domingo, 4 de setembro de 2011

O que diabos é o Capitalismo, afinal?

Oi.

Beleza? Beleza. Olha eu aqui de novo! Como foi a semana de vocês, gente? Espero que tenha ido tudo bem. A minha foi um meio pacata, mas foi legalzinha, sabe. É mesmo. Aliás, foi até bacana, sabe por quê? Porque tinha uma ideia genial para o post de hoje! Vou te contar agora mesmo!

Bom, essa semana estive estudando Geografia. Sabe como é, né? Ce’ la vie. Daí que cai na real de como a coisa é boa. Mesmo. Assim, já não é (mais) segredo que tive um mentor, e que o cara era um professor de Geografia. Isso foi há uns cinco anos, já. Acontece que agora eu descobri o motivo de admirar tanto o carinha: por causa dos conhecimentos dele a respeito do funcionamento das coisas.

Tipo, ele era inteligente, vivido e bastante esperto. Já tinha morado em alguns países da Europa (lado B, digamos), sabia falar umas três línguas e entendia de negócios – afinal, o cara era libanês. O professor Tahan. Ele ainda deve dar aula no meu antigo colégio. Mais ou menos um ano, ele estava num programa de rádio falando sobre casamento ( no Papo-Cabeça ou seja lá qual for o nome do quadro que passa cedinho na Rádio Interativa).

Enfim, daí que tava lendo e tive um momento de epifania locona. E dei por mim como as coisas acontecem. Já tentei falar sobre isso quando quis falar de dinheiro – e ficou um lixão, já que só enrolei e viajei enquanto escrevia. A questão não é o dinheiro, mas a forma toda de como as pessoas se organizam. O sistema econômico, sabe? Aquilo que alguns chamam de liberalismo e outros de capitalismo.

Sei que é um pouco chato, mas é importante para mim, sabe. Pois é, andei lendo sobre isso. E minha conclusão depois de tudo foi a de que a ideia de um sistema comunista ou mesmo socialista é um grande delírio. Dos grandes. O que podemos fazer é lutar por igualdade, combater as injustiças e irregularidades de liberdades trazidas pelo poder arraigado no dinheiro e em seu acúmulo. E, dentro do que já temos, viver de maneira mais integra e digna.

Antes que algum marxista enfurecido venha me atacar por minha pequena introdução sobre o assunto, vai vendo tudinho. É sério. Porque o marxismo tem uma falha gigantesca: parte do princípio que o homem é um ser decente por natureza. E, bem, ele não é. É a mesma falha das religiões.

E não sou só eu que acho isso. Não, não. O que escrevi aí em cima são as colocações do Woody Allen no comecinho de “Tudo pode dar certo”. Um filme fantástico, aliás. Eu recomendo!

Como agora estou pautado em um livro de Geografia, fico mais tranqüilo para falar do assunto. Para quem quiser conferir e ler (pulando minhas intervenções chatas e pareceres a respeito do sistema) o nome do livro é: Geografia Geral: O Homem no Espaço Global, do Elian Alabi Lucci. Editora Saraiva.

Então chega de sofisma, e vamos ao que interessa. Como se define o Capitalismo?

Capitalismo é um sistema sócio-econômico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção, como lojas, fábricas, terras, que pertencem a agentes econômicos privados. Em alguns países, o Estado também os possui. A mão-de-obra é livre e assalariada e todos procuram o acúmulo de capital (lucro). O mercado é orientado pela lei de oferta e da procura.

"Procura?"

Isso é simples e fácil de entender. Se você vai na papelaria e compra um caderno, aquele caderno passa a ser direito seu, único e exclusivamente para fazer o que bem entender. Se alguém o tomar ou casar algum dano, terá de arcar com conseqüências legais. E o sistema se divide naqueles que possuem meios para grande acúmulo de capital (burguês) e aqueles que não possuem meio de conseguí-lo, tendo de se submeter aqueles que possuem os meios.

