domingo, 10 de julho de 2011

Tonari no Totoro!

Oi!

E aí? Batutinha? Aqui tá sussa. Tudo tranquilis. Sem grandes novidades, mas indo em fretne. Hmm... não tenho nada para te contar, sabe. Então vou falar do meu final de semana. Foi meio diferente por dois motivos: fiquei muito tempo sem entrar no MSN e tinha, tipo, centenas de pessoas para colocar a conversa em dia. Isso é bom, né? Muitos amiguinhos e amiguinhas para conversar.

Mas não consigo falar com muitas pessoas ao mesmo tempo, então foi um tantinho complicado... acontece. Ninguém mandou eu ficar tanto tempo sem entrar. E ninguém mandou eu entrar logo no período de férias. Né não? Uh-hum, pois é. Bom, de qualquer jeito, deixa eu falar para que vim hoje.

Bom, tem meu amigo Heitor, né? É um carinha gente fina, irmão do meu outro amigo Túlio – que direto fico falando aqui – , e do amigo Hugo. Pois é, eu meio que sou da família, sabe. Daí que ele postou um vídeo muito massa do Totoro no Facebook, com legendinhas em português e tudo o mais. Esse aqui, se você quiser saber.

Então, não pude deixar de comentar com ele que Totoro é a maior animação jamais feita. Tipo, a MAIOR. Não tem outra que se equipare. Independente de Akira e as do Mestre Osamu Tezuka (com todo respeito a essas obras) e de todas as animações da Disney – Totoro tem todo seu diferencial. Como diria o meu mestre Jedi Amer, se você ainda não assistiu Totoro, ainda não viveu.


Aliás, faz tempo que não vou no blog do Amer. Tenho de ir. E não deixe de visitar, também. Ele ainda vai conquistar o mundo.

Aham, voltando. Eis que meu amigo Heitor me volta com essa matéria sobre as cinqüenta maiores animações da história. E adivinha qual estava em primeiro lugar? Pois é! E olha que eu nem tinha lido a enquete de tal revista. Procevê!

♪♫ Tonari no To-to-ro, To-to-ro! To-toro!!

Hoje eu nem ia falar sobre isso. Tava pensando em falar sobre sonhos, Origem e a coisa toda. Mas isso fica para depois, já que requer alguma pesquisa. E já falei um pouco disso quando quis provar com três fortes evidências a Existência Divina. É mesmo.

Chega de sofisma, deixa eu tentar te convencer porque Totoro é uma obra incrível! Quer ver? Eu te mostro meus amiguinhos e amiguinhas fofoletes!

A história começa com a mudança de um professor e suas duas filhas, Satsuki e Mei, para uma vila interiorana. Ali, se alojam numa antiga casa da região e passam a viver suas vidas. A mãe das meninas possui saúde frágil e se encontra internada num hospital à três horas do entorno.


Em meio a nova vida, as meninas acabam por descobrir algumas criaturas que habitavam as redondezas – um lugar muito bem conservado, com grande respeito à natureza – e até mesmo fazem amizade com o Rei da Floresta, Totoro.

E é, basicamente isso. Simples assim, sem grandes tramas ou mistérios. E foi com essa mesma simplicidade que vemos de forma fantástica como tudo é trabalhado nesse filme. Quer ver? Um dos fatores que posso colocar para você, meu amiguinho e minha amiguinha, é que ele não tem começo nem fim.

Calma, calma. Não entre em pânico, eu te explico. Ao término da animação, temos a certeza de que aquela foi só uma etapa da vida da família – a de que eles mudaram para um novo lugar, possivelmente pelo estado de saúde da mãe das meninas. Não se sabe bem ao certo de onde vieram e outras informações mais precisas – como avós ou outros possíveis parentes. E nem se a estadia é temporária ou se mudaram para sempre.

E ao fim da história, não dá para saber o que acontece com a esposa do professor. Ela volta para casa, fato, mas já havia sido dito que seria temporário. Em breve, deveria voltar ao hospital. Por isso, vemos um retrato, um momento na vida daquelas pessoas. E esse é o grande acerto: pois retrata os sentimentos, como cada personagem lida com aquela situação tão delicada e difícil.


