sexta-feira, 29 de junho de 2012

Roteiros (Qual é o seu Sonho?)

Oi, pessoas!

Beleza pura? Assim espero. Pois é, cá estou eu novamente para as tonterias semanais. Se bem que atrasei um pouquinho. Alguém sentiu saudade? Eu também, eu também. Procevê. Então, o assunto de hoje tem a ver um pouco com o país. Muito, na verdade. E tudo que espero desse Brasilzão de meu Deus. Além de um pouco ser sobre meus planos futuros.

Para começar, ainda hoje estou desempregado. Como as tentativas de cavar meu espaço através de um concurso público tem falhado, resolvi acreditar em outro sonho, sabe. Porque, ao que parece, mesmo se ainda continuar tentando passar em algum, as chances reais de ser bem sucedido são baixas. Dois anos dedicado a isso é tempo demais. Se fosse para ser, teria sido. Tá na hora de começar a trabalhar sem a estabilidade que traz um emprego público.

É mesmo. Tenho de ser realista. Se até o fim do ano nada der certo, o jeito é investir em algum emprego. Parte desse meu desejo de ser concursado, principalmente no âmbito federal (apesar de já ter atirado para tudo que é lado e fracassado até então), se deve a possibilidade de explorar melhor o nosso riquíssimo país. Sim, sim, pedir transferência para onde fosse necessários serviço e assim ir conhecendo aos poucos diversos lugares. Bem viagem, eu sei. Mas, deixa-me sonhar. Custa nada.

Pois é, aproveitando o assunto, vim falar desse outro sonho e como ele “nasceu”. Dia desses tava conversando com meu amigo Túlio via Msn, e vi que ele tava muito estranho. Muito. Ainda desconheço os motivos, mas de tempos em tempos ele fica mais bonzinho, mesmo. Vai ver é porque mora longe da gente. Sim, é aquele Túlio, o do Rio. Sei que num ponto da conversa, eu disse o que tinha no cocoruto: roteirizar um filme de zumbis no Brasil e mandar para alguém de lá, para ver se a ideia colava.



Aliás, depois de escrever que vi o quão absurdo e que era até meio tola, essa ideia. Por mais que já tivesse convencido a mim mesmo na minha cabeça de tal fato, foi só contar para alguém e ver como aquilo soava, sei lá, esquisito, estranho. Todavia, o Túlio até que deu uma força, incentivando para que eu escrevesse alguma coisa e tentasse.

Se ele estivesse bem mesmo das ideias, teria esculachado sem dó algo tão maluco.

A questão é que esse ato dele me encorajou bastante. Igual a Mii com os vídeos, sabe. E muitas outras ideias foram reaparecendo em minha mente. E algumas até nasceram ou estavam a esperar para nascer. Outras estavam plantadas, e algumas hibernavam pacientemente até chegar à estação primordial.

Eu só precisava de um empurrãozinho, mesmo. De alguém, qualquer pessoa.

Assim, muitas delas, as ideias, surgiram de outros filmes, revistas e até mesmo de histórias de mangás. É tudo suecado. Mas todo mundo é assim, a soma de tudo que mais gosta. Vê só o Tarantino, os filmes dele são cheios de referências àquilo que o marcou. Mesmo o Woody Allen disse uma vez que ele “roubou dos melhores”. É mesmo, Woody, se é para roubar, que seja dos bons!

Sei que nessa onda, vi pelo Twitter um pouco da vida do Felipe Neto, através de um vídeo que ele fez, para um concurso da Caixa. E decidi participar! De fato, tá aqui o meu videozinho, de dois minutos contando minhas loucuras. É só dois minutinhos!!

Detalhe para as mudanças de posição do Saga em diferentes cenas. Se você quiser, também pode participar. Seu sonho pode ser: pessoal, social, cultural, empreendedor e ambiental.

Procevê. É isso mesmo, tentar explorar a diversidade de sotaques, de lugares e de costumes tão rhycos no Brasil. É bastante simples ir de um estado para o outro ou conhecer pessoas desses diferentes lugares. Tenta prestar atenção, você vai ver que conhece alguém assim, diferente, de outra localidade. Seja pela maneira de falar ou pensar, com diferentes costumes cotidianos ou alguma outra peculiaridade.

