Alô, você!
Tudo bem? Aqui tá, espero que aí
também. É mesmo. Bom, tem um tempinho que não posto nada interessante, né? Pois
é, eu sei. Assim, gostei de escrever sobre o Sol, mas tá mais para aquelas
loucuras internas minhas. Pelo menos já tenho um arquivo sobre o assunto. Qualquer
dia desses, quando der a louca de novo, falo sobre a influência solar na
cultura humana. Se bem que é preciso pesquisa mitológica para isso. É mesmo.
Mas nem era disso que eu queria falar.
Nessa semana - e nas próximas, se
tudo der certinho e nada mais legal invadir minha cuca maluca - vou falar mais
de coisas pessoais e de meus planos fantásticos para um futuro bonito e
brilhante que está a me esperar. Em um futuro, bem próximo, espero.
Ainda bem que sonhar é de graça,
né?
Pois é, faz até bem para saúde
gastar um tempinho imaginando e abstraindo futuros possíveis. Ou vai dizer que
vocês aí sentadinhos e sentadinhas nunca ficaram imaginando como seriam as suas
vidas com um fulaninho ou fulaninha, carros, praias, castelos, jetpacks, armas
a laser, sabres de luz, supersônicos movidos a bateria solar e coisas assim?
Aposto que sim!
Mas olha eu divagando! Deixa eu
continuar. Então, resolvi falar sobre um tema livre, sem ter de pesquisar algo
científico – e colocar meus pareceres bisonhos a respeito. Falar dos meus
planos e até dos objetivos do blog. Pois é, deixa eu abrir meu coração, agora.
♥
Chega mais pertinho aqui. Escuta,
escuta, vou falar só para você. Eu vou escrever um livro! Não é legal? Pretendo
usar mais ou menos a mesma linguagem que venho usando por aqui e inclusive usar
algumas informações e ideias, além de imagens bacanas que venho coletando há
uns tempos. Procevê! E hoje resolvi falar da minha pesquisa (recente) sobre
como fazer isso direito.
Tomara que fique tão lírico como o Caetano, tão profundo quanto o Jorge e tão crítico quanto o Saramago!
É assim, deixa eu te dizer. Para
escrever o tal livro, preciso ter uma história concisa e envolvente, que cative
quem estiver lendo. Algo que não é nada, nada fácil. Já vem de longa data tendo
experiências aqui no blog - colocando imagens para ver se a galera lê o artigo
todo, analisando os comentários vendo quais são o que deram mais o que falar e
coisas do tipo, sabe.
Pois é. Tem um tempinho que venho
avaliando histórias em quadrinhos, animações e os grandes livros, todos com
relativo sucesso e aceitação popular. E é sobre esse ponto que quero discorrer.
Personagens e histórias. Sim! Pode ignorar toda introdução e (meus mais
sinceros sentimentos ali em cima) a coisa toda até aqui. E me corrijam se eu
estiver errado.
Assim, não acho que esteja errado
e dificilmente alguém vai me convencer do contrário, mas é sempre bom ouvir
diversas opiniões. Esses pareceres são aquilo que me parecem fazer uma boa
trama, mas posso estar equivocado e diferentes opinões me ajudariam a ver isso.
Não é? Pois então. Comentaí!
Hmm... por onde eu começo?
Difícil. Bom, deixa eu tentar um resumão geral para depois ir especulando. É,
acho que assim seria a melhor maneira. Segundo minhas observações, é essencial
ter um desses dois elementos para uma história de sucesso: ou personagens
cativantes e profundos, ou ter uma trama/mundo de aventuras impecável. Um ou
outro elemento vai se sobressair e dificilmente um autor ou autora consegue
explorar os dois com maestria.
Mais ou menos isso. Bem a grosso
modo. Saber trabalhar bem com emoções ou transportar a pessoa para o mundo da
sua história. E vou tentar te provar isso aqui, amiguinho e amiguinha serelepes
e traquinas!
