Alô, alô!
Dáblio Brasil. E aí, tudo beleza? Um tantinho assim
atrasado, mas com boas novas para vocês, amiguinhos e amiguinhas imaginários.
Tô naquela etapa de descansar um pouco de estudar para concursos – varia de
duas a três semanas, sabe – e aí tive uma efervescência de ideias. Uma delas já
foi posta em prática. Sim ,
sim, a postagem em vídeo de Naruto. Já está no youtube. Logo mais coloco aqui.
Massa! Assim, me diverti bastante ao fazer e até que o
resultado final divergiu bem pouco do que eu estava esperando. Sempre fica diferente
do que a gente imagina, sabe. Se bem que o conjunto da obra ficou bacaninha,
dentro daquilo que sou capaz de fazer com edições. Foi dose upar no youtube – ficou
uma noite inteira e no final deu falha... quando consegui, foi só em baixa
qualidade...
Depois dessa, resolvi colocar um exercício que criei para
mim mesmo. Bem, se pretendo escrever mesmo um livro, tenho de praticar minha
descrição. Quem já acompanha o Varanda há um tempo, sabe que estou longe de ser
bom nisso. Só que nunca vou melhorar sem prática. Então, resolvi praticar
descrevendo a personalidade de meus amigos e amigas.
Ou pelo menos das pessoas que estiveram bem próximas de meus
círculos e que de alguma forma marcaram (e alguns ainda marcam) minha vida. E,
é claro, segundo minha visão de cada um deles e delas. Isso quer dizer que é a
forma como eu os vejo e o que eles e elas passaram para mim, dentro das nossas
relações. Eles e elas podem ser diferentes para com outras pessoas e círculos.
Eu sei, é feio ficar julgando as pessoas. Mas essa foi uma
forma que achei para criação de personagens: partir da realidade, de pessoas
que convivem ou conviveram comigo, e suas formas de encarar esse mundo. Bem
melhor do que criar personagens do nada, ficando distante demais da realidade.
É mesmo. Só para garantir que nenhum deles caia aqui acidentalmente e se veja
descrito, irei ocultar os nomes.
Sim, sim, se, por milagre, algum deles ler isso daqui, posso
simplesmente dizer que era outro alguém. Pois é, sou um covarde malandro e
traíra que julga os amigos. E daí? Meu lance é o lado Negro da Força, nunca
gostei dos Jedi. Muahahahaha!
Chega de enrolar e vamos nessa.
Pessoa Um: Alguém aparentemente normal, com boas relações
sociais. Socialmente agradável e respeitoso. No seu círculo de relações restritas,
pode ser autoritário e manipulador – tentando conseguir o que quer escarnecendo
do outro, demonstrando todo seu desdém e por vezes até pela força da garganta.
Muitas das vezes, isso acontece por ciúmes. Destarte, tem caráter perverso.
Incomoda-se quando outro de seus irmãos está em foco – pode ser que se sinta
menosprezado.
Para ter o controle, profere mentiras e manipula as
informações, para enganar os presentes. Gosta de ter o controle, sendo
calculista, estando a par das situações e podendo guiá-las. Apesar dessas
características negativas, é bastante leal aos amigos. Arrepende-se, por vezes,
e, por mais que queria ter suas vontades atendidas, cede aos desejos alheios.
Entrementes, a contragosto, e deixa isso bem claro. Trata bem as pessoas, confidenciando
seus temores aos mais íntimos de seu círculo próximo.
Com o passar dos anos, foi deixando de ser mesquinho e
aprendendo a valorizar seus irmãos, aproximando-se mais deles. Também ficou
mais humilde e carinhoso, complementando sua boa educação e cordialidade. Aos
poucos foi adquirindo sabedoria, tornando-se mais tenro e agradável àqueles
mais próximos, a quem sempre valorizou.
Pessoa Dois: Sua característica mais marcante é a beleza.
Tanto de corpo, quanto de rosto, seus gestos, até os mínimos, encantam pelo
simples fato de serem feitos. Talvez por isso, em seu íntimo, aja conforme tais
qualidades lhe permitam. Gosta do comando e da liderança, tendo forte espírito
competitivo. Aprecia medir e mostra sua força. Repudia a derrota quando se
considera muito superior ao adversário, chegando a trapacear para vencê-lo.
Impõe sua vontade pela agressividade, seja verbal ou até
mesmo física, quando muito exaltado – ainda que possa perder ou se machucar.
Utiliza-se de insultos mesmo quando está aparentemente calmo. Suas brincadeiras
sempre têm um quê de zombaria, escárnio, humilhação ao alvo, sendo maliciosas.
Apesar de poder defender bem uma pessoa pela amizade, nunca perde o foco da
praticidade, utilidade que tal ser possa lhe ter.
Ao repreender alguém por ato de julgue indigno, o faz na
cara, sendo a sinceridade um de suas fortes virtudes. No entanto, procura
causar culpa ou de alguma forma ofender o repreendido ou repreendida com sua
língua ferina. Tem ciúmes e demonstra feroz e abertamente. Raramente se
arrepende e admite estar errado.
