sábado, 11 de fevereiro de 2012

Qual o propósito da existência humana?

Aí, gente!

Massa? Pois é, aqui também. Hoje vim rapidão porque me veio umas paradinhas no cocoruto, sabe. E, bem, não pensava nem argumentava nada espontaneamente já há algum tempo. Num é? A última vez que algo assim aconteceu foi quando eu tava vendo X/1999. Procevê. Vivo me queixando disso aqui. Mas daí, bum! Eis que veio! Já te conto como foi, já te conto!

Bom, na verdade foi um processo contínuo, entende. Sexta passou o filme Dogma, do Kevin Smith, na Band. Loki e Bartoble já me fizeram pensar um pouco. Depois um tema sobre o Amor de Deus na Rede Boas Novas. É um canal evangélico, e o programa chama-se Antenados na Geral. Bacana, recomendo. São debates de diversos temas sobre religiosidade e outras doutrinas cristãs. Muito diversificado.

Sei que mexeu comigo. Assim, já não é novidade. Eu falei demais sobre o Amor. Muito mesmo. Quatro partes mais um complemento. E nesse tema é indiscutível falar do divino. Não é porque eu quero ou creio em Deus, não, galera. Vários filósofos recorreram às forças divinas para fazerem suas teorias. Bem, quando escrevi as diversas partes de Existe Amor?, nada mais fiz do que resumir um dicionário de Filosofia – que até hoje devo as fontes.

Enfim, sei que a certo ponto do debate, me veio um questionamento: Qual o propósito da existência humana?



Vixi! Calma, calma, explico como cheguei a tal conclusão. O Kevin Smith tem maior parte dos créditos. Olha só, em dado ponto do filme Dogma, o Bartoble fica locão. Na sua revolta, diz como os seres humanos eram ingratos por tudo. Eles, os anjos, foram criados para os desígnios divinos, para adorar a Deus, servi-lo e obedecer a tudo quanto lhes fossem determinados. E assim o faziam (e fazem, dependendo da sua crença).

Só que um anjo, Lúcifer, ficou insatisfeito com o sistema e armou um golpe para tomar o poder. Pelo menos, segundo o que me lembro. Convenceu parte de outras classes angelicais e foi para o ataque. Foi reprimido sem nenhuma clemência. Ele e seus seguidores caíram nas trevas, e ficaram condenados a ali viverem.

Bom, não conheço essa história direitinho. E não dá para confiar muito nos dados da Internet. O importante e essencial é isso mesmo. O anjo que caiu e vive hoje (até onde sei) em trevas mais uma renca de outros anjos rebeldes. Certo. E Bartoble tava revoltado que nem ele. E o ponto dele é: isso foi justo? Ora, e a raça humana? Deus criou os seres humanos a sua imagem e semelhança, segundo as escrituras bíblicas de tradição judaica. Nos abençoou com algo inimaginável...

...o livre arbítrio! Eu e você podemos fazer o que bem entendermos de nossas vidas. Você pode crer no Criador ou não. Pode dedicar uma vida inteira a Ele ou simplesmente viver como lhe der na teia. Escolhe amar, odiar, aonde ir e o que fazer. E é de boa. Inexiste outra criatura dotada de inteligência e de liberdade (trazida por essa) como nós.

Anjos também são criaturas divinas, com diversas bênçãos celestiais. Talvez a maior de todas não: a de poder amar quem quiser, de escolher o que fazer a qualquer hora e ir a qualquer lugar. Estão a serviço do Senhor e serão severamente punidos se não cumprirem suas missões. Enquanto isso, nós temos tal dom de liberdade, podemos até mesmo insultá-Lo e ficamos impunes de tudo. Num é?

Complicado, né? Como será o Amor de Deus destinado as suas criaturas divinas? E vou mais longe agora para te deixar locão e locona da vida. Lúcifer se rebelou – e acho que um dos pontos dele para fazer suas malignicências são os pontos que destaquei – e perdeu seu lugar divino, sendo expulso dos locais mais sagrados. Tá, mas, e aí? Deus o ama?

E aí? Como Pai que doou seu filho unigênito para servir como o cordeiro para amolar todos os pecados da humanidade, mostrou ter infinita compaixão por todos nós. Um prova do Amor maior, inclusive o Amor de Cristo pelos homens. Mas pode ser tão misericordioso conosco e não perdoar outras de suas criaturas?

Aliás, porque Deus nos ama tanto? Hein, gente? O que nós temos demais, né? Às vezes eu acredito no que o Beto Cupertino disse: fomos um projeto torto que não deu certo e ruiu. Qual é a graça das pessoas humanas? Mesmo os mais religiosos acabam por sucumbir a desejos particulares e seus próprios prazeres, não conseguindo satisfazer a Ele plenamente. Bem, pelo menos se comparados a um anjo, por exemplo.