De onde chavascas eu tirei essa
teoria? Já te digo. Bom, ainda continuo sem emprego. Pois é, hei de conseguir um
em breve – é preciso sempre ter fé. Daí que dá tempo de assistir muitas coisas,
sabe. Uma dessas coisas foi poder ver uma série que não via a dezenas de anos:
Caverna do Dragão!
Lembra? Nó, doido demais! A Globo
anda reprisando os episódios vezes e mais vezes e tenho acompanhado todos. E
cheguei a uma conclusão: Caverna do Dragão é ruim pá dedéu! Sério!! É um saco
depois que você entende as coisas e já viu histórias assim milhões de vezes! O
rumo das coisas é previsível, a molecada sempre vence e o Vingador sempre se
lasca e o Mestre dos Magos é um xarope que fala em enigmas toscos.
Tirinhas do Pança! Não deixe de ir lá, ele me ajudou com a teoria do imaginário popular!
Aceita: é ruim, sim. Demais. Mas
não é de todo ruim. E estou citando D&D no começo da argumentativa por sua
construção inteligente, senão genial: o que mais cativa nesse desenho são os
lugares, os objetivos e as criaturas. É uma baita aventura! Das boas! Dá até
para relevar os personagens. Personagens esses que são chatos, previsíveis e estereotipados,
mas que representam diferentes classes de guerreiros: um é mago, outro
arqueiro, outro cavaleiro e assim vai.
Sacou? Por mais imbecil, bobo e
idiota que pareçam um grupo de crianças que são transportadas para um mundo
paralelo e querem voltar para casa a qualquer custo - derrotando criaturas de
forma até estaparfúdia e algumas vezes bem do tipo Deus Ex Machina - isso é o de menos: o legal mesmo é ver o Mestre
dos Magos os mandar para o Salão dos Ossos, ou para o Cemitério de Dragões, ou
o Pântano dos... bem, deu para entender.
E as criaturas também são
bacanas. Fora a ideia das Armas do Poder. Tá vendo? Por mais que os personagens
sejam mal trabalhados no quesito personalidade - são padrões, sem grande
profundidade e tudo mais - a história fantástica dá conta do recado. Cada um
pode se imaginar ou imaginar qual será o fim de cada um ali. De fato,
revolucionaram o RPG, criando a forma D&D.
Calma, calma, tem mais! Quevê?
Dungeons & Dragons teve 27 episódios e não teve um final de propósito para
que os fãs ficassem sedentos pela série e uma continuação fosse feita, dando
bilhões e bilhões de dólares para a Marvel, Toei e todos os colaboradores
gananciosos. Mas não deu muito certo esse negócio de tentar reavivar a série
com tudo e, apesar de o roteiro ter sido criado, nunca foi animado.
Tá, e daí, você me pergunta. Daí
que surgiu um boato na net sobre o fim da série, simplesmente espetacular.
Supera em muito qualquer outro roteiro ou especulação do fato. Os nossos queridos
heróis estariam mortos no inferno. Por isso nunca conseguiam voltar para casa:
o carrinho teria despencado da Montanha Russa, matando todos eles. Calma, tem
mais: o Mestre dos Magos e o Vingador seriam a mesma pessoa, a entidade que
impediam a todos de voltar para seu mundo. E até Uni, a Unicórnio chata até
mandar parar também estaria envolvida no complô.
Lindo! A série toda ficou mais
tragável depois disso!! Mas vamos encarar a realidade: nunca grandes estúdios
fariam algo assim, ainda mais numa série animada para crianças. Isso só prova
que os fãs ficaram absortos por esse universo, criando histórias e rumos para
os personagens - fora o lance do RPG que já citei.
Quantas referências você vê? Eu achei cinco (passa o Mouse): Caverna do Dragão, Star Wars, Harry Potter, A Turma da Mônica e Street Fighter!
