terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sobre histórias e personagens... (Parte 1)


Alô, você!

Tudo bem? Aqui tá, espero que aí também. É mesmo. Bom, tem um tempinho que não posto nada interessante, né? Pois é, eu sei. Assim, gostei de escrever sobre o Sol, mas tá mais para aquelas loucuras internas minhas. Pelo menos já tenho um arquivo sobre o assunto. Qualquer dia desses, quando der a louca de novo, falo sobre a influência solar na cultura humana. Se bem que é preciso pesquisa mitológica para isso. É mesmo. Mas nem era disso que eu queria falar.

Nessa semana - e nas próximas, se tudo der certinho e nada mais legal invadir minha cuca maluca - vou falar mais de coisas pessoais e de meus planos fantásticos para um futuro bonito e brilhante que está a me esperar. Em um futuro, bem próximo, espero.

Ainda bem que sonhar é de graça, né?

Pois é, faz até bem para saúde gastar um tempinho imaginando e abstraindo futuros possíveis. Ou vai dizer que vocês aí sentadinhos e sentadinhas nunca ficaram imaginando como seriam as suas vidas com um fulaninho ou fulaninha, carros, praias, castelos, jetpacks, armas a laser, sabres de luz, supersônicos movidos a bateria solar e coisas assim? Aposto que sim!

Mas olha eu divagando! Deixa eu continuar. Então, resolvi falar sobre um tema livre, sem ter de pesquisar algo científico – e colocar meus pareceres bisonhos a respeito. Falar dos meus planos e até dos objetivos do blog. Pois é, deixa eu abrir meu coração, agora.


Chega mais pertinho aqui. Escuta, escuta, vou falar só para você. Eu vou escrever um livro! Não é legal? Pretendo usar mais ou menos a mesma linguagem que venho usando por aqui e inclusive usar algumas informações e ideias, além de imagens bacanas que venho coletando há uns tempos. Procevê! E hoje resolvi falar da minha pesquisa (recente) sobre como fazer isso direito.

Tomara que fique tão lírico como o Caetano, tão profundo quanto o Jorge e tão crítico quanto o Saramago!

É assim, deixa eu te dizer. Para escrever o tal livro, preciso ter uma história concisa e envolvente, que cative quem estiver lendo. Algo que não é nada, nada fácil. Já vem de longa data tendo experiências aqui no blog - colocando imagens para ver se a galera lê o artigo todo, analisando os comentários vendo quais são o que deram mais o que falar e coisas do tipo, sabe.

Pois é. Tem um tempinho que venho avaliando histórias em quadrinhos, animações e os grandes livros, todos com relativo sucesso e aceitação popular. E é sobre esse ponto que quero discorrer. Personagens e histórias. Sim! Pode ignorar toda introdução e (meus mais sinceros sentimentos ali em cima) a coisa toda até aqui. E me corrijam se eu estiver errado.

Assim, não acho que esteja errado e dificilmente alguém vai me convencer do contrário, mas é sempre bom ouvir diversas opiniões. Esses pareceres são aquilo que me parecem fazer uma boa trama, mas posso estar equivocado e diferentes opinões me ajudariam a ver isso. Não é? Pois então. Comentaí!

Hmm... por onde eu começo? Difícil. Bom, deixa eu tentar um resumão geral para depois ir especulando. É, acho que assim seria a melhor maneira. Segundo minhas observações, é essencial ter um desses dois elementos para uma história de sucesso: ou personagens cativantes e profundos, ou ter uma trama/mundo de aventuras impecável. Um ou outro elemento vai se sobressair e dificilmente um autor ou autora consegue explorar os dois com maestria.

Mais ou menos isso. Bem a grosso modo. Saber trabalhar bem com emoções ou transportar a pessoa para o mundo da sua história. E vou tentar te provar isso aqui, amiguinho e amiguinha serelepes e traquinas!

De onde chavascas eu tirei essa teoria? Já te digo. Bom, ainda continuo sem emprego. Pois é, hei de conseguir um em breve – é preciso sempre ter fé. Daí que dá tempo de assistir muitas coisas, sabe. Uma dessas coisas foi poder ver uma série que não via a dezenas de anos: Caverna do Dragão!

Lembra? Nó, doido demais! A Globo anda reprisando os episódios vezes e mais vezes e tenho acompanhado todos. E cheguei a uma conclusão: Caverna do Dragão é ruim pá dedéu! Sério!! É um saco depois que você entende as coisas e já viu histórias assim milhões de vezes! O rumo das coisas é previsível, a molecada sempre vence e o Vingador sempre se lasca e o Mestre dos Magos é um xarope que fala em enigmas toscos.

Tirinhas do Pança! Não deixe de ir lá, ele me ajudou com a teoria do imaginário popular!

Aceita: é ruim, sim. Demais. Mas não é de todo ruim. E estou citando D&D no começo da argumentativa por sua construção inteligente, senão genial: o que mais cativa nesse desenho são os lugares, os objetivos e as criaturas. É uma baita aventura! Das boas! Dá até para relevar os personagens. Personagens esses que são chatos, previsíveis e estereotipados, mas que representam diferentes classes de guerreiros: um é mago, outro arqueiro, outro cavaleiro e assim vai.