As aventuras que tenho em mente explorariam a diversidade de lugares dentro de uma situação determinada – evitando abranger muitos lugares, claro, para que a trama tenha a profundidade necessária; caso contrário, seria por demais vaga. Além disso, as ficções teriam uma linha mais scorcesiana, sem efeitos especiais mirabolantes, coisas explodindo ou pegando fogo, heróis hedônicos e milagrosos e outras coisas do gênero.

O plano é mostrar uma realidade tangível, com pessoas comuns dentro de situações adversas causadas por uma espécie de problema, de tal maneira que o telespectador consiga se ver no mundo idealizado. Assim, perceba que aquilo até que é bastante plausível. Talvez essa seja o maior desafio de todos: misturar certa fantasia com doses de realidade dramática. Entende?

Dá para captar o que quero passar? Bem, acho melhor colocar aqui alguns dos rascunhos que fiz. Dentro deles, vou relatando o que tinha em mente. Vai ficar mais fácil de abstrair, acho.

A História Do Homem Sem Memória: Lembra que eu disse que muitas ideias estavam no Modo de Espera (Stand By)? Essa é uma delas. Tive um insight aos dezesseis anos, numa aula de Literatura da professora Zélia. Aliás, saudades dela. Nunca fui íntimo e ela já deve ter me esquecido, mas era uma professora e tanto. Umas das minhas aulas preferidas no Ensino Médio eram as de Literatura e esse é um dos motivos: elas me davam inspiração.

Originalmente, pensei em escrever um livro com uma história assim. Depois vi que seria difícil escrever tanto, mas a essência ficou guardada num cantinho da minha mente. Reapareceu graças a minha conversa com Túlio. Deixa eu contar como ela é.

A trama começa com um homem acordando de seu sono, porém sem saber onde está. Estava com uma mulher que nunca havia visto ao seu lado, numa cama de casal, dentro de uma casa desconhecida, aparentemente dono de uma família estranha. Até mesmo o lugar era bastante diferente de onde se lembrava morar: estava no Rio de Janeiro, em uma casa bastante confortável.

Na noite anterior, tinha seus vinte e poucos anos, e na manhã seguinte, ao que lhe parecia, acordara casado, pai de um filho e sendo um profissional bem sucedido. Discreto, vai observando tudo o que acontece e seguindo o fluxo aparentemente cotidiano de sua esposa e filho. Vai tentando se lembrar (somente em seu íntimo, num primeiro momento) do estranho buraco de muitos anos, mas isso se mostra ineficaz.

Sua vida atual é corrida. Por um estranho motivo, meio que por instinto, mesmo, conseguira chegar ao local de trabalho. Era um contador exímio de uma grande empresa – tornara-se um profissional de destaque. Apesar de nada se lembrar, suas habilidades para cálculos e raciocínio lógico estavam todos ali, bem melhores do que se lembrava. Com o passar dos dias, vai descobrindo o tipo de homem que se tornou.



O sucesso atingido é apenas profissional. Poucas pessoas lhe são próximas. Tinha pouquíssimo contato com o pai, em Brasília – a mãe morrera pouco depois de ter passado na Universidade. Aliás, o curso que fazia era outro. Porque diabos trocou, era mais um mistério. Outro era a esposa: sua namorada, a qual gostava tanto quanto o curso, havia sumido sem deixar rastros, nessa nova vida.

Dessa época e lugar, só mantém uma amizade, com um amigo baiano da UnB. Ele, por sinal, trabalha na mesma empresa e parece ser o único laço confiável que conseguira ter. Aos poucos, percebe na pessoa pouco confiável que se tornou. Sua família era tão distante e as relações tão pobres, que nem notaram grandes mudanças em seu comportamento – como o fato de ter perdido a memória. Apenas comentam que ele parece mais atento e interessado nas ações de todos.

Seu casamento está em ruínas. Seu filho era distante, com um quê de tristeza – apesar de bem educado e calmo. Participando das reuniões em seu trabalho, já que se tornara um dos “poderosos” na empresa, descobre um gigantesco esquema de fraudes, lavagem de dinheiro e tráfico de influências que fizeram a empresa chegar aonde chegou. Ao relatar tudo ao Diretor, descobre que foi ele mesmo quem arquitetou todo o esquema – e confessa ter perdido a memória.

