Antes de mais nada, desculpa. Andei sumido, né? Pois é. De fato, ando meio desanimado com isso, sabe. Não sei qual é a quantidade de visitas ou a freqüência que meus amiguinhos e amiguinhas vêem aqui. De fato, duvido muito que existam mais de duas pessoas que freqüentam. E isso me desanima um pouco. Nada tão grave, só acordei um pouco melancólico hoje.
Vai ver foi uma má ideia mudar o visual do site. Mas era preciso. No auge, já chegou a picos de setenta visitas – mas quem vinha aqui para ler? Acho que ninguém. É mesmo. Às vezes tenho a impressão de estar sozinho aqui. Não faz mal: eu tenho fé e sei que algum dia a coisa vai emplacar. O importante é perseverar, não é?
Ahn-ham. O desânimo é normal, acho. Ainda me arrependo um pouco de ter mudado tudo aqui – só que precisava de identidade, e o site tava um clone do blog do Amer. E é justamente sobre isso que eu vou falar daqui a pouco: escolhas. Como meu estado de espírito não é dos melhores, espero que vocês, amiguinhos e amiguinhas imaginários não se decepcionem.
Bom, sendo direto ao ponto: a vida é feita de escolhas.
Custei para aprender isso. Apesar de filmes e animês dizerem isso o tempo inteiro. E parece mesmo ser até chavão, clichê, sei lá. Sei que depois que entendi isso, as coisas pareceram mais claras. Quem me ensinou – ou conscientizou, nem sei – foi o Dr. Humberto, meu psicólogo e meu amigo frei Paulo Henrique.
Assim, de uma forma ou de outra. E vendo a vida de alguns dos meus amigos e amigas, vi que as coisas dependem mesmo das escolhas. Arrisco dizer mais, gente: a partir do momento que se torna ciente e assume as responsabilidades dessas escolhas, podemos realmente sermos considerados adultos, sabe.
Exemplo: adolescentes vivem se queixando de tudo, nada é bom o suficiente e etc. Já falei disso uma vez, lembra? Pois é. Ainda acredito nisso. Só que acredito não terem real consciência do que estão fazendo e mais: estão buscando uma identidade. Acontece que, em algum ponto, terão de fazer decisões e assumirem as responsabilidades de seus atos. Nesse momento, começaram a arcar por seus atos e aí embarcarem na vida adulta.
E não é nada fácil. Para falar a verdade, ainda não consigo arcar com minhas próprias atitudes e escolhas nessa vida. Talvez por isso eu esteja meio down, hoje. Acontece. Sei e acredito nisso, e vou levar para o resto da minha vida (se bem que posso mudar de ideia, mas acho improvável, sabe). Isso porque escolher é necessário. E o pior: exige abstenções e perdas – e claro que há ganhos também. É arcar com o peso de suas decisões.
E estar ciente das conseqüências, sejam elas boas ou ruins. Se você pensar bem, amiguinho e amiguinha, dá para aplicar essa teoria em todos os fatos de nossa vidas. Posso te dar alguns exemplos na minha vida, se quiser. Pode ser? Bom, nada melhor do que me usar como exemplo, acho.
Posso pegar vários exemplos. Minha vida poderia ser muito diferente se tivesse feito escolhas mais sinceras e escutasse mais minhas emoções. Poderia ter sido sincero com pessoas que gostava muito... acontece que não fui e bola para frente. Estou tergevisando, não era isso que queria falar.
Foram coisas que aconteceram há anos, quando qualquer pessoa que se aproximava de mim era o bastante para que me apaixonasse. O tempo passou e coisas aconteceram. Uma dessas coisas foi pensar em entrar em uma Ordem religiosa. Pois é. Para ser mais exato os Frades Menores. Porém o que estava fazendo era fugir.
