do Dragão. Inútil. Um ataque é ineficaz ao ser usado pela segunda vez num mesmo Cavaleiro – já o tinha usado nos Cinco Picos. Recebe o Ondas de Hades de novo e volta ao poço das almas.

Lá nos Cinco Picos, Shunrei vê a Constelação de Dragão e começa a orar por Shiryu, algo que ambos os Cavaleiros percebem. Aí ficamos sabemos a história da menina: foi abandona quando bebê e criada pelo Mestre Ancião. E depois que Shiryu chegou, os dois foram crescendo juntos. Coisa mais linda!

Máscara da Morte percebe as orações apaixonadas e resolve ir a Colina de Yomotsu para evitar que Shiryu volte mais uma vez. Ao chegar, o vê sem muitas forças, pisoteia, resolve jogá-lo no poço que criara: uma vez lá dentro a morte era certa. Aí ele sai arrastando o Shiryu e o segura em uma só mão. Quando estava na beirada, prestes a mandar o Cavaleiro de Dragão para as cucuias, as preces de Shunrei são percebidas de novo.

Irritado, Máscara da Morte a derruba do alto da cascata. Shiryu entra em fúria. Seu corpo esquenta com o aumento de seu cosmo e queima a mão do Cavaleiro maligno. Nunca antes na vida o calmo e equilibrado Shiryu havia sentido tanto ódio de alguém. Aí presenciamos a verdadeira cólera do Dragão! Sua energia ultrapassava a de um Cavaleiro de Ouro e Máscara da Morte apanha que nem um condenado. Afinal, ele tirou o que era de mais querido do nosso amigo.

Decidido, iria jogar Máscara da Morte poço abaixo com o Cólera do Dragão, mas falha de novo. E podia bater o quanto fosse, com a armadura de Ouro, os golpes nunca seriam graves. Recebe um golpe e acaba ficando dependurado na cratera dos mortos. Nessa hora, os mortos que Máscara da Morte havia matado o seguram. Vagavam o odiando, sem poderem ir a lugar algum. Mas ele se livra facilmente dos empecilhos, dizendo que em nada estava arrependido, nem um tiquinho. Joga todo mundo poço abaixo.

Pisoteia Shiryu para que ele caia de vez também. A única resistência que oferece são golpes na canela de seu adversário com seu antebraço. E funciona, porque a armadura o abandona. O resultado é ter uma perna quebrada. A armadura de Ouro rejeita um Cavaleiro tão cruel. Máscara da Morte se vê totalmente desarmado. Mas, como Shiryu gosta de brigar com lealdade, retira sua proteção. Ganharia quem elevasse mais o cosmo.

Aqui Shiryu nos explica direitinho o que é e como funciona o tal do sétimo sentido. Para inflamar o Cosmo ao máximo, era preciso encontrar o sétimo sentido, a capacidade que todos tem de ultrapassar todos os outros. O Mestre Ancião nada havia dito porque esse é o tipo de coisa que se descobre sozinho, sem transmissão de ninguém – deve-se descobrir pelas batalhas.

Destarte, intensifica seu cosmo ao máximo e lança um Cólera do Dragão a toda potência. É o fim de Mascara da Morte. Volta para a Casa de Câncer, onde Shun o aguarda. Todos os rostos desapareceram e a Casa recuperou sua dignidade. Aí, o Mestre Ancião avisa que Shunrei está bem e que Shiryu havia voltado a enxergar por um milagre de elevação de seu Cosmo, ao nível dos Cavaleiros de Ouro, que trouxe benefícios para sua visão – um milagre que ele devia a Shunrei. Pior!


Ele e Shun partem para a Casa de Leão.

LEÃO

Aiolia detém Seiya. E o coitado está sem entender, afinal ele, você e eu o vimos jurar fidelidade a Atena. Mesmo um tanto confuso, intensifica seu cosmo e consegue acertar um golpe nele. Na Sala do Grande Mestre, vemos ele dizer que Seiya acabava de assinar seu atestado de óbito, pois Aiolia havia sido atingido pelo Satã Imperial. Mas você e eu já sabíamos disso, aconteceu quando ele lutava com Shaka.

