Hey, kids!
Como é que tá? Tomara que esteja tudo bem por aí como está por aqui. Aliás, aqui tá meio estranho as coisas, sabe. Espero que vocês estejam melhores, porque estou quase virando um eremita. Só tô entrando na net aos finais de semana e não vejo quase ninguém. Chuinf, chuinf. Mas em compensação estou lendo bastantes mangás e vendo muito anime. Aí me surgem umas ideias de quando em quando.
Desse jeito. A que me veio é meio óbvia. Sim, sim, um transtorno que pode ser encontrado em dois animes - que por acaso eu tava vendo ao mesmo tempo - Inuyasha e Cavaleiros do Zodíaco. Sim, sim, minha gente: a dupla personalidade.
Interessante demais, isso. Já tinha trocado algumas ideias com meu professor de Psicologia I na faculdade. Bom, ele sumiu de mim e a gente não conversa mais dessas coisas, mas a lição ficou. E o basicão era o que ele tinha me dito mesmo. E se você viu Eu, Eu mesmo & Irene, já tem uma boa noção também.
Aliás, vejam os filmes do irmãos Farrelly. Os filmes deles sempre retratam algum tipo de deficiência. É sério, agora. Comédia inteligente e crítica, sempre com uma dose de inclusão - se o tema principal não é a deficiência em si, tem algum personagem com certo tipo de limitação mas que convive bem com ela e as pessoas. Sem ser forçado, heroico ou românticos demais, apenas realistas. Sem dramas. É mesmo.
É sim, moça. É sim. Então, rumbora ao assunto? Vamo nessa. O nome correto é Transtorno Dissociativo de Identidade. Apesar de conhecido como Dupla Personalidade, pode ser também chamada de Múltiplas Personalidades, dependo da gravidade da situação. Mas, como diria o Jack, vamos por partes. Além do mais, é meio estranho falar em duplas, triplas, múltiplas, né? Deve de ser por isso que mudaram o nome.
Bem, o que diabos pode caracterizar esse transtorno, você me pergunta. E eu te respondo. Assim, existem certos acontecimentos em nossas vidas que nos marcam para sempre. Ei, não é opcional. Também não é proposital. Simplesmente acontece, sabe. Aconteceu comigo, com você e com todo ser humano - e arrisco até alguns animais. Momentos felizes, tristes, de partilha e de dor. Todos eles ficam registrados na nossa mente e vão construindo nossa identidade na medida em que prosseguimos nossas vidas.
Pois é. Meu outro professor da faculdade, de Aprendizagem Motora - especialista em Fisiologia e também formado em Fármacia, então acredito muitíssimo nele - disse numa das aulas que nenhum de nós, eu disse, NENHUM DE NÓS, esquece o parto. O próprio nascimento, entende? Sim, sim, é um trauma tão forte que fica guardado para sempre no nosso inconsciente para o resto de nossas vidas.
Por mais que a gente não lembre.
Procevê. Mas isso não tem a ver com adquirirmos ou não dupla personalidade. É só pra te mostrar que certas ocasiões ficam marcadas independente da nossa vontade. É aqui que eu queria chegar. O acúmulo de experiências vão tornando a personalidade do indivíduo firme, seguro, independente ou pode perrengar para o outro lado, tornando inseguro, ansioso e com perebis difíceis de resolver. Pura verdade.
Mas para que acometa tal doença em alguém é necessário experiências muito ruins, causando traumas fortes, e o pior, são reincidentes. Também pode ser de uma grande tragédia. Bom, claro que existem pessoas que passam tal inferno e se fortalecem. Outras adquirem um espírito frio e assassino. Cada pessoas reage de um jeito e isso tá relacionado com o temperamento. É inato. Dizem que depende do dia do ano que a pessoa nasce. Eu acredito nisso, também, falar a verdade.
É, minha gente. Existem vários tipos de temperamentos como calmo, agitado e mais uma porção deles que não lembro (e não vou pesquisar, sorry). O que acontece é que antes dos sete anos nossa personalidade não está formada ainda. Vai depender das qualidades da alma. E, a depender de qual a pessoa tenha, pode desenvolver essa patologia. Pura verdade, mano véi. Pura verdade, manola.
Não achei em canto nenhum isso como uma regra. Segundo minha análises sem fundamentos científicos - mas deixa eu fazer de conta de sou um doutor freud da vida -, pode acontecer com qualquer idade. Creio eu. Mas num é? Pra mim, sempre estamos num constante estado de devir. Pior.
Certo. Mas agora vamos para a doença em si. Acho que todo mundo já tem uma noção do que é. Sim, meu povo, é uma fragmentação psíquica de personalidade. Isso quer dizer que é como duas (ou mais) vivessem num mesmo corpo. Cada pessoa - personalidade, na verdade - é independente e completa, com próprios gostos, comportamento e até memórias.
Ou seja, uma não se recorda quando a outra está no controle. Há crises de amnésia. Sacou? É como se fossem mesmo duas pessoas dividindo o mesmo corpo! As formas de relacionar, perceber e pensar são totalmente diferentes. Inclusive no âmbito sexual: uma pode ser recatada enquanto a outra totalmente aberta a novas experiências.
Ainda assim, a pessoa pode manter um bom emprego, com cargo de responsabilidade, contribuindo de diferentes maneiras para a sociedade. Não é por serem dois seres diametralmente opostos que algum será necessariamente um assassino e inimigo do mundo, não senhor. É mesmo. O primeiro a pesquisar sobre o assunto foi o francês Pierre Janet em 1906.