Minha explicação foi totalmente marxista, porque nunca tive alguém que me explicasse a coisa toda de outra maneira. É bem comum ouvir nos corredores de faculdade de ciências humanas de que eles não formam professores, formam marxistas. Mas vamos pensar um pouco aqui.

Nos primórdios da humanidade, como seria a forma de vida? Não faço a mínima ideia. Não devia ser nada, nada bom. A natureza pode ser muito cruel, e as pessoas tinham diferentes formas de enfrentá-la. Isso porque dependia muito do local onde cada qual se localizava. Mas, inteligentes que somos, seres da raça dos homens humanos, conseguimos ir mudando tudo usando a cuca. Aos poucos dominando instrumentos, aprendendo a arte da coleta, confecção de roupas, construção de armas e abrigos e tudo o mais.

Certa vez vi a habilidade de um carinha de uma tribo dos confins de nossas terras. Apenas trançando folhas de uma árvore (parecida com a palmeira), ele era capaz de fazer uma casa resistente à chuva. Além de muitas possuírem cerâmicas fantásticas, além de técnicas de parto incríveis. E estou falando de tribos indígenas brasileiras. Ou seja, o homem é capaz de criar e modificar a natureza, ou pelo menos conseguiu fazer durante o passar do tempo.

Nessas mesmas tribos sempre tinha uma velha tarada que, por ser velha tinha direitos ilimitados, fazia piadas infames e de baixo calão. E um senhorzinho que ridicularizava um grupo de mulheres que só andavam de saia e tinham vergonha de mostrar suas vergonhas frente a câmeras, rindo e imitando-as de longe. Essa é a prova de que ninguém é santo ou livre de imoralidades e o capital não implanta “maldades em ninguém”. No muito os agrava.

Mas deixa eu voltar. Onde eu tava mesmo? Ah é, na parte do desenvolvimento. Então, conforme o grupo vai crescendo devido ao domínio de novas técnicas e formas de modificar e qualificar o meio onde vive – seja desviando rios através de diques ou construindo materiais de transporte para carregar matérias para construção de objetos – se faz necessário certa organização. Para que determinado grupo prospere.

Com essa modificação na forma de vida, pela construção de monumentos, confecção de objetos, cultivo de alimentos e animais, era impossível não ter mudado as relações entre as pessoas. Caso contrário, as civilizações nunca avançariam. A tudo isso o velho Marx chamou de trabalho – e essa forma de trabalho modifica homem. Sem dúvida nenhuma. Nenhuma! E nada mais natural classificar e respeitar as pessoas pelas funções que exerciam na comunidade. Daí apareceu as formas de diferenciação entre as pessoas.

Acho que foi assim, sabe. Um curandeiro, ou a pessoa que adquiri as artes medicinais de uma tribo ou civilização qualquer que consegue curar as pessoas vai obter muito mais crédito e respeito do que um indivíduo que prepara as refeições ou caça, por exemplo. Porque essas artes podem ser aprendidas e não são tão complexas. Agora, a de curar uma enfermidade já é algo mais perigoso.

O que diria expulsar aquilo que não se compreende, que assombra ou aterroriza. As pessoas que predizem (e algumas vezes acertam) acontecimentos futuros. Que interpretam sonhos. Não é de se estranhar a força de um pajé, líder espiritual e curandeiro de algumas tribos – apenas de algumas, não é via de regra.


Independente do sistema econômico, já que ainda nem entramos no capitalismo ainda, a estruturação já acontecia: as divisões já eram presentes – e olha que citei apenas alguns fatores que “deduzi”, digamos – como formas de organização de uma civilização. Talvez a eterna gratidão das pessoas de uma para com as outras foi estabelecendo o respeito, tratamento e tudo mais. Talvez, quem sabe...