Mas nem tudo é tão tenso assim. Não, não. O filme nos leva a um fantástico universo lúdico infantil nas brincadeiras de Satsuki com sua irmãzinha mais nova, Mei. Por muitas vezes dá mesmo a impressão de estarmos participando da peripécia das duas! E é nessas traquinagens que as duas vão descobrindo as diversas criaturas que habitam por ali.

Uma delas são os duendes de fuligem, criaturinhas pretas que parecem baratas – mas muito mais fofinhas – que habitam lugares velhos e vazios. Aliás, como Nani diz (uma senhora bem velhinha, vizinha das meninas e que ajuda a cuidar delas, principalmente de Mei), apenas pessoas bastante puras conseguem enxergar tais criaturinhas.

É mesmo. Outro fator interessante, sabe. Em nenhum momento deixa transparecer ser um delírio das meninas ou fruto da imaginação infantil. Mesmo quando a pequenina Mei tenta encontrar novamente Totoro na floresta e não consegue, o pai delas (não lembro o nome dele e arrisco a dizer que nem mesmo é citado) diz aquilo ser normal: você só o vê se ele quiser que você o veja. Então, leva as duas até uma grande árvore e agradece os cuidados.

Um baita pai, né? E não é só isso, ele brinca com as meninas e até inventa alguns jogos com elas. Não tira as esperanças e sonhos, as ensina a acreditar e até as ouve e aconselha. E é firme quando necessário (como na hora que a pequena Mei está fazendo festa à mesa, por exemplo). Não dá para saber muito mais, apenas que é um professor universitário.

Aliás, o filme apresenta um aspecto familiar incrível. Todos estão preocupados com a saúde da mãe e sofrem de maneira distinta. No começo, logo após se mudarem, todos vão visitá-la no hospital e isso fica bastante claro: Satsuki cuida de sua irmãzinha como sua própria mãe faria. E mais a frente vemos como sofre pela distância dela. A mãe parece sofrer bastante por não estar perto das duas, também. Já o pai parece ser o mais calmo em relação a tudo – um carinha bastante equilibrado, se quer saber.

Mas talvez, a que mais sente é a pequenina Mei, pois ela tem somente cinco anos de idade e tudo isso está acontecendo. Em crianças assim, não é muito explícita a dor que causada. Assim, mudanças fortes como problemas de saúde ou morte de entes queridos, entende?

E dá para ver como ela é afetada em dois momentos distintos: um é quando aparece na escola de Satsuki chorando – provavelmente por medo, por não querer ficar longe da irmã também, já que o pai tivera que trabalhar e ela teve de ficar na casa de Nani – e o outro é o próprio desfecho da história em si.

Sério, fiquei bastante angustiado no final. Ainda bem que existe o Totoro, haha!

Pois é, amiguinhos e amiguinhas pirilampos. Pois é. O que mais eu posso dizer? Ah sim, a relação entre as duas garotinhas e o Totoro. Tipo, li em algum lugar que Totoro significa Troll – que, nesse contexto, é uma criatura que protege as florestas – , mas como Mei não conseguia pronunciar o nome, acabava falando Totoro. Legal, né? Acho que a informação bate!

Ele também só aparece quatro vezes na história. Uh-hum, só isso. Pode contar. Só não pontuo aqui para não acabar com a graça de quem ainda não viu. Dessas, duas das vezes são em momentos bastante críticos (a cena da chuva e o desfecho). Claro, as pontuações são responsabilidade minha, no filme as coisas não acontecendo de maneira precisa assim.

E essa falta de precisão é outro ponto forte. Não dá para saber ao certo quanto tempo se passou. Algumas vezes, a impressão que dá é que dois dias consecutivos se passaram. Em outros, parece ter um pequeno avanço mais rápido – tudo acontece de uma maneira muito elegante e sutil.

Prova disso são as cartas de Satsuki sobre suas aventuras endereçadas à mãe, a mudança de roupa das meninas ao colherem alguns legumes na horta de Nani ou o momento em que o Professor arma uma tela “anti-mosquito” no quarto das meninas (dando a entender que estão no verão e os bichos estão a toda).

