domingo, 25 de dezembro de 2011

Símbolos de Natal


E aí meu povo, tudo bem?

Como foram as festividades do natalício? Bacana? E é por isso mesmo que vim aqui hoje, para falar um pouco dessa época do ano em que as pessoas ficam mais caridosas, bondosas e procuram fazer o bem. Num é? Ô se é! Como diria o Coala (do Mentirinhas), depois elas descontam no Carnaval toda devassidão, mas pelo menos em uma época do ano as pessoas ficam boazinhas. É mesmo.

Aliás, acho que boa parte de vocês, amiguinhos e amiguinhas, sabem que essa data não é muito verossímil com as crenças cristãs. Sim, sim, de novo e mais uma vez você vai ouvir essa história: do paganismo na cultura cristã. O significado dos símbolos do Natal! Ou todos que eu achei ano passado na infernet.

E, bem, a Superinteressante tem um artigo de 2006 que todo ano usa para explicar o conto do solstício de inverno e a coisa toda. Aproveitei-me dele para escrever aqui também. Bom, chega de delongas e rumbora pro que interessa. Vamulá!

A data do Natal, vinte e cinco de dezembro, marca o solstício de inverno, lá no hemisfério norte. Sim, porque por essas bandas é solstício de verão, já que estão no Sul do mundo, segundo os padrões britânicos que nos regem por hora. Isso quer dizer que enquanto estamos secos e quentinhos, a galera lá do Norte tá encarando uma fria, literalmente. Chuva, neve e tudo que o inverno tem direito. Então alguns povos xamânicos realizavam ritos para o novo ciclo anual que se iniciava.

E quando eu digo ritos, quero dizer ritos mesmo, que envolviam até cogumelos. O que era usado nos é sabido por Amanita Muscaria, sendo branco e vermelho (tipo o Toad do Mario, sabe), usado para introspecção e experiências transcendentais. Eles cresciam sob determinados tipos de árvores, como abetos e sempre-verdes. Os velhos celtas os chamavam de “a fruta da árvore”, por causa do chapeuzinho.

"Valeu, Mario. Mas a Princesa tá em outro castelo!"

Como tais cogumelos surgiam sem nenhuma semente visível, as pessoas o chamavam de “nascimento da virgem”, considerando o orvalho da manhã como o sêmen da divindade. Aí quando a gente cobre as árvores de natal com pisca-piscas significa o fio de luz do céu para a terra, gerando a vida.

Procevê. Mas calma que tem mais coisas. Na época de colher os cogumelos mágicos, os xamãs se vestiam com peles curadas brancas e castanhas, além das botas pretas de cano alto. E depois que eles colhiam, os cogumelos precisavam secar, para reduzir a toxicidade. Assim, quanto mais pegavam, mais iam dependurando nas árvores para secarem ao sol. Depois eram levados para perto da lareira, para que o fogo terminasse o serviço. Esse costume é comum mais lá para as bandas dos Estados Unidos, já que por aqui não tem muitas lareiras.

Pois é. O povo daquele tempo morava em cabaninhas chamadas yurts, feitas com couro de renas. Aliás, a rena era um bicho muito importante para os povos do norte. Davam alimento, protegiam, eles arrancavam-lhe as peles para as roupas... de fato existia uma divindade que era chamada pelos xamãs para resolverem os pepinos chamado o Grande Espírito da Rena. E quando os feiticeiros entravam em transe, viajavam num trenó puxado por renas voadoras. Pura verdade, minha gente!

Então, nessas cabaninhas, a chaminé funcionava como porta, já que, como disse no princípio dessa lenda, lá chove e neva muito (já que é inverno), e quando nevava, não dava para usar a porta. Se é que tinha uma. Enfim, depois de colhido os cogumelos, as pessoas os colocavam em um saco, iam para a sua aconchegante yurt, entravam pela chaminé e compartilhavam os cogumelos da felicidade com todo mundo que ali estava. E todos ficavam felizes da vida.