O que acontece é que, com certo domínio da natureza, a expansão demográfica foi acontecendo. Mais e mais pessoas foram nascendo e ocupando o espaço. E a divisão de tarefas, trabalhos, ofícios foram ficando cada vez mais complexo e mais segregador. Limites territoriais, propriedades de terra e diferenciação social foram necessárias – simplesmente acontecendo.

Nada mais natural com o domínio de técnicas de arado, domínio da criação de animais e sucessivos progressos na fabricação de instrumentos, desenvolvendo inclusive a metalurgia, faziam com que aproveitassem as colheitas e estocassem toda sorte de mercadorias – como armas, tecidos, animais, sei lá mais o que. Daí que poderiam trocar os excedentes.

Também uma explicação marxista. Segundo os historiadores dessa linha, a troca entre produtos eram feitas equiparando tempo de trabalho investido neles. Um litro de leite equivaleria a duas camisas de algodão, já que o tempo para extrair um litro de leite era o mesmo que para se confeccionar duas camisas de algodão. Ou mais ou menos aproximado. Ao menos é assim que conta a lenda.

Mas aí alguém resolveu criar a moeda. Como, quando e por quê? Não vou tentar saber isso de novo. Já viajei na maionese aqui um vez e não gostei nada, nada do resultado. O fato é que as pessoas gostam de coisas amarelas e prateadas brilhantes e arranjaram uma forma de obter isso. Com certeza quando começaram a aprimorar técnicas de metalurgia.

Daí que a moeda era uma maneira mais prática e eficaz de comércio, já que devia ser bastante entediante ter de ficar fazendo cálculos de horas por mercadoria, além de ser um horror as maneira de dar o troco. Com uma moeda de ouro valendo por vinte de prata já era um bom começo.

Basicamente assim se originou o comércio. E como nessa altura do campeonato a civilização devia ter um líder supremo – rei, faraó, imperador, czar, fhürer, xamã ou qualquer coisa do gênero – era bastante comum entrar em combate com outros povos em busca de novos territórios e tentativas de domínio pessoal. O que era bom para conhecer novos povos e pessoas (que se geralmente se tornavam escravos) e saber como elas se viravam e organizavam (como eu já disse, cada um se desenvolve como pode, diferente uns dos outros).

E quanto mais se tem, mais se quer, a ambição humana não tem limites se não refreadas. E para tanto começar a quebrar a cachola para expandir todos os horizontes possíveis e imagináveis. E não pensavam em por tudo a perder, já que alguns tinham certeza de que nunca perderiam.

Sério, não tenho fontes para provar, mas se você procurar vai achar rapidinho. Alguns César se jogavam do alto de prédios pensando serem deuses e que poderiam voar. Outros iam para guerra pensando serem imortais – e jamais voltavam. Outros eram só boçais mesmo e morriam por não agradarem nem ao seu povo, nem aos que os geriam.

A ambição humana não tem limites. É isso que estou tentando dizer, entende? Foi isso que o tio Tolkien me ensinou em todos seus livros (pelo menos os que eu li). E é exatamente esse o motivo dele ser tão fantástico. Em “O Hobbit”, temos uma situação retratando tudo isso aqui: depois que o dragão Smaug morre, os anões (só o líder deles, que acaba por representar todos... assim como acontecem sempre) entram em embate com meia Terra-Média por causa do tesouro há muito perdido. E quase acontece mesmo um estrondosa guerra.

Agora pega a história do Um Anel. Bom, é alto explicativa. Pois é. O mal está no homem, não no sistema em si. Não trata de partilhar ou acumular. Não, não. Trata de regular as pessoas que o fazem. E aplicar tal fiscalização. É, tô falando de leis, agora. Legislação e tudo o mais – nada mais sendo reflexo de um sistema bem organizado. Entende? É a relação entre os homens que deve ser analisada...

