terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Lua


 Oi, galera.

Como cês tão? Espero que estejam bem. Sim, sim, por aqui tá meio... tenso. Como de costume ultimamente, né? É, eu sei. Tinha até animado nos últimos tempos a escrever, sabe, mas aí o blogger me trollou. Tipo, confiei nele e mais da metade do texto de Sobre histórias e personagens... foi devorado por algum ser que vive nas profundezas sombrias dessas localidades.

Só pode. A sorte que eu tinha salvado em um Bloco de Notas na casa do meu pai. E tive de voltar lá - lugar que vou aos finais de semana - o que me deixou nervoso à beça. E meu ânimo e inspiração também não prevaleceram e acabei sem ter o que falar. E como não estou assistindo a muitos filmes, seriados e a coisa toda, não tenho nada que me inspire. O resultado é esse: estou faltando os domingos, atrasando as postagens e estas nem são tão interessantes ou cativantes.

Procevê. Acabou que, ou eu falava da Floresta Amazônica ou falava da Lua. E para fazer justiça com o Sol, resolvi falar daquela que é a inspiração de tantos poetas! Pois é! Pelo menos os dessas bandas são bastante inspirados e metidos a falar dela. Então vamos nessa!
 
A primeira coisa que posso falar sobre a Lua é que ela é feita de minérios.


Sim, é verdade. Com as missões tripuladas, dizem as más línguas wikipedianas, existem mais de 382 kg de rochas lunares – muitas delas conseguidas com a missões tripuladas Apollo. Lá se encontra Hélio, Neônio, Argônio e Hidrogênio.

Como tem gravidade muito fraquinha, perdeu sua atmosfera, assim como um campo magnético. Assim é bombardeada por todos os cantos, sendo afetada até pelas partículas solares. Por isso ela tem tantas crateras – a atmosfera freia ou diminui a velocidade dos objetos, alguns desintegrando antes de chegar ao solo. É, eles viram farinha, como já aconteceu algumas nas vezes com objetos que caíram por aqui. Bem, como a Lua não tem uma, acaba por ter aqueles buraquinhos que dá para ver por aqui.

Aqueles buracos são só depressões causadas por asteróides. Pois é, a Lua não é mesma feita de queijo. Eu sei, eu sei, você deve contra-argumentar que se não fosse assim, São Jorge morreria de fome, mas... ela é feita de minérios, mesmo.

Referências a Réu e Condenado à parte, deixa eu te contar sobre o efeito da luz solar refletida na Lua (luar). Bom, ela não é muito refletora, não. A cor do solo é cinza-marrom. O albedo é de 0.12, enquanto a Terra possui albedo de 0.30. Isso faz com que sua luz seja cinzenta ou cendrada. Assim, só para não passar batido, albedo é a quantidade de luz refletida por um corpo.

Assim como na Terra, a estrutura interna da Lua não é uniforme. A crosta tem composição basicamente basáltica, podendo ter até 107 km. Porém, em alguns lugares, pode ser até nulo – daqui a pouco falo mais, quando diferenciar os mares lunares. Seu manto é quase que completamente sólido e o núcleo é metálico, com 607 km de diâmetro. Por causa dos efeitos da gravidade da Terra, o núcleo não está no centro, mas há dois quilômetros no direção do nosso planeta.

No polo sul lunar se encontra a maior cratera do Sistema Solar: Aitken, com 2.250 km de diâmetro e 12 km de profundidade. Vixê!

Já que eu tava falando de exploração lunar, rochas e tudo o mais, vamos falar de como ela foi parar lá. Tem muitas teorias a respeito disso, sabe. Uma delas diz que a Lua formou-se junto com a Terra a partir da Nebulosa Protoplanetária Solar. Outra dizia que foi resultado de uma fissão da Terra quando esta ainda estava em fusão, por efeito de rotação. Tem aquela que diz que ela era uma pequeno planeta que foi pego pelo campo gravitacional do nosso planeta. 

Mas com a análise trazida pelos astronautas que lá estiveram, uma nova foi feita: a do Grande Impacto. Supõe-se que um objeto mais ou menos do tamanho de Marte teria se chocado com a Terra e, com o impacto, teria se formado a Lua. Isso teria acontecido no começo da formação terrestre e o objeto gigante seria uma planeta chamado Theia. A Theia teria se desintegrado com o impacto, sendo expelidos fragmentos de rochas líquidas – os corpos se condensaram em um só, nosso querido satélite e sido pegos pelo campo gravitacional da Terra.

