domingo, 10 de abril de 2011

Sucker Punch - Suecado (Parte 2)

Oi, povo!

Tudo bom? Aqui tá! Espero que estejam todos bem, sabe. Pois é. Antes de qualqeur outra coisa, quero dizer uma coisa: obrigado a todos pelas visitas! Comentem, sugiram coisas ou entrem em contato comigo vai Facebook ou Twitter. Não tenham medo, eu sou bonzinho e prometo te responder tão rápido quanto puder.

Uh-hum, prometo pra você! E ficaria muito feliz se você comentasse. Aceito críticas, sugestões, broncas e afins. E, pra parar de enrolar, um agradecimento especial ao pessoal de Portugal: muito obrigado por me visitarem! E mais especial ainda para as visitas da Dinamarca: Takket være danskere! Føle sig hjemme har brug for noget, bare lad mig det vide!

Esse post tá pronto já algum tempo, por isso foi ao ar mais cedo. Pois é, fiz ele durante a semana, pra não perder o fio da meada, sabe. Espero que gostem da continuação, amiguinho e amiguinhas do meu coração! Tem muito de mim neles. Além do meu jeito atrevido de ser. Sim, sou um sapequinha enxerido. Procevê!

Então vamos lá! Se quiser relembrar ou ainda não tiver lido a primeira parte, clica na palavra rosinha.

Continuemos!

Depois de toda a janta e muitos chocolates de sobremesa, o próximo item da lista era o isqueiro. Azeda reclamava como aquela noite ia ser cheia e blá-blá-blá, mas ninguém queria saber. E disse que foi por pura sorte elas terem conseguido a cópia do mapa e blá-blá-blá.


Dorinha lembra a todas que era a noite de sair com o Prefeito. Ele sempre recarregava o estoque de drogas por ali também. E fumava o crack logo depois de conseguí-lo, então seria mole conseguir esse item.


Como podemos ver, o Prefeito na cabeça da Floquinho é o porteiro fumador de crack. Enfim, ele logo chega e Dorinha vai atender seu cliente.


Seria um furto simples e rápido, já que o Prefeito era tarado por asiáticas e era masoquista por natureza. Depois de uma surra daquelas e muita lambança, Dorinha conseguiria o isqueiro mole, mole.


Aliás, ela até usá-lo pra queimar as bolas do doente mental que era o Prefeito.


Nessa hora toca um remix com músicas do Queen e outro cara! Tirando o outro cara - um rapper qualquer aí - essa cena foi demais! Uau! Ainda mais porque a Dorinha se veste para matar!! Tava incrivelmente linda!


As meninas se esquecerem de avisar pra pobre Floquinho o quanto essa tarefa seria simples, fazendo com que a moça se auto induzisse novamente a um estado de delírio, onde ela e todas as outras teriam de batalhar para conseguir o objeto produtor de fogo.


Então Floquinho, Docinho, Glorinha e Foguetinho se veem novamente recebendo orientações do velho que se acha general. E ninguém tava prestando atenção, todas queriam mesmo chutar as bundas de centenas de orcs e enfrentar um dragão.


Dorinha ficaria no controle do avião e seria crucial para o momento final da operação. E isso a gente já sabe porquê: ela é a única asiática, e asiáticas são execelentes como pilotos de robôs, espacionaves e toda sorte de maquinarias em geral. E cálculos matemáticos, claro. Cara, isso é preconceito do bom! Sério!


O velho conta a técnica milenar para ser matar um dragão e capturar suas chamas em cristais e blá-blá-blá, todas queriam mesmo socar orcs. Aliás, todas sabiam muito bem o que fazer, obrigada. Não precisavam de um velho gagá enchendo a paciência. Ao que tudo indica, esse velho pode ser útil... então, deixe ele... Voltando...


Aí Dorinha as leva pra um lugar estratégico... E rola uma música muito doida enquanto isso!


