Beleza? Espero que sim. Gostaram da tradução e adaptação da Besta que Gritou Amor no Coração do Mundo? Deu um trabalhão, viu? Pois é, é bastante complicado, isso de traduzir. Dava vontade de colocar um monte de vírgulas, pontos e tudo mais. Mais aí muda o estilo do autor, a intenção e até mesmo o sentido das frases. Difícil. Mas fiz o que pude. Ficou bom? Tipo, li algumas vezes e ainda estou tentando entender, sabe. Procevê.
Para ler, é só clicar ali embaixo em Postagem Anterior. Ou aqui, para ir mais depressa.
Tal postagem foi graças a um tuíte do Fabio Yabu, aliás. Parece que esse título também é o nome do último episódio de Evangelion. E Harlan Ellinson chegou até a ganhar um prêmio, em 1969, por esse conto. E o cara também escreveu um roteiro para Jornada nas Estrelas. Massa, né? Ahn-ham. Vivendo e aprendendo. Ainda bem que existe o Fabio, um dos maiores heróis de todos os tempos!
Bom, agora vamos ao motivo da postagem de hoje: cavalos! Há
um tempo falei que faria um texto sobre e, bem, tentado cumprir a promessa,
aqui estamos agora. Então vamos nessa!
Em uma análise mais estrutural e funcional, fisiológica, os
animais possuem grandes dimensões e estão adaptados à velocidade. Os membros
são especializados pela evolução, digamos. A notar pela marcha: quadrúpedes, a
propulsão é eficaz pela forte musculatura desenvolvida de suas coxas, tronco e
antebraços. Eles possuem 210 ossos, que suportam os músculos e órgãos internos,
com articulações cartilaginosas e cápsulas lubrificantes sinoviais.
Sim, sim, assim como nós, humanos.
"Uai, sô! É?"
Claro que com algumas modificações: o crânio alongado dá
espaço para os dentes e as órbitas permitem que seu campo de visão seja amplo.
A musculatura é ligada por tendões protegidos por bainhas sinoviais que, assim
como os ligamentos, são curtos. Existem ligamentos especiais: o restritor,
localizado por trás da articulação do joelho e junta-se ao tendão flexor
digital profundo na parte superior traseira da canela; e o suspensor, tendo a
extremidade superior ligada à parte superior traseira da canela.
Bastante parecido conosco, em relação aos músculos. Tô
dizendo. Como são morfologicamente diferentes, claro que existirão diferenças.
Mas os mamíferos se parecem por demais entre si. Caso me perguntassem, minha
resposta é que, no fundo, somos todos narnianos. Sério.
Aham... quanto à pele, apresentam três camadas: uma celular,
que se auto repara quando desgastada; uma subepitelial, onde estão os sensores
da dor, que alimentam a camada superficial; e uma subtérmica, que isola a pele
do osso ou do músculo. É na pele também que se encontra o sebo, substância
secretada pelas glândulas sudoríparas formando uma camada impermeável que
protege o animal contra o frio e contra a umidade.
Agora, deixa eu falar sobre a arcada dentária. Os machos apresentam
40 dentes e as fêmeas, 36 – sem quatro caninos. Existem também diferenças nas
personalidades de um e de outro, já, já, eu falo mais. Os dentes são
distribuídos assim: 12 incisivos, 6 superiores, 6 inferiores, 4 caninos, 24
molares distribuídos em duas arcadas.
Os incisivos são os mais proeminentes. Logo em seguida,
tem-se um espaço, onde nos machos se encontram os caninos. Os molares são os
mais distantes, digamos. Antes destes, às vezes é possível encontrar os
chamados dentes lobo, os primeiros molares que caíram em desuso. Como se fossem
os nossos incisos, sabe? Além de serem ineficazes na mastigação, podem ferir as
bochechas e a língua. São diferentes dos caninos – que costuma serem afiados.