Num é? Pois é. Os personagens
pecam, mas o mundo fantástico é simplesmente encantador. E já que estamos
falando disso, porque não ir direto na fonte que inspirou esse seriado logo de
uma vez? É, você sabe muito bem de quem estou falando aqui. Ei, é do tio
Tolkien! Sim, sim, minha gente, ele em pessoa! Ele e toda Arda!
Para quem não sabe, Arda é o
lugar onde se encontra a Terra Média. Assim, o mundo. Os países, continentes e
mapas do lugar. Posso dizer que não existe até hoje alguém que tenha feito com
tamanha maestria uma obra com o tio Tolkien. E não é exagero, não. Não existe
mesmo. E te digo o porquê. O cara não inventou apenas histórias com criaturas
fantásticas - criou um universo inteiro.
Claro que teve influência da
mitologia nórdica e tudo o mais que todo mundo já deve saber - wargs, elfos,
orc, trolls e toda sorte de criaturas - mas juntou tudo isso e aos poucos criou
um lugar em que tudo aquilo foi criado, construído e evoluído. Não bastava ter
um mal a ser combatido e pronto. Não, não. O tio Tolkien mostra o que é tal
mal, como ele surgiu e como as pessoas se corrompem por poder. E dentro dessas
suas crenças, fez o que fez e temos suas colaborações para nossa imaginação até
hoje.
A obra da vida de Tolkien, porém,
foi Silmarillion. Trabalhou nele durante toda sua vida, sem conseguir
concluí-la de maneira satisfatória, digamos - mas bastante digna. Só que os fãs
gostam mesmo de O Hobbit e de O Senhor do Anéis, que só são bons do tanto que
são por causa do fato de o tio Tolkien já ter uma base bem sólida para história
- tinha para ele os deuses, as característica dos elfos por seu nascimento bem
como a dos anões e, bem, todo o resto.
Através disso, conseguiu montar
aventuras intrigantes por diversos lugares de deixar qualquer um babando só de
vislumbrar os perigos das criaturas e os lugares maravilhosos. Basta ver a
descrição de Lothlórien em
A Sociedade do Anel. Aliás, o fato do tio Tolkien ter
desenvolvido a linguagem élfica é outro forte fator: permitiu milhares de fãs
aprenderem uma linguagem de criaturas quase divinas por sua imortalidade e
sabedoria (decorrente dessa) e ficarem um pouco mais perto de tal universo.
Percebe? A aventura é bem
explorada por ter uma base sólida para tal mundo. Pois é, o mundo tolkiniano é
mesmo impecável, seus personagens nem tanto. Assim, sem dúvida são muito bem
construídos e tem seu carisma, mas o ponto alto não são as pessoas em si, mas a
forma como se corrompem e vão mudando. E, na boa, qual é! Algumass personagens
são bem limitadas.
Aragorn fica um saco em O Retorno do Rei,
Gandalf para ser o próprio tio Tolkien na história - sabe tudo, pode tudo,
conduz tudo - e, os elfos são o ó do borogodó. São os perfeitos heróis
românticos, nos seus ideais de nobilidade e dever. Os outros são até aceitáveis
por também terem seus erros, mas a história é mais. Mesmo. Tudo bem que o Frodo
e companhia tem seus erros e acertos, mas o mais legal é ver como eles vão
enfrentando as dificuldades.
Existe uma camiseta dessa! Só que é cara até, cinquenta contos. Lá no Redbug.
Como eu disse lá em cima, um
autor pode até conseguir levar bem personagens e história (aqui incluo a
aventura), mas uma irá se destacar. Só que no caso do tio Tolkien, por suas
descrições, a história está bem além dos personagens. Sério. Eu quero que os
elfos partam dos Portos Cinzentos se não for assim!
Bom, tem mais história que posso
citar que acertaram em cheio na parte de nos transportar para um mundo e fazer ficarmos
bem doidões e doidonas com isso. Vou te mostrar indo na ficção científica,
agora. Matrix. Simples assim. O que diabos é Matrix, afinal? Uma mistureba de
filosofia clássica com tecnologia moderna. Só isso. Só que os caras souberam
como fazer o "isso".