E tem também as pessoas más. Sim, más. Sei que a grande maioria das pessoas procura fazer o bem. Muitas se arrependem, tentam redimir seus erros, mesmo as mais egoístas sentem remorso vez ou outra. Mas existem aquelas que abusam dos velhinhos, estupram deficientes e agridem de outras diversas formas umas as outras. Contudo, todos podem ter uma segunda chance. Sempre a tempo de, em vida, serem perdoados de seus pecados.

Um anjo, porém, não pode ao menos se dar ao luxo de se preocupar com nada mais do que lhe foi designado. É queda, na certa. Por quê? No caso dos seres celestiais, até entendo. Foram criados para esse propósito. Única e exclusivamente. Mas e nós, meu povo? E nós? Pra quê que a gente serve? Qual será o nosso fim, afinal? Não é possível, com tantos erros que cometemos, tantas atrocidades... qual a finalidade da nossa existência segundo a visão religiosa (melhor dizendo, cristã)?

Alguém aí sabe ou tem uma teoria? Ou, é sério, queria muito ouvir uma opinião sobre isso, sabe. Quando frequentava a igreja evangélica, tive algumas. Uma delas é que somos a coroa da criação de Deus. E isso tá escrito no Salmo Oito (deve haver outros, com certeza). Só que nunca consegui entender o porquê.

E tem as doutrinas que aprendi também. Por exemplo, uma das coisas que a gente aprende é que quem faz coisas perversas, como as que eu disse ali em cima, vai para o inferno. Durante muito tempo uma visão de Deus foi distorcida a respeito disso. Alguém que tudo via e tudo julgava. Mas e os ateus e pessoas de crenças diversas? Seguindo os princípios, iriam para o inferno. Sem conversa. É assim e pronto.

Vi muito disso nas últimas vezes que estive na igreja – faz uns três anos, já. Católicos, ateus, budistas e até o Lula iriam para o inferno se não convertessem. Discordo plenamente, sabe. Conheço algumas pessoas ateias que tem o coração tão puro e são tão bondosas que dariam inveja a qualquer evangélico. E que praticam mais o bem do que um, também – apesar de existirem ateus tão chatos como evangélicos, os dois querem fazer valer sua crença (ou descrença) a qualquer custo.

É mesmo. Viu só? Como Deus ainda pode nos amar? Perdemos tempo discutindo o qual a melhor forma de entender o mundo e esquecemos de praticar o que chamamos de amor a Ele, que é ajudando uns aos outros! Vê se pode! Ser humano... qual é a sua?


Será que Deus ama a todas as suas criações, até as que se rebelam? Se ele ainda gosta da gente, com certeza a resposta deve ser afirmativa. Mas me deixa especular mais sobre o Lúcifer. Segundo a pastora que me instruía (antes de eu me rebelar), o lugar dele era de adoração. Ao cair, foi substituído pelo o homem. Cabe a todos nós adorar em seu lugar. A resposta seria essa: existimos para adorar a Deus. Simples.

Ou não. Creio que Ele poderia instituído outro ser divino para fazê-lo, não? Um mais digno e mais fiel, por mais que a tarefa mostre ser complicada. Será que corria o risco de mais um ser celeste cair e, sabendo o quão difícil era tal dever, delegou a existência humana que a faria, se quisesse? Será?

Bem, essa foi a resposta da pastora. Ela deve estar em paz sabendo disso, mas eu tô aqui ainda, pensando a respeito. E afinal, Deus ama ou não ao Príncipe das Trevas?

Chega de enrolar. Tenho uma resposta para isso, sabe. Para a última pergunta, eu digo. Esse questionamento era antigo e só resolvi falar dele porque o tema do programa o despertou. Surgiu na mesma época que eu escrevia sobre o Amor, pelo meu amicíssimo Waldenildo, vulgo Zé. Ele mesmo respondeu: é claro que Deus ama a Lúcifer. Ele é seu filho, como um pai pode não amar a um filho? Porém, desaprova seus atos e condutas.

Foi uma das coisas mais bonitas que ouvi na vida. Sério. Decerto foi uma forma de Deus falar comigo, à época. Entrementes, insuficiente para sanar minhas dúvidas da existência humana. Por isso eu digo: sou um ser humano, imperfeito e indigno. Dava para sossegar depois dessa, né?  Bem, fazer o quê?