Tá meio nada a ver, né? Calma que vou tentar exemplificar melhor. Deixa eu voltar para os rumos da história, então. Dizia eu que na aritmética que as ambições, depois de certa hegemonia levam ao inevitável avanço tecnológico. E, vendo as riquezas conquistadas por guerras e expansão territorial, os reinos em expansão procuravam suas riquezas como podiam. Mas nem sempre tinham como comercializar. Outros povos também tinham técnicas de domínio de rotas comerciais.

É, pedágios. E é, sabiam como lutar bem e proteger as rotas. Afinal, não existe terra de ninguém, sempre existe alguém ocupando algum lugar. Qual a solução? Procurar outras rotas. Se não vai por terra, vai por mar: o jeito era aprimorar a navegação e arrumar outro rumo para ir para as bandas onde as especiarias são exóticas e interessantes. Comercializar, comercializar! E diferentes coisas obter e comprar!!

É, estou falando das Grandes Navegações. Foi, a grosso modo, assim que tudo aconteceu. O rei queria suas especiarias indianas, os bárbaros bloqueavam o caminho, Colombo convenceu em dar uma voltinha no mundo para resolver o problema e pronto, lá estava as pessoas arriscando tudo para uma vida menos miserável. E a coisa era mesmo arriscada: os lucros da expedição poderiam fazer a vida de um marujo, mas as chances de falhar era de quase sessenta por cento...

Mas, é como dizem: “Navegar é preciso, viver não é preciso”. E isso pode ser no sentido de exatidão (além do sentido de necessidade), já que a ciência da época desenvolveu a bússola, o astrolábio e a pólvora. Tá, foram os chineses, mas quem se importa e liga para isso? Depois de conquistar o mundo, ninguém se atreveria a questionar nada. É mesmo.

O fato é que o comércio começou a ganhar escalas intercontinentais. E novamente as coisas iriam mudar. Portugal, Espanha, Inglaterra, Holanda e França possuíam suas fontes de riqueza além mar, o que acabou por fortalecer e contribuir para formação dos Estados Nacionais tal como conhecemos hoje. A escravidão negreira também era a principal forma de adquirir as matérias.

Ah é, é importante dizer que as tribos africanas lutavam entre si. A perdedora era escravizada e comercializada com os europeus. Tal qual ainda hoje. Existem muito conflitos por lá – e sempre houve, já que a variação étnica africana é algo estrondoso. O fato de uma pessoa ser preta não quer dizer nada, existem muitos tipos de pretos e pretas, muito mais variações do que em qualquer parte do mundo.

Mas para que saber disso, se a pessoa for negra é descendente do continente africano e pronto. Ironias a parte, considero maior preconceito essas formas de tratamento. Preto é cor, assim como branco. Se uma pessoa é branca, a outra é preta. Não negra. Não afrodescendente. Preta. O que há de errado? Se você não usar a palavra para ofender, não há NADA de errado.

E ainda me fascino pela variabilidade genética por lá. O número de tribos é algo simplesmente encantador e a forma como os traços ósseos e musculares (que são as melhores) são variáveis mais ainda. Passa a reparar que você vai ver.

(Isso inclui ver gente pelada).


*Aham*

Enfim, com os primórdios da globalização, as formas de produzir mercadorias também foram mudando. Especificando cada vez mais. Para umas tarefas bastavam a força bruta. Para outras, um refinamento mais apurado. E com toda essa mudança, com o lance das novas colônias intercontinentais uma pequena ilha começou a aprimorar suas artes mecânicas cada vez mais.

Talvez pelo seu pequeno tamanho, talvez por sua localização, talvez pela forma de organizar seu povo, não dá para saber ao certo. Talvez por tudo isso e mais. O fato é que a Inglaterra desenvolveu tecnologias de máquinas a carvão e a vapor. Isso resultou na produção de muitas mercadorias. Mais uma vez, as formas de vida se modificariam.