Através da dentição, é possível saber a idade do animal. Os
dentes de leite nascem até os dois anos e meio, sendo que os definitivos
geralmente aparecem aos cinco anos. Os permanentes perdem, com o passar dos
anos, o corneto dentário – orifício na extremidade da parte livre. E vai
surgindo também uma mancha castanha, chamada estrela radicular.
Até os onze anos, os dentes superiores e inferiores vão se
tornando lisos e ovulados. Depois há alteração na cor do esmalte, a chamada
estrela dentária. Claro que, para saber exatamente, é preciso prática. Muita
prática. Com o passar do tempo, com o desgaste natural pelo uso, os incisos
nivelam – na chamada cauda de andorinha – e o ângulo vai mudando, tornando-se
cada vez mais difícil determinar a idade com o tempo.
Cavalos com dentes saudáveis possuem uma mastigação melhor
e, conseqüentemente, uma melhor digestão. Perda de peso, o balançar da cabeça,
lentidão na mastigação, dificuldades na apreensão de alimentos podem ser alguns
sinais de problemas dentários. Aí é preciso cuidar do bichinho ou da bichinha.
"É mesmo, Diego?"
Procevê. Uma coisa interessante que merece ser frisada é a questão
das marcas. Alguns deles apresentam, sabe. Aqueles sinais brancos na face,
patas ou em outras partes do corpo. Claro que são mais nítidas nos de raça. E
também existem aquelas que são causadas pelos equipamentos de montaria. Mas
essas marcas servem como uma espécie de impressão digital. Outro paralelo seria
compará-las as listras das zebras – que nunca são iguais.
Aliás, falando nelas, sabia que as zebras são negras com
listras brancas? Procevê.
As marcas podem ser diversas: uma espécie de estrela, um
cordão, uma manchinha entre o fucinho, uma manchona que ocupa o focinho todo (ou
todo o rosto) e por assim vai. O mesmo pode ser visto nas patas. Tente reparar
na próxima vez que vir um cavalo (ou égua).
Quanto ao casco, diz-se que os de cor azul-ardósia são os
ideais, pois indicam que a ceratina tem textura densa e rígida. O de cor branca
indicaria menos da substância, tendo menor resistência ao atrito. Bom, é o que
dizem. Em um outro paralelo, seria como tentar ver sua saúde pelas unhas – e
isso é possível, já que elas são formadas de proteínas.
Então tá. Agora vamos para parte mais legal, que é a da
personalidade. Quando pesquisei sobre ela, me espantei um pouco. Por causa da
semelhança conosco, eu digo. Eles podem ser extrovertidos ou introvertidos, em
linhas bem gerais. E daí, vai depender de cada animal; alguns serão mais
confiantes e vivazes, outros teimosos e desconfiados, e assim por diante.
E, assim como a gente, a forma como eles são tratados são essenciais
para determinar suas formas de agir. Traumas na idade jovem, por exemplo, podem
perdurar e mudar a forma deles e delas se comportarem. Medos, anseios e tudo
mais.
Para saber se estão sendo bem tratados, o Conselho de
Bem-Estar Animal do Reino Unido criou um método que consiste em avaliar cinco
aspectos: fome e sede; desconfortos; dor, doenças ou ferimentos; medos e angústias;
e livre expressão de comportamento. Em outras palavras, tratá-los com dignidade
e com alguma liberdade de ação. Por exemplo, para criação em cativeiro, é
necessário dosar as atividades físicas com descanso e deixá-los pastar por um
tempo.
E, bem, a alimentação adequada é essencial, claro.
É da natureza equina: precisam de espaço para movimentação.
Assim, será garantido um bom funcionamento do trato digestivo e livrará um
pouco do estresse do bicho. Excesso de penalizações e agressividade em
treinamentos, por exemplo, pode causar agressividade e alguns distúrbios, como
tiques nervosos.
Óbvio que, por vezes, será necessário o uso de algum meio
mais agressivo – por vezes, dámete! O respeito é tudo, o bicho tem que te
entender como líder. Ou amigo, sei lá. Porque eles reconhecem e distinguem uma
pessoa da outra. Cavalos, em sua vida selvagem, mesmo já em uma manada, tendem
a se dividirem em pequenos grupos. Tipo panelinhas, mesmo.
