Beleza? Massa. Aqui tá de boa. Então, para variar, Scott de novo. Pois é. Mas só mais dois posts sobre isso e prometo parar de falar no assunto. Sabe como é, né? Dois meses e meio traduzindo a obra mexeram mesmo comigo. Procevê!
Então deixa eu colocar de novo os links dos livros traduzidos. Nunca é demais lembrar:
Então, hoje resolvi continuar sobre minhas considerações sobre o filme, ao invés de suecá-lo. Isso porque quero falar de cada personagem em particular e comparar as duas versões. Levando em conta a aparência, personalidade e aparição, sabe. Você pode discordar. Aliás, vou achar muito bom, porque assim a gente troca umas ideias. Foi pra isso mesmo que traduzi os livros.
Uh-hum, é mesmo. Bom, deixa eu parar de enrolar e começar o assunto. Vamos nessa!

Mas não é épico o bastante para interpretar Scott. Isso porque, no filme, ele é um boçal retardado. Assim, nos livros ele não é nenhum exemplo, sabe. Mas acaba por ser mais inocente e ingênuo que propriamente um demente. Pelo menos é o que pareceu no livro. O Pilgrim de Cera - de novo, que fizeram ele ser - tem poucas expressões, pouco carisma, pouco convencimento.
Michael apenas fez seu papel - e o autor e/ou diretor pareceram concordar com isso. Mas ele não é Scott Pilgrim! Nem nunca será! Vou ficar devendo um ator para substituí-lo. Não posso indicar um que seria ideal, mesmo porque não é meu ramo, sabe. Mas escolher Michael não foi uma boa pedida - tanto pela aparência, tanto pela atuação.
Outros elementos essencias foram ter futricado demais na trama, mas disso eu já falei por quilômetros na vez passada.

Nos livros, Kim Pine é uma personagem com linguajar rebuscado, com um humor ácido e refinado (leia sarcástica) e que guarda grande mágoa de Scott. Isso por ele ter sido um covarde e ter terminado com ela de um jeito tão pouco... heróico, eu diria. Mas como praticamente todos os personagens do livro, isso acaba por mudar no final.
E, diga-se de passagem, Kim Pine é minha personagem favorita. Apesar de mal-humorada, rabugenta e muita das vezes mal-educada, tem lá seu charme. E de certa forma, dá até para entender isso no filme. Além disso, sabe ser leal e defender seu ponto de vista. Dá para ver sua amizade com Scott melhor nos livros dois e seis.
Mas acabaram com isso no filme. Sério, colocaram tudo a perder, ofuscaram a personagem. Nele, ela só é uma branquela aborrecida e sem expressão - consegue ser pior que Cera com Scott. Mas, mais uma vez, não é culpa da atriz, e sim do que fizeram com ela. Alison é linda e tem um sorriso cativante!
É, acho que meio que me apaixonei por ela, sabe. Ai, ai.
Pena mesmo que só a aparência tenha ficado perfeita. Bom, minha opinião sobre ela é a mesma da Kim aqui.

No filme, ele foi bem adaptado. E muito bem interpretado também. De fato, Mark Webber É Stephen Stills. Não dá para reclamar em nada, acertaram em cheio, tanto na adaptação quanto na aparência. O único ponto fraco é que no filme ele é gente boa até demais. Mas isso é justificável, já que o destino dele nas duas histórias é bem diferente.
Até o nervosismo em excesso foi respeitado. Não gostei muito da relação dele e da Julie foi tratada nas telonas, mas não é culpa do personagem, muito menos do ator. Trabalho bem feito do pessoal, que nesse personagem foi bastante fiel. Muito bom!
Juntos, Weber, Pill e Cera fizeram o...

Mas Stephen quer fazer a banda crescer no filme de qualquer jeito, enquanto no livro ele quer ter sucesso - mas não é um ponto tão forte. Talvez pela primeira experiência que teve com Envy e Scott, que é atropelada no filme. Quando nos livros ele toca pelo reconhecimento, no filme ele só quer tocar pela fama e sucesso.
Esperava mais de Kim como baterista, pelo que vi nos livros - e para variar, como tudo na personagem feita para adaptação - e me frustrei. Scott não é muito bom, mas poderia ser um baixista um pouquinho melhor. Além disso, na trama ele parece pouco ligar para banda. Na série de livros é ele quem procura acalmar Stephen e se divertir.
