domingo, 26 de junho de 2011

Sobre o tempo...

Oi, povo!

Tudo bem? Bom demais. Aqui tá como sempre. E é sobre isso mesmo que eu queria falar hoje, sabe. Assim, acho que nem vai ser tão ruim. Isso porque as últimas coisas que falei nos últimos tempos foi Scott Pilgrim – e pretendo ficar mais um bom tempo sem falar sobre isso, se me permite.

Então, já vai fazer um ano que não estou fazendo nada na vida. Quero dizer, estudando para concurso, fazendo um ou outro escrito (fora o que escrevo aqui no blog), correndo de vez em quando, lendo um livro a cada três meses, coisas assim. Mas nada que dê grana.

Pois é, a vida é assim mesmo. E é como a vida é que eu queria falar. Como ela acontece. Melhor dizendo, discorrer sobre o Tempo. É, esse mano velho, como diria a Fernandinha Takai. Só espero chegar a algum lugar. Ainda não me perdoo por aquele post sobre a morte. Não cheguei a lugar nenhum, né?

Para isso, vou precisar da boa e velha Wikipédia. E das minhas viagens loucas de sempre. Chega de enrolar, vamos logo que tá ficando de noite (como bem dizia meu Professor de Atletismo da faculdade).

O que seria o Tempo?

Ahn? Tempo?

Ora, óbvio. Elementar, meu caro Watson. Seria (e é) a sucessão de dias, horas e minutos que nos dá a ideia de presente, passado e futuro. É uma sensação derivada da transição de movimento, fornecida pelos sentidos. O principal sentido para percepção de tempo, sem dúvida, seria a visão. Nossa noção é diretamente influenciada pela luz e suas propriedades.

Uh-hum, é mesmo. Porque daí vemos os ciclos acontecendo, como o dia (quando há luz do sol) e a noite. Então, o Tempo seria um sistema de medição para seqüência, eventos, durações e intervalos. Como um acontecimento acontece depois do outro, é possível dizer o quanto depois o segundo acontece do primeiro. Isso também é tempo, ou melhor, intervalo de tempo.

E tem mais um pouco antes que eu comece a divagar sem parar. Olha só: Tempo é diretamente associado ao sequenciamento e a ordem de ocorrência. Ele é diretamente associado a ideia de energia, ao conceito de coincidência (ocorrem na mesma origem, de onde se observa de um local fixo) e de referencial.

Procevê! Agora a coisa começa a ficar feia, e é aqui que deixo a parte da Física. Porque daqui a pouco vamos ter as relações e fórmulas para se descobrir às coisas, tendo que fazer continhas. E cálculo tá longe de ser meu forte. Mas esse conceito é importante e muito bom para se pensar: Tempo é a quarta dimensão do Continuum espaço-tempo do Universo, que possui três dimensões espaciais e uma dimensão temporal.

Entendeu? Não? Muito menos eu. Faz parte da Teoria da Relatividade Restrita de Einstein, de 1905. Vou tentar te explicar o que eu sei, sabe, meu amiguinho e amiguinha intergalácticos. Aqui há grandes chances de estar escritas grandes besteiras, espero que ninguém ligue – esse é o meu papel, afinal. Entreter você. Tenho conseguido? Tomara!


Tempo sem espaço não existe. É preciso de um local para ser medido sua passagem – como já disse ali em cima. Por isso, os dois são tidos como inseparáveis um do outro. Se duas pessoas aferem o mesmo tempo a passagem de um objeto de locais diferentes, o tempo também será diferente (principalmente se alguma delas estiver em movimento, mesmo que lento). Outro fator que interfere na passagem de tempo são as gravidades dos planetas...

Isso porque, como já dito, o que vemos é a luz - é através de sua ação que tudo acontece. E alguns fatores podem atrapalhar a viagem interespacial... ela é bem rápida: 299.792.458 metros por segundo. Então para podermos voltar ao passado, seria necessário correr mais rápido que isso, para ultrapassar tal acontecimento.

Mas esse assunto dá muita dor de cabeça. Viagens temporais são complicadas demais da conta, sabe. Não tenho intelecto para entender, para falar a verdade. Nem nos filmes mais simples, nem nos mais loucos. Em termos gerais, basta ter um DeLorean que tudo fica bem.

Enfim, eu nem queria falar disso de qualquer jeito. O fato é que o tempo é relativo, depende de onde se observa para calcular sua passagem. Depende de muitos fatores, como de onde se observa, as situações e tudo o mais.

Em termos terrestres e se tratando de homens humanos, existe ainda o fator psicológico. Além do subjetivo. Estou dizendo que cada um tem seu próprio tempo interno. Como diria meu amigo Zé Brasil (ou Waldenildo, para os íntimos), cada um tem seu próprio tempo de agir e fazer as coisas, tal como levar a vida e escolher os rumos dela. É dado pelo ritmo dos órgãos internos.