E elas aterrizam! Sem perder tempo já chegam fuzilando centenas de orcs carnicentos e acéfalos, abrindo passagem pro verdadeiro objetivo.


Aparentemente, Floquinho ensinou pra Foguetinho seu giro lateral à la mestre Yoda, técnica da Dança Exterminadora de Samurais. E foi útil pra dar cabo a uns orcs mulamentos que estavam no caminho.

Enquanto isso, Orcs catapultados caem no avião de Dorinha tentando deté-la, mas são exterminados sem maiores problemas. Sabe como é, é simples pilotar um avião, atacar o inimigo em terra firme e se defender no próprio veículo em pleno ar. Pelo menos se você for asiático.


Floquinho, Foguetinho e Glorinha enfim chegam ao ninho do dragão para roubarem o fogo sagrado. Apenas o bebê dragão estava lá, tirando um cochilinho pós janta, então teria que servir ele mesmo.


Nosso anjinho alvo usa sua técnica Mata-Dragões, já que o bicho dormia e ela teve tempo suficiente para acumular o chacra necessário. Mais: conseguiu fazer ele expelir dois cristais necessários para realização do ritual da chama sagrada.

Sim, mesmo morto o bebê dragão fez cocô.


Então, após tirar as fezes do bicho do objeto, Floquinho esfrega os cristais um no outro e ativa a fornalha do castelo, erguendo imensas labaredas flamejantes nos céus.


Isso desperta a atenção da mãe do Dragão, nada feliz de ver seu rebento estirado no chão, já sem vida. Assim, ela jura vingar-se a qualquer custa daquele ato vil e cruel!


E a primeira coisa que a monstro fêmea vê é o avião de Dorinha, explode em verdadeira fúria dragônica, já que os únicos seres que poderiam cruzar os céus eram ela e seu já falecido filhote. Começa então uma perseguição implacável nos céus, onde nem mesmo uma pilota exímia como Dorinha Dourada conseguiria escapar ilesa. E foi isso mesmo que aconteceu.


As chamas atingiram o motor esquerdo em cheio! Além disso, a bicha estava prestes a abocanhar toda popa do avião e...


Tarde demais! A queda era iminente e inevitável!! Mas o que o dragão não contava era com as habilidades kamikazicas de Dorinha, que mesmo em queda, confundiram cruelmente o bicho, que se espatifou no chão, atordoada.


No entanto, haviam muitos orcs e Floquinho não iria conseguir tempo suficiente para realizar sua técnica Mata-Dragões... tudo parecia perdido e o dragão se recuperava numa velocidade bem rápida do tombo sofrido. Daí ela se lembrou, em meio as chamas esbaforidas do dragão ainda no chão, daquela outra famosa técnica suprema dos Cinco Picos Antigos da China. Claro! Ela demorara anos pra dominar aquele estilo secreto e maligno!! Floquinho sabia pressionar...


...OS CINCO PONTOS QUE EXPLODEM O CORAÇÃO!!!

De fato a cena é tão impressionante e forte que eu vou poupar vocês, meus amiguinhos e amiguinhas apreensivos e apreensivas, pelo uso dessa técnica tão violenta e cruelmente apoplexo que nem mesmo um dragão mereceria ter tal fim...


Basta saber que tudo foi muito rápido (apesar de pouco indolor, não deve ser nada fácil ter o coração explodido) e que agora já estava tudo bem. Quem imaginaria que uma criatura tão bela portasse o conhecimento de técnica tão sanguinária como essa. Todas se espantaram, mas aparentemente Floquinho tinha reassumido seu rosto gentil e meigo, como de costume... mas sempre capaz de despertar esse poder das trevas aterrorizante!

Nessa hora, Dorinha volta ao quarto com o isqueiro, dando fim as visões da loura. Porém, já não era mais a mesma depois de descobrir o que era capaz de fazer! Mua-ha-ha-ha!