Sacou? Por mais imbecil, bobo e idiota que pareçam um grupo de crianças que são transportadas para um mundo paralelo e querem voltar para casa a qualquer custo - derrotando criaturas de forma até estaparfúdia e algumas vezes bem do tipo Deus Ex Machina - isso é o de menos: o legal mesmo é ver o Mestre dos Magos os mandar para o Salão dos Ossos, ou para o Cemitério de Dragões, ou o Pântano dos... bem, deu para entender.

E as criaturas também são bacanas. Fora a ideia das Armas do Poder. Tá vendo? Por mais que os personagens sejam mal trabalhados no quesito personalidade - são padrões, sem grande profundidade e tudo mais - a história fantástica dá conta do recado. Cada um pode se imaginar ou imaginar qual será o fim de cada um ali. De fato, revolucionaram o RPG, criando a forma D&D.

Calma, calma, tem mais! Quevê? Dungeons & Dragons teve 27 episódios e não teve um final de propósito para que os fãs ficassem sedentos pela série e uma continuação fosse feita, dando bilhões e bilhões de dólares para a Marvel, Toei e todos os colaboradores gananciosos. Mas não deu muito certo esse negócio de tentar reavivar a série com tudo e, apesar de o roteiro ter sido criado, nunca foi animado.

Tá, e daí, você me pergunta. Daí que surgiu um boato na net sobre o fim da série, simplesmente espetacular. Supera em muito qualquer outro roteiro ou especulação do fato. Os nossos queridos heróis estariam mortos no inferno. Por isso nunca conseguiam voltar para casa: o carrinho teria despencado da Montanha Russa, matando todos eles. Calma, tem mais: o Mestre dos Magos e o Vingador seriam a mesma pessoa, a entidade que impediam a todos de voltar para seu mundo. E até Uni, a Unicórnio chata até mandar parar também estaria envolvida no complô.

Lindo! A série toda ficou mais tragável depois disso!! Mas vamos encarar a realidade: nunca grandes estúdios fariam algo assim, ainda mais numa série animada para crianças. Isso só prova que os fãs ficaram absortos por esse universo, criando histórias e rumos para os personagens - fora o lance do RPG que já citei.

Quantas referências você vê? Eu achei cinco (passa o Mouse): Caverna do Dragão, Star Wars, Harry Potter, A Turma da Mônica e Street Fighter!

Num é? Pois é. Os personagens pecam, mas o mundo fantástico é simplesmente encantador. E já que estamos falando disso, porque não ir direto na fonte que inspirou esse seriado logo de uma vez? É, você sabe muito bem de quem estou falando aqui. Ei, é do tio Tolkien! Sim, sim, minha gente, ele em pessoa! Ele e toda Arda!

Para quem não sabe, Arda é o lugar onde se encontra a Terra Média. Assim, o mundo. Os países, continentes e mapas do lugar. Posso dizer que não existe até hoje alguém que tenha feito com tamanha maestria uma obra com o tio Tolkien. E não é exagero, não. Não existe mesmo. E te digo o porquê. O cara não inventou apenas histórias com criaturas fantásticas - criou um universo inteiro.

Claro que teve influência da mitologia nórdica e tudo o mais que todo mundo já deve saber - wargs, elfos, orc, trolls e toda sorte de criaturas - mas juntou tudo isso e aos poucos criou um lugar em que tudo aquilo foi criado, construído e evoluído. Não bastava ter um mal a ser combatido e pronto. Não, não. O tio Tolkien mostra o que é tal mal, como ele surgiu e como as pessoas se corrompem por poder. E dentro dessas suas crenças, fez o que fez e temos suas colaborações para nossa imaginação até hoje.

A obra da vida de Tolkien, porém, foi Silmarillion. Trabalhou nele durante toda sua vida, sem conseguir concluí-la de maneira satisfatória, digamos - mas bastante digna. Só que os fãs gostam mesmo de O Hobbit e de O Senhor do Anéis, que só são bons do tanto que são por causa do fato de o tio Tolkien já ter uma base bem sólida para história - tinha para ele os deuses, as característica dos elfos por seu nascimento bem como a dos anões e, bem, todo o resto.

Através disso, conseguiu montar aventuras intrigantes por diversos lugares de deixar qualquer um babando só de vislumbrar os perigos das criaturas e os lugares maravilhosos. Basta ver a descrição de Lothlórien em A Sociedade do Anel. Aliás, o fato do tio Tolkien ter desenvolvido a linguagem élfica é outro forte fator: permitiu milhares de fãs aprenderem uma linguagem de criaturas quase divinas por sua imortalidade e sabedoria (decorrente dessa) e ficarem um pouco mais perto de tal universo.

Percebe? A aventura é bem explorada por ter uma base sólida para tal mundo. Pois é, o mundo tolkiniano é mesmo impecável, seus personagens nem tanto. Assim, sem dúvida são muito bem construídos e tem seu carisma, mas o ponto alto não são as pessoas em si, mas a forma como se corrompem e vão mudando. E, na boa, qual é! Algumass personagens são bem limitadas.

