domingo, 24 de julho de 2011

Animes Incríveis

Oi, galera!

Belezinha? Tomara que tudo esteja bem aí. Aqui tá uma lesera só. Pois é. E não tenho nenhuma novidade também. Pois é. Mas tive uma ideia genial sobre o que falar aqui hoje. Pois é! Mas não tem nada a ver com tudo aquilo que já falei que ia postar há algum tempo. Pois é...

Assim, sei que tenho até muito sobre o que falar, sabe. Só que não tenho é ânimo ou inspiração para falar sobre essas coisas. E estou tentando variar entre falar sobre essa vida severina que nos faz chorar e assuntos nerds e absurdos – para não ficar tão chato. Acontece que a maioria das ideias que ando tendo são nerds. Eita...

E o assunto de hoje não é diferente. Já te digo sobre o que é, já te digo! Bom, há um tempo atrás estava procurando uns animês diferentes para ver, só para variar um pouco. Já tinha baixado pelo menos três episódios de três séries diferentes e não tava com saco para ver nenhuma. É, eu sou assim, fazer o que, né?

Daí que decidi começar a ver um chamado Suzumiya sei-lá-o-quê e é legal pra caramba! Meio viagem, meio nada a ver, com muita ficção e algumas aventuras. Até agora estou gostando bastante. Então resolvi indicar algumas animações bastante diferentes e intrigantes que existem – já que também tem imensas porcarias por aí.

Pelo menos me surpreenderam bastante quando as vi. A coisa toda não era apenas salvar o mundo (entenda Japão) honrando seus amigos. Tipo, algumas até eram, mas tem elementos a mais que as fazem ter destaque sobre todas as demais. Quer ver? Então se liga!

A Melancolia de Suzumiya


Deixa eu falar da Haruhi Suzumiya, já que estava falando disso, mesmo. Foi feito em 2006, o que deixa a série com um quê a mais – nem sei ao certo explicar, deve ser por causa dos frames por segundo ou algo do tipo. O que mais impressiona mesmo é a história, sabe. Vê só: ela conta a vida de Kyon, um garoto do Ensino Médio que há muito acreditava em aliens, paranormais e viajantes do tempo.

Mas isso no Ensino Fundamental. Ele seria apenas mais um aluno mediano se não fosse sua mais nova colega de turma, Suzumiya. Ele se desinteressa por qualquer pessoa, não tem amizade e não liga para nada – a não ser que esteja relacionado a aliens, paranormais ou viajantes do tempo. Procevê como são as coisas!

Enfim, ninguém era muito fã dessa maluca. Não conversava com ninguém, era estranha, se trocava na frente de todo mundo e a cada dia vinha com um novo penteado. Dentro desse contexto, Kyon tenta entender os motivos da menina fazendo perguntas sobre o modo como ela age. E aos poucos faz amizade com ela – já que ninguém mais conseguia tal feito.

Daí que ele a instiga em formar seu próprio clube extra-classe (as escolas japonesas oferecem algumas atividades extra-curriculares obrigatórias, isso dentro de diversos clubes espalhados) para tornar as coisas mais interessantes, já que tudo mais carecia de graça – o SOS Dan. E com usa perspicácia, saí por aí coletando membros.

O que Suzumiya não sabia é que ela era uma espécie de deus. E mais, seus membros eram um viajante do tempo, um alien, um paranormal que participavam desse clube para vigiar de perto as ações da moça maluquete. Ah é, Kyon também faz parte do esquema todo, mas não tem nenhum poder ou habilidade estranha.

E, para dar um que a mais, a moça desmiolada não tem noção dos poderes que tem – se ficar emburrada ou desapontada com algo, pode resultar em toda destruição e reconstrução do mundo. E aqui está o quê a mais dessa história.

Tipo, se não fosse por isso, seria um porre. Suzumiya é caprichosa, chata e irritante. Sério, o carisma dela vai a zero, não consegue nem mesmo ser muito bonita. E todas a aturam por medo de que algo pior venha a acontecer com todo planeta. E isso inclui Kyon, o carinha que era para estar apaixonado nela.

Outra coisa interessante: os dois principais personagens não morrem de amores um pelo outro. Obviamente se gostam, mas a coisa fica mais velada, não dita. E é muito mais visível da Suzumiya para Kyon – que garante o carisma pelos dois e faz a coisa toda funcionar, ficando tão confuso com tudo como nós, que estamos assistindo.