Mesmo com exames médicos e tudo mais, ele é um homem normal, sem nenhum problema de saúde relacionado. Daí em diante, tenta se reaproximar da família: leva o filho (que deve estar com uns dez anos, por aí) para conhecer Brasília e visitar o avô. Lá conversa muito tempo com o pai e vai descobrindo através dele algumas coisas sobre os caminhos que tomou na vida. Depois disso, diminui sua carga na empresa e retira parte do dia para ficar com o filho.

Tenta fazer o mesmo com a mulher e consegue certa aproximação, cativando-a novamente. Apesar de conseguir reconquistar a esposa que antes estava cada vez mais distante, ela possuía um amante secreto e acaba por entrar num processo de profunda agonia. Aos poucos, aprende a se acostumar com tal vida: arranja um cachorro, começa a fazer exercícios, dá mais valor ao único amigo do passado.

A história termina sem o homem conseguir recuperar o buraco na sua memória, mas num final feliz, sob a conclusão que nunca é tarde para recomeçar, para mudar a vida. Viu que perdeu muito de si mesmo, e a memória foi um preço baixo para perceber que as inconsequências de seus atos estavam o levando a uma vida de arrependimento e solidão. Um fato interessante a ser explorado – e para dar alguns momentos de humor à história, colocada em doses precisas ao desenvolver do enredo – é um líquido verde. Quando o homem sem memória confessar sua perda ou agir de maneira estranha aos seus comportamentos antes típicos, alguém perguntaria se ele havia bebido “a coisa verde”, “o troço verde”, de novo.

Essa “coisa verde” seria o elemento misterioso da trama, para chamar a atenção do telespectador. Pistas sobre a garrafa durante todo filme seriam colocadas, para que o observador mais atento pudesse ir ligando os fatos e percebendo sua atuação. A ideia é que, por causa dessa bebida (abuso do consumo), o protagonista teria perdido sua memória de maneira irrecuperável.

Mas claro que isso estaria totalmente implícito. Tipo aquela coisa brilhante em Pulp Fiction, sabe?

Creio que, para começar, esse roteiro seria ideal. A tirar esse elemento sutil da bebida verde, seria totalmente possível acontece algo do tipo, a qualquer pessoa. Assim, teoricamente. Seria mais simples fazer o telespectador ou telespectadora se ver em tal situação e imaginar como reagiria se isso acontecesse na própria vida – perder a memória e estar em um lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas, tendo de retomar uma vida estranha. Ah é, e exigiria pesquisa a respeito sobre memória, também.

Uma última curiosidade: a história acontece sem nenhum flashback. Para deixar quem assiste na perspectiva do protagonista, tendo de imaginar o passado.

Por algum motivo, vejo como protagonista o Selton Melo. E, como amigo “baiano da UnB”, o Lázaro Ramos. Acho que se as coisas derem certo, o Selton toparia fazer tal papel. Ele gosta de coisas assim, alternativas.



Ônibus: Tive essa ideia quando trabalhava numa academia com meus amigos Francis e Emano. Até que era massa, mas... o fato é que tinha de pegar três ônibus para chegar lá, um deles era o eixão (metrobus, os chamados sanfonões). Daí prestava atenção nas conversas das pessoas e nas diversas situações que ocorriam.

Funcionaria como um curta-metragem, pois seria uma série de historietas de pessoas dentro dos ônibus. Cada uma teria menos de cinco minutos – para bem menos, na verdade. Como parei de andar, tive bem poucas ideias a respeito, mas algumas até que ficaram legais. Começaria com um homem, à noite, tentando fazer a máquina aceitar o bilhete de passagem (chamado aqui em Goiânia de sitpass), que o recusa incessantemente – um quê de cômico. Sem falas, só com a atuação.

Outra história com um rapaz que senta em um lugar e ninguém mais se senta ao seu lado. Esta seria recorrente entre as outras histórias – contada parte por parte, entre as outras –, onde no começo ele estaria sozinho e aos poucos o lugar se encheria, mas ninguém se sentaria ao seu lado. Veríamos o incômodo do rapaz no começo, que se acostuma e se conforma – ninguém mesmo se senta ao seu lado, ainda que esteja lotado. Ao final, tem uma surpresa agradabilíssima.

Em outra história, uma menina entra no eixão, percebe um casal se pegando e depois de um tempo vê seu próprio namorado a traindo. Outra teria uma espécie de perseguição de dois garotos que passam correndo entre parte da cidade e até mesmo nos transportes coletivos, onde no fundo era só uma atividade na aula de Educação Física.