Aragorn fica um saco em O Retorno do Rei, Gandalf para ser o próprio tio Tolkien na história - sabe tudo, pode tudo, conduz tudo - e, os elfos são o ó do borogodó. São os perfeitos heróis românticos, nos seus ideais de nobilidade e dever. Os outros são até aceitáveis por também terem seus erros, mas a história é mais. Mesmo. Tudo bem que o Frodo e companhia tem seus erros e acertos, mas o mais legal é ver como eles vão enfrentando as dificuldades.

Existe uma camiseta dessa! Só que é cara até, cinquenta contos. Lá no Redbug.

Como eu disse lá em cima, um autor pode até conseguir levar bem personagens e história (aqui incluo a aventura), mas uma irá se destacar. Só que no caso do tio Tolkien, por suas descrições, a história está bem além dos personagens. Sério. Eu quero que os elfos partam dos Portos Cinzentos se não for assim!

Bom, tem mais história que posso citar que acertaram em cheio na parte de nos transportar para um mundo e fazer ficarmos bem doidões e doidonas com isso. Vou te mostrar indo na ficção científica, agora. Matrix. Simples assim. O que diabos é Matrix, afinal? Uma mistureba de filosofia clássica com tecnologia moderna. Só isso. Só que os caras souberam como fazer o "isso".

Rechearam o filme com referências a Alice no País das Maravilhas, rondada por um herói messiânico, colocando muita tecnologia no meio e uma pitadinha de Platão e seu bom e velho Mito da Caverna. E isso foi o suficiente, certo? Errado! Só isso não bastaria, seria um filme chato, cansativo e pouco interessante. Tá, coloque Kung Fu no meio, Agentes e toda sorte de referências computacionais (você sabe, a paradinha de vírus, programas, coisas de TI) que querem manter o sistema, armas tresloucadas e ferozes, pessoas de sobretudo e ternos granfinos e tá feito.

Não, não foi só.

Assim, isso foi parte elementar, essencial no filme, sem o qual não seria possível. Fato. Até aí tá beleza. Mas o que tem mais? Elementos clichês que garantiriam o andamento da aventura. Uma traição, morte de aliados e uma corrida frenética para saírem com vida da Matrix, para tentarem salvar o mundo de outra forma - já que aquela que todos acreditavam parecia não ser verdadeira.

Sim, meus queridos e queridas desse meu Brasil varonil! A aventura!! O elemento da imprevisibilidade que nos deixa apreensivos, sendo essencial para aqueles que apostam na história! Ou que pretendem ter uma boa história. Você deixa a pessoa imaginar o que vai acontecer e tenta surpreendê-la - mesmo que ela não tenha entendido bulhufas da parada do mundo das máquinas, guerra com humanos, libertação das mentiras e da vida de bateria e todo o enredo que eu mesmo, pirralhinho de tudo quando vi o filme pela primeira vez, deixei passar e amei!

Vai dizer que não é épica a corrida do Neo para salvar o Morpheu e atender ao telefone? É emocionante não saber o que vai acontecer até o instante final! Coisa que os dois outros filmes fracassaram vergonhosamente - aquelas porcarias nem deveriam ter existido. Daria margem para os telespectadores imaginarem outras pessoas se libertando, os super-poderes do Neo, a nova tribulação da Nabucodonosor e mais uma infinidade de coisas que Animatrix até dá uma ponta de esperança, mas...

É mesmo, mas Matrix foi feito bem antes do bum tecnológico e da inclusão social (da qual eu me incluo) da Internet, então nem tem tantas referências na rede mundial. Além de Reloaded e Revolution terem minguado toda possibilidade de existência de continuação feita por fãs. Paciência.



Só que tem elementos clichês para o sucesso: traição. Alguns elementos são essenciais para o sucesso: o nobre herói, que no auge de sua nobilidade enfrenta todos os perigos necessários arriscando até a própria vida por seus valores; o vilão mal, mal, que nem o Pica-Pau e que não vai mudar de jeito nenhum; um traidor que acaba com a ordem do grupo e que terá um destino pouco digno; e um romancezinho básico, porque o herói é um romântico e ótimo amante atencioso que pega a gostosa.

Basicamente.

Assim, fizeram isso na adaptação de O Senhor dos Anéis. O livro não traz aquela parte de traição de Sam armada por Gollum. Bom, não da maneira como é feita no filme. Porque o filme precisa vender e traições retratam bem o mal e o sentimento a ela associado. E, bem, sei lá, as pessoas gostam de maniqueismo e isso faz sucesso. Não sei bem ao certo como acontece, sei que existe e funciona.

Num é? Verdade verdadeira, gente. Bom, para ser sincero, não cheguei nem na metade de onde queria. O mais legal mesmo vem na próxima postagem. Então, não de conferir a continuação que loguinho vou colocar! Certinho? Beleza? Não me deixem só! Eu tenho medo do escuro, do inseguro e dos fantasmas da minha voz! Espero ver vocês de novo por aqui. Até lá!!

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