Sabe o que é? Aquelas telas para que os mosquitos não te perturbem de noite. Faz anos que não vejo uma dessas.

Procevê. Tudo isso abordado no filme. Sem insultar ou magoar nossos sentimentos, os telespectadores. Outro ponto para Totoro: o drama é tão delicado por si só que não se faz necessário mostrar o quão duro é aquela vida e o quão todos estão sofrendo – algo que os filmes da Disney fazem direto.

Quer ver? Pega Procurando Nemo. No final, quando Marlin descobre que seu querido filho foi dessa para melhor, ele fica todo down, pouco se importa e quer morrer. E tudo bem, é o que se espera de um pai que perde um filme, mesmo. E tem outro... deixa eu ver... Rei Leão. Depois que Mufasa morre, temos um Simba muito abatido deprimido por tudo que aconteceu e quer morrer. E tudo bem, é o que se espera de um filho que perde um pai, mesmo.

Não estou dizendo que os dois filmes sejam ruins, muito pelo contrário. São dois baita filmes da Disney, que exploram a tragédia bem. Mas nisso é onde Totoro se destaca: ele não precisa apelar para tragédia, apenas retrata um drama bastante real em algumas famílias e mais: mostra como o universo infantil o encara.

É mole ou quer mais?

E o mais lindo é ver o pai não ceifar, iludir ou estimular de uma maneira falsa as histórias das meninas (acho que seria o que eu faria e você também, admita) e sim as estimula, dizendo ser tudo aquilo pode ser fruto de algo muito maior. Ele as ensina a crer, independentemente do que – ele agradece ao Totoro ao se referir a uma grande árvore sagrada.

Procevê! E eu demorei anos para entender isso com meu amigo frei Paulo Henrique!! Não devemos impor nossas crenças, né? Aliás, não devemos impor nada e essa é outra lição que dá para tirar daqui. Você não pode prever quando as criaturas vão aparecer, nem um lugar certo para achá-las, muito menos entender absolutamente tudo o que dizem ou fazem. Apenas esperar e tentar conviver com elas com o máximo de respeito.

Sim, sim, respeitar os outros. Sejam pessoas, animais ou criaturas místicas da floresta. E as recompensas sempre veem. Quem sabe você não ganhe um bilhete para andar no Gatônibus?

(Se ganhar, por favor me chame!)

Então, acho que é isso. Esse filme me impactou bastante. É difícil dizer que essa é uma animação infantil, porque não é. Pelo menos, não só! Depois dela, por exemplo, eu tive pela primeira vez a vontade de ter uma família, devido aos laços estabelecidos ali. É mesmo. Bom, se você ainda não se convenceu, é só ouvir a canção tema.

Tonari no To-to-ro, Totoro! To-to-ro, Totoro!

Procevê! Espero que tenham gostado da análise. Porque é mesmo a maior animação de todos os tempos! No mais, é isso aí, minha gente. Vejam, revejam trevejam e falem para todo mundo sobre essa obra-prima – cada vez que vejo me emociono mais e mais.

Fiquem em paz, e espero ver meus amiguinhos e minhas amiguinhas aqui de novo logo, logo. Se eu não estiver, é porque fui fazer uma visitinha para o meu amigo Totoro!

2 comentários:

  1. Esse filme é maravilhoso! Alias, quando eu tiver filhos, vou deixá-los assistindo aos filmes da Ghibli! Encantadores e sutis...
    Eu sei que na época que eu assisti o filme, minha mãe tinha acabado sair do hospital e minha tia também... então na parte que a garotinha sai correndo chorei litros e litros! Nossa, chorei muito... e fiquei muito melhor (eu precisava ter chorado)
    Totoro é um filme incrível e que merece ser assistido :)

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  2. Verdade, chorar é uma terapia, mesmo.

    E o melhor é que o filme não subestima a inteligência das crianças. Concordo, a palavra certa é sutil, mesmo. E digo que é a melhor animação jamais feita porque não é exclusivamente voltada para crianças: é focada no sentimento, algo que transcende.

    Eu acho! Nunca me canso de ver Totoro. É bom demais!!

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