domingo, 2 de outubro de 2011

Sol (Parte 2)


Oi, gente.

E aí? Massa? Todo mundo pronto para continuação do nosso querido Astro-Rei que tem seu próprio sistema? Tomara! Aliás, aconteceu um fenômeno aqui por essas bandas sexta agora chamado Halo Sol. Acontece quando a atmosfera está em sintonia com o posicionamento solar, juntamente com gotículas de água na troposfera. Aí os cristais de gelo no ar refletem a luz solar e acontece isso aqui:

Legal né? Parece uma Genki Dama! As fotos são de Sergio Marques, do Globo!

O fenômeno aconteceu em todo estado de Goiás - que finalmente teve uma chuvinha ontem. E, para variar, perdi mais essa, porque fiquei o dia inteiro dentro de casa. Droga! Ninguém manda eu ser tão... enfim, espero não perder algo tão legal assim da próxima vez. Tava tão calor, mas do que o de costume... devia ter olhado pro Sol, diacho! Agora é tarde, deixa. Então, vamos voltar para o espaço e ver se deixo minha frustração de lado. A gente tinha parado onde, mesmo? Ah é, nas camadas externas!

Então rumbora falar logo da atmosfera solar. Ela é a coletividade de todas as camadas superiores à fotosfera. Nelas passam desde a luz visível até os raios gama (altíssima penetração e radiação) do espectro magnético do rádio. Pode ser dividida, basicamente, em: zona de temperatura mínima (cromosfera), região de transição solar (coroa solar) e heliosfera.

Procetê uma ideia da proporção das coisas, a heliosfera, região tênue, extende-se além da atmosfera de Plutão. Plutão! Pena que ele não é mais tido como planeta. Mas, tipo, era uma coisa meio bizarra. Ele não é redondo, nem arredondado. Além de atropelar a órbita de Netuno. E mais a distância do Sol... mas o que ele é, então? Pobrezinho, tão longe, gelado e só em nosso Sistema... Pobre Plutão!

Falando em gelo, distância (e solidão), a região mais fria do Sol fica 500 km da fotosfera, com 4.100 K. Localiza-se na cromosfera.

Então, deixa eu falar agora da cromosfera. É mesmo. A temperatura nela é um tiquinho mais baixa, até certa altitude, onde aumenta de novo, próximo ao início da coroa solar. Pode ser vista em eclipses totais, quando toda luz fotosférica é coberta – são as protuberâncias, podendo chegar até 20.000 K. Dependerá somente da altitude.

Essas protuberâncias, geradas pelo magnetismo (como já dito), podem interferir na nossa comunicação a longas distâncias. Mesmo. As partículas são lançadas no espaço com muita energia, atingindo a Terra. Aí ocorre a ionização da atmosfera terrestre. Então a ionosfera deixa de transmitir as ondas de rádio emitida pelo Sol, fazendo com que possa haver uma interrupção nas transmissões à longa distância. Ainda bem que a atmosfera filtra a radiação do Sol...

Procevê. É assim. 


Faz-me pensar: não seria esse o aviso dos velhos maias para o ano que vem? Que fim do mundo que nada, apenas um susto causado pelo magnetismo solar e seus ciclos. Né não? Eu acho! Aliás, falei essa teoria alguns anos atrás para meu professor de Aprendizagem Motora na faculdade e ele disse que essa informação bate. Ahn-ham, tô dizendo. Ele é gente boa. E inteligente. E antenado em tecnologia. Pena que era meu professor, não meu amigo, né?

Logo acima da cromosfera, temos a zona de transição solar. Ela tem 200 km de espessura. Nela a temperatura pode aumentar de forma bastante rápida de 20.000 K para 1.000.000 K, que ocorre graças ao hélio, que diminui o resfriamento radioativo do plasma. Bom, daí tem a coroa solar. Ela é só a atmosfera estendida do Sol, tendo maior volume que o bicho e abrangendo todo o Sistema Solar. Só! A expansão continua no espaço acontece graças ao vento solar.

A temperatura média da coroa e do vento é em torno de um a dois milhões de Kelvins. As regiões mais quentes podem chegas a vinte milhões de Kelvins! Rensga! E a Terra está imersa na coroa solar. Somos bombardeados continuamente, vixi! Tá, mas, por que diabos e como ela fica tão quente, Diego?, você me pergunta. E eu te digo: nobody knows. Sério, os conhecimentos cientrífugos científicos atuais ainda não são bastante para esclarecer sobre isso. Sabe-se que é por causa da reconexão magnética.

