Oi, gente.
Tudo bom? Assim espero. Então, sem me delongar muito, hoje vim falar de
coisas avulsas. Pensamento livre, sabe. Isso porque estava sem assunto mesmo...
Tá, é mentira. Assunto eu tenho é muito. Tava vendo as primeiras postagens e
lembrei que disse que fazeria um post provando que Dragon Ball GT não é Dragon
Ball (e não é, mesmo).
Também um em que falaria de alquimia e símbolos presentes em Fullmetal
Alchemist. Outro sobre a Floresta Amazônica. Mais um sobre a Teoria das Cordas.
Ainda um sobre Persona 4 (jogo épico!) e mais um outro sobre os livros que
andei lendo esse ano. É, tem muito assunto.
Foi uma baita mentira, essa. Na verdade, fiz muitas promessas aqui e ando
com elas pendente. É feio, eu sei, mas não tenho nenhuma disposição para
começar a falar de nenhuma delas. Falta de ânimo, sabe? Vou cumprí-las aos
pouquinhos, assim que estiver mais bem disposto. Acontece que nessas duas
últimas semanas andei um tanto ocupado e descobri diversas coisas sobre mim
(mais delas, na verdade).
E, bem, esse post é incomum. Vou falar coisas pessoais, dos meus
sentimentos e pareceres a respeito das coisas, sem pesquisas nem embasamento
lógico. Vou abrir meu coração, mesmo. Abrir o peito e soltar as
lágrimas presas no âmago do meu ser só para vocês, meus amiguinhos e
amiguinhas! Espero que tenham paciência e tempo!
Acontece que nas últimas duas semanas, tive de quebrar um galho para meu
amigo Francis. É, o mesmo que algumas vezes já falei aqui. O Francinaldo
Mariano, como costumo chamá-lo. Ele tinha conseguido uma mulher para Personal e
não poderia ficar com ela, pelo menos durante aquela semana. Então eu faria o
treino, tiraria a frequência como ele me ensinou, faria o máximo para que ela ficasse
na Zona Alvo, coisas do tipo.
Jurava que seria só naquela semana, fui de boa. Depois ele pediu que ficasse
com ela para sempre, já que o horário estava cheio e seria punk se trabalhasse
com mais uma pessoa. Acontece que eu só podia terça e quinta, porque de
segunda, quarta e sexta tinha nosso grupo de corrida. E a moça só podia naquele
horário, e dia de segunda, quarta e sexta, porque tinha a pós-graduação.
Resumindo, não deu certo e só a treinei por duas semanas. Ah é, também estou
trabalhando num grupo de corrida que vai ser grande! Fica lá no Sesc, perto da
Academia e Clube Oásis, perto da T-9 e do Goiânia Shopping . Das dezenove às
vinte e um, às segundas, quartas e sextas. Pode ir lá que a gente faz uma aula
massa!
Pois é, daí eu descobri de vez uma coisa: não gosto mesmo de dinheiro. Não tem
jeito, nunca aprendi direito essa coisa de valor pela troca. Nunca quis ter
muitas coisas - claro que quero conforto, mas o valor de troca mesmo é meio
difícil de me entar na cabeça.
Entende? Sei lá, tipo, nunca tive um emprego de verdade, nem nunca recebi
mais que duzentos reais. Talvez eu ainda não entenda por não ter a necessidade
disso. Diz o Dr. Humberto, meu terapeuta, que é isso, mesmo. Não dá para falar
que não gosto se não tenho necessidade dele, ainda. Mas, sinceramente, ele está
errado. E tive a certeza nessas duas semanas. Sabe por quê?
O que eu quero não cabe numa conta bancária.
Bom, já deu para ver em muitas postagens (principalmente sobre Amor) minha
carência. Pois é. E tem mais, gente. Se eu fechasse com essa aluna, cobraria
vinte e cinco reais a aula. Isso porque todo mundo no ramo cobra acima de
trinta. Por trabalhar uma hora, três dias na semana, daria para tirar por mês
trezentos reais. Trabalhando uma hora por dia! Uma hora! Por dia!!
Acontece que academias me são enfadonhas, ambientes pesados de fetiches e vaidades, ao meu ver. E não gosto de ser falso, sabe. Ser todo sorriso, ter de ficar puxando assunto e tentando corrigiar postura da pessoa - tentando porque entendo mesmo muito pouco de treinamento. Isso quer dizer que me sentiria muito mal, por não fazer um trabalho bem feito com a aluna, enganá-la e ainda ter que fingir estar gostando.
Pois é...
É, eu sei, sou uma pessoa um tanto quanto desagradável, mimado e cheio de
caprichos. Mas, se tivesse mesmo de trabalha com isso, seria infeliz. Assim
como já fui alguns meses quando ainda estava na faculdade. Assim como fui nas
duas últimas semanas. Pois é, fiquei triste, triste. Se eu gostasse mesmo de
dinheiro, engoliria tudo isso, fecharia meus horários, procuraria alunos e
alunas e tiraria ao menos uns mil e pouco por mês.