Enfim, ficou devendo. Isso porque seguem caminhos diferentes. E tem destinos diferentes, também. Em nenhum dos dois foi muito legal, devo dizer...
E a nossa personagem principal foi e que merece destaque é...
E essa atuação seca, mais uma vez, não cai sobre o ator. Era para ficar daquele jeito - ou Edgar Wright teria pedido para ela ter repetido. A trama mudou um pouco a personagem, mas nada que agrave. Isso porque a Ramona é meio vaca, mesmo no livro. Eu sei, eu sinto o seu ódio, não tô dizendo que é uma personagem ruim, mas ela sacaneia o Scott, sim.
Tipo, todo aquele trauma de traição e a cabeça dela brilhando afeta o pobre rapaz que só quer amar e amar... tem muitos caprichos, mimos e até se impõe demais. Talvez pelo fato de não conseguir manter um relacionamento e pelo que ainda sentia por Gideon. Mas, como dizia um velho professor meu de Geografia (que espero nunca mais ver): "Explica, mas não justifica".
No geral, é a personagem mais fiel. E a atuação no final me convenceu de verdade!
As piadas, tiradas e situações com Wallace ficaram muitíssimo bem feitas. Mas avacalharam pelo fato de ser homossexual - tiveram que fazer piadinha. Mas já demonstrei toda minha fúria sobre isso na primeira parte, vou tentar não ser repetitivo.
Outro fator negativo foi abolirem Mobile, o substituindo pelo Outro Scott. Outro ponto que não trouxeram foi o fato de Wallace ter a mania de repetir as frases de Scott para ironizá-lo, zombar ou mostrar certa irritação - como uma vez que Pilgrim pergunta se "It's what, april something?" e a resposta "It's april something, yes".
O personagem e ator se completaram, e poderia ter sido perfeito caso não houvesse mudança tão forte na trama. Infelizmente...
Aliás, em certos momentos ela mais lembra do que se assemelha - como alguns dos demais personagens. Ainda assim foi uma das mais fortes. Outra coisa legal da personagem é o fato de ser muito novinha - mais nova que o Jovem Neil - e que por isso mesmo ainda ser muito influenciável. E dá até para lembrar dos nossos dezessete anos, quando ainda não tinhamos gostos muito bem definidos.
É, nem vem que não tem que você era assim também! Pensa que me engana, né? Todos nós eramos. Uh-hum, é normal. E acho bacana o filme retratar isso na figura de Knives e do Jovem Neil. Quero dizer, exageram um pouco em determinados momentos, mas pelo menos mostraram.
E por tratar dessa forma o filme todo, não entendi o final. Sério. Todos os personagens mudam magicamente na vida extra de Scott - porque tudo que precisava mudar era ele - e a coisa acaba do jeito que acaba. E, tipo, ahn? Qual a lógica de dar um final mágico daqueles sem um final realmente feliz? Né não?
Se isso não fez o mínimo sentido, não perca a última parte do filme suecado. Que é?, a propaganda é a arma do negócio!
No livro dava para notar que ele seguia a forma de ser do Scott. Na aparência, estilo, etc. Knives, quando começam a namora-lo, diz isso: ele era praticamente uma cópia do Peregrino. Aos poucos vai mudando e no final do livro deixa mesmo de ser o "Jovem" da turma, fã número um da banda (até Knives aparecer).
Era para ser um carinha de boa, que gosta da banda, meio desligado do mundo - e um pouco misterioso por ser caladão. Além de fanzaço assumido do Sex Bob-omb. Mas o filme tem a necessidade de mostrá-lo como um ser acéfalo que imita Scott a cada passo e instante, anseando sê-lo. Assim, é massa o fato de mostrar como adolescentes podem ser influenciáveis. O problema é o exagero.
Jovem Neil precisa de um Reset. Mesmo. E olha que é um personagem secundário, aparece vez ou outra. Deveria ter sido mais fácil adaptá-lo, mas quem sou eu para falar alguma coisa, né? O que eu sei?
Então vamos ao chefões, ops, vilões do filme. Eles são a Liga dos Ex-Malignos de Ramona!
A lute dele com Scott poderia ser um pouco melhor. Pelo menos ao que parece no livro - algumas posições ficaram bem estranhas. Além da dancinha bollywoodiana meio boba, mas divertida.
É um personagem que aparece rapidamente, talvez por isso tenha ficado tão fiel. Aliás, o filme é inteiramente fiel ao primeiro livro. É a partir do meio do segundo que a coisa começa a desandar demais, quando aparece...
