domingo, 25 de setembro de 2011

Sol (Parte 1)


Oi.

Tudo bom? Espero que sim. E me desculpem. Mesmo. Nunca antes na história desse país isso tinha acontecido. Verdade, mas o bloqueio criativo veio juntamente com o desânimo e aí fiquei uma semana inteira sem dar sinal de vida. Assim, até pensei em dar as caras para justificar, mas nem animei. Mas não se preocupem, vou tentar atualizar o blog nem que seja uma vez na semana!

Ou ao menos dar algum sinal. É mesmo. E agradeço a preocupação. Até o Bill (Gates) me ligou para saber se tava tudo bem. Tá sim, Bill, valeu pela preocupação. Tomara que as coisas melhorem muito essa semana, aliás. E eu não fui abduzido pelos Maias, nem me juntei aos Defensores da Terra (ainda), e espero que isso não aconteça nada por enquanto - mas só por enquanto!

Pois é. Acontece que eu já tinha o tema semana passada, sabe. Veio de última hora, no sábado depois da sonequinha - que sempre tiro nos sábados a tarde - mas nunca na vida iria dar para falar tudo num dia só - fiquei grande parte da semana escrevendo sobre o assunto e achei coisas simplesmente fantásticas, você vai ver! Demais da conta!!

Verdade, povo. Então vou compartilhar aqui a resplandecente pesquisa wikipediana de nosso Astro-Rei! Sim!! Todos os dias ele tá lá, na sua incessante produção de massa nuclear de fusão de hidrogênio nos propiciando a vida! Deixa eu te falar mais sobre...

(Aliás, esse artigo ficou gigantesco. Foi mal. Isso é que dá ficar muito tempo sem postar. E como falhei essa semana...)



O sol. Bom, ele (seria ela?) é a principal estrela do Sistema Solar. Aliás, os Sistema é todinho dele porque sua massa, 332.900 vezes maior do que a Terra (para quem quiser fazer as continhas, a massa dele é: 1,9891 x 1030). O volume também nos deixa no chinelinho: 1.300.000 maior (6,0877 × 1018 km3). E está bastante longe daqui, cerca de 150 milhões de quilômetros, mas pode variar dependendo da época.

É assim, vou te explicar. No periélio, quando a Terra está mais próxima do Sol, ficamos a 147,1 milhões de quilômetros, e a bichinha gira mais rapidamente. Já no afélio, a distância aumenta para 152,1 milhões, e logicamente o planeta gira mais devagar. Tá vendo? Os ciclos influem nos dias. Ah é, o carinha que descreveu tal fenômeno foi o Kepler (segunda lei), só que como tudo isso aqui são só informações desconexas a respeito do assunto, nem vou delongar sobre isso.

Pois é. Devido a estarmos meio longe, se o sol se apagasse (meio que por mágica, depois eu te explico direitinho, mas vamos pensar que ele simplesmente sumisse), demoraria oito minutos e dezoito segundo para que déssemos falta. Procevê! Além disso, somos totalmente dependentes da luz solar. Muito, muito mesmo. Quevê?

As plantas precisam de luz para estocar glicose e mais: elas liberam o oxigênio porque captam o hidrogênio da água para realizarem a fotossíntese. Sacou? Sem luz, sem ar para respirar. Pura verdade, mano véi! Pura vardade, manola! Fora que daí vem todo aquele esqueminha da cadeia alimentar, um vai comendo o outro e a vida nos é possível debaixo dessa atmosfera. E, claro, também é responsável por fenômenos metereológicos.

Quimicamente falando, o Sol é primordialmente hidrogênio, sendo 74% de sua massa (92% de seu volume) e hélio (24% de sua massa e 7% de seu volume), além de alguns elementos coadjuvantes que não terão vez nesse texto.
 
Peraí, peraí, para tudo agora. Deixa eu ver se eu entendi. Tá querendo me dizer que o Sol é um grande aglomerado de gases? Ele não tem chão? Como é isso? Comofas? Tudo que eu sabia sobre o universo está se desfazendo! Ó, mundo cruel! Oh, céus! Minha vida é uma mentira, é uma mentira minha vida! Oh!!


Calma, Charlie Brown, calma. Também tive esse choque quando descobri a verdade sobre Júpiter. E alguns outros planetas do Sistema Solar. Não precisa apavorar, mas não vou privá-lo da decepção – também fiquei triste quando soube. Não deixa de ser legal um bando de coisas gigantescas orbitando cada uma a seu tempo outra coisa colossal, brilhante e misteriosa. E sem chão. Mas vou deixar você recuperar desse baque.