O fato que a gente desconhecia era que antes de ser atacado, Aiolia ainda tinha controle de vinte por cento de seu próprio cérebro. O controle do ataque passava a ser total após o primeiro golpe. Só voltaria ao normal quando visse seu adversário morto e depois sofreria com a angústia de tê-lo matado. E é isso que Cássios diz à sua mestra quando ela acorda de seu descanso da última batalha. Mas do que depressa a impede de ir para batalha e vai em seu lugar.

Aiolia, possesso, sem se conter em nada, quebra a perna de Seiya. Ai! Se os meteoros atingiam cem golpes por segundo, os golpes de seu adversário atingiam mil golpes no mesmo segundo. Na entrada, Cássios impede a entrada de Shun e Shiryu dizendo que o Cavaleiro de Leão havia sofrido lavagem cerebral. Antes que Seiya fosse feito em pedacinhos, Cássios entra e diz que só ele pode matá-lo, por direito e por vingança, já que sua orelha ainda doía. Explica a Seiya toda situação.

Entrementes, perfura sua própria barriga. Em seguida, Seiya eleva seu Cosmo, desvia do Relâmpago de Plasma e consegue atingir mais uma vez Aiolia, que enfim volta ao normal. Mas Cássios está morto. Agora ele protegeria Shina como uma estrela lá no céu. De volta a si, Aiolia coloca a perna de Seiya no lugar e avisa aos três – já que Shun e Shiryu também estavam ali – que Shaka de Virgem era o homem mais próximo de deus e jamais deviam deixá-lo abrir os olhos, jamais!

VIRGEM


De cara, Seiya é o primeiro a atacar. Depois Shiryu, com o Cólera – detido com uma mão. Depois, reflete as correntes de Shun, enrolando-o com elas. Com um único golpe, o Círculo das Seis Existências, os jogam a miléguas dali. Shun ainda se mexia e Shaka diz que seria misericordioso dando fim a miséria do pobre coitado, quando uma pluma fere seu braço. Ninguém mais, ninguém menos que Ikki.


Que chega e já cai numa ilusão. Shaka só o tiraria do lago de sangue infernal caso se ajoelhasse. Ikki mostra do que é feito e evapora todo sangue com seu Cosmo. Aí, se lembra de tudo que aconteceu na Ilha da Rainha da Morte. A conseqüência é que o Cosmo de Fênix cai!

Sem delongas, Shaka ataca com o Círculo das Seis Existências, deixando Ikki escolher um mundo para ser enviado: o inferno, o mundo dos demônios, o mundo das feras, o mundo das chacinas, o mundo dos homens e o paraíso. Vamos conhecer cada um deles na última parte de Queime, cosmo!

Depois do golpe, Shaka tá se achando o ó, quando um ataque vem, do nada. Era Ikki e seu Golpe Fantasma da Fênix. Pois é, nem o inferno nem o mundo das chacinas o quiseram, ele ia dar problema. Acontece que o Golpe é inútil contra Shaka. Acaba por sofrer sua própria ilusão (pequeno Ikki segurando o bebê Shun, quando crianças, e vozes mandando ele largar nos espinhos sob seus pés, já que a cada passo se tornava mais pesado).


Em seguida, a armadura de Fênix se resume a cinzas pelo Cavaleiro de Virgem.

Na então conjuntura, Ikki resolve se afastar para escapar do Círculo das Seis Existências novamente, mas após tanto correr, percebe que esteve o tempo inteiro nas palmas das mãos de Buda. Guarda essa ilusão, Shaka gosta muito dela e vai repeti-la mais para frente. Sei que Ikki gosta nada nada de ser comparado de novo a um macaco e decide atacar. Shaka tenta combater, e aí as vestes de Fênix então ressurgem!

AVE FÊNIX!! Só que seus ataques nada adiantam contra Shaka. Cansado de enfrentar Ikki, resolve usar seu ataque mais poderoso, a Rendição Divina. Fora um erro tentar mandá-lo aos mundos da metempsicose, o jeito era usar um ataque para que ele foi impossibilitado de renascer. A Rendição era seu ataque mais forte, que combinava ataque e defesa.