Procevê! Verdade verdadeira. Ou no mínimo uma historinha muito bem bolada. Bem, eu nada mais fiz do que quibar desse site aqui. Se alguém se sentir ofendido, procura a pessoa que escreveu, tô só repassando a informação suecadamente e por pura falta de assunto. Tá, agora deixa eu falar do São Nicolau.

Alguns dizem que São Nicolau nunca existiu, que na verdade foi inspirado no deus Segura Nikar (Poseidon), um deus que galopou pelo céu distribuindo bênçãos aos fiéis lá embaixo, no solstício de inverno. Aí, para não perder os fiéis, a igreja foi aos pouquinhos adaptando os costumes das pessoas ligadas a terra a seus dogmas e preceitos. Outro dos motivos de a Igreja Católica ter um pé no Paganismo – e outro no Espiritismo, já que a reencarnação é tema comum das pessoas ligadas a terra.

As imagens mais antigas do São Nicolau mostra ele usando roupas verdes, a cor dos lenhadores – e uma das minhas favoritas, diga-se de passagem. Daí em 1886, o maçom Thomas Nast o retratou usando as vestes que hoje conhecemos, nas cores Vermelha, Branca e Preta (as cores da alquimia: Rubedo, Albedo e Nigredo. Edward Elric que o diga!). Por fim, temos a velhaca Coca-Cola na parada. E a coisa decolou como nunca antes na história desse país (mais conhecida como mundo)!


Bom, e tem também a estrela no alto da árvore. Representa a Estrela do Norte, já que segundo a crença, todas as outras giravam em torno dela. Era o eixo central do universo. Assim, a estrela no topo da árvore significa o espírito do xamã que sobre na árvore da vida passando para o reino dos deuses. Rensga, véi!

Essa é uma versão que achei ano passado, nessas andanças da vida virtual. A outra versão vem da Super – e todo ano eles a (re)publicam em suas redes sociais. Mas eu resumo para você, não se preocupe.

E, de novo, tem a ver com o solstício de inverno. Tipo, os dias eram mais curtos antes de tal acontecimento, e a partir dessa data, o sol começa a ficar mais tempo no céu - e o dia fica mais comprido. Como lá neva e faz frio, nada mais natural do que comemorar a data. Aqui para gente não tem lá muito sentido, mas se você ver por esse ângulo que te falei, é até interessante, o tal festejo. E é isso que quero dizer com crenças das “pessoas ligadas a terra”. Elas cultivavam aquilo que faziam parte do seu dia a dia, que as permitiam viver um pouco mais e eram gratas. Fala se não é bonito?

É mesmo. A partir daí dava para ter um melhor plantio da agricultura e não depender tanto da caçada sempre incerta. Foi daí que veio a expressão que um dia é da caça, o outro do caçador. A impressão que se dá é que sempre era dia da caça, já que quando o tempo mudava, o povão todo se animava. Né não? Mas continuemos.

Na Persa, era celebrado o deus Mitra – e os romanos seguiram a tradição, até depois do século segundo. Os gregos celebravam o Dionísio, os egípcios o deus Osíris, os bretãos o Stonehenge – monumento que marcava a trajetória do sol. E no Brasil a gente não celebrava nada, já que aqui não tem neve e todo mundo sempre andou pelado ou quase, como ainda o é!

Num é? Nossa cultura de pouco roupa vem de longa data, minha gente! Taí o texto que não me deixa mentir. Tô dizendo. Aliás, aqui, nessa época, o céu fica mais bonito. Não fica? Ao menos quando eu olho para os horizontes goianos (não esse ano, já que tem chovido bastante), dá para ver uma outra tonalidade de azul no céu, bem longe. Coisa mais linda! Alguém aí já viu?