Todas se impressionam com tal objeto... era bem vagabundo. Mas como Foguetinho e Floquinho eram muito bem quistas, aquile não tinha sido nenhum sacrifício. Era até bom ajudar a amiga boa ouvinte e a doida que roubava chocolates para todos. Aos poucos, o plano de Floquinho tomava forma e parecia ser possível realizar o que pensara há pouco.

Sua fuga e de sua amiga chocólatra estava cada vez mais próxima. Nossa mudinha então agradece da única forma que pode a Dorinha: com um forte abraço.


A moça asiática fica sem entender, mas agradece o ato de ternura, um tanto abalada com o gesto repentino. Se você quer encabular alguém, dê um abraço, é o que eu sempre digo. E o que Floquinho já sabia muito bem, aliás. Nessa hora, Cebola Azeda observa tudo, sem entender nada. A cara que ela fez ao ver tal ato foi essa aqui:


Isso porque ela é uma vadia sem coração, que se deita com Azul em troca de regalias e cigarros a mais, além de produtos de maquiagem e travesseiros mais macios. Isso garante mais clientes e maiores benefícios por ser estrelinha do cabaré.

Alguém que se vende assim para ter uma melhor situação que as outras nunca vai entender o bem que é ajudar alguém e ter em troca a amizade e o carinho, sem maiores benefícios além da alegria e bem estar de ter ajudado o próximo.


Por isso mesmo arruma um chilique - já que é uma douchebag e não aguenta ver outra pessoa feliz e em foco sem ter se vendido -, dizendo que tudo aquilo era loucura, que acabariam sendo descobertas e blá-blá-blá. Adoraria que nesse momento Floquinho tivesse usado sua técnica proibida... pena que ela não consegue usar seus poderes fora da Matrix.

Nesse momento, Foguetinho entra em crise de choro, ela não gosta de gritaria e entra em parafuso quando fazem isso... Pobrezinha! Todas então partem para ajudá-la, deixando Azeda de lado como verdadeira bandida que é. Como douchebags não suportam que em um recinto tenha alguma pessoa com mais atenção que senão os próprios, a vadia sai do quarto.

É, Azeda, você nunca vai entender, sua mal-amada sem vergonha e escrupulosa!

Não fique assim, Foguetinho. Pronto, pronto. Passou. Tá tudo bem agora, a vadia já se foi. Que tal um chocolatinho?

Passada a noite, um novo dia raia. E é a vez de Floquinho e Foguetinho prepararem o almoço. E lá estão elas, cortando babatas e descascando cebolas enquanto Porconaldo assa, grelha e frita o que tem pra assar, grelhar e fritar. Claro que com a ajuda forçada de Glorinha e Dorinha. O cara pode causar enjoo e ser asqueroso, mas sabe o que faz na cozinha. Só não faz questão da higienizar nada. As moças fazem o preparo com um ânimo daqueles...


Foguetinho ainda abalada com tudo que aconteceu no dia seguinte tem outro surto. Ao invés de cair no choro ela decide se livrar das amarras que a prende ali. E decide conseguir de vez o último item da lista: a faca.

Então ela faz o que pode pra sua melhor amiga: sobe em cima da mesa, começa a sensualizar e arrancar a roupa ali mesmo. Sim, todas ficam olhando abismadas, incluso Porconaldo, que não tem outra reação senão ficar olhando parado o espetáculo grátis de uma louquinha perturbada.


Nossa amiga Floquinho também tem um jeito muito peculiar de surtar, que é ficar imaginando dentro de uma realidade fantástica tudo que está acontecendo. E, de novo, entra em parafuso com essa cena. Para ela, todas precisam desativar uma bomba de devastação neutrônica dentro de um trem que se dirige a cidade. E é isso que elas vão fazer.