Já?

Então vamos.

Como pode, né? A gente gira ao redor de um aglomerado de gases brilhantes. Como isso aconteceu, você me pergunta. Bom, vai saber. É sério, nem os cientistas sabem. Eles supõem. A teoria mais aceita é a da nuvem de gases. Diz a lenda que antes de as coisas serem como são, uma enorme nuvem de gases existia. Ela era muito grande. ‘Mais grande’ que o sistema solar. Ela continha todos os outros elementos químicos, mas grande parte dela era o hélio e o hidrogênio.

Daí, sabe-se Deus porquê, a nuvem ganhou a habilidade de se aglomerar, juntando-se em blocos. O primeiro deles ficou tão grande e pesado que adquiriu um campo gravitacional. Assim, como Newton disse que um corpo de massa muito, muito grande atrai outros corpos (lei da gravitação universal bem a grosso modo), o primeiro bloco atraia gases muito facilmente. E ele ficou tão, mas tão grande que se tornou uma estrela: o Sol!

Fala a verdade, cientistas são criativos, né não? Vou contar essa historinha para os meus filhos, ah se vou! Hahaha! Vejam bem, não sou contra a ciência e todos os benefícios que nos trouxe. O que me revolta é a soberba e arrogância que o conhecimento científico traz, de tudo querer explicar, destacar e logo em seguida complicar e limitar o saber. Por isso eu detesto a ciência cartesiana e cientistas que acham saber o caminho para todas as coisas. Mas eu divaguei agora. Deixa eu retomar.

Enfim, o fato é que é assim, mesmo. O Pumba estava certo afinal. O Sol tem uma temperatura de 5.180 K na superfície. Isso lhe confere uma cor branca. Por que ele é amarelo no céu terrestre? Por causa da atmosfera e a dispersão de raios. Você sabe, aquela história da refração, desvio de elétrons (isso existe?), aurora boreal e a coisa toda.

Sua classificação é G2V (cinco). Isso quer dizer que, como grande parte das estrelas, o sol produz sua própria energia. Isso é que é ser independente! Ele funde núcleos de hidrogênio para a produção de hélio. Sabe como é isso? Vou te contar, só se for agora! Basicamente, é a união de dois núcleos atômicos pequenos (dois átomos de hidrogênio) para produção de um núcleo maior. Existe, com tal feito, grande liberação de energia. E isso acontece continuamente.

Com isso, existe a produção de raios gama, fótons visíveis e neutrinos. Os raios gamas são produzidos, basicamente, por causa da alta energia de fusão em si. E cada raio é convertido em fótons, milhares deles. Ah, e tem os neutrinos, que não reagem com a matéria, escapando do Sol imediatamente. E, por essas semanas, são os elementos que tem dado dor de cabeça para astrofísica.

Esse aparelhão todo aqui é só para ver a tal partícula fantasma que dizem utlrapassar a velocidade da luz, o neutrino!

Essas subpartículas não reagem com a matéria (como já disse), sua carga é neutra e sua massa extremamente pequenas. E 'acontecem' em fenômenos como a fusão no Sol. E, bem, existem milhares deles passando no seu corpo agora. Ahn-ham. Podicrê. Até aí tá de boa. Mas, nos últimos tempos, acredita-se que um neutrino pode ultrapassar a velocidade da luz. Sabe o que é isso? Vamos ter de rever alguns pontos da teoria de Eistein se for verdade! Isso porque a matéria, por menor que seja, não poderia ultrapassar a velocidade da luz!!

Bom, você pode ler mais sobre aqui. Um dos motivos para não fazer alarde é que a matéria é da Veja. E, como todos sabemos, não devemos confiar em NADA que essa revista barata cheirando a esgoto publique. A informação bate, em parte, porque está na Wiki. Por isso dei um destaque aqui...

É mesmo. Agora, voltando, uma coisa para gente refletir aqui, minha gente: existem mais de cem, eu disse CEM milhões de estrelas da classe G2 na Via Láctea. Tá certo que ele é mais brilhante que 85% de todas elas, e que algumas são anãs vermelhas e que é o principal componente do nosso Sistema tendo 99,86% da massa, mas...