O fato é que ainda fico meio tererê. A resposta para as questões dos anjos também pode ser vista em Dogma, no finalzinho, quando Deus (ou melhor, Deusa) aparece para Bartoble. Ao meu modo de entender, os anjos possuem contato direto com o Criador (Criadora). Só esse contato é o bastante para fazer tudo que é designado: não é uma obrigação, mas um prazer. Os seres sagrados possuem contato direto.

O que é negado aos humanos! Por maiores que sejam as experiências, não temos direito ao contato direto e por tempo indeterminado – ou teríamos que abandonar a existência carnal. Nos perdemos na busca de prazer e de própria satisfação, que nunca nos completa. Acredito que viver com Deus (ou Deusa) deve ser uma sensação extremamente agradável.

Pelo que dá para perceber de Bartoble, o anjo que foi condenado a viver na Terra como castigo pelas suas transgressões. A pior penitência para ele foi a ausência do Divino ou de Sua manifestação. Sentia-se abandonado, vazio, incompleto. E até a morte seria melhor, pois não aguentava tal agonia. Sabia que Deus existia, esteve em sua Eterna presença e se sentia vazio longe Dele (ou Dela).

Conosco não é assim. Não existe certeza plena. É preciso crer por manifestações diversas. Veja bem, se a pessoa não acredita, nem que alguém cai do céu em sua cabeça vai adiantar. Nem mesmo que seja alguém que já tenha morrido, por exemplo. A pessoa sempre procura-se uma explicação lógica para o acontecimento – podendo até se julgar louca. Ou quando não consegue achar uma explicação razoável, prefere simplesmente esquecer o acontecimento estranho.


Sim, já ouvi casos (sei de duas pessoas) que tiveram fortes experiências com o sobrenatural e permanecem sem fortes mudanças em suas vidas. Uma inclusive se diz ateia – como, depois de todos os rituais e experiências com entes nada confiáveis ela diz isso, eu não sei. Creio que existam as pessoas que simplesmente não crêem e as que querem crer.

Num é? As que querem crer, em algum momento da vida, encontram um local para suas devoções e esperanças. As outras... bem...

Pelo menos é o meu modo de ver as coisas. Particularmente, já tive provas o suficiente para saber que existe algo, sim. Não vou dizer porque tais experiências são pessoais – servem para mim. E, acredite, se você procurar, vai encontrar manifestações bastante impressionantes e sem nenhuma explicação lógica. Sério mesmo, galera!

Assim, tem porções coisas que duvido e até não aceito. Como o mito da criação e do ser humano ser a coroa da criação divina, por exemplo. Creio na evolução. E que nós alcançamos nossa inteligência de um processo. E quem disse que isso não pode ser divino? Acredito naquilo que já vivi e experimentei (fenomenólogo nem um pouco, né?) e tempos atrás tive provas mais do que suficiente da existência de algo Superior, que é impossível de ser expresso por palavras.

E você? Já teve suas experiências? Encontrou as suas respostas? Ou prefere nem pensar nisso? Bom, trata-se das vivências de cada um. É mesmo. Então tá certo. Espero que tenha sido válido, o texto. Apesar de meio confuso e desconexo, procurei expressar os meus mais profundos sentimentos. Verdade verdadeira, meu povo! Sinta-se a vontade para conversar comigo sobre isso, vai ser um prazer, beleza?

Beleza! Na próxima postagem, voltamos com nossa programação normal. Espero te ver por aqui, então. Até lá!!

2 comentários:

  1. Gostei muito do que eu li! Me pareceu que você tava inspirado...
    Sobre Lúcifer, eu conheço a versão dos que dizem místicos: da mesma forma que Judas aceitou o fado de delatar Jesus e sabendo que ia ser condenado como um traidor, Lúcifer aceitou o encargo de incitar o negativo nos seres humanos, para que estes conseguissem trabalhar nas suas falhas, sabendo que o teriam como o grande vilão, distorcendo sua luz.
    Eu acho bonita a história do Universo contada pelos místicos, principalmente a da Terra.
    Enfim, no meu blog eu já escrevi algo relacionado a esse seu assunto... Você já deve ter lido, né?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Simone!

      Interessante essa versão, mesmo. Quando fazia aulas de dança circular, a professora relatou algo bastante semelhante - havia uma dança que era sobre a traição de Judas, simbolizando justamente isso, sobre o fato de se precisar de um traidor. Um fardo, né?

      Ela disse que chorou o dia inteiro depois de dançar. E sim, li sim. Misticismo é realmente algo incrível! Ainda mais quando envolve mitos da criação. Falando nisso, sinto falta de ler as coisas que você escreve, sabe...

      Excluir