Parafraseando meu profes que Psicologia I, é como se você conhecesse o Marcelo Adernoval, um cara divertido e brincalhão que se relaciona com todo mundo. Aí, depois de um tempo, a mesma pessoa se apresentasse como Filipe Passarinho, uma pessoa séria e de poucos amigos. As duas no mesmo corpo, mas completamente distintas entre si.
Repetindo o que eu disse ali em cima, creio que o bloqueio de memória é o que traz mais problemas ainda. A pessoa geralmente não se lembra do que a outra fez. Por causa dessa espécie de apagão, sabe. Não tem informações do que seu outro eu faz, porque tá a nível do inconsciente. Procevê o tanto que o trem é complicado. As peripécias de uma não é levada a ciência de outra. Para um observador externo se trata de um louco, mas para pessoa em si, deve ser infernal. Mas, bem, segundo dizem, pode haver casos de reconhecimento entre as duas - gerando amizade ou inimizade. É o que geralmente acontece em animes e mangás.
Complicado, né? As "viradas" também podem vir sem muito alarme, como numa espécie de período confusional temporário. Até onde sei/pesquisei, o tratamento é por psicoterapia. O que se controla por medicamento é o estado emocional da pessoa. Pois é. Triste de ver, mas interessante de se estudar. Segundo o espiritismo, mesmo, não se trata de psicose nem nada, e sim de mediunidade mal desenvolvida. Pode ser resolvida por estudo e preparação.
Procevê. E quando aparece no cinema ou na televisão, mais interessante ainda, porque dá para ver como as pessoas interpretam ou descrevem a crise. Alguns filmes que achei relacionado ao tema são: Psicose; Eu, Eu mesmo & Irene; O Incrível Hulk; e Clube da Luta. Na verdade, só vi o segundo. Mas também presente em mangás como Inuyasha e Cavaleiros - e no Saga ficou épico.
Ah é, arriscaria Cisne Negro também. Se bem que esse tá mais para psicose por estresse... é melhor não incluir...
Bem, voltando a Cavaleiros. Assim, no menos no mangá dá para ver o conflito e o sofrimento do personagem Saga, pois percebe que seu outro lado está fazendo o mal. Mas é complicado se impedir. E em maior ou menos grau, é isso que acontece nas outras histórias, também. Difícil, difícil.
O mais legal nessas histórias é que faz a gente pensar. Ou pelo menos me chamou atenção, entende. Vou abrir meu coração agora, amiguinhos e amiguinhas. Creio que todos nós temos nossos conflitos internos. Bem, eu não tinha. Ao menos, na minha cabeça tudo era ruim e não prestava e pronto. Sim, era só meu lado mal falando, por mais que não se expressasse.
O que era pior. Podia até não concordar, mas falava que tava tudo bem e fazia. Só que tinha um grande bloqueio interno, sabe. Por mais que fizesse algo ou agradasse a pessoa, ali dentro nada mudava - tinha um muro que me afastava dos outros. Procevê. Aí eu fiz terapia uns tempos. E vi como a coisa era grave. É preciso equilíbrio, entende?
Dentro de cada um de nós tem um lado que diz: "Foda-se, tô nem aí" e o lado que diz "Pior que ele ou ela tá certo." O meu era o primeiro, por mais que parecesse que sempre era o segundo. Hoje, apesar de ter me rebelado contra a terapia, os dois lados brigam de vez em quando. Por fora é a mesma coisa, não mudei nadinha. Mas por dentro a mudança foi importante. E é sempre bom não viver reclamando de tudo, né?
Pois é, minha gente. Isso nada tem a ver com dupla personalidade, não. Se você conhece alguém que tem comportamentos que mudam absurdamente dependo de quem ele ou ela se relaciona, o caso também não se aplica - é só um desajuste social. O fato é que é preciso saber dosar e faz bom julgamento das situações que nos aparecem. Desse jeito.
Num é? E você? Sente como se houvesse uma luta dentro de si? Suas emoções brigam como um tigre e um dragão numa batalha épica? Ou como eu fazia, você deu lugar para um dos lados? Acreditem, controlar as duas formas de pensar e tentar agir com bom senso pode ser difícil e causar confusão, mas dá um bem estar danado. Recomendo!
Então, meu povo, era isso. Tomara que tenham gostado! Dentro em breve volto com o restante das aventuras de Cavaleiros. Assim, se eu deixar, haha! E espero que você se permita voltar aqui também. Claro, só se você deixar. Beleza? Fechô! Até lá então!!
P.s.: Hoje é quinze de março (15/03)
Gentchy, só hoje fui ver Clube da Luta! Meu amigo Vitor já tinha recomendado - para suecar, mas o troço é bom demais! Meu atrevimento tem limites, o filme é bom por si só. Nada de fuçar nele. E fala sobre dupla personalidade, em dado momento. Resumindo: nem precisa ler nada dessas besteiras aqui, é só ver o Clube da Luta! É claro que o texto serve de complemento e se deixar de ler o texto que fiz com tanto carinho, vai magoar meus sentimentos.
Muito.
P.s.: Hoje é quinze de março (15/03)
Gentchy, só hoje fui ver Clube da Luta! Meu amigo Vitor já tinha recomendado - para suecar, mas o troço é bom demais! Meu atrevimento tem limites, o filme é bom por si só. Nada de fuçar nele. E fala sobre dupla personalidade, em dado momento. Resumindo: nem precisa ler nada dessas besteiras aqui, é só ver o Clube da Luta! É claro que o texto serve de complemento e se deixar de ler o texto que fiz com tanto carinho, vai magoar meus sentimentos.
Muito.




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