Daqui alguns (mil milhares de) anos eles descobrem. Aí vão ter que reformular todas as estruturas e forma de calcular coisas no universo. Ahn-ham, tenho certeza. Vai ser quase no mesmo dia em que o Sheldon Cooper finalmente conseguirá explicar a Teoria das Cordas e todas suas 26 dimensões. É, eu sei. Vai demorar.

E aí tem a última parte. Já falei dela, a heliosfera. Pois é, ela vai até o limite do Sistema Solar, e é preenchida pelo plasma do vento solar. Assim, o sopro vai em direção exterior de nosso Sistema. Por isso, o campo magnético solar tem forma de espiral. E, no mais, é isso aqui. Não tem muito o que se falar sobre, sabe.

E agora é que o bicho pega. Bom, nunca entendi magnetismo, sabe. Defeito meu, me perdoem. Sério, até tento, mas não entra na minha cabeça. Mas é importante para saber como nosso amigo flamejante existe. Então vou tentar esboçar alguma coisa.

Ó só, o Sol é uma estrela magnética. E suporta forte campo magnético, já que as direções mudam a cada onze anos, como falei ali em cima. As condições mudam bastante. O campo gera vários efeitos, chamados atividade solar. As manchas, mais as erupções e vento solares são consequência desse campo também. A ionosfera terrestre também sofre com isso. Além do efeito de longas distâncias, também pode intervir em auroras de média latitude e na potência elétrica terrestres.


Ah é, ela pode interferir nos poderes de Clark Kent também, mas essa já é outra história.

Lembra que lá em cima eu disse que, dependendo da localização, o Sol gira em velocidades diferentes (mais rápido no equador)? Já falei isso umas quatro vezes. Pois é, isso faz com que as linhas do campo magnético entortem. Daí acontecem erupções de anéis coronais na superfície, formação de manchas e proeminências, dínamo solar e o ciclo de onze anos.

Quer ver outra coisa doideira? Pelo menos eu acho por não entender direito o treco. O campo magnético solar se estende através do plasma magnetizado do vento solar. E aí sabe o que acontece? Sabe?? Forma-se o campo magnético interplanetário!!

Vi-ssshe~ê!

O plasma pode se mover apenas nas linhas do plano magnético, então as linhas do campo magnético esticam-se radialmente do Sol. E existem campos acima e abaixo do equador solar, com polaridades diferentes. A coisa ainda fica mais doida ainda, vai lendo. A medida que a distância aumenta, a própria rotação solar entorta essas linhas. Locura, locura, locura!

Por que os planetas giram? Para quem? Para quê? Para onde? Será que é só para o Sol, mesmo? Mas, para onde ele vai? Para quem? Para quê? E por que levar todo mundo?

Grandes mistérios da humanidade. Ou da dieganidade, melhor dizendo. Não é a toa que o bicho tem um Sistema só dele! E mais, exerce grandíssima influência por todos seus movimentos e força. Fiquei até com medo, agora. O fato é que a força magnética interplanetária é mais forte que a força magnética solar, cerca de 100 vezes. Mas o que impressiona é ela ter se originado do Sol, né não?

E o que mais? Deixa eu ver... o Sol está com 4,5 bilhões de anos, sabia? Ahn-ham. A cada segundo, ele produz 4 milhões de toneladas de matéria, produzindo neutrinos e radiação solar, fusionando hidrogênio em hélio. O Alquimista- Rei! E a gente nem precisa se preocupar por enquanto, já que estimativas indicam que ele ainda vai brilhar por mais uns 5 bilhões de anos.

E aí vem outra historinha legal. Depois que esse tempo passar, o hidrogênio no núcleo vai acabar e o Sol entrará em contração por sua própria gravidade. E aí o núcleo chegará a 100 milhões de Kelvins e começará a fundir hélio e produzir carbono! Assumirá um tamanho de uma gigante vermelha, apesar de ter perdido 30% da massa atual.

Apesar de a Terra estar bastante longe a essa altura do campeonato – e isso se ainda existir algum vestígio de vida por aqui, coisa que eu duvido – sua água evaporaria por causa das altas temperaturas (ainda que não virássemos churrasquinho) além da atmosfera terrestre saltar para o espaço.

