Fala, galera!
Tudo bem por aí como está por aqui? Tomara que melhor! Pois é, um tantinho animado hoje porque, em geral, a semana até que foi boa, sabe. Aconteceram algumas coisinhas - ainda tô meio sem inspiração para escrever e me forçando a isso - mas tá tudo de boa. Procevê. Mas, sem muita enrolação, deixa eu falar logo sobre o assunto desse domingo.
O post de hoje é especial porque é sobre um jogo épico. Épico mesmo, diferente de todos que já havia jogado e que me prenderam por quase quatro meses - senão, mais - na frente do video game. E que entraria na listinha que fiz há muito tempo aqui, e que você lembra, tenho certeza. Ficaria com a prata nos Dez Melhores Jogos de Playstation 2. Ou daria uma menção muito honrosa para o jogo - para não ter de excluir um da lista. Ahn-ham!
Boa parte da culpa de eu ter descoberto esse jogo foi o Amer. O cara fez uma propaganda tão violenta do jogo que despertou e muito minha curiosidade. Já tinha visto também em uma das lojas que vendem jogos em um camelódromo da cidade - o de Campinas, não o do Centro que é horroroso. Pirata obviamente, mas não se preocupem, eu não comprei. Baixei em casa e salvei em Dvd, haha! Eu si divirto fazendo isso!
A outra parte da culpa foi da Simone Saty. Sim, na época em que eu tinha um tumblr e seguia ela. Vez ou outra ela postava algo relacionada aos títulos da série. Depois de um tempo não deu outra, acabei por procurar alguma coisa para jogar e fui dar de cara com tal título. Procevê. Os dois foram os principais responsáveis por minhas muitas horas de sufoco, ira e raciocínio em frente o video game... mas, que de certa forma, valeram a pena.
Aliás, o tumblr que eu tinha serve de grande arquivo de imagens - e está desativado. Se você quiser ir lá e conferir o arquivo, o endereço tá aqui (+18). Lembrando que contêm imagens de nudez, sexo e alguma violência explícita, vez ou outra. É degradante, feio, nauseabundo e revoltante. É mesmo. Mas chega de enrolar e vamos ao que interessa:
PERSONA!!
Sim, minha gente! Estou falando de Persona 4 ou P4 para os íntimos! A "continuação" de uma série, que eu nem fazia ideia que existia - e que não interfere de maneira nenhuma caso você não tenha jogado os outros títulos. Ao que dizem por aí pela rede, Persona 4 ou Shin Megami Tensei: Persona 4 teve sua jogabilidade aprimorada de seus antecessores e está, ao menos no nível técnico, à frente. Mas já já falo sobre isso. Vamos à história primeiro.
Bom, a história conta sobre a vida de um garoto que muda-se para pequena cidade rural de Inaba, indo morar com seu tio, Ryoutarou Dojima, e sua prima, Nanako, por um ano. E ali terá de se ajeitar. Enquanto isso, na cidadezinha, um caso bizarro de assassinato acontece: Mayumi Ayamano, uma repórter local, aparece morta presa numa enorme antena de televisão. Sem causa aparente ou possível culpado pelo incidente.
Tem mais: tudo que se sabe é que a moça teve um caso com Taro Namatame, secretário do Conselho de Inaba, que era casado com a cantora da emissora, Misuzu Hiirage. Ao que parece, caberá ao tio de Seta Souji desvendar tal mistério. Ah é, Seta Souji é o possível nome do protagonista no jogo. Ao menos, é o que dizem as fontes que encontrei na rede!
Enquanto isso, nas escolas, nas ruas, campos, construções, rola um boato que, em dias de chuva forte, quando uma névoa cobre a cidade, você pode ligar a televisão à meia-noite e nela ver sua alma gêmea. E é isso que nossos heróis fazem - já que Souji fez alguns amigos no colégio, a saber, Chie Satonaka e Yosuke Hanamura. Lá eles conseguem ver uma moça, a Saki Konichi. Eis que alguns dias depois, ela aparece morta.
E, bem, estou sendo muito específico. Você vai ter de jogar o jogo para saber maiores detalhes - senão não vamos sair daqui hoje. O fato é que Souji descobre ter o poder de entrar na televisão. Lá, lhe é dado o poder da Arcana Zero. Esse poder é dado através de cartas, que podem controlar destinos. É por ela que as Personas agem - sendo Personas seres mistícos capazes de derrotar as sombras presentes no mundo da tevê.
Lá dentro, a galera encontra um enorme urso de pelúcia ambulante, Teddie (Kuma). É ele quem conta para o trio como diversas pessoas estão indo parar em seu mundo. E, de certa forma, até pede ajuda. O fato é que, quando entram em tal mundo pela primeira vez, tanto Yousuke quanto Chie tem de enfrentar seus pensamentos sombrios, suas dúvidas e inquietações pessoais. Suas próprias sombras.