Mais uma onde um amigo e uma amiga, que a muito estavam sem se ver ali se reencontram. Conversam tensos, pois sempre se gostaram. Na despedida, na hora do beijo, acidentalmente dariam um selinho, ficando ambos se encarando espantados. Terminaria com uma de duas senhoras conversando um assunto bastante intenso e sairiam juntas, sem terminar de contar o papo, deixando quem ver na curiosidade, sem saber o final da conversa.

Sem ficção, apenas situações inusitadas. Sei lá, achei que seria interessante retratar algo assim. Quê que cê acha?

Zumbis: Se desse certo alguma das ideias iniciais, aí sim partiria para um filme de zumbis. Isso porque seria preciso alguma experiência com cinema, além de começar a deixar uma marca de direção própria, sabe. Procevê. Vale ressaltar de novo que a preferência é trabalhar os personagens sobreviventes, o suspense, a trama em si. Longe de estar focado em efeitos especiais e coisas explodindo.



Bem, claro que terá. Mas será mais uma jogada de efeitos visuais e câmeras. Como já disse, o objetivo principal é tentar convencer quem está vendo de que aquilo pode ser possível. Tentar passar a realidade da coisa. Tipo o remake de Madrugada dos Mortos – falta ver o original; sim, pecado grave! Mas longe demais de ser algo como os filmes de Resident Evil (filmes, já que os primeiros jogos são divertidos até).

Estaria mais numa linha do primeiro Jogos Mortais, entende? Só do primeiro. Ou de Atividade Paranormal. Também só do primeiro e até a metade. E do clássico A Bruxa de Blair. Seria nessa linha. Mas deixa eu te contar o que passou na minha cuca.

O vírus infeccioso viria do Atlântico, tornaria todo litoral brasileiro em mortos-vivos e infectaria o país a partir dali. Dois amigos, jovens, sairiam de um Rio apocalíptico rumo a Brasília. Acreditavam que lá haveria um forte de resistência, já que se encontra bem no meio do país, um local estratégico.

Apenas um deles é carioca: o outro é gaúcho. Amigos que se conheceram na Internet e se encontraram tempos depois. Em uma das visitas de férias do gaúcho ao Rio, o incidente acontecera e os dois uniram forças para sobreviver. Toda família do carioca perecera, mas o gaúcho ainda tinha esperanças de reencontrar sua irmã gêmea, que contatara poucos dias depois do estranho acontecimento.

As fontes energéticas e de comunicação telefônica cessam abruptamente após alguns meses. Poucos são os sobreviventes – já que, como podemos ver nas histórias do Saramago e em tantas outras que relatam eventos catastróficos, o pior do ser humano aflora; é cada um por si: as pessoas começam a fazer qualquer coisa para conseguirem fugir ou se refugiar, causando conflitos por territórios, matanças por alimentos, coisas do gênero, entende?

Ainda assim, durante a aventura, as esperanças vão sendo reforçadas quando os rapazes encontram grupos com um pouco de dignidade, bondade, vontade de resgatar os “esquecidos”, etc – apesar de a maioria ter enlouquecido e ser desconfiada e maldosa. O fato é que o gaúcho convence o carioca a irem para Brasília de qualquer forma, para rever a família.

Procevê. Ah é, nada disso vai ser visto. Vai ser contado. De fato, a história já vai começar em Minas Gerais, com os dois se equipando num shopping com armas, coletes e afins. Aos poucos, nas conversas com alguns (pouquíssimos) flashbacks, vamos descobrindo os acontecimentos passados. E com alguns confrontos com os bichões também.

Falando neles, algo interessante a ser trabalhado. Diferenciar categorias de zumbis, como por idade. Com um tiro seria possível saber a quantidade de tempo que um zumbi teria. Quanto mais novo, mais sangue jorraria e mais fácil seria detê-lo, apesar de ser mais flexível. Num tempo médio, o sangue se tornaria mais escuro e esparramaria menos, numa cor quase preta; a agilidade aumentaria, como correr bem rápido ou até mesmo serem capazes de escalar (nada muito complexo).


A marcha dos zumbis tá aí para provar que dá para fazer muito mesmo com pouca grana!

