Cês tão bem? Tomara que sim. Eu tô como sempre, sabe. Triste, pois é. Incrivelmente, nos últimos tempos no domingo tenho acordado como se alguém tivesse me mastigado, visto como sou borrachudo, sem sal e sabor e cuspido. Pois é, ressaca. E olha que eu nem bebo. Sério mesmo.
É mesmo. Para variar continuo sem nenhuma motivação para falar sobre a vida e coisas assim. Mas acho que descobri o motivo disso. Falta de contato social. Mesmo. Só tenho ficado em casa lendo e mexendo no pc... preciso ver gente, interagir, trocar ideias. Assim vou ter mais no que pensar. Eu acho.
Enfim, tava totalmente sem assunto para falar hoje. De fato, ia deixar o dia passar em branco. É, a coisa tá feia. Sabia que um dia o bloqueio iria chegar, mas esperava que não fosse tão logo. E por mais que exista a preparação, encarar o problema sempre é duro, né não? Tô dizendo, amiguinhos e amiguinhas, tô dizendo. Sei como escritores se sentem, deve ser mais ou menos assim.
Mas, felizmente, consegui sobre o que escrever aqui! Procevê! E vou te contar agorinha mesmo como aconteceu. Bom, tem o tumblr, sabe. Já falei dele por aqui, mas para reforçar vou explicar de novo o que é. Resumindo, é um blog de imagens, onde você segue outras pessoas que postam imagens de filmes, séries, paisagens e coisas que você se interessa. Daí você pode repostar as fotos da pessoa.
E daí que dá para conhecer pessoas com gostos em comum. É a melhor rede social jamais feita, tenho certeza! Conheci minha amiga Simone Saty nele. Verdade verdadeira, meu povo. Depois me faz uma visitinha lá e confere. Só toma cuidado que eu posto tudo que é tipo de coisa - tem nudez e sexo explícito e, não raras as vezes, algum tipo de violência. É. Ei, para de me olhar assim! Quem é você para me julgar?!
Quanto atrevimento!
Mordo você! Hunf!! Mas tudo bem, eu te perdoo. Não, não precisa pedir perdão, eu te perdoo mesmo assim. Se redima por ter me julgado mal e vai lá.
Enfim, tô viajando. Voltando. Foi numa dessas que vi uma postagem do Zé Abrão que me interessei por Paul. A imagem me intrigou bastante e resolvi assistir, já que não tinha nada melhor para fazer. Baixei. E de fato me levou ao post que você lê agora!
É mesmo. Assim, eu queria falar sobre alguma coisa da vida, da morte e coisas dessa vida severina que nos faz chorar - mas me falta convívio social e vou ficar pelo menos uns dois meses (espero que menos, de todo coração) devendo alguma coisa mais interessante. Já peço desculpas por minhas nerdices e falta de assuntos de maiores profundidades.
Mas deixa eu falar desse filme aqui. Nossa, é o máximo! Mesmo, mesmo. Mas é algo diferente, sabe. Vou te explicar porquê, mas antes preciso dizer uma coisinha interessante. Não é de hoje que sou chato pá dedéu pra filme. É sério, reclamo da maioria das coisas produzidas em Hollywood, já fiz uma postagem gigantesca sobre a Indústria Cultural e filmes da Disney e chiei horrores na adaptação de Scott Pilgrim. Também falei de drogas através de um filme e um pouquinho de armas por outro.
Você pode ver tudo isso clicando ali do lado, ó. É, ir na página do Varanda do Facebook (clicar em álbum, nele tem todas as postagens relevantes) e rever esses momentos tão lindos que compartilhei para esse magnífico mundo da internet. Não precisa curtir a página, é de boa - apesar de eu ficar muito feliz se você fizer isso, sabe...
Pois é. Sou enjoado para essas coisas de filme. Mas com Paul revivi um momento único, épico, que poucas das vezes revivi num filme. Vou tentar explicar para vocês como isso acontece - e se tiver alguém aí que já passou por isso, por favor dê sinal de vida! Tomara que não seja esteja só nessa barca.