Sim, sim, amiguinhos e amiguinhas. As sombras se formam devido as inseguranças e medos presentes nas almas das pessoas, tomando uma forma negativa. A única forma de derrotá-las é aceitando as limitações e erros - se aceitando, encarando as dificuldades e próprias falhas, no mais íntimo do ser. Se a pessoa conseguir, a sombra se tornará sua Persona. Se falhar, morrerá e aparecerá morta no mundo real, fora da tevê.
Num resumão básico.
Ao perceberem isso, nossos heróis percebem a gravidade dos fatos. Alguém está assassinando pessoas, colocando-as dentro da televisão. Ao aparecer no Midnight Channel (Mayonaka Tv), quem por lá estiver tem até a próxima chuva para ser resgatado ou irá morrer! E assim, segue o jogo, basicamente. Aos poucos sua equipe vai aumentando e novas pistas sobre o culpado do caso vão surgindo. E é aí que tá outro ponto do jogo.
Se você não prestar bem atenção, não vai conseguir desvendar o caso! Procevê! Saber inglês - nem que seja a nível instrumental, como o meu - é essencial em Persona. Em alguns momentos será preciso perguntar a diversas pessoas e ir a lugares na cidade para conseguir informações para que Teddie ou que Rise Kujikawa (depois do primeiro quarto do jogo) encontre aqueles que desapareceram e estão no mundo da tevê.
Pois é. Deixa eu falar da parte técnica, então. É um jogo de Rpg. Mas não só isso. É preciso de inteligência e estratégia para se derrotar uma Sombra Mestre. As Personas tem fraquezas e resistências e saber usá-las é a chave de tudo. Somente Souji pode mudar as Personas - já que possui o Arcana Zero - e assim mudar os elementos para enfrentar os adversários. Porém é necessário escolher bem a sua equipe.
Por exemplo, Yukiko Amagi tem a Persona Konohana-Sakuya (Amateratsu) cujo elemento é o Fogo. Assim, inimigos que possuem ataques de Gelo podem noucautea-lá, deixando-a confusa, sem poder atacar por um turno. Também é possível deixar a Inteligência Artificial do jogo agir - por ser o líder, os personagens irão te obecer. É possível escolher entre "Agir livremente" (Act Freely), "Agressão total" (Full Assault), "Suporte de Saúde" (Health Support), "Conservar Magia" (Suport Sp) ou "Ordens Diretas" (Direct Commands).
Quanto aos gráficos, são bem limpinhos e até bonitos. Dignos do Play 2. Assim, aquela história de Cell Shading é bacana, mas prefiri os personangens do jeito que estão, mesmo. Durante aguns acontecimentos especiais, as cenas são em forma de animação. Segundo o Amer, de acetato. Tipo anime mesmo, sabe. E isso é outro charme do jogo.
Agora, por falar em charme, Persona 4 arrebenta mesmo é na parte de áudio. Sem dúvida nenhuma! A dublagem é super bem feita, impecável! Mesmo que não se tenha um inglês muito bom, vai dar para perceber como os atores deram duro para caracterizar cada personagem. Dá para sentir a emoção deles nas falas. É incrível, simplesmente incrível! Na parte final da saga, conseguem mesmo te emocionar a valer - na parte do hospital...
Pouco depois que toca essa música aqui, que deve ser a música mais triste do universo.
Enfim... deixa eu voltar a falar de coisas boas. É mesmo. Se você estiver meio deprê, não ouça Heaven. Vai por mim, é para o seu próprio bem...
Aham, voltando... onde eu tava? Ah é, não é só isso, minha gente. Não, não. Tem mais. A trilha sonora é a melhor que já vi na minha vida e dificilmente verei outra tão boa em um jogo. Sem exageros. Provavelmente não terá o mesmo efeito se você não jogou, mas para quem já, isso é incontestável: Reach Out to the Truth é fantástica, não dá para enjoar! I face up, I hold up...♫♪
Procevê, procevê! Ainda tem muitos outros detalhes, que vou falar rapidão aqui: para sair dos calabouços é preciso usar um item chamado Goho-M e não há checkpoints. Isso quer dizer que se Souji morrer no meio do caminho para enfrentar a Sombra Mestre, você terá de voltar do último ponto em que salvou - o que aumenta muito o nível de dificuldade, se quer saber.
Existem baús dourados que escondem itens mais raros, como armaduras e acessórios, que precisam de chaves para serem abertos. Também é possível fundir Personas para conseguir bichões poderosos, mas só conseguirá isso se suas relações sociais com as pessoas da cidade forem boas. Sim, é preciso interagir e conversar com diversas pessoas no colégio e na cidade para aprimorar suas habilidades dentro da televisão.