Porém, quanto maior o tempo de infecção, pior: apesar de ficarem rígidos, incapazes de correr rápido, seriam extremamente resistentes às balas – dificílimo de serem derrubados num combate corpo a corpo (algo possível com os demais). Também apresentariam alguma capacidade de raciocínio e percepção. Os demais percebiam e seguiam os mais “velhos”, talvez pelo cheiro ou pelo fato destes sempre conseguirem comida.

E ir acrescentando um ou outro elemento. Como chuvas vermelhas, para que lembrem sangue – mas sem dar explicação alguma para seu acontecimento, apenas que possui um cheiro forte e ser quente. As árvores e animais também se infectariam. Aliás, as árvores seria um elemento novo, até onde sei. Elas seriam incapazes de transmitir o vírus, mas seu cheiro seria anestesiante e causariam fortes febres, imobilidades, coisas do tipo.

Também haveria as árvores guardiãs, que além de serem imunes a infecção, afastariam os mortos-vivos. Mas essas só seriam acrescidas no final da trama, num forte de resistência e como foco para uma possível continuação.

Pois é. Mas deixa eu voltar para os nossos heróis. O carioca teria um temperamento forte e o gaúcho um tanto mais tranquilo, mas os dois estouram rapidamente, a depender da situação – pois encontram pessoas boas e ruins no caminho. Ao chegarem em Brasília, no final, descobrem que as coisas eram ainda piores do que pensavam – apesar de realmente existe um forte nos arredores.

E aí descobrimos porque em pouco tempo a eletricidade e qualquer outra fonte de informação foi cortada. Também o objetivo da criação do vírus e como ele afetou diferentes “pessoas”, de uma maneira geral. Aqui vou fazer mistério, já que pretendo mesmo fazer algo relacionado a essa temática – e seria toda alma da história, esse ponto.

Bem, posso dizer que o gaúcho reencontra sua irmã num ponto de resistência, e um tio. O carioca decide ir para o Amazonas com um grupo, para investigar as árvores – como disse, contando um dos elementos principais, algumas delas são imunes. E aí, fim do primeiro filme! Se meus sonhos mais malucos se concretizarem, pensei numa trilogia para essa série e o final será longe de ser feliz.

Se for impossível fazer um filme de tal tipo, cheguei mesmo pensar em fazer uma série, daquelas exibidas na Band. Assim, lá já teve um monte com umas ideias tão pouco atrativas... Também numa participação especial do Théo Becker como um oficial militar – bem como ele era na Fazenda, mesmo, só que no final ele seria um dos bons moços; antes teria uma série de desentendimentos em diversas circunstâncias com os dois protagonistas.

Tive algumas ideais inovadoras para mostrar as cenas de lutas também, com três câmeras –e uma delas panorâmicas, filmando uma mesma cena. Depois, bastaria editar e fazer o corte do mesmo momento filmado pelas três, dando um real movimento – já que em filmes de ação vejo mais cortes abruptos e rápidos para dar um efeito ninja do que uma surra propriamente dita. Mas tenho de ver direito esse lance das cenas de ação – que serão rápidas e sem tanta pompa.

Agora imagina ele de farda e bandana, falando: "Tchu-tchu, rock in roll!!"

O nome do gaúcho e do carioca seria Filipe e Tiago, sem ser necessariamente nessa ordem. Só por causa daquele filme, Mutum. Além disso, a trilha sonora seria diversificada. No mais, banhada no bom rock clássico. E claro que uma música da banda Zombies seria usada!

Velhinhos roqueiros: Essa foi bastante recente. Surgiu na onda de querer extrair tudo de mim depois da conversa com Túlio, saca. Aliás, essa e a próxima história surgiram dessa maneira. Quanto ao roteiro em si, tenho pouca coisa pronta, para ser sincero.

Mas trataria de amigos que gostam do bom rock clássico. Ranzinzas que só eles. Como disse, só tenho esse basicão, mesmo. Sem mais assuntos. Vislumbrei algumas cenas engraçadas, como um netinho brincando de abrir o portão eletrônico com seus poderes Jedi (e o avô imitando em segredo, apesar de na hora repreender e fazer um crítica kevinsmithiniana)  ou dois amigos discutindo com jovens barra pesada, onde no auge da discussão um deles fingiria um enfarte para que as pessoas se aproximem e repreendam os maloqueiros.