E daí eu entendo toda a teoria de Marx. E, de fato, estava certíssimo – para sua época. Pessoas tinham de trabalhar dezesseis horas diárias para conseguirem alimento (e haviam aglomerado delas ao redor das fábricas, a princípio próximo das minas de carvão ou de onde se extraiam as matérias primas. Com o avanço tecnológico, como o trem, aos poucos isso foi tornando-se desnecessário).

As condições eram desumanas: até crianças trabalhavam quase tanto quanto adultos. Aos poucos – e não sem luta – , as condições foram mudando. Na França, crianças trabalhavam apenas oito horas por dia. Ainda quase um trabalho escravo, mas já um avanço se considerado o contexto.

O fato é que agora já não era a obtenção de lucro e riquezas (somente) e sim a produção de mercadorias. O nascimento já não era tanto um fator essencial assim, apesar de ainda ser importante ter o sangue azul. Tal forma de produção modificou a vida social. Como já disse, novas formas de organização precisaram ser pensadas – já que os ex-camponeses se aglomeravam ao redor das fábricas para trabalharem e condições muito precárias.

Imagino que a coisa toda devia ser uma baita favelão. Do tipo dos morros que a gente vê em filmes como “Tropa de Elite”, sabe? Só que com uma diferença: pior! A coisa toda devia ser um poleiro só! E por isso mesmo se fez necessário mudanças estruturais, como espaço entre as casas, escoamento de esgotos e coisas assim. Não posso dar certeza (e devo estar falando besteira), mas se brincar deve ter sido por aqui que a ideia de divisão de cômodos nas casas deve ter se aprimorado.

Ou você acha que quartos, salas e banheiros sempre existiram como nós conhecemos? Nunca tinha pensado nisso, né? Não, não precisa agradecer. Pesquisa lá no Google e conta para gente como a coisa toda aconteceu, beleza? Fechô!

Além disso, foram necessárias o alargamento de estradas e novas formas de transportar as mercadorias, levando a novo progresso científico. E cada país se virava como podia. O Japão, a Alemanha e os Estados Unidos que o digam, cada um se desenvolveu conforme sua infra-estrutura de transporte e energia.

Daí começamos a caminhar para o mundo tal qual conhecemos: tivemos o trator, a máquina de escrever, a geladeira, o jornal, o cinema, o tem, a vitrola. Novas formas de construir (edifícios), novas formas de alimentos (vitaminas e remédios).

Até o momento das empresas se expandirem a tal ponto de adquirirem expansões internacionais. Parte de certa empresa era vendida a outros, que poderiam obter certa porcentagem do lucro que ela obtivesse. Quanto maior o lucro, maior a divisão entre todos os compradores (que compravam a determinado preço e poderiam revender mais caro ainda se a empresa tivesse bons retornos).

É o mercado de ações. É o capital financeiro. É a era do sistema bancário e de novas formas de negócios. Era de investimentos gigantescos, união de vários empreendedores e produção de mercadorias a longas escalas (e até mesmo diferentes países). Era do holding (compra de empresas através de ações), do truste (controle total da produção de determinado produto, de sua extração até sua comercialização), do cartel (tabelamento de preços, violando o direito de livre concorrência).

Era essa que precisa ser fiscalizada para evitar que um homem explore e mate o outro por conta de sua própria ambição. Uma era cheia de perrengues, já mostrando seus sinais de desgastes e sua queda. Qual será nosso próximo passo e formas de mudar a vida? Sei lá! Mas pode ter certeza que não vai ser um lugar onde o Estado divida e cuide de seu povo. Não vai ser socialista ou comunista, é o que estou dizendo. Isso porque nunca foi dessa forma e nunca vai ser.

Porque estamos esquecendo que somos homens que necessitam de fiscalização, de que não somos excelentes por natureza e de que nenhum sistema se adequa a igualdade – não é tendência natural de nosso espírito vivente – mas que não devemos de deixar de lutar por ela. Dentro do sistema que já temos. Com todas as nossas forças!