Isso no livro. Na película é um cara arrogante, prepotente e mal-educado. E o que foi aquilo de dublês? Putz! Dá a impressão que é um verdadeiro astro classe A (sendo que no livro era um ator de filmes de baixo orçamento, que se destacavam pelo talento do cara). Além disso, a culpa da separação com Ramona foi culpa DELA! Isso porque Lee era um pentelho que vivia enchendo o saco da moça para sairem. Na primeira oportunidade ela o abandonou por outro.
Fora que ele bate um papo com Scott e diz o motivo de ter ingressado na Liga, apesar de seu sucesso. E tentar extorquir o rapaz. Sua morte foi bem adaptada - da mesma forma, só que sem a parte do "tem garotas olhando".
A aparência ficou boa, aliás.
Esse sim era um cara prepotente, que se achava um astro por sua habilidade no baixo e seus super poderes. E que traia Envy, por sinal. Com muitas meninas. Mas o filme entra num processo de Forward (FF), e isso é posto de lado.
Como já disse na última parte suecada do filme, um cara que faz parte de uma banda, é forte e bonito e ainda por cima é habilidoso nunca seria fiel. Tá, tem o Kaká, mas ele é exceção. Não vale, pensa em outro. Pensou? Pensa mais um pouco então, eu espero. Conseguiu? Pois é. Sem mais perguntas, meretíssimo.
Isso foi atropelado. Mesmo pegando um grande ator para tentar passar essa ideia. Sacanagem. Ele, assim como Envy, foram muito mal aproveitados. Isso acabou por prejudicar toda história. Mas disso eu também já falei.
A nova morte foi aceitável, apesar de besta. Mas não posso imaginar outra forma de encaixar uma vitória para Scott em um filme que, desse ponto em diante, começa a ser uma corrida aloprada.
Mas já lancei minha fúria sobre isso em postagens passadas. O fato é que a personagem ficou idêntica. Como eles comeram (praticamente) o quarto livro, não teve muito o que ser feito. Assim, como optaram por não dar enfoque ao passado de Scott no filme - e entendo e concordo, já que o padrão hollywoodiano não é esse - não tiveram muito o que fazer.
A relação entre ela e Ramona aconteceu na faculdade. E ao que parece, teve certa duração. O filme deixa a entender que só foi um lance. Até aí, tá de boa. O problema é que podiam ter complementado mais a luta dela. Tipo, cadê o subespaço? Sério, nessa altura do campeonato, o filme abole o conceito e as portas e a coisa toda.
Por que não fazer uma luta nele? Ficaria demais, o orçamento não seria alto e seria bacana pacas. Mas não, aproveitaram uma festa qualquer para a luta das duas. E falando na luta, ficou boa. Assim, é uma mistura de muitas outras lutas do livro, mas é satisfatória. Claro que prefiro a Roxy com uma espada - e aqui o Scott deveria receber o Poder do Amor para derrotá-la - mas não posso reclamar, já que foram criativos para fazer um mix de duas outras lutas.
Prefiro a morte a la Sonic do livro. E do fato de ela usar um espada. Mas Withman é tão fofinha que não consigo sentir ódio. Oww... dá vontade de morder ela, não dá? Coisa mais linda!
Mas isso tem explicação. Quando o filme estava para sair, o quinto livro estava para ser publicado. Por isso os gêmeos foram abordados en passant. Na série original, são roboticistas japoneses (sei lá porque não colocaram como engenheiros de robótica) que foram ambos traidos por Ramona - ao mesmo tempo. Sim ela era uma vaca.
E no filme eles não são ninguém. E tem aquela batalha idiota do Pé Grande com o Dragão. Sério, desde a primeira vez que vi o filme achei aquilo bem besta. Mas deve ser porque não entendo de instrumentos e amplificadores e aquela coisa da potência do 10 para 11. Deve ser.
Mesmo o fato de não ter os livros prontos para adaptar, Bryan Lee podia muito bem contar o que tinha na cabeça para os dois personagens. Assim como tem alguns pontos de grande semelhança na batalha com Gideon da série original. Vacilaram nos gêmeos - fato!
No filme, ele é um rico empresário ou algo do tipo que faz um vilão. O que irrita profundamente é o fato de mascar goma o tempo todo. Sério, ô chiclete dos diabos! Tinha mesmo que estar presente? Talvez era para isso mesmo que estivesse lá.
