E aí, cambada!
Tudubom? Tomara. Hoje resolvi
escrever novamente sobre mitologia. Assim, mais ou menos. Na minha modesta
opinião, a postagem diferenciando mitos de lendas foi uma das melhores, sabe. Procevê. Pelo menos é uma das que
olho e sinto que um bom trabalho foi feito. Isso é uma das coisas mais
importantes para um escritor, acho.
Pois é. Só que existe um motivo
para retomar esse assunto. Tava lendo a série Como treinar seu dragão e gostei muitíssimo da história dos deuses,
dos vikings e tudo mais. E, acho que todo mundo aqui já sabe, mas vale
ressaltar: sou grande fã de One Piece, onde os personagens nada mais são do que
piratas. Baseados nos vikings.
Pesquisando sobre para postar
aqui – a postagem nada mais vai ser do que uma salada de quatro textos que
achei graças ao tio Google –, descobri o que eram as Eddas e, de fato, que o
tio Tolkien teve muita inspiração na mitologia nórdica ao escrever suas
histórias – ao menos o Silmarillion.
Tipo, MUITA!
Chegaria a dizer que ele nada
mais fez do que suecar toda a mitologia nórdica, criando uma dele própria.
Sério mesmo, galera! Sério mesmo. Vai dar para perceber se você continuar lendo
os resultados da minha busca até o final. Então, faça uma prece para Thor e se
prepare para embarcar numa mística fantástica sobre a criação do mundo segundo
as pessoas que habitavam as Terras Gélidas do mundo!
Para começarmos a conversa, é
importante levar em conta algumas informações. Querem saber quais? Já conto.
Uma delas é a de que a mitologia germânica é toda nórdica. E que a origem mesmo
vem da Suécia, Dinamarca, Noruega e Islândia, os povos escandinavos. Foram
esses mesmos os conhecidos como Vikings.
Quem diabos eram esses tais de
Vikings, Diego? Vou te dizer, mas te prepara que eles nada têm de heroicos.
Eram assaltantes e invasores cruéis que saqueavam vilas e matavam todos, sem
misericórdia alguma. Vinham de diferentes lugares da chamada Escandinávia,
sendo principalmente suecos, dinamarqueses e noruegueses. Agora você entendeu o
motivo do neologismo suecar,
né? Tá vendo, o Varanda também é cultura!
O esplendor desse povo foi entre
os anos de 766 a 1066 d.C. Eles eram exímios navegadores, também. Piratas,
minha gente! Dos mais maus, diga-se de passagem. Estavam acostumados com a ira
de Odin e seus traiçoeiros e atormentadores mares de açoite. Mas aí é que tá,
pode-se até considerar uma benção de tal deus, porque eles desenvolveram como
nenhum outro povo a arte da navegação.
Ninguém à época conseguira
construir um barco comparável ao deles, o que permitiu que navegassem pelos
principais rios da Europa e da Rússia, abrindo rotas comerciais. Inclusive
colonizar outras terras, como o Noroeste da Rússia, a Islândia e a Groenlândia.
Aliás, eu sempre quis ir a Groenlândia por causa daquele vulcão de nome impronunciável,
o Eyjafjallajökull. Mais um bom motivo
para dar um pulinho lá!
Mas calma aí que tem mais coisa!
Diz à lenda que tamanha era a habilidade Viking para navegação que “Erik, o
Vermelho” chegou às Américas (península do Lavrador) quinhentos anos antes de
Cristóvão Colombo convencer a corte espanhola a lhe dar algumas naus para
tentar chegar às Índias. E aposto que chegou mesmo!
Existem relatos que dizem que
eles chegaram a invadir principais cidades da Inglaterra, do norte da Alemanha,
Paris e Sevilha – aqui muitos foram mandados direto para Valhalla pelos mouros.
Muitos historiadores dizem ser conversa, mas estes devem ser mariquinhas
inconformados por terem sua pátria arrasada por guerreiros inescrupulosos e
cruéis.
Historiadores nacionalistas
bichinhas! Tratem somente de relatar os fatos, seus biba-bibas!