Será que a Lua se esborrachou na Terra e foi parar ali?

Alguns outros cientistas vão mais longe: independentemente de como a Lua surgiu, haveria dois satélites habitando a Terra, sendo um deles a própria Lua e o outro, menor, se chocou com o planeta e dele formou-se os continentes. Fala se eles não viajam? Depois sou eu que sou doido! Esses cientistas tem uma imaginação que vou te contar.

Se quer saber, tá mais provável de a Lua ser um ovo de dragão, mesmo. Como disse o bom e velho George Martin.

A Lua também tem seus continentes e mares, mas eles são diferentes dos da Terra. Como sua superfície craterizada não é uniforme, ela possui Terras Altas, que são antigas e muito craterizadas e os mares, jovens e com crateras de impacto, que foram preenchidos por lavas basálticas. O lado oculto da Lua não apresenta mares (praticamente), já que muito antesmente, esse lado era o preferido para as erupções – muito provavelmente por causa da gravidade terrestre.

Ah é, a Lua tem um lado oculto que a gente nunca vê. Não é só um álbum do Pink Floyd, não. Devido a diversos movimentos, só vemos um lado dela. O outro lado é denominado oculto – mas não escuro, a gente só não vê, não que dizer que não seja iluminado.

Para entender melhor esse fato, é preciso entender uma série de fatores de movimentos dos corpos celestes. E a Lua tem alguns interessantes. Ela possui três, basicamente: rotação em seu próprio eixo, revolução em torno da Terra e translação em torno do Sol. E também possui um pequeno movimento chamado de libração. Ah é, é importante dizer que sua trajetória é elíptica, então apresenta períodos de perigeu (363.399 km) e apogeu (405.696 km) em relação à Terra.

Isso acontece porque o Sol exerce uma força gravitacional 2,2 vezes mais forte do que a Terra, formando uma elipse de afastamento constante, sempre convexa. Ainda pela força de atração do Sol, ambas percorrem uma trajetória deformada em espiral à volta dele. Esse fator explica porque a Lua demora tanto tempo para dar uma voltinha na Terra – outros satélites artificiais fazem o trajeto em menos de duas horas.

Bom, já que estamos falando de ciclos, rumbora entrar nas fases que a bicha apresenta. Então, vamo. A face iluminada da Lua é aquela que está virada para o Sol. Óbvio. A fase será caracterizada, então, pelo quanto dessa face nós podemos ver daqui da Terra. Quando a metade está aumentado, é dita fase crescente e quando está diminuindo, dize-se fase minguante.

A fase de Lua Nova acontece quando sua face visível não recebe luz solar – a Lua e o Sol estão na mesma direção. Isso quer dizer que, daqui da Terra, eles nascem juntos. Daí ela vai se posicionando a leste do Sol, ficando a cada dia mais visível, mais iluminada a partir da borda oeste. Em uma semana acontece o Quarto Crescente, estando Lua e Sol separados mais ou menos a noventa graus. Sua convexidade estará virada para oeste (em forma de C). 

Então continua sua jornada e fica em direção oposta ao Sol, marcando a Lua Cheia. Vai ficando cada vez mais a oeste dele, perdendo sua borda e em sete dias temos o Quarto Minguante. Mais ou menos a noventa graus de novo, só que com a convexidade a leste. Daí ela continua a minguar até atingir novamente o começo do ciclo.

A Lua e sua libração. Lembrando que ela não vai para trás, é por causa do movimento elíptico devido a gravidade solar!

O intervalo entre duas fases iguais é de, aproximadamente, 29 dias e meio. O nome disso é lunação – também mês sinódico ou período sinódico da Lua, mas lunação é mais legal. É chamado mês porque os períodos de rotação e translação coincidem, já, já eu falo disso. O mês sideral lunar em torno da Terra, levando em conta a observação em outra estrela, é de 27 dias – sendo menos que a lunação. Ela é cerca de dois dias maior porque em relação a essa estrela de observação, o Sol se desloca para leste (cerca de um grau por dia), sendo então necessários mais dois dias para concluir o ciclo.