Nos livros é um personagem mais centrado e menos irritante - mas que é, de longe, o pior de todos os ex. Isso pelo fato de ser inescrupuloso e de ter uma técnica estranha e inovadora: de ter criado o brilho, além de conseguir entrar literalmente na cabeça de Ramona e Scott.
São duas formas diferentes de se ver o mesmo personagem. Ao contrário dos irmãos Katayanagi, conseguiram fazer um bom trabalho com Gideon. E o final como colocado, pela maneira como foi derrotado, é mais incompreensível ainda. O outro ponto negativo foi o NegaScott nesse ponto da história. Justificado por aquele joguinho bobo de ninjas do começo... mas enfim...
São duas formas diferentes de ver. A essência do personagem foi mantida, então a ideia foi passada.
E ainda tem mais alguns personagens que merecem ser citados, nem que sejam de forma mais breve. Dentre eles:
Stacey Pilgrim (Anna Kendrick)
Assim, essa atriz é bacana, mas também não é a Stacey Pilgrim. Ela é ótima profissional, carismática, mas não entrou na personagem. Melhor dizendo, não adaptaram bem. Não é a mesma. Ainda assim, gostei muito dessa nova Stacey.
Ficou explícita sua maturidade perante Scott. Talvez esse fosse mesmo o objetivo, e o atingiram. Só que as relações delas com os amigos do Scott é um tantinho diferente. Ela ficou legal demais – e esse foi o erro, assim com em Stephen. Aliás, a semelhança foi outro pecado – ela não se parece com a personagem dos livros. Apenas lembra, meio vagamente.
Os irmãos Pilgrim deixam, de certa forma, a desejar, já que nos livros eles são muito parecidos (fisicamente). Pelo menos o personagem ficou bom. E falando em personagens que ficaram bons, temos...
Julie Powers (Aubrey Plaza)
Julie foi perfeitamente bem adaptada, em todos os sentidos. Sério, ela é uma vadia imensa no livro e não menos chata e desprezível no filme. Redefiniu meu conceito de vaca. Ela traz raiva e fúria por seu jeito de ser insuportável que só. E isso não tem como descrever muito, e só ver as cenas em que aparece.
Óbvio que no livro é muito mais insuportável e odiável, mas isso é devido ao tempo e espaço. Não sei como Bryan conseguiu fazer uma perfeita megera dessas. Assim, dá asco só de pensar. Ainda não entendo o que Stephen via nela. Muito menos porque a galera insistia em sair com uma bandida dessas.
A aparência da personagem é outra coisa que assusta. Ela É Julie Powers. E só seria uma Julie melhor se aparecesse mais vezes no filme.
Envy Adams (Brie Larson)
Me deixou muito triste o que fizeram com Natalie Adams, mais conhecida com Envy. Como disse na primeira parte, ela foi o motivo de Scott estar tão down e uma série de fatores que de certa forma explicavam o porquê dele estar do jeito que estava. E foi muito mal adaptada. Muito mesmo.
A começar pela aparência: Envy é tratada como uma moça bonita – e Brie Larson de fato é bem bonita – mas tem cara de cavalo. Sério, olha bem nas feições dela dos livros. Cara de cavalo! A atriz tinha de ter essas feições para, sei lá, parecer com ela.
E, só para constar, eu também tenho cara de cavalo. Pois é...
Certo, esse detalhe seria mínimo se mantivessem a essência e resgatassem a personagem. Mas ela é descartada da história assim que Todd desaparece. E até que é perdoável, já que ainda faltavam dois livros a serem publicados. Mas podiam ter mostrado melhor a relação dela com Scott e seus efeitos.
Enfim, a personagem sofreu graves modificações em sua essência para justificar a história. E isso acabou por prejudicar a trama de modo geral. E já que estou sendo repetitivo, vamos para o próximo. Ou melhor, para os próximos, já que vou falar dos personagens terciários da história.
Personagens terciários... isso existe?
The Clash & the boys
Talvez o único personagem bem adaptado dos três foi a menininha de oito anos que é baterista. E ela é um dos “boys”, também. Os outros dois personagens foram reinventados. Isso porque Luke Wilson não tem nada a ver com o do livro. Nada mesmo. O baixista nem se fala.
A banda em si, enquanto música, é bastante fiel. Mais: surpreendente. Porque é bem alternativa (e boa). Porém ela é abolida num ataque de Patel. Eles matam a banda, literalmente. Nos livros ela tem participação essencial na luta contra Todd. Assim, podiam ter outro desfecho, foi bobeira darem um final desse para uma banda legal dessas.