Apesar de serem bestas cruéis
dadas a batalhas e sedentas de sangue, possuíam crenças magníficas, com uma
mitologia épica por demais. Quiçá a melhor jamais escrita! E jamais escrita
mesmo, porque ao que parece esse povo estava tão dado às batalhas que existem
pouquíssimos escritos sobre a sua cultura.
Ao que tudo indica (Google), a
tradição era passada oralmente. E assim foi feito de geração em geração. A
origem parece ter sido numa ilha onde hoje é o Círculo Polar Ártico, onde
habitou uma raça hiperbórea. E a sua sabedoria foi sendo passada por anos e
anos sem conta, até que se tornasse o que é tal qual conhecemos. Parece que só
foi possível conhecer sobre os vikings porque monges irlandeses se mudaram para
a Islândia – serviria como uma espécie de eremitério, sabe – e entraram em
contato com eles e com alguns de seus textos.
Destarte, quase todo material da
Mitologia Nórdica vem da Islândia. Sim, sim, através dos famosos Eddas, além
dos poemas Skadicos. Os Eddas são compostos de dois manuscritos. O primeiro é
composto de vinte e nove poemas e têm o nome de CodexRegius. O segundo de apenas sete. Daí vêm os mitos religiosos,
histórias sobre heróis antigos e até mesmo a vida cotidiana desse povo.
Os poemas Skaldicos contêm
eventos históricos, sucessão de reis e batalhas. Alguns anos depois, as
histórias foram colocadas em prosa, facilitando melhor o entendimento, apesar
de algumas partes estarem meio desconexas, digamos. Felizmente, o bastante para
conhecermos o suficiente para encantarmo-nos com tamanha riqueza. Cê vai vê que
tô certo!
Então, sem mais delongas, vamos
saber como foi a Criação de todas as coisas.
No princípio, tudo que existia
era o abismo, chamado Ginnungagap. E também uma árvore cósmica, chamada
Yggdrasil. Essa árvore – um freixo – sustentava os mundos, como seu eixo. Além
disso, em suas raízes havia dois grandes reinos. Um deles, de fogo, era chamado
Muspell. O outro, formado de névoa e escuridão, era chamado Nifelheim. Entre os
dois, ficava um caldeirão com água borbulhante.
O nome desse grande caldeirão era
Hvergelmir. Ele alimentava doze grandes rios que flutuavam sobre o grande
abismo (Ginnungagap). Ao se precipitar nesse abismo, eram formados blocos de
gelos gigantes. Eis que um dia, as chamas do reino de fogo (Muspell) caem sobre
o bloco de gelo, fazendo com que forme grandes nuvens de vapor. Dela, surgem os
elementos, o espaço, um oceano e a terra, que no princípio era gelada.
Eis que também surge a vaca
Audhumla. Ela começa a lamber o gelo, para tirar água e sal, e o derrete. Num certo
dia, apareceram do gelo os cabelos de um homem. No segundo dia, a cabeça e no
terceiro o corpo todo, sendo ele dotado de grande beleza, agilidade e força. Era
o gigante Bur, agora liberto. Das gotas de gelo derretido, formou-se outro
gigante, só que de gelo, chamado Ymir. A vaquinha alimenta os dois, dos quatro
rios de leite que saem de seus peitos.
A partir daqui existem diferentes
versões do mito. Assim, interneticamente falando. Achei muitas discrepâncias,
sabe. Vou contar como ficou, numa espécie de colcha de retalhos que fiz. Ficou
meio suecado...
Tal novo ser era um deus. Teve
uma esposa, da raça dos gigantes, e com ela nasceram três irmãos: Odin, Vili e
Ve. Em alguns relatos, eles foram simplesmente engendrados. Em outros, foi na
verdade Bor, irmão de Bur, que se engraçou com gigantes e teve os três deuses. Procevê.
Para continuar e tentar desfazer o nó de muitas versões, vou dividir em dois
relatos.
Na primeira, da Yggdrasil, a
árvore da vida, surgem nove mundos. Dentre eles, o mundo dos homens, a Midgard.