Então, ele conseguirá fundir hélio em carbono por 100 milhões de anos, quando o hélio no núcleo se esgotar. Como não terá massa o bastante para fazer o mesmo novamente (converter carbono em oxigênio), não explodirá numa supernova, o que é uma pena. Terminar tudo com uma explosão seria épico!

Mas não vai ser assim, não. Ele ejetará suas camadas exteriores formando uma nebulosa. Depois de ter ejetado tudo quanto podia, restará apenas o núcleo, que aos poucos irá se esfriar e permanecerá como uma anã branca, com o tamanho da Terra. Isso por bilhões de anos.

Pois é, não se preocupem. Não estaremos vivos até lá.


Que alívio, né, Pikachu? Deixando as coisas tristes de lado, vamos falar desses corpos celestes que rodeiam o Sol. É mesmo. Eles podem ser: planetas, planetas anões, corpos menores e satélites. Oito são os planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Cinco são os planetas anões: Plutão (rebaixado), Eris, Haumea, Makemake e Ceres – mas o número deles ainda pode aumentar. Já os corpos menores pertencem a vários grupos de objetos.

É importante ressaltar que o espaço entre os corpos celestes não é vazio, sendo preenchido pelo plasma proveniente do vento solar, bem como poeira, gás e partículas elementares. Talvez alguns neutrinos viajando muito rápido mesmo. Que mais? Ah é, só para não deixar em branco uma coisinha que falei lá em cima sobre a medida ano-luz: o Sol demora 1,4 mil anos para percorrer um ano-luz. Em termos escalares terrestres, seria mais ou menos 10 trilhões de quilômetros.

Atualmente, estamos num período de atividade mínima, onde o Sol não apresenta manchas. Aliás, seu brilho é menor do que o esperado. Erro de cálculos? Era de Aquário? 2012? Num sei. Não é só isso, não. O vento solar caiu 3%, sua temperatura 13% e sua densidade 20%. O campo magnético está com metade da força e a heliosfera diminui de tamanho, o que aumentou a radiação recebida pela Terra. Pois é!

Calma gente, já tá acabando! Deixa só eu falar dos satélites e missões espaciais, e todo trabalho humano neles investidos para que esse post fosse possível (tipo as letrinhas no final do filme, sabe). Então, os primeiros a serem lançados foram as Pioneer 5, 6, 7, 8 e 9, lançados entre 1959 e 1968. O que aconteceu com as quatro primeiras é o que eu queria saber (devem ter pegado fogo).

As sondas orbitaram o Sol na mesma distância da Terra, estudando os ventos solares, bem como o campo magnético. A Pioneer 9 ficou em operação até 1987. Na década de 1970, duas outras foram bastante importantes para informações sobre o vento e coroa solares, a Hélios e o Apollo Telescope Mount. Essa última possui até mesmo alguns astronautas que residiam na estação. Eles observaram a transição solar e as emissões ultravioletas da coroa. Então foram descobertas as ejeções de massa coronal e seus buracos.

Em 1980 foi lançada a Solar Maximum Mission, para observar raios gama, raios X e raios ultravioletas durante o período de alta atividade e luminosidade solares. Só que ela deu perrebis e ficou inativa por três anos, tendo de ser resgatada pelo ônibus espacial Challenger em 1984. Aí repararam o bichinho e ele coletou milhares de imagens da coroa solar. Virou milhares de cacos quando retornou à atmosfera terrestre em 1989.


Essas coisas acontecem. Parece que o Hubble teve um desfoque de meio milímetro em suas lentes com a decolagem, mandando fotos embaçadas de diversos pontos do universo. Astronautas foram enviados para concertar os espelhos e tudo ficou bem. O mínimo detalhe pode ser o mais grave erro. Procevê!

Em 1991 o Yohkoh foi lançado. Observou erupções solares no comprimento de onda raio X. Observou-se que as camadas da coroa solar era muito mais dinâmicas e ativas do que previstas, além das regiões de atividades máximas. Também entrou em parafuso quando um eclipse em 2001 fez com que perdesse sua mira no Sol. Seu destino foi ser estraçalhada na atmosfera terrestre, em 2005. Mas já colocaram outra em seu lugar, a Hinode. Então tá tudo bem.