Procevê! Aliás, foi graças ao Zé que aprendi centenas de coisas. Sobre como funciona o mundo e as relações sociais. Foi por causa dele que eu falo procevê. Uh-hum. Procevê!

Tempo, espaço e energia são íntimos, muito íntimos. E esse pêndulo? Nada. Ele só é legal, né não?

Mas eu já falei do Zé aqui. Tempos atrás. (Sacou, sacou?).

Ah-ham, voltando... deixa eu parar de tentar entender a coisa de maneira Física e tentar chegar aonde eu queria chegar. O tempo é dividido por uma sucessão de determinados acontecimentos. Que podem ser, por exemplo, a vida de estrelas, planetas e sistemas desse gigantesco universo de meu Deus. E se compararmos nossas vidas com a deles... bem, nem podíamos ser considerados vivos.

Seria quase desprezível a existência humana. Tanto, mais tanto, que poderia ser considerada nula. No entanto, existimos. Há que será que se destina? Sei lá. Isso não é lugar para falar disso. Não por agora, mesmo porquê já tentei falar sobre morte e não deu nada certo...

... assim como esse tá sendo um desastre! Acorda, Diego! Onde você está, véio... céus!

Vamos deixar os planetas, estrelas e toda horda cósmica de fora. E focar no cerumano. De que é feita a vida? Assim, não é segredo para ninguém que temos prazo de validade. Por algum motivo a gente acaba. E aí, ba-bau. O que fazer com esse período?

O Jorge Luís Borges nos dá uma verdadeira lição em Instantes. Depois lê lá. A vida é feita de momentos, não percas o agora! Agora sim, era aqui que eu queria chegar!

Para um pouquinho. Deixa eu ver. Temos três possibilidades nessa vida: o que já foi, o que é e o que pode ser. É mesmo. Agora mesmo, estamos no que é. De uma maneira ou de outra, somos fruto do que já foi. E isso é o que define o que pode ser. Mas sempre estamos no que é.

E o que pode ser, nunca vai ser. Isso porque sempre estaremos no que é, mesmo sem perceber. Nosso pensar está no que foi (que nos molda) e influi no que pode ser. Esse no que pode ser é constantemente formado no que é, e que nunca vai se realizar. Só vivemos no que é, apesar de nossas mentes serem pautadas no que foi e no que pode ser.

É mesmo. Aceita outra taça, Diego?

Não, Julie, obrigado. Parei.

Sacou? Não? Então lê tudo de novo substituindo “o que já foi” por “passado”, “no que é” por “presente” e “no que pode ser” por “futuro”. Pronto. Te enrolei dois parágrafos. Pegadinha do Mallandro, ie, ié!

Mas não te trollei de graça. Era preciso para chegar onde eu queria. Que é bem senso comum também – você já deve ter ouvido essa bronca de alguém (mas meu desfecho vai ser mais bonitchynho, garanto!).

Velho, só existe o presente. Só isso, mais nada. É só o agora e pronto. O que passou, passou. Não voltará. De jeito nenhum. A não ser que você tenha um DeLorean (ou outra forma de correr mais rápido que a luz). Entende o que eu quero dizer? Não podemos viver presos ao que já aconteceu. E agora eu digo somente de forma psicológica.

Não é fácil, eu sei. E sou bastante hipócrita, porque reclamo demais das coisas. É, eu só reclamo, reclamo, reclamo de coisas que já foram. Mais é aí que tá: já foram. Serviram para ensinar algo: se aproveita a lição para fazer ou não fazer, ou ainda procurar uma forma de resolver a coisa.

Por aqui mesmo, direto falo sobre o passado, sobre meus amigos que sumiram e a coisa toda. E tudo bem, é impossível esquecer tudo o que passou. Seria burrice, mesmo. Mas é preciso seguir em frente. Viver no passado é fugir, não viver, se esconder. É preciso fazer escolhas – e muitas vezes somos abandonados ou abandonamos por algumas feitas. É assim mesmo, fazer o quê.

Né não? Grande parte de nosso tempo estamos no que foi. E seu resultado para hoje. Olha só: o que você fez ou podia ter feito poderia ter mudado muita coisa. Mesmo. Talvez as coisas estivessem muito melhores. Talvez não. Enfim, quem vai saber? Afinal, já foi. É a partir daqui que importa.

Sem chorar o leite derramado. É só limpar e pegar mais na mesa.

E isso inclui pessoas que nos magoaram ou que magoamos, escolhas erradas, omissões, e mais uma porção de fatores. É preciso perdoar, esquecer (mágoas ou sentimentos que prendem ao acontecimento) para aí poder seguir. Isso inclui brigas, ações errôneas ou que nos fizeram arrepender e até mesmo traumas.

Não é nada fácil, eu sei. Só que a vida ainda está acontecendo. E você, amiguinho e amiguinha melancólico, pode estar perdendo porque está vivendo no que já foi. E pode estar certo que está cheio de imagens photoshopadas. Porque nossa cabecinha insana tende a crer que tudo já foi melhor do que é agora. Ou que pode ser.