Apesar das brincadeiras, mostrar como é o envelhecimento e seus pesares: a situação do corpo, as consequências de uma vida sedentária ou de excessos físicos, efeito de drogas, a demência de um deles, a fragilidade que a idade traz, o Alzheimer, e o fato das perdas – da morte das pessoas queridas. Como o grupo vai superando as adversidades através da prática de exercícios e da música – fundando uma banda ou revivendo a banda antiga, tenho que ver isso aí.

O fato é que bem poucos filmes retratam o tema, ao menos poucos são as produções nacionais. Nada como retratar tal fase da vida com um equilíbrio de drama e humor, sendo um filme que tange questões delicadas, mas sem cair num dramalhão barato. E sempre é bom ver um grupo de velhinhos reclamões filosofando sobre o rumo da vida!

Queria que o seu Fernando do Parafernalha participasse. É um ator exímio e quando penso nessa linha de “humor de mau-humor”, ele logo me vem à cabeça. Mesmo porque, tem muito a ver com o trabalho que faz atualmente – praticamente uma cópia. Tinha até pensado em colocar no começo do filme um dos vídeos que ele próprio fez para o Parafernalha. A ideia se desenvolveu daí – e do filme Tudo Pode Dar Certo.

Extraterrestres: Um dos mais recentes de todos. Em parte, tive algo em mente vendo Predadores e outra em Journey (jogo para Play Station 3, que mesmo sem ter jogado me fascinou), tendo também um quê de Ico (Play Station 2). Daí juntei os dois e coloquei um roteiro misturado – no bom e velho estilo suecado. Trataria de uma índia e um negro, ambos com dialetos absurdamente diferentes e de difícil compreensão, presos em uma floresta imensa.

Daí teriam de tentar sair dali ou irem para outro lugar. Os dois começam a jornada se comunicando com olhares e gestos, já que a língua era um empecilho. E, com o passar do tempo, surgiria uma amizade, onde cada qual ensinaria os ensinamentos para construção de casas e armas de sua tribo, além de outros elementos peculiares de cada cultura. Eventos estranhos e animais inóspitos apareceriam, bem como incêndios direcionados, tiros e contratempos assim. Como se fosse mesmo algo de outro mundo.


Mesmo os alimentos do lugar seriam estranhos, com cores meio absurdas. E assim a trama vai indo, e os dois vão desbravando a mata e reforçando a relação que possuem, mesmo sem dizer palavra. E, ao final, nada tem em relação um com outro, além de uma fortíssima amizade. O fim será trágico.

O telespectador e telespectadora descobrirá que, no final, nada teria a ver com extraterrestres: trataria de fazendeiros inescrupulosos (de alguns séculos atrás) que faziam apostas em um jogo de sobrevivência com os nativos e escravos que “possuíam” – como um jogo de carteado. Ambientado no Brasil, ficção braba, mesmo. Uma crítica escancarada de alguns luxos que a alta burguesia devido ao poder adquirido.

Se você prestar bem atenção aqui, talvez consiga fazer relação com a história do filme de zumbis. A essência das histórias é a mesma.

Androide: Uma ficção de Inteligência Artificial no Brasil! Por algum motivo, só consigo imaginar essa história em algum lugar no estado de Pernambuco. Lá sei eu o porquê. Quero porque quero, acho. Quanto às referências, a principal é um mangá do Clamp chamado Chobits. Mas tem um pouco de I.A – Inteligência Artificial do Spielberg também.

Trata-se de uma era em que você pode comprar um robô com aparência de pessoa, e ir incrementando com programas e outros softwares e hardwares. As configurações seriam tão reais que seria preciso marcas nas máquinas para identificá-las como tal. De fácil aquisição: tanto quanto os computadores são hoje. Com os robôs humanoides, seria possível fazer de tudo: mandar mensagens, gravar sons e ouvir músicas, filmar em alguns locais (em outros a função seria bloqueada pelo Estado), tirar fotos, fazer ligações, acessar à Internet e mais uma porção de coisas.

E aí acrescentar o jeitinho brasileiro de ser: como os robôs seriam usados em esquemas de lavagem de dinheiro no Congresso, como seriam usados para praticar crimes, e a punição para crimes praticados contra tais “aparelhos” – como hackers invadiriam robôs de famosos para informações preciosas ou de grandes empresas/empresários para extorquê-los –, e toda uma legislação para uma vida com máquinas tão refinadas.