E também incluso aqui a Nilfheim, o mundo das névoas e da escuridão. Eram
sustentados pelos ramos da árvore, sendo que três de suas raízes se
comunicavam.
Daí que um dia, Ymir dormia tranquilamente.
De seu braço esquerdo, caem gotas de suor e então nasce o primeiro casal
humano, Ask e Embla. Porém, tal gigante levava consigo as sementes do mal –
seus descendentes seriam os gigantes de gelo, encarnações do mal.
Estabelece-se, então, um duelo mortal entre gigantes e deuses, que só terá fim
no Ragnarok. E diz-se que foi assim. Entrementes, a versão mais difundida e
aceita – e menos nojenta, aliás – é a segunda.
Na segunda versão, os novos
deuses, Odin, Vili e Ve matam o gigante de gelo Ymir. De seu corpo, sua carne,
fora criada a terra. Dos seus ossos, as rochas e as montanhas. Com seus
cabelos, as árvores. O mar foi feito a partir do sangue do gélido colosso. A
abóbada do céu foi criada do crânio do Gigante de Gelo, sendo de seu cérebro
feita as nuvens cheias de neve e granizo. Com a testa, fora criada Midgard,
futura morada dos homens. Em seguida, Odin estabeleceu o dia e a noite, o sol e
a lua, as estações do ano e tudo o mais.
Depois de criarem tudo, os três
deuses encontraram duas árvores caídas. Uma era um freixo e outra, um olmo. Em
outra versão, diz que a segunda era um amieiro. O fato é que criaram o
homem e a mulher. Odin soprou-lhes o espírito da vida (espírito), Vili deu-lhes
inteligência (razão) e Ve abençoou-lhes com os sentidos (fisionomia, dom da
expressão e palavra). Chamaram o homem de Ask e a mulher de Embla, dando
Midgard a eles como morada. A raça humana descenderia desse primeiro casal.
Procevê. E, em suma, essa foi a
criação do mundo segundo os escandinavos. Atualmente estamos em Midgard, que
seria a terra do meio, o mundo físico. A residência dos deuses estaria no
Asgard, ligada ao mundo material por uma ponte arco-íris de fogo. O guardião
desta ponte seria o deus Heimdall.
Peraí, peraí, vamo entender como
funcionam os mundos. Ter uma noção, entende. Pelo que pude perceber, cada uma
das localizações ficam num nível da árvore cósmica Yggdrasil. Nas raízes,
situava-se o Nifheim, mundo de névoas e escuridão, os mundos subterrâneos,
habitados por povos hostis. O tronco era o Midgard, o mundo material, dos
homens. A parte mais alta que tocava o Sol
e a Lua era chamada de Asgard,
a Cidade Dourada, as terras dos deuses.
Ali havia muitas moradas, e entre
elas o Valhala, o Salão dos Mortos, local onde os guerreiros eram recebidos
após terem morrido com honra em batalha. É mesmo. Guarda essa última informação
que logo mais daqui a pouco eu volto nela. Continuemos então enquanto, até
quando chegarmos em logo mais daqui a pouco.
Os deuses foram divididos em três
raças: os Esirs (Aesirs), os Vanirs e os Jotnar. Os Esirs ou Aesirs, achei duas
formas de escrita na pesquisa) possuíam natureza guerreira, ligadas às guerras
e as facetas humanas. Eles moravam no Valhala. Os Vanirs estavam mais
conectados a Terra, ligadas a fertilidade e as forças naturais benéficas aos
homens e mulheres. A morada deles era num lugar chamado Vanaheim.
Uma vez essas duas raças
guerrearam. Mas depois disso, acabaram fazendo as pazes e os Vanirs foram morar
com os Esirs (Aesirs). Os Jotnar, ao contrário, viviam em constante batalha com
os Esirs (Aesirs) e vai ser sempre assim. Esta última raça representa o caos e
as forças naturais maléficas aos homens e mulheres. A primeira raça, que
representa a sociedade e a ordem (ao menos para os vikings) que combate o caos
e a desordem da terceira, simbolizando o equilíbrio existente.
Lembrei de alguém agora: tio
Tolkien.
