Tudo bom com vocês? Aqui tá massa. Espero que esteja todo mundo bem. É mesmo. Então, como não tinha muito sobre o que escrever, pensei com meus botões e resolvi falar hoje de uma coisa muito legal: bicicletas!
Sim! Origem histórica, muitas fotos legais e até os componentes desse objeto que chamamos de bicicleta! Aliás, todos amam bicicletas. Você também ama. Por mais que discorde ou não ande com freqüência. Confessa, vai!
Viver é como andar de bicicleta: é preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio.
Pois é. Pessoas legais andam de bicicleta. E como diria o Vitor, dá até pra fazer ela um meio de transporte! Meu professor de Aprendizagem Motora, que também era formado em Farmácia, ia pra tudo que é canto com uma. Acredita, em tudo que é canto mesmo, distâncias inimagináveis.
Eu não ouso discordar de alguém que é mestre em atividades físicas e saca muito de drogas ergogênicas e reações bioquímicas no organismo. Aliás, bioquímica, ao contrário das bicicletas, não é coisa de Deus. Sério.
Chega de delongas, vamos lá!
Diego, o que é uma bicicleta, mesmo?
Te explico. Segundo a wiki, é um veículo de duas rodas preso a um quadrado movido pela propulsão do próprio usuário. Foi inventada no século XIX, na Europa. Dizem que a base de tudo começou com Leonardo Da Vinci, sendo ele o idealizador dessas belezuras. Ele fez desenhos um sistema de transmissão de corrente (por correias dentadas) bem básico.
Muitos outros objetos de duas e quatro rodas compostos por sistemas de correntes, alavancas e outras traquinarias foram feitas, todas sem muito sucesso. O resultado eram tombos e muitas dores lombares nos seus usuários, o que não era nada, nada, bom. Além disso, os inventores queriam desafiar as leis da física – quase na mesma época que o homem inventou que queria voar.
E sujavam e rasgavam as roupas também.
Era só andar pelado, ué!
Em 1790, na França, o conde de Sivrac idealizou um invento interessante de duas rodas ligada por uma ponte de madeira em forma de cavalo impulsionado pelos pés. Sim, por impulsos e solavancos. Foi bastante útil na época, mas nada, nada confortável, sendo utilizados para pequenas distâncias – como ir comprar pão na padaria ou frango na venda da esquina.
Ah é, o nome de tal invento era celerífero.
No ano de 1816, o barão alemão Karl Friedrich Christian Ludwig Drais Von Sauerbronn adaptou uma direção ao celerífero, chamando de guidão. Sim! Aqui começava a nascer a bicicleta! Ainda assim, no entanto, ainda era um cavalinho de pau com rodas e direção. Desconfortável e horrorosa para as roupas e colunas das pessoas.
E ganhou outro nome, Laufmaschine – máquina de correr.
O barão Drais ainda fez algumas modificações e a apresentou em Paris no ano de 1818, mas ainda continuava pesada por ser feita de liga de antimônio. Aparentemente um material bem pesado e inadequado para um veículo impulsionado pelo próprio usuário. Muito tempo passou e as pessoas imaginavam como melhorar essa ideia tão boa.
Foi então que o escocês Kirkpatrick Macmillan resolveu dar uma mexida no invento, no ano de 1840. Adaptou ao eixo traseiro duas bielas ligadas por uma barra de ferro. Isso deu maior estabilidade e melhor manejo. Estava mais estável e segura, mas ainda assim pesada!
Quinze anos depois o francês Ernes Michaux instala num veículo de três rodas (duas traseiras e uma dianteira) um objeto que se ligava à roda dianteira. Pois é, o cara inventou o pedal! E com ele o velocípede! A palavra vem do latim, algo como velocidade movida pelos pés.
Depois também ficou conhecido como triciclo.
Então, em 1862, Pierre Lallement teve uma genial ideia – depois de cansar de ver os velocípedes assustarem os animais dos parques, principalmente os cavalos, causando danos e machucados aos charreteiros e envolvidos, além do dano aos monumentos das praças parisienses.
Enquanto a prefeitura construía vias para as pessoas e animais coexistirem nos parques sem ferirem uns aos outros, Pierre pensava em como modificar os triciclos. Ele anexou um mecanismo de pedivela giratória e pedais fixados no cubo da roda dianteira. Aí nasceu a primeira bicicleta! SIM!!!
O nome dela nessa época era biciclo.
Daí começaram a comercializar o invento. Existiam até as sem bancos para freiras, padres e afins. No ano de 1877, Rousseau apresentou um dispositivo de duas correntes que multiplicava o giro da roda dianteira. Dava maior velocidade e flexibilidade. Três anos depois, Vicent viu como dispositivo era mesmo danado de bom, aplicando a transmissão ao cubo traseiro.
E aí, Diego? Conta o resto!