E falando em não morrer de amores...

Nodame Cantabile

Não sei se Suzumiya se encaixa num shojô (voltado ao público jovem feminino), mas Nodame é claramente um. E o que é melhor: consegue não ser chato e cair no velho clichê piegas de sempre, de paixões por bonitões frios que precisam ser conquistados de alguma forma.

Não sei bem ao certo o ano (creio que meados de 2003, por aí), mas a temática é bastante fascinante: música! Claro que devem existir animações melhores sobre o assunto, mas não vem ao caso (e nem pretendo assistir outros, para ser sincero). O fato é a maneira como tema é tratado.

Chiaki é um exímio tocador de violino e piano e tem como maior sonho ser um grande maestro. E tem mais: é poliglota além de talentoso e aplicado. O que acaba por influenciar sua personalidade: arrogante, perfeccionista e pouco sociável. E provavelmente tem ouvido absoluto.

Pois é, o rapaz poderia facilmente aprimorar seus talentos caso fosse para Europa – se não tivesse tanto medo de viajar por traumas de infância. E para piorar, sua namorada acaba por deixá-lo. Eita. O que fazer numa hora dessa? Fazer o que toda pessoa em sã consciência faz: beber, minha gente.

E é aí que nossa querida protagonista aparece: ela o encontra bêbado à porta de casa e o leva a seu apartamento (eram vizinhos). Ele desperta ouvindo a moça tocando e corre de volta para seu apartamento. Esse encontro muda o destino dos dois, que aos poucos começam a se conhecer melhor.

E, ao contrário de Suzumiya, Nodame (Megumi Noda, na verdade) é extremamente carismática por ser meio desligada, desleixada e até meio doidinha, fazendo dela uma personagem e tanto! Passa dias sem tomar banho ou lavar a cabeça (porquinha!), seu apartamento é um caos só e, tenho certeza, tem um talento nato: toca músicas clássicas de ouvido.

Mas não consegue se disciplinar e acaba, muita das vezes, por inventar o final das canções – o que gera bastantes problemas, ainda mais com Chiaki que adora dar ordens e é Caxias ao extremo. E apesar de ser uma comédia-romance, os personagens não se amam como se a vida girasse em torno disso (mais por parte de Nodame, mesmo). E isso nos leva a um desfecho fantástico!

Nossa porquinha favorita toma decisão muito madura no final! É incrível!

Vale a pena! Assim, não vi as continuações. Por isso não indico. Mas essa primeira série é incrível, altamente recomendada! Não deixe de ver as aventuras da ingênua Nodame e suas peripécias pianísticas!!

Furi Kuri (FlCl)

FlCl é mó doidera! Sério mesmo, uma série que vale demais!

Nem tenho muito a dizer sobre ela, para falar a verdade. Foi feita pela Gainax (o que já é muito) e tem somente seis capítulos. O ano, se não me engano, é 2000. Ou seja, o mais antigo dos que estou indicando. Ainda assim consegue ter bons efeitos e história bacaninha.

Ela se passa numa cidadezinha pacata e desinteressante de Mabase. A economia local vem da enorme fábrica em formato de ferro de passar roupas. E foi graças a ela que os habitantes do local começaram a ficar retardados – devido a soltar uma fumaça branca que encobre todo local. As esquisitices já começam por aí, mas tem mais.

Assim vive Naota, um rapaz de 12 anos de idade que vive mal-humorado e desolado por seu irmão mais velho partir para os Estados Unidos jogar beisebol. Ele vive com o pai e o avô, convivendo de maneira bem próxima à Mamimi, ex-namorada de seu irmão que o assedia como forma de lembrar de seu antigo amor.

Mas a vida do garoto sofre drástica mudança após a chegada de Haruko, uma moça que veio dos confins do universo resolver problemas estelares. Ou não. O fato é que a locona acerta com toda a força a cabeça do rapaz com um baixo. E do galo toda sorte de seres acabam por sair dali – robôs, mãos e outras coisas bizarras.

Procevê! Sem pé nem cabeça, né não? Ou, vale demais ver. Mesmo porque dá para assistir tudo numa sentada – fora os personagens que são muito bem trabalhados em seus tramas psicológicos e questões cotidianas. E se você não gostar, não faz mal. Foram só seis episódios, mesmo. Não é lá grande perda de tempo.