O velho metido a sabichão reaparece pra dizer o que é preciso ser feito, mas ninguém dá atenção ao coroa. Claro, o velho acha que dá instruções, acha que informa e acha que é sábio. No fundo, todas sabem que é só um velho gagá carente de atenção. Então fazem de conta que ouvem e ignoram o covarde que desaparece sempre que a coisa arroxa. Sim, só um covardão geriátrico que se acha o mestre dos magos.


Aqui começa a tocar uma música muito chata que pode ser facilmente descartada. Assim, as heroínas mais sensuais, belas e mortais vão atrás do trem belicosamente destrutivo rumo a cidade, sem temor ou medo de não voltar pra casa naquela noite. A perseguição acontece por um helicóptero e, tente adivinhar quem é o piloto? Valendo um pastel com guaraná!


Pois é. Já não falo mais nada.


Foguetinho, Floquinho e Glorinha descem na plataforma do trem e vão derrotando outro exército, dessa vez de robôs desempregados do filme Eu, robô. Aqui vale lembrar que os inimigos são extremamente habilidosos, e a barra de saúde frequentemente abaixa, é preciso recarregar contantemente as armas e é preciso muitas vidas pra vencer esse desafio.

Além disso, sempre param pra um save antes de exterminar outra orda infindável de inimigos. Sim, essa é aquela parte extremamente chata e difícil antes de chegar a última etapa final. Extremamente cabulosa, por sinal.

Ah-ham, voltando...


Foguetinho está extremamente insana. Aliás, ela entra em trance, no modo apelativo de especiais infinitos. Chega até a disparar rajadas de energia de através de seus poderes psíquicos de Fênix Negra - toda ruiva possui esse poder interno adormecido em si, mas nem todas conseguem despertá-lo. Ela tá tão, mais tão locona e sedenta de sangue que a certa altura do campeonato nem sente mais os golpes aplicados...


E surra os robôs como se não houvesse amanhã. Enquanto isso, Floquinho aproveita pra fazer muitas poses e usar suas habilidades com a espada - com tantos upgrades quanto possíveis - para exterminar o máximo de máquinas de tempo com o mínimo de esforço. E Glorinha faz o que pode.


Depois de muito suor e um esforço tremendo para conter a insandecida Foguetinho, as moças finalmente chegam ao local onde a bomba estava. Mas que depressa, Glorinha tenta decifrar o código para desativar a bomba. Mas não é tão simples como parece. Um mínimo erro e BUM! Tudo iria pelos ares e suas vidas findariam naquela tarde.


Continuavam, raciocinavam e tentavam como podiam, mas já haviam feito duas tentativas e só tinham mais uma chance de acerto antes que a bomba se autobloqueasse. Enquanto discutiam e gesticulavam para descobrir a melhor forma de decifrar o código para desativar a bomba - afinal, deviam cortar o fio vermelho ou o verde? -, Foguetinho diz ter um plano.

Temendo a segurança de suas companheiras, pediu que se afastassem pra bem longe, mais próximas do helicóptero. E deu um tiro na parada toda. Pois é, não confie numa pessoa após um surto psicótico.


Floquinho desperta de sua fuga. Aquilo era terrível demais e não haveria um lugar sequer em sua mente capaz de esconder ou camuflar o que realmente havia acontecido ali. Eu te conto o que se passou.

No auge do strip da moça, naquela hora que o cerébro entra em pif-paf e só se consegue contemplar a beleza e a dança hipnótica que só essas moças da vida conseguem causar em um homem, a vadia da Azeda entra na cozinha e quebra o momento de concentração e excitação de Porconaldo.

Aliás, ela interrompe no ato da coisa, quando Foguetinho já possuia o objeto desejado e estava prestes a roubá-lo para sua querida amiga Floquinho: a peixeira!

Assustada, a moça deixa o objeto cair!

Ora, todas sabem que um macho que se preze jamais deixa que outra criatura, mesmo que seja uma mulher, toque em seus objetos cortantes, já que são quase extensão de sua própria existência.