Só que isso não me daria o que eu verdadeiramente quero.
E que, te garanto, não é grana. Claro, quando me perguntam, nego veemente.
Dinheiro compra tudo e o que ele não compra eu não quero. Eu acabo por (tentar)
dizer isso, às vezes. Por quê?, você me pergunta, meu amiguinho e amiguinha?
Porque as pessoas simplesmente não tem a capacidade de entender que é verdade
de minha parte e procuram outro motivo qualquer. Se meu terapeuta fez isso,
como as outras pessoas não fariam? Né não?
Ahn-ham. Essa foi a primeira coisa que descobri. A outra coisa é sobre o
trânsito de Goiània. Jesuzamado! Andar de bicicleta tá impossível nessa cidade!
O trânsito aqui tá tão ruim quanto o de uma metrópole e a cidade ainda tá longe
disso! Comofas?
É sério. O horário de pico é um convite a um combate de vida e morte, caso
você precise andar de bicicleta por ruas movimentadas. Como comecei a trabalhar
no grupo de corrida no pior horário possível para se sair de casa, temo não
voltar. Mesmo, não estou brincando: é perigoso. E muito. As pessoas são muito
sem vergonha ao dirigir por aqui, Muito mesmo.
Para começo de conversa, as pessoas são muito mal educadas. Andam de carro
falando ao celular. Fora os que andam em alta velocidade na faixa da direita -
malditos! Ou os que buzinam quando estou antes da travessia de uma rua. Não
respeitam ciclista mesmo. Mas isso é o de menos. Sério. Assim, ainda não gosto
nem um pouco de taxistas - que vivem correndo - e de motoristas de ônibus -
barbeiros do caramba - mas existem seres piores: motoqueiros.
Sim, detesto mais motoqueiros do que taxistas. Isso porque já fui atropelado
por um, e disse brevemente por aqui. Daquela vez eu tava errado, mas me
justifico. Os caras desviaram o trânsito da Avenida Independência (e Marginal Botafogo)
e aquela rua do Cefet-Mutirama estava começando a ficar movimentada. Como não era
assim antes, eu atravessava todo feliz aquele lugar, sem nem mesmo olhar para os
lados.
Eis que assim fiz naquela fatídica sexta-feira, virei e ia por-me a
pedalar, já que nada ouvira. Exceto quando surgiu o silencioso táxi branco, passando por cima de mim - não sem antes de eu dar de cabeça no pára-brisa do carro. E de repente, tudo rodou, e tenho
certeza que meu tornozelo esquerdo foi parar por um breve instante debaixo da
roda traseira do veículo. Diz o Francis e o Emano - que junto comigo formam a
trindade do grupo de corrida - que isso seria impossível, pois teria quebrado a
perna.
Sei que o taxista deve ter pensado: "Esse menino ficou doido!", porque fui mesmo imprudente daquela vez. E o resultado foi alguma dorzinha muscular, tornozelo esquerdo inchado e três pontos no cocoruto. Ah é, e o cara ainda queria que pagasse o parabrisa do táxi. Nessa hora eu pensei: "Esse taxista ficou doido!". Eu tava errado, tá certo. Mas se ele tivesse correndo um pouquinho menos, daria para frear antes de chegar em mim.
E ainda assim detesto mais motoqueiros do que taxistas. Eles são sem noção,
mal educados, abusados e irritantes. Além de serem praga por aqui. Não tô
brincando, são mesmo: no sinaleiro, em lugares que tem maior fluência de
trânsito, você não vê menos de seis parados. Se fosse só isso tava bom. Mas
eles sobem nas calçadas, passam tirando fino caso você esteja de bicicleta na
rua...
...enchem o saco se não der espaço, disparam quando o sinal abre sem ligar
para ninguém que esteja na frente (pedestres inclusos), cortam Deus e o mundo
se enfiando em lugares impossíveis, sempre estão correndo e alguns atrevidos
ainda socam o celular no capacetes para ficar papeando enquanto cortam um sinal
ou sobem na calçada - senão os dois.
São mal educados e inconsequentes. Tenho ódio mortal, muito mais ainda
porque a política da cidade estimula a proliferação dessa praga. São eles quem
pioram e tumultuam o trânsito de Goiânia, não tenho a mínima dúvida disso. Por
que, vou te contar, se for ver o quanto eles são abusados (abusadas também, as
motoqueiras não ficam muito atrás, não) vai ver de onde vem tanto mágoa.
E o motivo disso é bastante claro para mim. Nas eleições para prefeitura, um
candidato do PC do B (ou outro partido de esquerda qualquer) me solta essa: os
partidos fecharam com as companhias de transporte coletivo, ou seja, qualquer
um que ganhe para prefeitura não melhorará os ônibus nem irá abaixar sua
tarifa, derido a esse acordo. O transporte coletivo é ruim e abusivamente caro.
Qual a solução de nossos espertos governantes? Venderem motos a preço de
banana. Ou dividí-la em milhares de vezes. Fora que essa máquina dos diabos faz
trinta quilômetros por litro, sendo muito econômica. E isso não é ser
preconceituoso, é ser realista: moto é veículo para pobres. Ao invés de
melhorarem o transporte para população em geral, estimulam o veículo
particular.