Michael Comeau
Ficou igual! E a adaptação de Comeau também foi bastante satisfatória. Ele é o cara que conhecesse todo mundo. E isso inclui eu e você. A essência foi bem captada e o tempo desse personagem na trama também.
E mais: na parte final do filme, Comeau aparece falando que o filme era bom, mas o livro era bem melhor. Fantástico, resumiu tudo! Claro, tirando a parte que o filme é bom.
Tamara
Tamara é a melhor (e única) amiga de Knives. Aparece muito raramente, não dá para saber muito. Só que passa a gostar de The Clash at Demonhead por influência da amiga. E ficar ouvindo os altos e baixos de Knives com Scott. Mas isso só no livro. Ficou até bacana a adaptação. Mas ela nem é uma personagem tão importante assim. Logo foi satisfatória sua passagem.
Outro Scott
A semelhança se dá mais pelo penteado. Esqueceram de uma característica importante: os cílios. Além disso, mudaram a característica do Outro Scott: ser o melhor amigo gay de Wallace, não seu peguete ou parceiro sexual eventual. E nem namorado, como parece virar mais em frente. Ele parece assumir o papel de outro personagem que surge no terceiro volume e que foi abolido do filme...
Monique e Sandra
Foi uma menção honrosa, uma homenagem as duas moças que em uma ou outra página aparecem conversando com Scott sobre alguma fofoca do momento. Tem participação em apenas uma cena. E ficaram até bem adaptadas. No livro deixa a entender que Scott pode ter tido algo com as duas, mas... sei não... o Scott é muito palerma para ser um garanhão.
E tem também personagens que não foram adaptados, mas merecem menção. Dentre eles:
Gideon (Gato)
Um gatinho que Ramona adota na rua e passa a cuidar. Scott gosta dele. Tanto que fica bastante triste quando o bichinho some mais para frente. Como o filme é uma corrida, não tem espaço para animaizinhos de estimação. O que é uma pena, já que Gideon era um gato até legal.
Lisa Miller
Ela é muito legal. Mesmo. Absolutamente louquinha e apaixonada por Scott. Só que ele não percebeu – ou nem deu bola. Anos depois, reaparece na vida do herói. Isso você só vê no livro 4. E também nessa animação que fizeram para promover o filme.
Como o passado de Pilgrim não foi abordado, ela acabou ficando de fora. O que é uma pena, já que no livro, em determinado momento, mostra Lisa dizendo que talvez a turma voltasse a vê-la nas telonas (já que era atriz). Pena que nada nunca aconteceu nada entre os Scott e Lisa.
Joseph e Hollie
Outros personagens bacanas que acabam por nos impressionar, conforme a série se aproximava do fim. Tanto Hollie quanto Joseph. Aliás, a capacidade de Joseph de ser insensível e falar baixo (característica essa, talvez, por ser gay) o tornaram único. E Hollie é a menina gente fina e carismática, que não é capaz de fazer mal para ninguém. Ou não.
Enfim, seria legal ver os dois na história. Mas como não são tão importantes assim (no começo, ao menos), é compreensível que fiquem fora.
E outro personagem que não foi devidamente aproveitado foi...
NegaScott
Esse personagem foi recontextualizado ao filme. Isso porque existe um jogo, que Knives e Scott jogavam juntos, em que determinada hora é preciso lutar com NegaNinja. Nada mais que uma versão negativa do personagem. E é isso que ele é no filme, um outro lado. E o desfecho dele foi até bacana no filme.
A questão, porém, é outra. No livro, Scott brigava vez ou outra com NegaScott e, cada vez que ganhava, acaba por esquecer a experiência vivida. Isso quer dizer que foi uma forma de esquecer seus problemas e decepções, uma fuga. E sempre que estava chateado com algo, bastava lutar com o Nega que tudo era apagado. Acabava por sempre cometer os mesmos erros.
Pois é. Uma bela metáfora. Foi modificada no filme, mas paciência. Nada é mais grave do que fizeram com Envy e os irmão Katayanagi. Por isso, considero que o NegaScott nem fez parte desse filme.
Então, é isso. Esses são meus pareceres sobre o filme. Vou tentar terminar de suecá-lo nessa semana, e depois mudar de vez o assunto. Calma, gente, tá acabando! E depois começo a viajar sobre as outras coisas. E vou aprimorar mais minhas técnicas do Paint (não vou, não).
Vejo vocês por aqui, beleza? Até a próxima!


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