Parece que em 1997 foi lançada a Advanced Composition Explorer, ACE, para estudar os ventos solares. Só que não consegui arrumar maiores informações sobre ela. 

Agora, uma das mais importantes, senão a mais, foi a Solar and Heliospheric Observatory ou SOHO para os íntimos. Lançada em 1995 para dois anos de missões, provou ser tão útil que até hoje está em funcionamento. Sem pepinos. Está entre a Terra e o Sol, onde a atração gravitacional é exatamente igual, segundo dizem. Ela forneceu vista constante de vários de ondas do Sol. E a bichinha é tão competente que descobriu vários cometas, que viraram pó antes mesmo de se encontrarem com o Grande Rei.

Às vezes as crias superam todas as expectativas, né? Incrível. Por isso não devemos subestimar nadinha nessa vida.

Todas as espacionaves observavam o Sol num órbita elíptica. Até surgir a Ulysses. Seu objetivo era observar as zonas polares do Sol, usando uma órbita inclinada. Para tanto, precisou viajar até Júpiter para aproveitar o campo gravitacional do planeta e atingir o rumo certo, como uma catapulta.

Quando na rota desejada, começou seus estudos, sobre o vento solar e o campo magnético em altas altitudes e descobriu que o vento era mais lento do que o esperado e que grandes ondas magnéticas emergiam, espalhando raios cósmicos galácticos. Sacou? Nem eu. Sei que foi lançada em 1990, “chegou” a Júpiter em 1994 e sua última comunicação foi feita em 2009.

Já pensou se a exposição aos raios radioativos solares acabam por afetar sua estrutura química e ela ganha vida própria, estudando astros incandescentes pelo universo, buscando vingança contra seus criadores que pouco se importavam com seus desejos e vontades? Já pensou? Seria massa!

Para de viajar, véio!

Foi mal, cara... continuando... A sonda Gênese foi enviada para coletar o material do vento solar, para que os cientistas pudessem estudar com maior detalhe a composição do material solar. Porém, contudo, todavia, entretanto, reentrando na atmosfera terrestre, o pára-quedas não abriu, e ela se esborrachou no chão com tudo. Apesar da avaria, dizem que o material foi resgatado com sucesso e está em fase de estudo.

Se eu mandasse na NASA faria os engenheiros irem no espaço pessoalmente coletar esse material de novo. Pena que não sou e que para se construir uma sonda assim precisa-se de bilhões e bilhões de barras de ouro (que valem mais do que dinheiro).

Outras duas foram mandadas em 2006, com nomes de Solar Terrestrial Relations Observatory (STEREO A e B). Elas se afastam uma da outra, em direções opostas, uma a frente e outra atrás da Terra. Como o nome já diz, permite uma observação esteroscópica (seria algo a ver com som?) e as ejeções de massa solar.

Bom, esse lance do som até que faz sentido, sabe. Tinha um amigo meu da época do colégio que uma vez disse que se não houvesse vácuo no universo, seriamos surdos pela fusão constante de hidrogênio no bicho. O que, se você pensar, faz mesmo sentido.

As fotinhas mais recentes foram mandadas pela Solar Dinamics Observatory, lançada em fevereiro de 2010, equipada com câmaras de alta definição e ultravioletas de última geração. Dizem os cientistas que ao final de cinco anos, com os estudos sobre a superfície solar, todos os nossos conhecimentos sobre o Astro-Rei terão de ser refeitos. Ahn-ham, até parece, seus soberbos arrogantes!

Eu duvido!

Enfim, acho que já falei demais sobre isso, né? Verdade. Isso que dá ficar tanto tempo sem dar as caras. É mesmo. Devo dizer que não tive o mesmo ânimo para escrever quanto no começo. Acontece, acho. Mas espero ter maior disposição para escrever coisas mais espontaneamente e de maneira mais suscinta. É mesmo.

 Então, se for tomar Sol passe protetor, que nem a Mayra Carter. E lembrem-se das lições do Pedro Bial e da potência incinerante do nosso querido Sol!

Bom, gente, ainda tinha umas divagações sobre a cultura humana, os deuses e as crenças, mas vai ficar para outra hora. Já tá ficando de noite. Então, depois a gente vê o que faz, né? Ahn-ham. Então tá bom. Vejo vocês por aqui! Até!!

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