Isso incluiria onde e como seria permitido o uso das máquinas, as punições para quem invade ou de alguma forma traz prejuízos ao robô de outro, coisas assim.  E, claro, como se daria o amor de uma pessoa por uma máquina. Essa seria a linha principal do filme.

Outras questões delicadas seriam abordadas através disso, como a compra de robôs em versões infantis (discussão sobre a pedofilia), casas noturnas somente com máquinas especializadas (com diferentes pressões, formatos e uma programação específica em suas possíveis partes íntimas), casamento com um robô e mais algumas outras questões relacionadas que vou ter de pensar.

Entraríamos nesse universo juntamente com um jovem do interior, de mudança para cidade, para terminar seus estudos e iniciar uma carreira profissional. Vai viver na casa de uns tios e primo e lá vai aprendendo aos poucos sobre as máquinas e tudo o mais. Assim ficamos por dentro de tal mundo robótico.

Pois é, as influências de Chobits são inegáveis!

Ele passa a trabalhar com o tio como mecânico em uma loja que vende as máquinas. Devido à curiosidade que possui em tais equipamentos, torna-se muito hábil em consertá-los. Ao terminar os estudos, prossegue nessa área, tendo destaque na empresa. Acaba por ganhar uma robozinha ao concertá-la – estava com defeito, e num desafio feito por um dos patrões, conseguira arrumá-la. Destarte, permitiu que com ela ficasse (já que só usava o do primo e a máquina já estava fora de linha), além de uma bela promoção.

Daí em diante, passa a incrementá-la e vai ensinando a ela aos poucos – modelo antigo, precisou comprar programas e instalar várias peças e, como uma criança, tais modelos com uma programação “de ensino manual” tinham bastantes problemas de aprendizado. Além disso, havia grandes limitações naquele tipo de máquina, insolucionáveis, mesmo comprando programas.

Talvez por isso se apaixonou tanto pela robozinha – que, no começo, estava sem os hardwares de fala e sem partes íntimas, que precisaram ser instaladas. Essas últimas, aliás, só serão colocadas bem mais à frente, depois de se descobrir totalmente encantado, abdicando de toda e qualquer mulher.

O fato principal a ser discutido: quando as pessoas compram máquinas para ter envolvimento. Parte delas continuam a relacionar-se entre si – o primo do próprio protagonista, mesmo, terá um robô “macho” e desde o começo da história terá uma namorada, a qual se casará e terá até um filho.

Sim, sim, durante a história, muitos anos irão se passar. Desse jeito, dará para mostrar como a sociedade se adapta a um novo costume. E como a juventude é, indubitavelmente, conservadora.

Nada fácil fazer um filme desse porte, mas será interessante por ser algo diferente do que temos por agora. Além do mais, são necessários poucos gastos com efeitos mirabolantes e escabrosos – basta ter um bom maquiador, um bom jogo de câmeras e criatividade para criar bons efeitos de máquinas!

Combo Rangers – O Filme: Se algum dia conseguir realizar esse projeto, é sinal de que boa parte dos outros deram certo. E que consegui mesmo ser um diretor de cinema no mínimo reconhecido – popular, com essas ideias, dificilmente eu vou ser. Daí vou poder retribuir de verdade pessoas como o Fábio Yabu, tão importante para mim, numa homenagem como essa!

A ideia mais fresquinha de todas. Tive ela quando comecei a escrever sobre roteiros. Procevê como são as coisas. A história aqui seguiria os rumos que os quadrinhos mostram, mas sem elementos tão fabulosos como aqueles presentes neles – como voar, disparar raios, ter habilidades especiais e coisas do gênero. Bem como coloquei em todas as outras, teriam certo realismo na trama.

Começaria nos anos sessenta, em São Paulo – pois é, nem vai ser na Cidade City –, com o Poderoso Combo, o Homem-Reflexo e o Pacificador combatendo os criminosos às ocultas. Seriam de fato homens com poderes e habilidades incríveis, mas que trabalhariam mais a noite, sem que ninguém visse ou soubesse se tudo era verdade ou só um boato.



Ainda estou sem uma ideia real das habilidades do tio Combo (além de ser um ótimo mestre marcial), mas para o Homem-Reflexo imaginei uma pessoa com habilidade de trabalhar com espelhos, confundindo o adversário usando tal objeto. O Pacificador seria o Pacificador. Também tenho de incluir a Garota Arco-Íris, além de toda horda de vilões.