O sistema é bruto e o processo é lento, como diria o Daniel Sousa lá do C.A da faculdade. Devemos lutar pela dignidade e igualdade, não pelo delírio e utopia. Trata de modificar o que já temos, e não destruir e tentar fazer de novo – é sério, o Psol acredita mesmo nisso. Enfim, o sistema de trocas sempre existiu e deu certo. E, apesar da exploração, todas as horas de trabalho e tudo o mais, as pessoas podem usufruir de tudo que é produzido. Das tecnologias, eu digo. E gostam muito disso.

As mesmas tecnologias que nos trouxeram onde trouxeram. Onde chegamos onde chegamos. E aonde pretendemos chegar. E isso é outra viagem de minha parte. Quer ver? Para que diabos o homem quer tanto ir para o espaço? Pensa comigo. Para que, afinal, toda essa tecnologia, explorar e estudar sobre o tempo, grandes massas informes e vazias de gravidades infinitas, fusões nucleares a base de Hélio e a coisa toda?

Para mostrar força uns para os outros. Eu me contentaria com toda historinha da Guerra Fria, pessoas do Leste Europeu mandando bichos na órbita do planeta e Norte Americanos mandando pessoas jogarem golfe na lua para provarem que são fodos e podem se explodir uns aos outros. Mas, e agora? E hoje?

A NASA ainda prossegue nos seus estudos. Vários outros países também mostram que podem ser descolados os suficientes para dar uma voltinha espacial (como foi o caso do Marcos Pontes daqui do Brasil, por exemplo, e um dos motivos porque foi importante ter um astronauta brincando de plantar feijões por lá – mostrar a soberania do Brasil). E procuram por vidas inteligentes. Mas não creio que a coisa seja tão bonitinha assim, não.

Durante todo o texto eu falei de expansão de domínios, conquistas e a coisa toda. Será que não seria por isso? Tá, viajei agora. Longe. Admito. Tá, pode parar de rir agora. Sério, para que eu quero continuar. Para, véi!!

Hunf...

Veja bem, não estou dizendo que nós queremos dominar outros povos e planetas. Mas pode ser o temor de acontecer o contrário: e se quiserem nos dominar? O mínimo seria ter um plano de fuga. Seria mesmo absurdo pensar em outras vidas planeta a fora a fim de quererem negociar algo conosco, mas nunca se sabe. O que quero dizer é que tem coelho nesse mato. Talvez já exista contato devido as evidências estranhas em milharais e pirâmides. Talvez não e eu esteja com teorias conspiratórias. O fato é que quero uma explicação digna para pesquisarmos o espaço!

Segundo o Professor Tahan, que eu disse lá em cima, a pesquisa intensiva se deve ao fato de que há muito anos nada cai na Terra. E, bem, nunca se sabe o que matou os dinossauros, ou o que originou a vida. Se os dois casos foram objetos do espaço locões e sem rumo, é bom mesmo precaver, mesmo. Não seria nada bom que algo estranho espatifasse aqui e terminasse com tudo.

Só que, assim, sei se é só por isso não. Sei lá, intuição feminina (apesar de eu ser menino). Meu sétimo sentido de Arayashiki não costuma falhar para essas coisas.

Seja por novos horizontes ou só para matar o tempo, o fato é que por hoje já ta bom. Quero saber a opinião de vocês. E aí? Nada a ver? Tudo a ver? Devo lançar um livro? Devo mostrar isso a um marxista e correr o risco de perder a vida? Devo ficar quieto e voltar a escrever nerdices vãs?

Digam, pessoas, digam! A opinião de vocês tem valor aqui! Podem não ter em qualquer outro lugar, mas aqui teem! Fiquem a vontade, opinem, mandem esse texto para Dilma, ignorem tudo, sei lá!!

Espero ver vocês por aqui em breve.

Até mais!

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