Bom, eu simplifiquei e cortei uma porção de cálculos chatos, mas é basicamente isso. Tudo se move e é necessário calcular esse movimentos, desvios e giros – e só de pensar em coisas assim eu fico bastante tonto.

Aproveitando a deixa, já aproveito para dizer que a Terra e a Lua sofrem com a influência gravitacional dos outros planetas e do Sol. Isso quer dizer que a Terra e a Lua não são esféricas, as marés (falo a seguir) provocam fricção dentro das duas (hmm!), a órbita não é regular (acho que já deu para ver quando tentei explicar lá em cima, né?). Seriam precisos quilômetros e quilômetros de fórmulas e cálculos para ser calculado tudinho com precisão.

Tem outro fenômeno importante no meio disso tudo. As marés. Elas seriam o efeito da atração da Lua nos oceanos. A terra sólida também sofre os efeitos de maré, com algumas variações de dezenas de centímetros. Aqui é importante lembrar que o período de rotação lunar é o mesmo de sua translação. Por isso é que a gente só vê uma face dela. Algumas especulações dizem que tal feito é por causa do efeito de maré.

Pura verdade, macacada. Quando a Lua era mais jovem, elástica, bonita e bem disposta, a Terra exercia as forças de maré nela. O efeito teria freado sua rotação, tamanho potencial galanteador do nosso planeta. Mas aí a Lua se sentiu enganada depois de tantos anos de órbita, se afastando cada vez mais – só que no fundo todos sabiam de seus verdadeiros sentimentos e o que a danadinha estava fazendo era para conservar as coisas. Porém, Lua e Terra se afastam, aos poucos...

Também diz ser causada tal sincronia por ter, em diferentes pontos, gravidades diferentes. A parte com maior massa (e gravidade) é aquela que está voltada para a Terra, por causa das forças gravitacionais.

Com esse efeitos de atração, a Terra também atrasa sua rotação, mas nem se compara com as da Lua. Também por isso que a Lua sofre de libração, que é a oscilação em sua órbita – além da atração solar que já disse lá em cima. Por essa e tantas outras, alguns cientistas criativos e românticos consideram Terra e Lua um planeta duplo – incabível por não terem o eixo de rotação fora dos dois corpos.

Mesmo assim eles insistem e até que têm certa razão. Quevê? Vamos voltar a teoria da gravitação universal de Isaack Newton. Lembra daquela historinha da maçã? Pois é, ajudou o cara a perceber que os corpos celestes estavam em constante queda livre no espaço. Daí que vem tal teoria de planeta duplo: pode até ser que não tenham o eixo de rotação fora delas mesmas, mas a Terra e a Lua  estariam em queda livre em torno de um mesmo centro de massa, rodando ligeiramente em comum. Essa seria sua interação mútua.

 

A face visível e a face oculta da Lua. A parte branquinha a gente nunca vê. Aliás, se um dia você for a Lua e ficar na face oculta, também não verá a Terra!

Fala que não é romântico? Demais da conta. Ainda existe esperança para alguns cientistas (mas só para alguns).  

Ah é, já ia esquecendo. A distância entre a Terra e a Lua é de 384.399 km. Também dizem existir água sólida na Lua. Um foguete acertou o polo sul lunar com tal força que de um buraco de 30 metros foi aberto, com certa de cem litros de água em estado sólido. Pela poeira, acredita-se que também haja hidrogênio.

Bom, e o que mais? Existiram muitas missões espaciais e, como todo mundo sabe (ou deveria), até tripuladas, embora alguns duvidem. E há quem fale em teorias da conspiração. Só in passant, essas são alguns dos satélites já enviados: Luna 1-24, Pioneer 4, Ranger 4-9, Zond 3-8, Surveyor 1-7, Lunar Orbiter 1-5, Apollo 8-17, Muses-A, Galileo, Clementine, Lunar Prospector, SMART 1, Lunar A, Selene, LCROSS.

No mais é isso aí, gente. Não tenho muito mais para mostrar, não. Fiz o possível para fazer uma matéria legal. Isso porque, segundo meu amigo Túlio, a wikipédia não é muito confiável, então investiguei muitos outros site, sabe. Procevê. Enfim, obrigado por estar tendo paciência comigo. Um dia faço outra postagem tão bacana quanto a de Personagens, beleza? Joia! Então fica combinado assim. Espero ver você de novo por aqui.

Cruj, cruj, cruj, tchau!

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