Agora, se você prefere coisas mais realistas e sérias...

Yugo the negotiator

Até hoje, nunca vi outra animação tão séria e realista como essa. Levando em conta, claro, que é uma animação japonesa. O fato é que a temática é extraordinária e a forma como as coisas se desenvolvem é melhor ainda. Pena que nunca consegui baixar para terminar de ver. Ah é, ela parece ter sido feita em 2004.

A trama trata de duas negociações bastante importantes que requerem extrema habilidade, perspicácia e inteligência para serem resolvidas com sucesso. Vidas humanas estão em jogo, e os locais a serem feitas as tais negociações são o Paquistão e o Leste Siberiano. Aqui já começa o diferencial desse animê.

E quem melhor para resolver delicados casos como esse que não o melhor negociador do mundo, Yugo! O cara é extremamente inteligente, sagaz, com exímios conhecimentos da psicologia – sabendo aplicar até bem demais – e alta influência. Bom, como eu posso descrever melhor... Hm... Yugo seria um Mcgayver japonês.

É mesmo. Lembro que na época fiquei bastante fascinado como tudo é abordado nessa animação: se você gosta de ação, romance, heróis e o pacote todo, vai detestar Yugo. Porque o objetivo é ser realista sem grandes exageros, retratar de maneira mais real as situações e te fazer investigar junto com a série.

Claro que existem momentos um tanto... irreais. Mas pelo que se propõe a fazer, essa série arrebenta! Estou doido para achá-la logo e ver, já que deve ter uns treze episódios. Uh-hum, pouquinho assim. De certo o povo gosto é de ver menininhas com olhos gigantescos, heróis persistentes e perigo iminente ao planeta... pois é.

Enfim, vamos para o próximo.

Samurai Champloo

Em busca do Samurai que cheira girassóis! Tenho um especial carinho por Samurai Champloo. Isso porque emprestei para meu amigo Francis assistir e ele gostou! O Francis gostou! Lembra dele? Procevê!

E, assim, se um cara que nem é tão chegado assim em animês gostou, isso quer dizer que o negócio é bom, né não? Ah-ham. Seria prova mais que suficiente, eu diria. O motivo para tanto eu vou tentar te explicar aqui e agora. Prontos, amiguinhos e amiguinhas?

O primeiro ponto a ser observado é o nome da série. Champloo significa misturar. Apesar de os eventos se passarem no Período Edo, existem diversas referências a elementos reais de nossa época. Um exemplo é o hip-hop, o estilo de luta de Jin e diversos personagens com manias hip-hopicas que vão surgindo no decorrer da história.

Bom, para ficar melhor explicado, deixa eu te contar a história. Fuu é uma menina de quinze anos que deseja encontrar o “samurai que cheira girassóis” por motivos particulares. Um certo dia, ela cruza com Jin, um vagabundo largadão, e Mugen, um andarilho austero, ambos com vinte anos de idade. Os dois abacam por ter de seguir a moça em sua jornada por perderem uma aposta idiota.

E o cenário em que se encontram é: um Japão onde é proibida entrada de estrangeiros, assim como o cristianismo está banido, e a figura dos samurais está sendo apagada aos poucos. E tudo isso é vai sendo abordado aos poucos, de uma forma ou de outra.

Assim, acabamos por nos deparar como grupos de desordeiros que “picham” seus ideais em castelos, outro que pratica Beat Box Humano (aqueles sons de caixa com a boca, sabe?), outros que os desafiam para uma partida de beisebol, outra hora com um holandês gay e por aí vai. E no meio das aventuras, ainda podemos ver o passado de Jin, Fuu e Mugen e os motivos de serem como são.

Bom, meu povo, é isso. Até que pequeno pra um post de domingo, né? Vou tentar me animar e escrever sobre coisas legais, prometo. Acho que devo estar no comecinho do meu inferno astral, sabe? Se bem que não sou muito crente nessas coisas... mas, é como dizia meu velho professor de Psicologia: “Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem!”

Procevê! Fique em paz, assista aos animês indicados, descanse bastante e volte aqui sempre que quiser, tá bom? Vou estar esperando você com um grande abraço e doido para ouvir sua últimas aventuras. É só me procurar aqui na varanda. Até!

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