Uh-hum, a vida não acabou. Você tem de aproveitar ela. Ao máximo, não deixando escapar nada e com máxima cautela para todos os desafios impostos. Ainda mais se só tiver mais uma e seus continues tiverem acabado. É mesmo.

Palhaçadas a parte, deixa eu mudar o foco. O que passou, passou. É preciso superar, aprender com que já foi e tocar em frente. Para então podermos tentar realizar algo. E isso seria sonhar, abstrair, e se chegar a algum ponto. É o que pode ser. Ter objetivos e tentar alcançá-los. E isso a gente sempre faz. Pelo menos em condições normais.

Nem que seja vendo um filme, seriado ou novela, por exemplo. Sempre tentamos ver as situações como se acontecesse conosco e formas para resolver aquilo. Né não? Uh-hum. É uma forma de abstrair, raciocinar. Até mesmo sonhar, eu diria. E isso é bom, nos vermos em diferentes caminhos e possibilidades.

E é isso, também, que é preciso ser feito: ter muitíssimos sonhos. Nem precisa ser idealizações, mas é importante ter projetos. Não se pautar em uma coisa só – como um emprego ou um namoro, mas em série de coisas que se complementam – e saber conciliá-las.

Entende?

É, num é?

É preciso sabedoria para isso também. Se ficar preso ao passado não leva ninguém a lugar nenhum, muito menos se prender desesperadamente a um objetivo. Vamos supor, conseguir um milhão de reais. Haja trabalho, hora extra e empenho. E com isso, lá se vão o tempo com pessoas queridas.

Pode ser até piegas, mas... qual é! Passar anos e mais anos trabalhando feito um louco ou uma louca e perder uma vida de convívio e partilha? Puft! Sabe o que dá isso? Um bando de velhinhos e velhinhas arrependidos que mimam os netos e netas até falar chega. Remorso, tô dizendo.

E a coisa piora, porque quando se consegue a tão sonhada aposentadoria, os filhos estão naquele ritmo louco de serviço – e não têm tempo para nada. Aí já era. É ver gerações cometendo os mesmos erros, toda a vida, para todo o sempre.

É por isso que o Belchior disse que a gente vive como nossos pais. E vive mesmo. E vai viver sempre. É assim mesmo, o tempo é uma máquina de monstros, como dizia meu colega de faculdade Marcus Vinícius.

Eu sei, essa frase não tem nada a ver com o contexto, mas é que eu tava doido para usar ela!

Pois é. Outra coisa que pode trazer é ansiedade. É o medo do que as coisas podem ser – ou não ser. Mas tudo vai ser o que nos esforçarmos (ou ao menos tentarmos) para que elas sejam. E isso requer paciência e persistência. Né não?

Qual é o Tempo da sua vida? O que fazer com ele?

Eu não sei muito bem do meu. Mas sei algumas coisas que não quero, sabe. O que passou deve servir de lição para o amadurecer. Temos que superar. Ou tentar. Ou pelo menos superar a mania de falar sobre o passado – ninguém merece ficar ouvindo reclamações de erros que aconteceram há décadas. Isso também é amadurecer.

É como eu sempre digo, meu bom Diego: "Uma ilusão. A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme e persistente ilusão."

O que pode ser nunca vai ser como planejado, mas ainda assim vai ser. Talvez pelo fato de só vermos o futuro com benefícios, não o caminho necessário para alcançá-los. E esse caminho pode exigir muito trabalho árduo, horas e horas de empenho e abdicação. Que podem acabar por ser um passado plúmbeo.

E finalmente o que eu queria dizer: você só tem o agora. Só isso, só esse instante. E é preciso aproveitá-lo, pois é de fato a única coisa que existe. Aproveitar as pessoas, os lugares, as situações. O que já foi, não é, e o que pode ser, não é. Existem pessoas que estão ao seu lado e talvez você não dê o devido valor, entende?

Entende? E se esse alguém morresse amanhã? Você aproveitou as pessoas o suficiente? O máximo para não se arrepender? Ou ficou só pensando em coisas que já tinham passado? Ou ficou só pensando nos bens que poderia ter?

Heim? Toma cuidado, viu. Assim, pelo menos eu procuro ter. Pena que a grande maioria não liga muito para isso, não...

Mas não tô aqui para ter uma crise de emo. Talvez uma outra hora. Pois é! Espero que tenha valido! Então tá, aproveita bem enquanto é tempo. E pode me chamar para curtir adoidado, se quiser!!

É isso. Espero te ver de novo por aqui.

Até mais!

2 comentários:

  1. Essa sua conclusão me lembrou do Eckhart Tolle...
    Alias, tô achando seu blog divertidíssimo! Espero que não se incomode com a minha constante presença nele :)

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  2. É um prazer te receber aqui! Pode ficar a vontade!!
    Eu não conheço Eckhart Tolle, pra falar a verdade. Vou procurar para não falar besteira.

    Pode comentar, xingar, discordar. Você é sempre bem vinda.

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