Fugir exatamente de uma vida de escolhas e decisões que precisava arcar. Não sabia o que fazer da vida (e ainda não bem ao certo, para ser sincero) e o peso disso era de amargar, sabe. Entendo porque algumas pessoas se refugiam no álcool e nas drogas. É o jeito delas fugirem. (E também já falei disso). Só que minha vida social era quase nula nessa época. Tinha meu amigo Túlio – mas ele tinha uma vida própria e estava decidido do que queria: ser jornalista.
Essa foi a escolha dele. Hoje ele trabalha no Rio de Janeiro e tenho certeza que vai ter destaque daqui alguns anos. Sério. Anota esse nome: Túlio Moreira. Você vai ouvir falar nele.
Além disso, o cara tinha a vida dele. E, como eu era muito anti-social, era só com ele que saia, mesmo. Pois é. A faculdade não resolvia nada – e nenhuma faculdade iria resolver, porque não fazia a mínima ideia do que queria fazer. É por isso que digo que entramos muito cedo na faculdade. Aos dezessete, dezoito. Não estamos prontos para uma escolha profissional.
Se quiser saber o que penso, acho que todos deveriam trabalhar por um período de dois a três anos em diversas áreas de diferentes campos para saber qual é a mais interessante. Poderia ser até um projeto dos campus universitários – jovens recém saídos do Ensino Médio trabalhando no Campus para conhecer as diferentes áreas de trabalho.
Só que isso é apenas tonterias da minha mente insana. Deixa quieto.
Então, voltando... daí que visitei as casas dos freis em Anápolis e ia as reuniões vocacionais. Não era aquilo que queria. Assim, sempre quis ajudar as outras pessoas – apesar de não saber a forma – , mas aquela situação era bastante cômoda: faria o que me ordenassem. Como se fosse simples assim. E daí que passei dois anos enrolando meu bom amigo frei.
Até que um dia ele exigiu uma resposta final. Tava demorando demais. E estava mesmo. Ainda não falei para ele, mas a resposta já foi dita nessa texto. Não era um vida que queria. Estava fugindo de novo de todas as responsabilidades. Estava fugindo de tudo. Eu não queria crescer.
Mas assumir a responsabilidade é preciso. Existem pessoas que acham isso realmente difícil – são aquelas que parecem viver numa eterna adolescência... E é difícil, mesmo. O peso de uma escolha pode ser um fardo muito pesado.
Eis que o frei me explicou – e a psicoterapia e o último desastre amoroso que me envolvi me ajudaram a captar e conscientizar – não é possível viver sem fazer escolhas. Em algum momento, você vai ter de escolher um caminho. Não é possível continuar sem se decidir qual rumo seguir. Vou te explicar melhor.
Não era possível querer entrar para Ordem sem desistir da vida que estava levando. Se entrasse, teria que abdicar de tudo – teria que ter mesmo vontade de estar lá. E, por ser bastante religioso, eu queria estar em um lugar assim, mas não sabia ao certo se era uma vida que queria levar. Aí que tá: mesmo não tendo certeza, não é possível conciliar as duas coisas – ou entra para vida religiosa ou não.
Entende? Para entrar era preciso abdicar da vida que tanto gostava para ingressar em outra – que parecia interessante. Interessante, sim, mas que no fundo do inconsciente era uma fuga das escolhas, já que estaria a disposição da Ordem. Claro que isso não acontece com todos – estou falando de meu caso, abrindo meu coração para você, amiguinho e amiguinha.
Aí tive uma epifania. E tem muitos outros casos. Teve uma vez, em Brasília, num Encontro de Estudantes, 2009, que consegui encaixar direitinho essa teoria da escolha. Tinha uma menina que estava andando para cima e para baixo comigo, e agente fez amizade. Como sou carente que dói, não demorou muito para estar bastante interessado nela.
Até que na segunda noite tomei coragem, peguei um violão emprestado e comecei a tocar até ela perguntar o que eu queria dizer. Aí eu disse que gostava dela, só que ela disse já ter namorado – apesar de estarem brigados. Mesmo que não soubesse, ela tinha feito uma escolha ali: a de continuar com o carinha.