Pois é, minha gente. Mas tem mais
antes de a gente partir para as partes mais legais que são os deuses. Entender
mais um pouquinho das terras fora de Midgard. Dizia-se que os frutos da
Yggdrasil estão as respostas das grandes perguntas da humanidade. Por isso,
eram guardadas pelas Valquírias, as protetoras, e só os deuses teriam acesso a
eles. Podiam curar qualquer doença, também. Suas folhas poderiam trazer as
pessoas de volta à vida.
Diz-se também que os galhos que tangiam
o céu eram sempre banhados por uma nuvem luminosa de hidromel, a bebida dos
deuses, que a vitalizava. Seus brotos, folhas e raízes alimentavam animais que
ali viviam. Sim, ali viviam animais.
Quanto às raízes, eram inúmeras,
tendo destaque em especial três. Uma porque atingia simbolicamente o Asgard, a
terra dos deuses, após ser infinitamente banhada pela fonte das Normes, as
deusas do Destino. A segunda penetrava no Jotunheim, a Terra do Gelo, onde os
gigantes foram viver após serem expulsos do Asgard por Odin. A terceira raiz é
a que atingia o Nifhelm, a Terra dos Mortos, da névoa e da escuridão. Ela era
constantemente nutrida pela fonte Hvergelmir, o grande caldeirão que alimentava
os doze rios. Entrementes, servia também de constante alimento para
serpente-dragão Nidhogge (Escuridão), que corria constantemente a árvore.
Também havia outro bicho, uma
águia que vivia a vigiar, investigar o mundo, com seus olhos de gavião. Ela
vivia em eterna discórdia com a serpente-dragão. Um esquilo, Ratatosker,
alimentava tais sentimentos de ódio, subindo e descendo pela árvore, levando
palavras nada graciosas aos dois, aumentando o desafeto. Mas isso tem um
motivo.
Quando a serpente-dragão Nidhogge
começava a prejudicar a árvore Yggdrasil, a águia atacava ferozmente. Enquanto
a bicha se recuperava, lambendo suas feridas, a árvore também era possibilitada
de se recuperar. Assim, quando ambas estão nos trinques novamente, o ciclo
recomeça.
Nos galhos da árvore cósmica
viviam quatro cervos. Eles representam os ventos e passavam o tempo todo a
correr pelos ramos, felizes, alegres e satisfeitos. Comiam as folhas, os brotos
e até mesmo a casca da arvorezinha. Aos seus pés, ainda havia o bode Heidum, se
alimentando das verdejantes folhas baixas. Graças a isso, produzia um leite
bastante semelhante ao hidromel, que alimentava os guerreiros espirituais de
Odin.
Vishi, galera! Vou ter de parar.
Ainda tem uma porrada de coisa, mas o texto ficou grande demais da conta.
Procevê, a gente nem chegou no logo mais daqui a pouco! Mas nada tema, logo
mais eu termino. E tem a parte legal, que são os deuses.
Antes de me despedir, preciso
dizer que ocultei algumas informações. E aqui vão elas – todas referentes ao
Midgard. Bem, o Mundo do Meio ficava envolto por um oceano, sabe. Uma serpente,
Jormungand, circunda todo esse mundo, mordendo a própria cauda.
Midgard estava no mesmo nível do
Jotunheim, a Terra dos Gigantes, e sua cidadela, a Utgard. A terra dos anões
ficava ao norte e ao sul, chamada Nidavellir. E também a dos elfos escuros,
Svartalheim. Sim, galera, de novo, TIO TOLKIEN!! Massa! Aliás, nem todos iriam
para Valhala. Apenas os que morriam com honra em batalha. Os demais iriam
direto para Nifhelm. Mas vou falar mais sobre apenas na postagem que vem!
É mesmo. Outra coisinha que
deixei de te contar: trolls são o mesmo que gigantes. Sabia? Assim, pelo que
pude extrair do contexto. Mas é sim, pode confiar. Doideira, véi! Então, por
hoje é só, galera. Na próxima a gente continua. Espero ver você por aqui.
Lembra, vai ter o logo mais daqui a pouco! Você seria louco ou louca se
perdesse!!





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