Porconaldo seguia isso a risca, como bom brucutu acéfalo e indecoroso que era. Só tinha um jeito de explicar isso: com sangue!


Assim ele sacou sua faca de cortar batatas e perfurou o intestino da moça sem dó! Sim, o órgão mais visado por fascínoras de todo mundo para matar suas vítimas de dor e agonia!


Apavorada com o que fizera indiretamente, Azeda corre para os braços da companheira. Oh, se ela não tivesse sido tão cabeça dura! Oh, se tivesse dado mais ouvidos a sua companheiras de quarto! Oh, se tivesse colaborado com aquele plano imperfeito por não ter tido sua célebre mente nele! Oh, que arrependimento!!

... tarde demais, sua vadia! Foguetinho está morta e parte da culpa é sua! Não adianta se remoer depois do mal feito! SUA ASSASSINA!!!

Ah-ham... mesmo sendo uma bandida sem escrúpulos, Azeda parecia mesmo muito arrependida por aquilo que acontecera. Parece que até mesmo pessoas como ela tem um coração. E tem direito a um perdão.

Sua dor era tamanha que essa louquinha também entra em parafuso e começa a urrar tão alto de até mesmo em um raio de seis quilôletros era possível ouví-la. Tal feito fez com que Azul aparecesse no local.


E o traficante-cafetão-desorientado chega no local e vê o ocorrido. Esporra o cozinheiro e manda dá uns tabefes em Azeda para ver se sossegava, mas estava por demais perturbada. Seus capangas então a levam a outro aposento para um sossega-leão básico, enquanto ele se encarregava de fazer a porcaria do cozinheiro limpar o sangue explicar a ideia imbecil era aquela de matar uma de suas melhores dançarinas...

II PAUSA

Faço uma paradinha na história pra dizer que nesse momento a história fica insuportável. Nesse momento o diretor caga em tudo e os danos são quase irreversíveis. Vou fazer o meu melhor para dar um fim digno para essa aventura, e não essa porcaria que o Snyder fez. Qual é cara, o filme tava excelente até agora, de uma originalidade ímpar, até você inventar de dar um fim à la Eu sou a Lenda e acabar com essa que tinha de tudo para ser uma obra-prima.

Por que, Snyder, POR QUÊ? Que droga, você mata Rocket, Amber e Blondie a troco de nada!!

Você as discarta como se não fossem nada! VOCÊ É LOUCO, SEU MANÍACO!? COMO FAZ UMA BURRADA DESSAS LOGO NO DESFECHO DA HISTÓRIA!? E COMO OUSA DAR UM FINAL PATÉTICO DESSES!!

Sério, isso me deixou tão nervoso que citei os nomes originais das personagens. Dava pra aguentar algumas falhas no enredo até agora, como o fato de um samurai usar uma submetralhadora e um dragão ser morto como se fosse um lagarto qualquer, mas matar as heroínas pra justificar o quão cruel Blue pode ser foi falta de inteligência.

Pior ainda, fazer isso plagiando o final de outro filme que nada ou pouco tem a ver com desenvolvimento das coisas de Sucker Punch.

O principal motivo de ter suecado esse filme foi pra dar um final digno, ou ao menos mais aceitável do que esse que temos na trama. Estou longe de ser o dono da verdade ou ter melhorado a história desse diretor que já contribuiu e muito com filmes do gênero nas telonas, mas Sucker Punch foi duro, dolorido mesmo pelo final que tem.

Sem me delongar mais, mesmo porque estou ficando repetitivo, vou dar meu toque nesse final. A história vai tomar rumos radicalmente diferente, mudando inclusive a personalidade dos envolvidos. Espero que você entenda. Não precisa gostar, apenas veja como as coisas seriam um pouco menos lastimáveis.

> PLAY


Mais tarde, pouco depois de todas irem para suas apresentações noturnas costumeira - não tendo trégua nem mesmo pela morte de uma companheira -, Azul fica a sós com Floquinho nos camarins, já que ela era a atração principal que só entraria mais tarde, por sua dança psicodelicamente insinuantes.