Daí que insisti por um tempo e tudo o mais, mas ela parecia mesmo apaixonada. Sei que depois eles terminaram e ela me procurou. Dessa vez eu não quis: a escolha já estava feita. Agora, que ela não tinha mais nenhuma opção, eu também já não estava entre elas. Claro que muitas coisas aconteceram e estou resumindo tudo.
Percebe? Esses casos são bastante particulares, então vou falar de uma amiguinha minha. Ela namorava um carinha lá do Sul – sendo que mora aqui, no Centro-Oeste. Sei que ele disse que a distância já não era possível e que eles precisavam ficar juntos. Ao tempo que gostava dela, também gostava demais do Sul – já que por aqui as coisas não são muito boas, mesmo. O carinha sofre bastante, mas fez a escolha dele: vai ficar por lá e, apesar de gostar muito dela também, e vai tentar esquecer.
Quais as opções dessa minha amiguinha? Bom, só existem duas a meu ver: ir para lá, deixando tudo para trás construindo uma nova vida no Sul (incluindo o carinha) ou ficar aqui e decidir seguir em frente. As duas são opostas e requerem sacrifícios. Mas, veja bem, se não forem feitas acarretam dor, uma angústia insuportável. É preciso uma decisão e qualquer que seja feita, não vai ser fácil.
Não é? Espero que ela consiga ser feliz. Independente da escolha feita, o importante é estar ciente das ações tomadas. E também existe a abstenção e fuga, que também é uma opção: a pior de todas. Ao se abster, o tempo vai passar e muito pode acontecer. E como nada foi decidido, só irá causar mais dor.
Pois é, é nisso que acredito. Muita das vezes, a escolha pode ser uma aposta – e muita das vezes é. Você não sabe o que vai acarretar aquilo em sua vida. Isso não é o mais importante. O importante é que você acreditou verdadeiramente no caminho em que seguiu, sem arrependimentos. Se não for boa, pelo menos pensou fazer o certo. Fez sua escolha.
Tudo graças ao meu bom frei. Procevê. Bom, acho que é tudo. Precisava falar sobre isso, sabe? É mesmo. Espero que não tenha sido muito chato. E feito algum sentido. Verdade. Então tá. Não sei quando volto aqui, já que estou sem inspiração. Talvez logo, talvez não. Enfim, vejo você na próxima. Até lá!






caro desanimado diego,
ResponderExcluirapesar de não deixar resquícios de minhas visitas, sempre passo pra dar uma olhada por aqui.
não gosto de coisas forçadas, logo não comento quando n tenho nada pra falar...
mas visito sempre! é uma escolha minha kkkkkkk
Diego, eu acho o desanimo uma fase essencial para uma eventual grande mudança. É quando você se volta para si e começa a avaliar o que vale a pena e o que não. Sem essa reflexão, cometeríamos sempre os mesmos erros... E não conseguiríamos seguir em frente, ir adiante. Eu acho válido você ter esse seu momento, mas que seja bem aproveitado.
ResponderExcluirAlias, graças ao seu blog, coloquei em prática o meu que eu venho adiando tanto hehe! Faltava vontade, e você despertou ela em mim!
Dá uma visita lá! O segundo post é inspirado propositalmente nesse seu assunto :) E adicionei o seu link, tá? Como agradecimento!
( http://simonesaty.blogspot.com/ )
Opa, Vitor!
ResponderExcluirPois é, bom saber disso, haha! Andei fazendo minhas pesquisas e... daqui uns dias você verá. Espere e verá!
Ufa, pensei que tinha ido embora para sempre, mas fico feliz que ainda está por aqui!
Ei, Simone!
ResponderExcluirÉ mesmo, ficar deprê de vez em quando é normal. E necessário mesmo, para crescer. Vou guardar seus bons conselhos.
E vou visitar sua página e aguardar notícias!!