Aqui ele abre os olhos. AGORA A PARADA FICOU SÉRIA!! Começa a tirar os sentidos de seu teimoso e resistente adversário, um a um. O primeiro foi o tato. Depois, olfato.Aí Ikki pergunta porque um Cavaleiro tão poderoso seguia o maligno Grande Mestre. Por conseguinte, perde o paladar. Pois é, falou demais. Depois, lá se vai a visão.

Shaka diz lutar pela justiça, pois é um Cavaleiro de Atena. Jamais lutaria para defender o mal, por isso, estava do lado que estava, sem oposição.Deixou Ikki viver na primeira vez em que se viram, porque Ikki tinha bondade, apesar de tudo. Além disso, os fatos humanos são instáveis, e o bem e o mal nunca são absolutos – mas sempre sabia de que lado o mal estava. Simplesmente reconheceu que o Grande Mestre simbolizava a justiça. Tchau, audição!

Depois de toda conversa, aplicaria o golpe final, só que Shun segura seu braço com a corrente. Mas, em seu coração, Ikki diz que enfrentará Shaka até o fim. Shun solta seu adversário.

Shaka pergunta se Shun bebeu e ele diz que Ikki ainda quer enfrentá-lo. Ataca então, e percebe que Fênix ainda se defende. Ainda possui o sexto sentido. Shaka o aniquila. Ao fazer isso, o Cavaleiro expande imensamente seu Cosmo, ultrapassando o do Cavaleiro de Virgem! O segredo então é revelado.

Ikki disse que percebeu o motivo de seu adversário sempre estar de olhos fechados: ao se privar de um dos sentidos, conseguia concentrar Cosmo-energia, tendo então mais poder. Quando os abria, liberava todo o acúmulo. Então se agarra a ele ampliando ao máximo seus poderes, num ataque suicida, para explodir tudo. Promete a Shun que, se reencarnação existir, renasceriam novamente como irmãos.

Eu quase chorei nessa cena do anime. Coisa mais linda!

LIBRA

Todos se dirigem, então, à Casa vazia de Libra. Porém, Hyoga estava lá, congelado, num esquife de gelo. Shiryu deduz que somente o mestre de Cisne seria capaz de tal feito. Somente Camus de Aquário. Podem sentir a energia cósmica de Hyoga bem fraquinha, o que significava que ele ainda estava vivo.

Seiya ataca, mas é inútil. Daí, aparece a armadura de Libra, bonitona! Foi mandada pelo Mestre Ancião. Shiryu então retira sua armadura de Dragão e as armas de Libra nos são apresentadas: o nunchaku, a lança, a espada, a tonfa, o escudo e a barra tripla. Tal armadura protegia, mas também servia de arma e era as únicas que Atena permitia o uso. Qualquer um podia fazer uso dela, desde que em nome da justiça e com o seu consentimento.

Cada uma parecia ser capaz de rachar as estrelas. Shiryu se decide pela espada para quebrar o gelo sem machucar Hyoga. Ao fazê-lo, o gelo evapora e seu amigo cai, com o coração batendo fraco. Shun decide ficar e dar um jeito, pois precisavam se apressar. O fogo zodiacal de Libra acabava de se extinguir.
A única maneira que encontrou foi aumentar seu Cosmo ao máximo e transmitir todo calor dele através de seu corpo. Quando Seiya e Shiryu chegam na Casa de Escorpião, sentem a energia cósmica de Shun explodir. Shiryu então lembra da história do viajante ferido que foi ajudado pela força do urso e esperteza da raposa, mas o coelho, sem habilidades, deu a vida.

Aqui Shiryu diz a Seiya que, após a batalha das Doze Casas, pediria para Shun deixasse de usar sua armadura. Claro que nada tinha a ver de seu valor como Cavaleiro, mas sim por sua gentileza. Andrômeda, na mitologia, se sacrificou para acalmar Poseidon. Os dois decidem voltar para Casa de Libra, mas Milo de Escorpião os paralisa e ataca com sua Agulha Escarlate.

ESCORPIÃO

Após atacar Seiya e Shiryu, eis que surge Hyoga com Shun em seus braços. Está aos prantos por um ato tão nobre do irmão e amigo. Shun transmitiu vida a seu corpo gelado e devolveu calor ao seu coração. Pede aos outros partam e que o levem, já que ainda está vivo. Nesse meio tempo Hyoga discute com Milo sobre sonhos. Sim, ele sempre tentava realizar os seus, e dentre eles estava passar dali.