Possui forte libido, voraz, tendo o outro apenas um meio
para obtenção de prazer próprio, para manifestação de sua virilidade.
Socialmente é educado e se enturma facilmente com todos, mostrando parte de sua
natureza, porém em pequenas doses, pouco abruptas. Homeopáticas, se comparadas
à forma verdadeira de sua natureza.
Pessoa Três: Pode ser extremamente agradável e gentil com
determinadas pessoas ou grupos, somente, porém, quando quer algo. É egoísta,
gosta de depreciar os outros e mostrar seus defeitos. Zomba de todos, mas
repudia qualquer zombaria contra si, apesar de isso ter mudado com o passar dos
anos. Possui visão conservadora e reacionária, pouco aberto a mudanças,
desprezando conselhos ou pouco ligando para eles, ignorando-os. Apesar disso,
conhece muitas pessoas.
Racista declarado. Voluntarioso e pouco confiável. Pensa em
si acima de tudo, estando pouco apto a ajudar. Detesta fazer favores.
Entretanto, é fiel aos amigos, os repreendendo na cara. Seu gosto é refinado,
sendo seleto para alimentação. Também possui extraordinário tato musical de
gêneros diversos, apesar de reproduzi-las de maneira pouco agradável. Orgulhoso
e autoconfiante, se superestima na maioria das coisas que faz.
Pessoa Quatro: A beleza é o fator que mais chama a atenção,
porque é descomunal. Aliada a isso, está suas habilidades artísticas: possui
uma voz divina e talento para trabalhos manuais. Estes são assombrosamente
impressionantes. Cativa facilmente a todos e suas ideias são expressas em seu
corpo. Possui olhos grandes, de destaque, que chamam a atenção. Tem memória
ruim ou pouco se esforça para lembrar de assuntos importantes para os que estão
em sua volta.
Devido a isso, o narcisismo é a mais forte característica.
Sua beleza, de corpo e de rosto, permitem que adquira privilégios e amizades
facilmente, embora saiba dosar bem o que conquista, sem manipulações, ou
evitando fazê-las. Pouco leal aos amigos, usando-os pela praticidade. Pouco ou
de maneira alguma se apega. Mostra indisposição e claro aborrecimento quando na
obrigação de fazer algo – apesar de realizar com sucesso.
Geralmente consegue o que quer. Relaciona-se intimamente
apenas com pessoas da alta hierarquia social, por seu poder aquisitivo ou
influência, almejando manter seu status
social.
Pessoa Cinco: Extremamente calmo e gentil. Possui sempre um
sorriso no rosto e é educado com todos. Pouco se apega às pessoas. Sempre
procura ajudar quem considera de verdade. Possui porte atlético, tendo músculos
bem definidos, sendo também equilibrado psicologicamente. Perito em práticas
corporais de força e resistência, apresenta dificuldade com palavras.
Apesar de toda gentileza, sabe ser severo e como
disciplinar. Ao repreender, procura fazê-lo com educação, mas também o faz sem
ela, se necessário. Aprecia as artes marciais e gosta de praticar algumas, já
tendo se machucado algumas vezes durante os treinos. Talvez nesse ponto
extravase sua calma e modos pacatos: gosta de esportes mais agressivos e de
muito contato físico. Irrita-se com profissionais pouco habilitados ou que
deveriam ter conhecimento de questões que considera banais – e que por vezes,
são complexas e desnecessária.
Também é atencioso e bom amante. Conservador e pouco apto a
mudanças. Apesar do tamanho, é excelente dançarino, portador de graça e
suavidade. Suas técnicas e habilidades impressionam: seus movimentos são
suaves, mesmo aqueles que requerem mais força ou precisão.
Pessoa Seis: Grande parte das pessoas considera tal ser como
mentalmente desequilibrada. Possui um pensamento filosófico ímpar, com bastante
experiência de vida – tem um irmão com problemas psíquicos – apesar da pouca
idade. Seu semblante expressa a dor e o pesar de suas vivências. A forma como o
rumo das coisas seguiram, fizeram com que adquirisse um pensamento rápido.
Brinca facilmente com as palavras, dando a elas sentido
diverso ao pretendido quando usado em uma frase pelo interlocutor, fazendo
conexão a outro assunto num tom de deboche, dando um teor cômico às situações.
Envolve-se em problemas às vezes por causa disso, mas possui muito boas
intenções e bom coração. Fidelíssimo aos amigos.
Possui uma visão única de todos os assuntos, formando
diversas teorias e explicando o mundo de uma maneira triste e realista, o que
ele verdadeiramente é. Tenta sempre trilhar o caminho para felicidade, apesar
dele parecer improvável. Desfruta e é bom companheiro – para além do séquito –
apreciando cada momento. Companheiro, generoso e receptivo a novidades
apresentadas. Gosta muito de namorar e galantear, mas pelas cantadas e maneira
de abordar – talvez também por sua aparência, quem sabe – raramente é bem
sucedido. A maioria das vezes precisa pagar pela presença íntima.