Então, tá lá você e o filme, o filme e você. Daí você começa a assistir o troço e fica oscilando em diversos pontos dele. A medida que vai passando, você fica naquela de "Isso foi genial!" e "WTF?!" e "Pode isso, Arnaldo?". Ao mesmo tempo que o filme parece acertar em cheio, ele vacila feio em alguns pontos, mas de alguma forma de deixa ligado para ver qual será o fim de tudo.
Isso já aconteceu com você? Cara, isso acontece de vez em quando comigo, sabe. E, nesses casos, o filme não pode ser classificado só no "Curti" ou "Não curti". Ele entre num espaço paralelo, num campo dimensional de não-é-nada-de-magnífico-só-que-não-chega-a-ser-ruim. Entende? É meio tenso de explicar, acho. Mas deixa eu continuar tentando.
Tipo, é aquele filme que não pode ser levado a sério mas tem uma mensagem bacana para deixar - mesmo que bobinha, escondida e descompromissada que a torna mais bonita, por não querer ser moralista. Bem de boa. Se fosse uma pessoa, seria aquele (ou aquela) cara gente boa, da paz, que você gosta de conversar de vez em quando, sem esperar nada de sério, mas sem desrespeitar a pessoa.
Tem alguns filmes para eu citar, para te exemplificar melhor. Quer ver? Zoolander, Todo Mundo Quase Morto, Pagando Bem que Mal Tem, Rebobine Por Favor, Mulher Infernal, O Amor é Cego. Só alguns que entram nessa zona que não consigo dizer se são bons ou maus. São filmes agradáveis, diria. Te garantem uma boa distração sem serem demasiadamente estúpidos ou forçados. Sério mesmo, se quiser a gente marca um dia e vê algum desses filmes.
Ser-me-ia um prazer assisti-los em sua companhia!
Mas como isso não vai acontecer nem aqui nem na China, deixa eu para de sofisma e falar logo de uma vez o que quero. Paul é um desses filmes. Desses que você não sabe se gosta ou odeia até chegar no final. Daí a história se aguenta (mesmo sendo meio ruim) e cai nessa Zona de filme que não ouso julgar. Preciso de um nome para ela, se alguém aí tiver uma sugestão, agradeço de bom grado.
Sério mesmo. Se não tiver nenhum filme para assistir e for meio nerd que nem eu, Paul é parada obrigatória. Vou te dizer o porquê, começando pela sinopse rápida. A história trata de dois amigos ingleses que vão para os Estados Unidos participar da Comi-Con e fazer um tour turístico por pontos onde possivelmente ets aterrizaram, como a Zona 51, caso Roswell, essas coisas. Típicos nerds.
Aliás, um ponto forte no filme. Retrata exatamente o que acontece em eventos como Comicon. Pessoas tirando umas as outras por serem ridículas, se esquecendo que são igualmente ridículas por estarem no mesmo evento. E eu também já falei disso aqui - credo, já falei coisas demais! Enfim, deixa continuar. Acontence que no meio da estrada eles encontram Paul, um et que procura uma maneira de voltar para casa.
Seria um clichêzão sem fim, se não fosse a forma como a coisa toda fosse contada. É fantástica! Paul é desbocado, debochado, fica peladão sem problema nenhum e tem um jeitão largado meio hippie. É aquele carinha espaçoso, que adora dar uma tirada sem ser (muito) agressivo ou ogro, ao mesmo tempo que é folgado sem ser invasivo. E tem a aparência de um típico et cabeçudo e olhos grandes.
Ah é, fala inglês, fuma (maconha, inclusive), pode desaparecer ao prender a respiração, tem poderes de cura e pode te revelar toda história da própria raça, se quiser. E curte dançar Marvin Gaye. Um extraterrestre super gente fina. Fica a cargo de Graeme e Clive levar o carinha para um lugar em que possa contatar sua gente e dar o fora da Terra, antes que o FBI consiga o pegar de volta.