E daí distinguem inclusive a posição hierárquica dos
indivíduos. E quando convivem com gente, fazem o mesmo. Além do olfato e da
visão, têm uma memória boa. Assim, associando estes três fatores, os animais vão
saber quem são aqueles que estão a sua volta – os que são gente boa e os que
são gente má.
Dizem que, por causa desses fatores, eles se comunicam
muitíssimo bem, sabe. É mesmo. Rumbora falar agora em relação à idade. São
divididos basicamente em quatro: potrinhos, potros, fêmeas adultas e machos
adultos. Os potrinhos compreendem os animais recém-nascidos, nos primeiros anos
de vida. Eles são curiosos e aprendem bastante sobre os perigos do mundo.
Brincam bastante, o que é importante para terem noção de hierarquia. A mães
passam segurança e as mamadas são rápidas e frequentes. Mordiscam o pasto, mas
sem ingeri-lo.
Os potros são todos aqueles menores de três anos de idade. Nessa
fase, ocorre a maturidade sexual e anatômica. Acentuam-se as disputas
hierárquicas e o fim da amamentação – começam a pastar. Os machos são expulsos
da manada pelo garanhão, formando um grupo de solteiros. As fêmeas permanecem e
obedecem a égua alfa, geralmente a mais velha e experiente. Somente um macho, o
garanhão, permanece entre elas (quase um harém). Essas éguas geralmente formam
as panelinhas. E isso é bom, porque as éguas cuidam dos filhotes umas das
outras, garantindo a ordem e a sobrevivência do grupo.
Os grupos de machos garantem a constante troca de garanhões
nas manadas de éguas. Estes ficam em média até que seus primeiros descendentes atinjam
a maturidade. Interessante, né? Ahn-ham. Dá para estabelecer uma boa relação
com os bichos assim. Na doma, eu digo. Ficar em meio a potrinhos para se
“enturmar”; agir como égua alfa, tomando as rédeas, em relação às fêmeas; e ter
bastante atenção com os machos, que são mais turrões.
O ideal mesmo é passar confiança, sem demonstrar medo e
solicitar respeito.
Um fator interessante que havia esquecido de mencionar é que
cavalos são presas na cadeia alimentar. Por isso, foram selecionados por
fugirem – mesmo sem precisão. E também procuram discernir sobre cada situação,
dando uma característica de curiosidade para espécie.
Para finalizar, deixei para falar da equoterapia. Trata-se
de um método de recuperação que usa cavalos. Seu uso se tornou mais frequente
após as Grandes Guerras. Hoje é tida como uma técnica de auxílio à terapia
convencional. Os ganhos podem ser tanto psicológicos como motores, com o
objetivo de reabilitar pessoas com deficiência. Isso porque é preciso
equilíbrio, coordenação, tônus muscular e postura para prática de equitação.
Sequências de fotos de Eadweard Muybridge. Legal, né?
Fora que a sociabilidade aumenta bastante, como fatores de:
ajudar e ser ajudado, encaixar as exigências dos indivíduos com as do próprio
grupo, aceitação das limitações etc. Bem, existem contra-indicações, claro.
Pessoas com alergias, limitações ortopédicas e com problemas posturais, por
exemplo. Assim, cada caso precisa ser analisado. No geral, o movimento do
animal pode ser bastante terapêutico.
Pois é. Gostei demais de pesquisar sobre os Cavalos. Fiquei
até com vontade de ter contato com o bicho – tive bem pouquinha, quando era
criança, nem lembro. Deve ser legal tratar, né? Tanto cuidar como domar. Como
será que os índios faziam para doma? Vou ficar devendo essa. Se souber,
prolongo o post, pode ser? Fechou!
Então, é isso. Espero te ver por aqui novamente. Até mais!!
Então, é isso. Espero te ver por aqui novamente. Até mais!!



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