Rechearam o filme com referências
a Alice no País das Maravilhas, rondada por um herói messiânico, colocando
muita tecnologia no meio e uma pitadinha de Platão e seu bom e velho Mito da
Caverna. E isso foi o suficiente, certo? Errado! Só isso não bastaria, seria um
filme chato, cansativo e pouco interessante. Tá, coloque Kung Fu no meio,
Agentes e toda sorte de referências computacionais (você sabe, a paradinha de
vírus, programas, coisas de TI) que querem manter o sistema, armas tresloucadas
e ferozes, pessoas de sobretudo e ternos granfinos e tá feito.
Não, não foi só.
Assim, isso foi parte elementar,
essencial no filme, sem o qual não seria possível. Fato. Até aí tá beleza. Mas
o que tem mais? Elementos clichês que garantiriam o andamento da aventura. Uma
traição, morte de aliados e uma corrida frenética para saírem com vida da
Matrix, para tentarem salvar o mundo de outra forma - já que aquela que todos
acreditavam parecia não ser verdadeira.
Sim, meus queridos e queridas
desse meu Brasil varonil! A aventura!! O elemento da imprevisibilidade que nos
deixa apreensivos, sendo essencial para aqueles que apostam na história! Ou que
pretendem ter uma boa história. Você deixa a pessoa imaginar o que vai
acontecer e tenta surpreendê-la - mesmo que ela não tenha entendido bulhufas da
parada do mundo das máquinas, guerra com humanos, libertação das mentiras e da
vida de bateria e todo o enredo que eu mesmo, pirralhinho de tudo quando vi o
filme pela primeira vez, deixei passar e amei!
Vai dizer que não é épica a
corrida do Neo para salvar o Morpheu e atender ao telefone? É emocionante não
saber o que vai acontecer até o instante final! Coisa que os dois outros filmes
fracassaram vergonhosamente - aquelas porcarias nem deveriam ter existido. Daria
margem para os telespectadores imaginarem outras pessoas se libertando, os
super-poderes do Neo, a nova tribulação da Nabucodonosor e mais uma infinidade
de coisas que Animatrix até dá uma ponta de esperança, mas...
É mesmo, mas Matrix foi feito bem
antes do bum tecnológico e da inclusão social (da qual eu me incluo) da
Internet, então nem tem tantas referências na rede mundial. Além de Reloaded e
Revolution terem minguado toda possibilidade de existência de continuação feita
por fãs. Paciência.
Só que tem elementos clichês para
o sucesso: traição. Alguns elementos são essenciais para o sucesso: o nobre
herói, que no auge de sua nobilidade enfrenta todos os perigos necessários
arriscando até a própria vida por seus valores; o vilão mal, mal, que nem o
Pica-Pau e que não vai mudar de jeito nenhum; um traidor que acaba com a ordem
do grupo e que terá um destino pouco digno; e um romancezinho básico, porque o
herói é um romântico e ótimo amante atencioso que pega a gostosa.
Basicamente.
Assim, fizeram isso na adaptação
de O Senhor dos Anéis. O livro não traz aquela parte de traição de Sam armada
por Gollum. Bom, não da maneira como é feita no filme. Porque o filme precisa
vender e traições retratam bem o mal e o sentimento a ela associado. E, bem,
sei lá, as pessoas gostam de maniqueismo e isso faz sucesso. Não sei bem ao
certo como acontece, sei que existe e funciona.
Num é? Verdade verdadeira, gente.
Bom, para ser sincero, não cheguei nem na metade de onde queria. O mais legal
mesmo vem na próxima postagem. Então, não de conferir a continuação que
loguinho vou colocar! Certinho? Beleza? Não me deixem só! Eu tenho medo do
escuro, do inseguro e dos fantasmas da minha voz! Espero ver vocês de novo por
aqui. Até lá!!



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