Ahn-ham... naquele tempo poderia haver uma variação de três a quatro dias a menos do dia vinte e cinco, mas era isso que significava o Natal. Os romanos então festejavam o deus Mitra. Assim, como é comum nas guerras, e os antigos italianos de Roma eram danados em uma campanha e batalhas sangrentas. Normal ir acoplando alguns costumes dos povos conquistados – Alexandre levou esse costume de Mitra no século quarto antes de Cristo, ao que tudo (a Super) indica (e como tô suecando mesmo, faz de conta que é verdade).

Pô, Coca-Cola, cadê os ursos polares? Era um símbolo legal e todo natal eu esperava a propaganda - apesar de preferir a Pepsi...

Daí que havia uma festa de uma semana chamada Festival do Sol Invicto, a Saturnália, dedicada ao deus Saturno, senhor da agricultura. Então as pessoas trocavam presentes, bebiam, ficavam contentes e algumas até se entregavam a orgias. É mesmo. Depois o tempo passou e a Igreja ficou grande e poderosa, precisando segurar os fiéis e mantê-los presos por algo.

Como as comemorações eram só por santos e mártires, sempre pessoas mortas, e como na Bíblia não tem uma data para o nascimento do Salvador, uma coisa levou a outra. E, como eu já falei (hoje eu só ando falando que já falei coisas, não?), foram agregando outras coisitas mas quando evangelizavam/reprimiam outras crenças Europa a fora.

Desse jeito minha gente. Depois passaram-se os anos e a data foi se fixando. As pessoas iam comemorando o Natal felizes, alegres e satisfeitas. Ou não. Em 1846, Charles Dickens não estava nada, nada satisfeito com o estado de Londres (suja e superpopulada) onde as desigualdades só aumentavam, e resolveu dar um basta da maneira que podia: escreveu o clássico conto de Ebenezer Scrooge (dos três espíritos de Natal). E virou um clássico. E nesse clássico, levei vocês tod@s para onde eu queria. Há!

E isso me faz acreditar numa coisa, minha gente: que existem mesmo muitas pessoas boas, como dizia meu velho psicólogo – já que agora não faço mais terapia. Assim, pouco me importa que as tradições vieram de costumes de pessoas ligadas a terra, que pode parecer uma grande hipocrisia e contradição, que é uma festa ligada ao consumo e tudo o mais. O que sei é que as pessoas ficam verdadeiramente mais bondosas, caridosas nessa época.

Elas buscam mostrar sua gratidão e afeto umas pelas outras nessa época, sabe? Presenteando-se para tanto. Ou tentando ajudar quem mais precisa. Alguns podem dizer que a bondade se pratica o ano todo e não somente em um dia, mas fico feliz de ter ao menos um dia onde todos sejam verdadeiramente bons.

Ahn-ham, gosto de pensar assim. Independente do motivo, as pessoas mostram sua generosidade e capacidade de fazer o bem. Claro que seria melhor ainda se não houvesse necessidade de presentear e separar uma data para fazer isso, mas acho que já é pedir demais. Pelo menos procuro ver desse jeito, entende?

Bom, para fechar vou dizer porque fiquei tão emo assim, e de como entendi um pouco mais essa data para o mundo. O primeiro motivo foi um grande presente que minha mamis me deu e eu nem esperava, um presentaço. O outro aconteceu hoje mais cedo, quando chegava em casa de bicicleta e uma moça deixou que eu entrasse primeiro na garagem. Parece coisa boba, mas aqui no condomínio as pessoas não se encostam (nem se cumprimentam), e isso foi um ato nobilíssimo, acreditem em mim.


Espero que no próximo Natal eu possa fazer mais gente feliz, como algumas me fizeram – e isso inclui a moça que me deixou entrar, que não consegui ver o rosto porque abaixei a cabeça de timidez. E espero que vocês também possam. Então vamos todos juntos nessa caminhada. Podicê?

Bem, espero ver todo mundo aqui de novo semana que vem. Será que já vai ser ano novo? Se sim, até o ano que vem! Boas festas!!

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