Enquanto isso, na Inglaterra, Thomas Humber inventa o cubo de quatro tubos, dano maior estabilidade nas descidas e curvas. E isso foi muito bom, já que ninguém gosta de usar os pés como freios a toda hora, ainda mais em descidas e curvas!
Depois disso tudo, teve ainda o ingrediente final para tornar esse invento realmente delicioso! O escocês John Boyd Dunlop, criador do pneu, decidiu implementá-lo a esse invento, no ano de 1887, na Irlanda. Aliás, o filho dele decidiu, porque tinha muita dor de cabeça pelo barulho causado pelas rodas de madeira – e ele não queria o pirralho em casa enchendo o saco o dia inteiro.
E graças a um fedelho mimado e mauricinho que devia ser, os pneus ganharam o mundo e deixou seu pai rico, muito rico por muitas gerações! De fato, o pneu era tão bom e eficaz que fez a empresa uma das mais famosas do mundo, a Dunlop Tires.
E aí a bicicleta tal qual conhecemos finalmente surgiu!
Legal né? Pois é! A bicicleta é um invento que foi sofrendo modificações em vários países e diversos pensadores – a maioria por franceses, é verdade, mas não podemos esquecer de todas as contribuições. Falando nisso, ainda hei de andar de bicicleta nas ruas de Paris!
E na China, claro!
Deve ser uma coisa muito única andar pelas ruas de Paris de bicicleta, né? Na China é mais pela aventura – já que o trânsito lá é meio doido. A Europa em si parece um bom lugar pra ir passeando de bicicleta numa viagem, por exemplo. Vamos qualquer dia desses? Tão convidados ou convidadas, meus amiguinhos e amiguinhas! Vai ser uma viagem e tanto!
O que é triste é ter de andar em Goiânia. Nem me lembre... enfim, deixa parar de enrolar e falar dos elementos da bici. Fiz as modificações via Paint (já que não sei usar o Photoshop). Então, me perdoem a baixa qualidade das imagens. Se alguém aí quiser me dar umas aulinhas eu aceito de bom grado!
- Selim
- Canote de selim
- Guidão
- Mesa
- Pneu
- Garfo
- Pedal
- Pedivela e engrenagem
- Corrente
- Engrenagem
- Quadro
- Hipster seminua
Quanto às rodas, as de adulto geralmente são de 26 polegadas (conhecidas simplesmente como aro 26). O guidão é um problema: vai depender do ciclista, ou melhor, da largura dos ombros de quem está andando. As bici de lazer têm guidão mais curto, já que as mais largas perdem um pouco da aerodinâmica.
A mesa permite “afinar” o ajuste para o usuário ou usuária. Em zero grau projeta o corpo à frente e abaixo, o que melhora a aerodinâmica. Em trinta graus, deixa o ciclista mais ereto. É medida do centro onde se encaixa o guidão até onde vai o garfo da bicicleta. Dá uma olhadinha na imagem lá em cima pra ver melhor.
Lá em cima, ó!
E tem o selim. Ele serve para acomodar os ossos do ísquio (osso que a gente senta) e o próprio bumbum. Existem variados tipos para agradar variadas pessoas. Tem gente que sente dormência no saco, por exemplo. Incomoda um pouco no começo, mas nunca tive dormência, sabe? Mas, sabe como são as pessoas...
A altura do canote do selim é importante. O da menina hipster da foto está correto. Ele deve ter altura da crista ilíaca – osso do quadril, lateral, vulgo “revólver” – para evitar forçar demais as articulações do joelho ou sobrecarregar a coluna lombar – esta pode ser prejudicada caso o canote fique muito alto também.
E por último, a pedivela. Considera-se pedivela o encaixe do pedal até o eixo da engrenagem. Varia de acordo com a perna do ciclista, assim como a largura dos ombros no caso do guidão.
Então, pessoal, é isso. Não sou fanzaço e maníaco por bicicletas, mas realmente as acho máquinas fantásticas. E eficazes, claro. Sabia que o aproveitamento de cada pedalada é de noventa e nove por cento? Um carro aproveita só vinte a cada acelerada! Sim, mis ami, sim! Meu professor de Aprendizagem Motora – que hoje dá aulas de Fisiologia do Exercício – estava mesmo certo!
Além de ser uma delícia sentir uma brisa fresquinha e quando se pedala. É o futuro, to dizendo. Um dia a humanidade vai abandonar as máquinas químicas e poluentes e se renderá de ver a esses mecanismos que só dependem de quem a usa pra funcionar!
Então é isso. Espero que tenham gostado. Espero vocês no Domingo!
Até lá!









Cara muito show o post. Fico imaginando como seria subir naquela bicicleta enorme. E imagine descer.
ResponderExcluirHehe! Valeu!
ResponderExcluirPois é! Também não faço a mínima ideia. Pra descer todo santo ajuda, né? Haha! E imagina as roupas que eles usavam pra andar! Cruzes!
Obrigado pela visita! É muito bom te receber. Você é sempre bem vindo. Abração!