O que é todo diferencial do jogo. Quanto mais você conversar e aprofundar suas relações, mais poderoso vai se tornando. Cada vez que se aproxima de alguém de sua equipe, eles vão criando habilidades específicas em combate, como receber um ataque por você, resistir firmemente após um golpe cabuloso, dar sequência logo após um nocaute de algum inimigo.
E também é necessário aprimorar virtudes como Coragem, Diligência, Conhecimento, Expressão e Compreensão, caso contrário chegará em um ponto em que não conseguirá progredir em seus relacionamentos. Dá para fazer isso através de empregos temporários ou participando de clubes no colégio. Ah é, a contagem de tempo é segundo o clima - dia de sol, dia nublado, de chuva (já que é necessário estar atento em relação às chuvas).
Aliás, o tempo livre é algo muito gostoso no jogo. Você vai para acampamentos, ajuda seu amigo Yosuke na Junes (loja em que o pai dele é gerente), vai a festivais culturais, visita a pensão da sua amiga Yukiko, passa as férias se divertindo à beça e passando bons momentos com sua priminha e ficando cada vez mais próximo da família.
Mais um ponto extremamente bem trabalhado, já que o que fazem com a Nanako... é de partir o coração. E dependendo da sua escolha, pode escolher um final bem ruim. E inaceitável, eu diria. Ao menos não sosseguei o facho e recusei um final daqueles, buscando nos confins obscuros do youtube até conseguir fazer o final bom.
O video que ensina o final bom é esse aqui, para quem se interessar. Porém aconselho a você tentar sem usá-lo. Sabe como é, né? Toda vez que alguém usa um detonado ou uma dica desse nível, um filhote de panda morre. Pura e triste verdade...
Esse é o Teddie (Kuma)! Ele se veste assim no festival cultural do colégio e ganha um prêmio que compensa todo transformismo!
Pois é, minha gente. Pois é! Persona 4 é sem dúvida um clássico irretocável do Play 2. E, sem dúvida, é um jogo difícil. Ao menos, demorei pegar o jeito e ainda assim sou um jogador medíocre. Sem drama ou exagero, só continuei a jogar porque a história me engoliu e fiquei totalmente absorto por ela, porque a jogabilidade e o sistema de estratégias são dificílimos (ao meu ver). E creio que é justamente aí onde os desenvolvedores acertaram em cheio.
Sim, porque existe vários temas que são discutidos: o distanciamento das relações (Nanako, Dojima, Namatame), as dúvidas sobre a sexualidade (Kanji, Naoto), dificuldades de adaptação (Yosuke), conflitos existenciais (Teddie/Kuma), doenças ou problemas na família, morte. Muitos mesmo, cada personagem com o seu. E por isso é bastante completo. Talvez também o motivo por ter cativado tanta gente.
Tanto que estão inclusive fazendo uma animação do jogo, que está sendo bastante fiel. Eu indico esse site, que é de onde estou acompanhando. E, para quem já jogou e ainda não baixou a trilha sonora danada de boa, basta ir clicar: CD 1 e CD 2. E, bem, já que matei um filhotinho de panda ali em cima, deixa eu fazer o serviço completo: aqui vai o detonado do jogo (em inglês).
É isso, minha gente! Tomara que tenham gostado dessa minha pequena homenagem a um jogo tão bem feito e trabalhado! Né não? É mesmo. No mais é isso, aí. Vou tentar voltar no mais tardar no próximo domingo. Então, espero ver vocês por aqui, beleza? Fechou! Até mais!!
P.s.: Hoje é 10 de novembro.
Finalmente terminei Persona! Quando escrevi o texto já tinha chegado ao final ruim - e, acredite, é mesmo inadimissível. Resolvi tentar fazer o bom e... vale a pena. Sério, não desista e sempre procure a verdade. A sensação é a mesma de quando você termina de ver um anime. Eu quase chorei, galera...
Demorei oitenta e três horas e trinta e oito minutos. Recorde, já que o máximo foram as cinquenta e pouca em Okami. É que nem eu falei, minha gente, Persona 4 leva mesma a prata! Procevê! Agora deixa eu curtir minha deprê pós-jogo...
P.s.: Hoje é 10 de novembro.
Finalmente terminei Persona! Quando escrevi o texto já tinha chegado ao final ruim - e, acredite, é mesmo inadimissível. Resolvi tentar fazer o bom e... vale a pena. Sério, não desista e sempre procure a verdade. A sensação é a mesma de quando você termina de ver um anime. Eu quase chorei, galera...
Demorei oitenta e três horas e trinta e oito minutos. Recorde, já que o máximo foram as cinquenta e pouca em Okami. É que nem eu falei, minha gente, Persona 4 leva mesma a prata! Procevê! Agora deixa eu curtir minha deprê pós-jogo...



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