Qualquer um pode ter uma moto. Isso não seria problema se a cidade tivesse
fiscalização, aplicasse multa e organizasse a galera que quer ter um veículo
mas não tem condição. Mas não tem e nem vai ter. Aí já viu. Enxames e mais
enxames dessas pragas. Na minha cabeça já até fiz uma lei que resolveria o
problema rapidinho: motoqueiros e motoqueiras serem proibidos de usar
capacetes. Daí eu queria ver a audácia desses filhos da p&#*@!
Hunf!
Bem, assim, motoristas de carros podem também ser bem piores e malignos.
Duas vezes passei por um perrengue. Passei pelo carro lerdão pela esquerda - já
que não vira que o sinal tinha aberto - e fui de boa. Depois, lá na frente, o
cara passou correndo e tirando um fino que quase me derrubou da bicicleta. Duas
vezes, com duas pessoas diferentes! Isso sim que é ser mal educado e sem
noção!! Eles poderiam tem me machucado e feio, mas queriam se sentir
"vingados", ao que me parece.
Existem babacas assim, mesmo. E quem anda de carro já deve ter percebido esses
imbecis também - são aqueles que não dão passagens ou que quando você vai
passar, aceleram. Diz o Emano que acontece direto no trânsito. São o tipo de
gente que teria um caminhonete se tivesse grana. Isso porque não sabem dirigir
e querem passar por cima de tudo, ou que eram pobres e ficaram ricos e querem
mostrar, ou ainda que têm pinto pequeno e querem compensar com o carro - teoria
essas do Francis.
Antiga praça do chafariz.Onde dei as aulas pro Francis foi bem ali pertinho daquelas coisas pontudas (acho)!
Eu tenho certeza que o pinto é pequeno em todos os casos aí em cima. Ou pelo
menos o cara pensa que é - e isso já basta para a babaquice.
É mesmo. Tipo, quando vejo carros voarem raso na rua, tenho muito
medo, sabe. Fico imagindo um deles me pegando e proporcionando uma fratura
exposta nas pernas, ou me atropelando e eu metendo a boca no chão, quebrando
boa parte dos dentes e coisas do tipo. Por isso, tenho muito medo - que se
transforma em ódio. A sensação é que posso morrer dessa forma a qualquer
momento e isso não seria nada bom.
É por isso que os odeio tanto. Os mais pertos de me matarem assim são os
motoqueiros. Daí a minha fúria, entende. Mas a bem da verdade, tirando os casos
como os de dois parágrafos atrás, são boas pessoas. Teve uma vez, né, que o
sinal tava fechado e eu ia atravessando todo feliz de bicicleta na faixa -
perto do lugar em que o táxi me atropelou - e um motoqueiro veio com tudo,
mesmo com o sinal fechado...
...e freio bem em cima do semáforo - odeio quando carros ou motos fazem
isso... tipo, o sinal tá fechado, para que vir correndo se vai ter de frear
logo mais? - e, com medo, freei de uma vez e me estabanei no chão. Claro que me
deu raiva. Maldito motoqueiro gordo sem noção! Mas eis que o cara me olha com
aqueles olhões e pergunta se tava tudo bem...
Pois é, as pessoas são boas, na verdade. E se arrependem do que fazem,
quando vêm que foram inconsequentes. Os goianos são pessoas boas, no fundo, no
fundo. É por isso que falei da falta de fiscalização - as pessoas sabem que
estão erradas, mas não mudarão quando não fizerem alguma merda bem grande. E
ficarem com remorso por isso.
Desse jeito, minha gente. Esses são os meus anseios nessa cidade onde o
trânsito é cada vez mais caótico. Mas nem tudo é tão ruim assim. Andar de
bicicleta me faz pensar e refletir diversas coisas. Inclusive de chegar a
conclusão que a maior parte daquelas pessoas não sabem bem ao certo que suas
atitudes podem resultar em tragédia. E que tem bondade em seus corações.
E também que mulheres goianas são como dragões. Mas essa vai ter de ficar
para uma outra postagem. Podicê? Falei pacas, hoje. E só sobre mim. Tem sido
bastante difícil escrever ultimamente, sabe. Procevê... enfim, por hoje é só.
Obrigado pela paciência, gente. Espero ver vocês aqui em breve!
Falou!!




Vixe, trânsito é um problema em qualquer cidade grande :/ Aqui em São Paulo, no ônibus, fiquei 40 min num trechinho de nada! Nem foi por causa de um acidente, foi chuva + hora do hush. O ônibus andou dois quarterões nesse tempo, absurdo. Ainda bem que as linhas estão se extendendo no metrô, porque o caos é também no subterrâneo. Fica um mar de pessoas nas plataformas (já morreu gente atropelada pelos trêns porque foram empurradas pela massa de gente). Isso sem contar com as transferências entre linhas, trânsito de pessoas!
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