O safado diz que vai ficar tudo bem, desde que proporcione a ele uma noite no paraíso. É, você sabe, sexo. Caso contrário, ela seria detida por homicídio de sua melhor amiga - já que era muda, mesmo, ninguém daria a mínima pro que ela teria a dizer. Sim, em 1950 as leis eram cruéis.


Floquinho ainda precisava do último e mais importante item em posse de Azul: a Chave-Mestra. Então aceitou a proposta. Enquanto o calhorda rapidamente se despia ali mesmo, nossa esperta lourinha o acertou bem no bulbo encefálico com o cabo da peixeira furtada com sucesso, último presente de sua amiga Rajada de Foguete, fazendo com que caísse desacordado ali mesmo. E mais, fizera um corte no olho para que o canalha sofresse bastante ao acordar.


Depois de pegar a chave abria a todas as portas, nossa audaz amiga liberta Azeda de seu quarto-prisão.


Antes de partirem, Floquinho prepara um coquetel Molotov com uísque e lança onde Azeda estava presa, iniciando o incêndio. Pouco tempo depois a fumaça era constante e as labaredas tomavam dois aposentos, fazendo com que todos disponíveis fossem ao local. Como as duas tinham o mapa do cabaré, seria mole abrir caminho até a saída. Mas não sem antes parar em um local...


Como o alarme de incêndio soara, o portão principal que só poderia ser aberto pelo porteiro foi liberado - pra que o mesmo se dirigisse ao local - e as duas moças sorrateiramente escapolem. Já no pátio, fora do prédio, alguns capangas estavam de vigia. As duas correrem como loucas e esquivam como podem.

Como a loira estava com a faca na mão, todos avançaram para cima dela enquanto a outra corria rapidamente para sua liberdade. Uma havia escapado, mas a loura da dança maluca havia sido capturada e ainda teria de prestar muitos anos de serviço naquele estabelecimento.

Logo após de ser atendido do olho ferido, Azul fora informado que a loura encrenqueira estava presa a uma cadeira, amordaçada, como exigira. O enfemeiro estava furioso com tal agressão - sim, já não era mais o cafetão, nem estavam num prostíbulo.

Tudo era como era, o enfermeiro-zelador-seja-lá-o-que-for do hospício estava com o olho perfurado e cheio de ira, tinha resolvido fazer ele mesmo, naquele instante, a lobotomia na Floco de Neve.


Falsificou a papelada como de costume e preparou-se para execução! Entrou rápido com todos os instrumentos necessários e sem mais delongas, TAF!!


Pronto! Estava vingado! A única coisa que precisava agora era de uma boa justificativa - garantida pelo comportamento agressivo e lesivo da moça - e a dispensa do médico contratado. Qualquer coisa serviria, como ter arrumado outro médico e a coisa toda.

Tudo parecia bem, agora era só desfrutar os louros da glória. Queria olhar aquela cara apática de Floco de Neve como vegetal e foi isso que fez. Olhou com o olho bom que ainda tinha e... oh, wait! Esses olhos não são de Floquinho! São de... AZEDA?!


Sim! O mistério será revelado: antes de fugirem do incêndio, elas pararam em um lugar, lembra? Floquinho, que já havia pensado em tudo, escrevera no verso do mapa que seria melhor se as duas estivessem disfarçadas de loira, pois isso confundiria os guardas.

Assim, ela ficaria com o mapa e Azeda com a faca, para protegê-las. Feito isso, invadiram o quarto da dra. Gorski - que tinha muitas perucas e parafernalhas todas - e disfarçou a companheira, que estava disposta a seguir os planos, arrependida por não ter feito isso durante todo filme.

Obviamente, os guardas temiam mais a que estava armada e a prenderam, deixando a outra moça escapar sem prestar maior atenção a detalhes.