Olha só, nós estamos a 27 mil anos luz do centro da Via Láctea. Ah é, é bom dizer que anos-luz é uma unidade de distância, não de tempo. Sempre é bom lembrar. Quer dizer que se saíssemos daqui hoje, com nossa tecnologia, demoraríamos mil milhares de anos para chegar no centro da galáxia para ver o que tem de bom lá. Procevê o tanto que é longe e o tamanhão da nossa galáxia.

E isso é só nossa galáxia. Existem muitas milhares delas por todo universo. Daí existem pessoas que ainda duvidam da existência de outras vidas inteligentes em outros planetas. Claro que tem, ou! Só que com certeza não teremos contanto. Ao menos não com as formas de carbono como nós.

Estamos em um dos braços espirais, o braço de Órion, entre os braços de Perseu e Sagitário. O Sol também está se movendo, e nós junto com ele. Veja bem, a Terra demora 365 dias para completar um ano ao redor do Sol, né? Pois é, o Sol demora 250 milhões de anos terrestres para terminar sua órbita. Essa é a duração de um ano lá. Incrível, né? Mas não se preocupe, todos os planetas do Sistema o acompanham nessa viagem. Ele não está só. Dizem os cientistas que já completamos 250. A Via Láctea também se move, na direção da constelação de Hidra, a uma velocidade de 550 km/s (enquanto o Sol está a 251km/s). Por isso é que meu amigo Francis diz que vida é movimento. 

Se quiser ter uma nossa real, espacial e dimensional das coisas, dá uma olhada. Cê pira?

Esse é o Sol, capturado pela Solar & Heliospheric Observatory (SOHO). Na próxima parte vou falar dessa bichinha danada de boa!

Bom, quanto à gravidade, na superfície, ela é 28 vezes maior que a gravidade terrestre. Vale lembrar que a superfície não é sólida. E também vale lembrar que, como é um aglomerado de gases e plasma, possui uma rotação diferenciada. Ahn-ham, te explico como é: a rotação varia conforme a latitude. No equador, correspondendo há 25 dias e nos polos um período de 30 dias.

Pois é, minha gente. Rumbora então falar das camadas que compõe nosso Astro-Rei favorito desde muitos séculos. Vamo nessa. Essa bola de plasma tem o núcleo solar atuando em direção a força gravitacional, enquanto que em sentido oposto existem forças que atuam pela pressão termodinâmica – por causa das fortes temperaturas internas. E é bom dizer que ele é mais esférico que a Terra, quase sem achatamentos. Talvez por isso gire mais rápido, mas não posso dizer isso com certeza, não.

Tá, ao núcleo, agora. O papel de combustível é do hidrogênio, que é mais abundante. Bom, quando um gás é comprimido, ele aquece. Básico. No Sol, a pressão é como se fosse de bilhões de atmosferas. Mesmo. E quando maior a profundidade, também será maior a pressão – que nem mergulhar numa piscina, sabe? E lá no Sol dá para ir bem fundo. Muito mesmo, muito mais do que na Terra (é só pensar no tamanho do bichão).

Daí que o hidrogênio atinge temperaturas superiores a 14.000.000 de graus no centro solar.  Nessas condições que acontece as reações nucleares que o mantém aquecido. Sabe como isso acontece? Claro que sabe, eu falei lá em cima! Não faz mal, nem precisa ir lá para ver, eu te falo de novo.

Pelo processo de fusão, transformando hidrogênio em hélio, liberando enorme quantidade de energia. De fato, o restante dele é aquecido pela energia transferida do núcleo para as outras regiões. Antes de ir para o espaço como luz solar, passa por diversas camadas. E com isso, acontece a variação térmica – vai diminuindo de temperatura conforme vai se afastando do núcleo, o que é meio óbvio. Os principais mecanismo de transporte são o radiativo e o convectivo.

O radiativo ou Zona de Radiação, como se diz, é a camada onde a energia propaga-se da mesma maneira que a luz. Através da radiação. Não depende do meio, ele apenas atenua a energia. Como eu disse ali no outro parágrafo, a temperatura vai diminuindo aos pouquinhos: vai de 7.000.000 K para 2.000.000 K. Pois é. Íons de hidrogênio e hélio emitem fótons que viajam até serem absorvidos de novo. Bom, como nem eu, nem você vamos entender isso matematicamente falando (nem quimicamente, sejamos sinceros), vamos deixar as coisas só na teoria mesmo. Sem fórmulas grandes e complexas.

É assim que é, acredite. A Wikipédia não iria mentir sobre isso, tenho certeza.