Pois é. Basicamente é isso. Simples assim, sem grandes expectativas, sem promessas de perseguições sem fim e furor catastrófico em todo mundo. O que faz sentido, já que é não é muito recomendado sair caçando alienígenas a vista de todo mundo para causar alarde. Como eu disse, não dá para levar muito a sério tentando entender ou explicar... Como diria meu amigo Vitor, aceite o mistério. E se divirta.
Só que se Paul fosse só isso, seria um filme mediano para ruim. E ele transcende! Sabe por quê? Sab, sabe? Como já disse, pela forma que a coisa é feita: existe centenas de milhares de citações no filme - prato cheio para nerds - os personagens, apesar de caricatos, são incríveis e a linguagem é mágica! E com mágica quero dizer que é recheada de palavrões!!
Claro que não Tarantinescos, mas bem dosados e inteligentes. Só por isso eu já teria gostado do filme, mas tem outros dois fortes pontos que o tornam obrigatórios para fãs de ficção científica ou nerd de respeito. O primeiro é a trilha sonora sem educação de boa que tem. O filme Mulher Infernal mesmo, que citei lá em cima, entra nessa Zona por causa de sua trilha sonora, principalmente. Em Paul, as músicas são boas, bem escolhidas e cativantes - oscilando entre os anos sessenta e setenta, auge das teorias conspiratórias interplanetárias.
Outro ponto fortíssimo: Paul é uma "homenagem" a Contatos Imediatos de Terceiro Grau do Spielberg! Estou quase certo disso - não fiz pesquisa para escrever sobre o filme, tamanha empolgação, haha! É, eu sei, vacilo. Mas ando meio preguiçoso, mesmo. Tô dizendo, falta de interação social.
Bom, nem é preciso fazer muita pesquisa para isso. Tenho um fortíssimo argumento para isso. Fala duvido. Fala, véi! É sério! Eu não vou sair daqui enquanto você não falar...
Toma essa, bem na sua cara: *Clica aqui para ter essa bem na cara*
Viu? Tem personagens idênticos ao longo de todo o filme. Além de um dos carinhas ali dizer que um dos nomes dos ets é Paul! Fora que no filme, o próprio alienígena hippie conversa com Spilberg para falar sobre outra produção de um certo alguém que quer telefonar para casa e sabe acender o indicador. Pois é. Aliás, é a voz do próprio Steve ali, não foi imitação, não.
Bom, como era de se imaginar, tem algumas coisinhas chatas. O final é no felizes para todo o sempre, enquanto tava meio na cara que, ao menos um dos caras era gay. Era, caia na real e supere: Clive era gay. Mas é Hollywood, não vamos esquecer que todo gay tem de ser afeminado e afetado e que no final alguém tem de ficar com a moça frágil e delicada. Pois é.
Apesar do final estapafúrdio (gosto muito dessa palavra), o desenvolvimento da história supera essas coisinhas. É mesmo. Ah é, depois dá uma ouvidinha na trilha sonora que é massa. A maioria, pelo menos! Só clicar aqui!
Acho que é isso, povo. Vou ver se essa semana volto com mais nerdices por aqui. Porque não dá para reclamar do mundo e das pessoas se não ando vendo os dois ultimamente, né? Pois é. Faz mal não, mas não deixe de me visitar. Beleza? Tranquilo? De boa? Massa! Vejo você por aqui!!
Você pode baixar o filme Paul clicando aqui ó.


Paul é muito foda! Adorei xD
ResponderExcluirNem pensei em contatos de 3o grau... porque ainda não vi, não tenho coragem lol
Se eu morasse perto de você, com certeza não te deixaria tanto tempo na frente de uma tela!
Cuide-se :)
Uai, Contatos Imediatos é tão tenso assim? Nem sei, diz meu pai que é o melhor de ficção que já viu - mas isso já tem um tempo...
ResponderExcluirSerá? Sei não, heim. Talvez a gente compartilhasse mais tempo juntos em frente de uma tela! Cinema é coisa séria!!
(Nem é).
E pode deixar que cuidar-me-ei!