Como capangas (ou funcionários de hospício servente de Azul, como queira) não são os seres mais prestativos que existem, sedaram a moça e a deixaram a disposição de seu superior, nesse caso, o Azul. Como estava cegueta, acabou por descontar sua fúria sem se ater a detalhes.

Dra Gorski, dias depois, lamenta o ocorrido: a morte de Foguetinho, a fuga de Floquinho e a lobotomia de Azeda. Todos se espantam, já que ela havia assinado os papéis para execução da lobotomia. Sem entender, ela pede para olhar e a papelada e...


Essa não é minha assinatura! E eu posso provar, afinal eu conheço muito bem meus traços! Isso só pode ser coisa do Azul, aquele maldito caolho falsário e perjuro! E, de fato, a dra conseguiu facilmente provar que não fora ela que assinara tal ata e Azul foi preso imediatamente sem direito a defesa, habeas corpus ou fiança.

A grafologia era uma ciência séria em 1950, ninguém ousava desobedecê-la!!


Então, o narrador das coisas piegas do começo fala de novo de toda a historinha de anjos e a coisa toda, que pode ser resumida: "Anjos aparecem onde menos se espera. Porém, algumas vezes, podem ser anjos caídos em busca de redenção!"

Em seguida somos levados a rodoviária mais próxima, aonde policiais interrogam motoristas de ônibus a cerca da moça fugitiva de dias atrás. E para nossa surpresa, o que possui informações concretas é...


O velho cagão! Sim, o covarde de todas as missões anteriores possui detalhes de tal moça! Parece que alguns dias atrás uma moça que parecia capaz de arrancar seu coração com pressionando apenas cinco pontos entrou silenciosamente em seu ônibus e assim permaneceu até o fim da viagem.

Ele também não teve coragem de cobrar o bilhete, tendo certeza que ela tinha pago. Só clientes tinham um olhar tão furioso por pagarem caro em uma viagem sem terem o devido retorno em conforto. E poderia levar os tiras ao último local que a tinha deixado. Mas eles deixaram pra lá. Não tinham prestado atenção no velho que achava que sabia demais das coisas.

Todos sabiam muito bem o que fazer e, obviamente, o velho já estava senil e gagá. Resolveram deixar o caso pra lá e ir em busca das rosquinhas mais frescas do local.


Aí começa a tocar Angels Cry do antigo Angra!
Tá bom, vai. Começa a tocar Asleep (da Emily Brownning!)
E a paradinha acaba!!


Viu, Snyder? Custava ter feito algo assim? Não! Azeda pagou por ser vadia, Floquinho vinga a morte de sua melhor amiga e acaba em liberdade. Sem falsos moralismos como você tende a fazer! Pelamor!! Matar quase todas as meninas no final foi ter a mesma sensação de ser esfaqueado no saco!

E ninguém tinha que bancar o bom samaritano que se sacrifica pelo próximo, PORQUE NINGUÉM VAI DOAR SUA VIDA PRA SALVAR ALGUÉM QUE CONHECEU A CINCO DIAS! AINDA MAIS SE FOR UMA VADIA COMO SWEET PEA!

Enfim, eu seria um pouco mais feliz se fosse assim. Espero que você tenha gostado do meu final. Nele a Floquinho tinha mesmo certa perturbação mental, como todas as outras. Claro que não a ponto de serem internadas em um hospício. Porém esse é um dos pontos fortes do filme: em 1950 pouco importava o tratamento e a sanidade das pessoas que ali estavam. Estavam ali e pronto.

Caso não tenha gostado da minha versão, faça você o seu também! Uh-hum, quanto mais versões, melhor podemos entender os pensamentos uns dos outros! Então, é isso. O que você achou? Tomara que tenha gostado, amiguinho e amiguinha paciente e bacana que lê minhas histórinhas!

Vejo vocês na próxima! Até lá!

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