Enquanto rolava tal discussão onírica, os soldados do Grande Mestre resolvem acabar de vez com essa história atacando Saori. Tatsumi a defende como pode. Ah é, esqueci do Tatsumi. Bem, é um careca mordomo da família Kido. Ou algo do tipo. O fato é que ele tava lá, mas pouco podia fazer. E o fim seria ali mesmo caso os demais Cavaleiros de Bronze tivessem desaparecido da história. Só que lá estavam eles: Jabu de Unicórnio, Ban de Leão, Ichi de Hira, Nachi de Lobo e Geki de Urso.

Cada qual havia voltado a seu mestre e recebido outro treinamento. Pelo visto, seria o suficiente para ficarem de atalaia ali. Depois de ganhar tempo para seus camaradas prosseguirem – Seiya queria ficar, mas Shiryu entende a posição de Hyoga e diz para que fique firme –, a luta começa. A paralisação de Milo é inútil contra Hyoga, por ter um ar glacial o protegento. Hyoga ataca, mas seu ataque também é vão, sem atingir verdadeiramente, apesar de ter parecido o contrário. A Agulha Escarlate, entretanto, acertou o alvo.

Todavia, para total efeito do golpe eram preciso outras catorze agulhadas. Todas elas seriam correspondentes a Constelação de Escorpião. Um ataque arriscado, se quer saber. Isso porque, como vimos quando Seiya sofreu com a Morte Negra, a Constelação de um Cavaleiro mostra seus pontos vitais. Pois é. Mas prossigamos.

Hyoga só tinha duas opções: a rendição ou a morte. Mas vai resistindo a cada ataque. A última agulhada, chamada Antares, representava o coração do escorpião. Ainda havia tempo. Porém, os ataques de Cisne enquanto recebia cada agulhada tiveram uma finalidade: as pernas de Milo estavam congeladas. Daí ele usa seu Turbilhão de Gelo (Kholodnyi Smerch). O esforço é tamanho que os pontos atingidos pelas agulhadas de Milo começam a jogar de sangue.


E, nossa, ele sangra como nunca!

Em conseqüência, começa a perder os sentidos. Milo então explica que Camus só quis evitar o sofrimento de seu querido aluno ao colocá-lo no esquife. Hyoga então lembra de sua infância, quando disse a Camus que queria se tornar Cavaleiro para quebrar o gelo e ver sua querida mãe. A resposta é que um Cavaleiro deve ter sangue frio, assim como as geleiras eternas.

O Cavaleiro de Escorpião diz que iria deixá-lo vivo em respeito a seu amigo Camus. Mas Hyoga jamais desistiria. Lutaria pela amizade! Mesmo porque ia ficar muito feio morrer logo depois de sair do esquife. Pegaria mal. O que ele falaria pro Shun? Aqui Milo avisa telepaticamente a Camus que daria tudo de si na luta. E os dois atacam simultaneamente.

Bem, como eu disse ali em cima, é arriscado um ataque em que demonstra sua Constelação para o inimigo. Sem sua armadura de Ouro, Milo estaria congelado, porque o ataque foi em cima de seus pontos vitais. Daí que, mesmo desmaiado, Hyoga estava se mexendo. Espantado com tamanha força de vontade, Milo se pergunta se Saori é mesmo Atena. Estanca a hemorragia de Hyoga e diz que quer ver até onde pode chegar.

De novo aos Cavaleiros de Bronze coadjuvantes estão lá com Tatsumi, enquanto Geki foi buscar o cetro dourado de Saori no jatinho. A armadura de Sagitário também havia sido trazida, já que Saori queria devolvê-la. Nesse momento, todas elas ressoam: as doze armaduras de Ouro estavam reunidas novamente no Santuário!

E aí... você vai ter de esperar mais um pouco. Assim, é rapidinho. Prometo que a próxima postagem vai ser o restante da saga do Santuário. Prometo! Até que é divertido falar de Cavaleiros. É mesmo. Então, logo, logo volto com mais divagações e pareceres a essa série tão danada de boa! Espero ver vocês de novo por aqui! Até a próxima!! 


Me dê sua força, Pégasus! É, dessa vez acho que vou precisar!!

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