Inteligência e disciplina são principais palavras de seu
vocabulário. Seus conselhos visam o bem, porque possui o bom senso dos justos.
Suas habilidades musicais são pouco ritmadas, mas é um erudito na arte das
teorias e composição de notas e solos. Destarte, é um verdadeiro amante da
música. Procura sempre variar suas habilidades corpóreas, ampliando sua cultura
corporal.
Pessoa Sete: A primeira vista, devido sua postura, maneira
de colocar a voz e semblante austero, seu jeito de ser se mostra severo. Porém,
em seu círculo íntimo, mostra-se atenciosa, cuidadosa para quem lhe é
importante. Possui uma fala bastante tranquila que inspira calma, e sabe ouvir
e discernir o que é falado. Tem pressão baixa e suas mãos estão sempre frias.
Apega-se facilmente.
Cuida de quem gosta, tendo acesso de ciúmes, a ponto de repreender na
cara e com austeridade a pessoa quem a magoou – seja a pessoa de quem tem
ciúmes ou a com quem está o causando. Assim, por tanto amar, leva às últimas
consequências o laço estabelecido, sem desistir, indo até o fim.
Pouco bela, é narcisista, orgulhosa e autoconfiante, gostando
por demais de um elogio. Entrementes, possui saúde frágil devido sua
alimentação seleta: come pouco, escolhendo muito bem a comida, chegando a
recusar caso desgoste do sabor. Companheirismo é outra forte qualidade,
acompanhando a pessoa e se interessando pelo motivo da empreitada, pois se gosta
de coisas novas.
Contudo, tem grandes ambições tendo preferência pelas belas
artes da alta sociedade, além da vontade de acumular riquezas. O que mais chama
atenção em sua personalidade, porém, é sua preocupação maternal por quem ama.
Pessoa Oito: Inteligente, possui senso crítico aguçado, bem
como político. Entretanto, apesar de todo conhecimento de diversos assuntos e
análise de todos eles, cai na vulgaridade – inclusive na maneira sensual da
palavra (somente em seu círculo íntimo). Contradiz-se quando repudia
publicamente materiais com fins eróticos. Apresenta comportamento exacerbado
quando muito animada.
Possui visão conservadora, mentalidade fechada e pouco apta
a mudanças. Tem variações de humor constantes, podendo começar uma discussão
por bobagens, a depender do dia. Em seus piores dias de mau humor, pouco
importa com os efeitos de sua língua ferina. Sabe como ofender, valendo-se das
informações que possui de cada pessoa, chegando a ponto da humilhação.
Suas reclamações, queixas e murmúrios, quando de outra
pessoa, demonizam o outro lado, demonstrando seu caráter de manipulação
maniqueísta. Vitimiza-se a maioria das vezes, como se sempre estivesse com
razão. Quase nunca admite estar errada. Pegajosa, gosta de demonstrar e
necessita de afeto, além de ser possessiva. Pode atrapalhar as investidas
amorosas de amigos, sendo inconveniente – talvez por querer ser o centro das
atenções. Apesar da teimosia, é fiel aos amigos a quem procura dar assistência e
ajudar. De suas habilidades mais notáveis, estão o canto bem afinado.
Pessoa Nove: Aparência incomum, mas extremamente cativante.
Gosta de automóveis e sempre possui novidades relacionado a eles – todas de
marcas caras. Ligado a espiritualidade, tenta seguir a doutrina, apesar de sua
natureza ligada aos prazeres carnais. Apresenta fala calma e sorriso
envolvente. Desaprova qualquer forma de homoafetividade, mesmo entre amigos.
Quanto a estes, pode esquecê-los quanto em companhia de
alguém que considere atraente – e de tudo o mais. Gosta de galantear, colocando
como prioridade maior a qualquer outra coisa. Dessa maneira, demonstra ser de
baixa confiança. Têm suas técnicas de conquista, algumas bastantes eficazes.
Firme em suas colocações, ponderando por vezes.
Normalmente, apresenta educação refinada, sobretudo com
funcionários e atendentes de locais em que frequenta, tratando-os de maneira s
admirável. Porém, pode ir à extrema ignorância quando irritado por assuntos que
considere banais, beirando a brutalidade. Nessas horas, pode repreender
duramente, sem ceder. Algum tempo depois, sabe como contornar a situação, sem
ceder seu ponto de vista. Usa as pessoas conforme a praticidade, mas sem
abandoná-las ou tratá-las de maneira diferente. Enturma-se facilmente e é
agradável com as pessoas.
Bom, é isso. Claro que ainda existem muitas outras pessoas,
mas essas foram as que conviveram comigo suficiente para que pudesse
descrevê-las – ou que conviveram pouco, todavia o bastante para encantar com
sua personalidade. Procevê. Fiz uma coisa muito feia, eu sei. Mas, fazer o quê?
Tenho total certeza de que nenhum deles vai levar nada disso aqui – e duvido
muito que outro leia, então...
Enfim, pelo bem, pelo mal, está feito. Tô com remorso, mas,
paciência. Deixa eu ficar com minha culpa, agora. Tchô ir. Espero ver você de
novo por aqui.

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