Antes de partir para outra zona (solar, seus e suas indecentes), é importante dizer que deve existir outros elementos entre elas. Assim, não é simplesmente acabar uma e começar a outra. Nã-nã-nã. Mesmo porque tem a diferença de rotações e muitos outros movimentos chatos e complexos de se entender. Simplificando, uma escorrega sobre a outra, entende? E acreditasse que daqui vem o campo magnético solar – só que de magnetismo não entendo nada, nadinha, na-não.

O convectivo ou Zona de Convecção é o local onde o plasma solar não é denso ou quente o suficiente para transferir calor do interior para fora. Então a energia se propaga por movimentos convectivos, aquecendo a parte que está em contato com a Zona de Radiação. Deixa eu tentar te explicar melhor. Veja bem, na natureza, tudo que é quente, sobe. Sério, não entendo muito bem como isso acontece. Sei que acontece. É, e eu sei que você pensou besteira agora, mas foi assim que meu professor de Física me ensinou.

Então, aquecendo a parte em contato com a Zona de Radiação, a densidade diminui e o plasma tende a subir para a superfície. E a que está na superfície desce para entrar em contato com a superfície. Que nem acontece com uma panela fervendo água, sabe? Pois é. Vão como se fossem colunas, formando grânulos solares.

E aí tem a Fotosfera. Ela é a parte visível da superfície do sol. É onde a luz é livre para propagar-se para o espaço. A gente vê porque há diminuição dos íons de hidrogênio (H) que absorvem luz facinho. Se você olhar bem rápido para o sol, diretamente, ele aparenta ser mais brilhante no centro do que nas laterais. Dá para entender porque pela explicaçãozinha que te dei das coisas quentes subirem.

Mas, é sério, nunca olhe diretamente para o sol por muito tempo. Você pode ter uma cegueira temporária ou até mesmo queimar as retinas – aí já era. Nunca brinque com isso, sério mesmo.

Muito cuidado com seus olhos. Não olhe muito tempo para o sol, é perigoso - se for só para espirrar, pode!

O Sol também apresenta manchas. São áreas mais escuras que a região ao seu redor e possuem temperatura mais baixa também. Isso porque são regiões de intensas atividades magnéticas, o que inibe a convecção e, conseqüentemente, fazendo com que as temperaturas sejam mais baixas. Isso gera o aquecimento da coroa solar, tendo erupções solares e ejeção de massa coronal. Já, já eu falo sobre essa coroa.

Pois é. Essas manchas sofrem variações. É, a emissão de energia não é uniforme tendo variações de energia emitida. “Sol calmo” nos períodos de menor e “Sol ativo” quando maior. Isso influi na atmosfera terrestre e no campo magnético. Procevê, não é só a lua, não! Esses ciclos acontecem a cada 11 anos. Conhecido como ciclo solar.

No início, na mínima atividade, calmo, durante 4,6 anos há um aumento rápido das manchas – que quase não são vistas a princípio, somente em altas latitudes. Aos poucos o número de manchas aumentam, e movem-se em direção ao equador solar. Após o máximo, ao longo de 6,4 anos existe uma diminuição gradual das manchas.

Daí temos os 11 anos. Apesar de que a cada ciclo deva ser igual ao outro (na teoria), deve-se considerar que a polaridade magnética do sol se inverte – as manchas que apareceram no hemisfério norte aparecerão no hemisfério sul e vice-versa. E aqui se faz importante reforçar o que já disse bem: os ciclos solares interferem no clima na Terra. Nos períodos de atividade mínima, por aqui são constatadas temperaturas médias mais baixas. E a recíproca é verdadeira: em períodos de atividade máxima, as temperaturas subiram por essas bandas.

Dizem que em mil oitocentos e minha vó gatinha que o ciclo solar parou completamente por várias décadas, onde poucas manchas foram observadas. Consideraram como Pequena Idade do Gelo. Ahn-ham, é o que dizem por aí. Por essa e outras que fico meio com pé atrás com esse papo de Aquecimento Global e Efeito de Estufa. É preciso discernir o que é natural e o que é humano na história toda. Tem que ver isso aí.

Bom, ainda falta falar uma porção de coisas, sabe. Mas já ficou bastante grande, então é melhor ir parando por aqui. Ahn-ham, não quero cansar sua beleza. Bem, se você leu até aqui, muito obrigado! Vou tentar arranjar uns assuntos mais interessantes. Espero que tenham paciência comigo. Tá bom? Então tá bom! Espero te ver por aqui de novo! Valeu de novo, e até mais!

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