Inimigos como Devin Demente e Marvin Maluco, Macacaloiro, General Monte, Anti-Combo e muitos outros estarão ali. E cada um adaptado, colocado como um cidadão paulista – e de outros estados.

O fato é que o tio Combo sofreria uma lesão ou terrível acidente que impossibilitaria de continuar combatendo. Depois de muitos anos encostado – já que a ASH, Associação de Super Heróis, continuara segurando as pontas por muito tempo – um grupo de vilões volta a agir e o velho Combo tem de treinar novos heróis para proteger a cidade!

Ou algo do tipo. A história tá bem fraquinha mesmo, porque meu enfoque a princípio estava nos personagens. Para um primeiro filme, tinha pensado no Fox, no Luke e na Tati. Seriam os primeiros Combo Rangers, os primeiros a serem treinados – sem super poderes, lembra?

Apenas pensei numa possível adaptação do Luke (que seria um apelido, assim como Fox), que saberia bastante sobre medicamentos e terapias – por ter ficado ao lado do pai, por muitos anos, tratando pessoas doentes em cidades bem pobres no interior do país.

Maya apareceria mais tarde, como prima de Luke, vindo para capital logo depois dele. O Combo Branco viria para Sampa terminar os estudos e prestar vestibular para Medicina. Também apareceriam Kiko e Ken, mas sem treinamento, apenas cientes de tudo que se passa (dos combates ocultos, heróis e vilões e uma série de coisas que tenho de pensar sobre essa possível adaptação).

O fato é que todos viriam de regiões diferentes, onde somente Kiko e Ken seriam paulistas. Creio que em Sampa isso seja bastante comum. Como é uma Metrópole, tem pessoas de todas as capitais. Claro que a história será ampliada para outras cidades. Só preciso pensar uma boa justificativa para tanto.

A essência de cada um seria mantida. Da personalidade, eu digo. Exemplo: Fox ter dificuldade de aprendizado, Luke sempre ser calmo (mas aqui teria ares de médico, usando um jaleco após conseguir passar no vestibular), Tati ser a menininha meiga e meio pati, Maya ter grandes habilidades com tecnologia.



Citei alguns vilões principais, que também teriam vez e voz. Quanto aos uniformes, seriam pouco chamativos, só um tiquinho lembrando o dos quadrinhos – mantendo alguns elementos, como óculos coloridos e as cores que cada um defendia. O símbolo do traço no peito seria uma marca da turma.

Lisa só apareceria numa possível continuação. Ken e Kiko também só teriam seu treinamento numa segunda parte. Aqui cada um teria destaque no seu próprio estilo. Fox e Tati seriam os melhores nas artes marciais; Luke lutaria tentando derrubar logo o adversário, já que seu foco seria tratar e fazer os medicamentos; Maya, no estilo de Luke, só que focada nas pesquisas, investigações e equipamentos – os dois últimos, apesar de treinados, seriam alunos medianos no quesito combate.

Na sequência (continuação, caso haja), Kiko implementaria seu estilo misturando a técnica aprendida com movimentos de Hip Hop, dos breaker boys. Ken seria uma espécie de Batman, com os últimos aparatos tecnológicos para ação (incluso espécie cinto de utilidades). Quem sabe até mesmo treinado pelo Pacificador, heim?

Quanto aos vilões e enredo, vou ficar devendo. Pensei em alguma sequência de luta, envolvendo socos que quebram vidros de carros, esquivas, e giros de câmeras que pretendo fazer no filme de Zumbis, mixado quase no estilo do filme Scott Pilgrim. Deixa essa ideiazinha plantada como já deixei as outras. Um dia ela germina!

E essas são as ideias que tive até agora. Podem precisar de alguns retoques, mas fiz o melhor que pude para criá-las. Caso deem em nada, bem, ao menos valeu a pena. Serviram para descarregar um pouco a cuca de doideiras do tipo, entende? Pois é. Mas realmente acredito que os projetos podem ser realizados e pretendo fazê-los. Só preciso de uma chance!

Pura verdade, minha gente. Pura verdade. Tomara que vocês tenham gostado de alguma ideia. E, caso alguém lá da Caixa também acredite, podem estar certos, amiguinhos e amiguinhas, que vamos ter ficções nacionais nas telas de nossos cinemas!

E você, acredita nisso?

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