Tudo bem? Aqui, bem, você sabe. Pois é. Tava meio sem inspiração ultimamente, sabe. Mas agora já tô fervilhando de idéias de novo! Procêve! Antes de começar a discorrer, deixa eu falar de uns assuntos. É rapidão!
A primeira é que depois de muito tempo revi meu bom, velho e fiel amigo Emano. Esse aí do lado edireito, tá vendo? Uh-hum, esse mesmo! Ontem passamos altas horas da madrugada jogando God of War I. O Francinaldo, que já falei um pouco aqui, também esteve lá! Foi uns dos melhores dias do ano, e vou falar dele daqui algumas postagens!!
Iêi!
A segunda e já fazendo o link pro assunto relâmpago de hoje – apesar da ressaca da madrugada regada a jogos e muitos assuntos infames – diz respeito a determinado evento de animê que fui no domingo. E descobri muitas coisas interessantes.
Uma delas é que, ao menos aqui em Goiânia, estou velho pra ir nesses eventos. Só dá uma molecada de doze a dezesseis. Sim, sim, ainda temos características bem rurais: os eventos culturais não são o forte da cidade – isso porque o pessoal daqui não é muito chegado em variedades.
E isso não é nada demais. Não vejo problema algum. Mas os goianos, evidentemente, veem. O povo goiano tem vergonha de suas raízes e prefere esquecê-las. E quando falam que vivemos em um interiorzão urbanizado (o que de fato é), geralmente as pessoas daqui soltam fogos pelas ventas e te amaldiçoam até a quinta geração.
Minha maior vergonha é não conhecer as danças típicas e os costumes que temos, além de não ter alguém na família com um sítio ou fazenda pra ir.
Mas, vejam bem, é uma cidade nova (menos de oitenta anos) que cresce gradativamente – sem infra-estrutura decente, que torna o trânsito horroroso. A cidade e as pessoas tentam negar o que seus hábitos muito dizem: uma cultura provinciana. É sim, se você não assume e sente vergonha de ser caipira, sai do estado!

Hunf! Não negue sua raiz! Goiânia não tem hábito cultural, não estimula isso porque todo mundo aqui parece estar mais interessado em encher a cara ouvindo sertanejo e consumindo tudo que vem de outras regiões do país.
Prova disso é o pequeno número de teatros, filmes alternativos e maiores possibilidades de opções por falta de demanda. Claro, ou você vai ao Cine Ouro ou Cine Cultura ou paga carísimo pra ver o povo da Quasar ter um ataque epiléptico no palco.
Céus, dança contemporânea não é dança! É um bando de gente estribuchando. Se você discorda, vá procurar sua turma!
Dou um desconto pelo acidente do Césio... mas isso não muda o fato de as pessoas terem características semelhante a daquelas que vivem em cidades do interior. E, de novo, não vejo problema nisso. Não me faz pior do que ninguém.
O número de pessoas metidas a besta e com hábitos pseudoburgueses aqui também não tá escrito... mas tô desviando demais, né? É mesmo. O que eu queria dizer é que os eventos alternativos aqui têm um público bastante restrito. Em outras regiões, eventos assim não teria somente a molecada.
Mesmo me sentido um velhinho no lugar, vi uma coisa: otakus e otomes são mesmo canseiras. Entendo toda carência e sentimento de exclusão que sofreram e tudo mais, mas idiotice tem limites. Sério mesmo, é uma galerinha difícil e MAL EDUCADA, (boa parte).
Sempre tem um engraçadinho se achando o máximo querendo aparecer. As pessoas se expõem demais nesses eventos. Nem sei ao certo porquê. Ainda vou discorrer mais sobre depois de ir ao AnimeGO – ainda esse ano, espero.
Sinceramente, queria saber o que faz as pessoas atingirem tais níveis. Enfim, o que eu queria realmente dizer hoje é sobre cosplays e cosplayers.
Sim, sim. Eu ainda vou pesquisar a fundo sobre os cosplayers e descobrir, de verdade, o que leva uma pessoa a fazer o que eles fazem. Mas deixa eu falar sobre esse fato: incorporar o personagem favorito por um dia.
Cosplay é uma abreviação de costume roleplayer, que é representação de personagem a caráter. Nada mais é do que fantasiar de um personagem de animês, quadrinhos e filmes. O primeiro cosplay foi feito por Forrest J. Ackerman, em 1939, na companhia de Myrtle R. Douglas, Wordcon.
Na Wordcon, Myrtle criou um modelito do filme “Things to Come”. Foi o começo de tudo. Hoje em dia, anualmente, é promovido concursos e atrações de quadrinhos. Pois é, a coisa não começou no Japão. Mas como ela infesta eventos de animações japonesas?
Acontece que Nobuyuki Takahashi não tinha nada melhor pra fazer num fatídico dia dos anos oitenta e decidiu ver as bizarrices que os ocidentais costumam fazer por essas bandas em eventos de ficção científica, em dias fatídicos como aquele. E se surpreendeu. Viu como as pessoas se fantasiavam e ficavam alegres, e decidiu que aprimoraria essa arte.
Aparentemente as pessoas ficavam mais felizes fazendo de conta que eram fortes e poderosas como os personagens de mentirinha das ficções científicas. Sabe como é, fugir da vida miserável que levavam. E o Japão tem muitas e muitas pessoas infelizes. Pois é, é um país pequeno pra tante gente. E ainda mais com esse desastre nuclear... temo pelo futuro...

Takahashi começou a divulgar a coisa toda por aquelas bandas em revistas de ficção. E foi crescendo naturalmente nas Comic Markets, lugares de compra e venda de mangás – a caracterização ajudava nas vendas. Com o tempo, foi ganhando outros lugares e patamares.
Nos anos noventa, o mundo foi agraciado com as grandes animações japonesas e podemos ver o que é encarnar mesmo um personagem. Nessa época, o povo dos Estados Unidos preferia inventar personagem a incorporar um.
Pois é, começou com quadrinhos, passou pelos filmes e ganhou grande força nas animações. Sem esquecer dos Sci-Fi, claro. Gosto de cosplays, sabe. É muito interessante, é legal ver a criatividade da galera. Muita gente consegue fazer com muito pouco material roupas fantásticas.
Existem empresas especializadas com lentes, perucas e um monte de coisas - mas tem que ter grana, porque a brincadeira custa caro! Aqui no Brasil, a Yamato Comunicações e Eventos é pioneira em organização de concursos cosplay. Inclusive nacionalmente.
Bom, não tenho nada contra as pessoas se fantasiarem. Acho até um hobbie interessante, sabe. Mas queria sinceramente entender o que leva uma pessoa a teatralizar e incorporar a coisa. Alguém aí sabe? Sério, é meio triste ver a galera atuando... fantasiar é uma coisa bacana e bonita de ver, mas atuar... não consigo entender isso.
E tem também os babacas que precisam aparecer fazendo suas idiotices.
Agora, qual verdadeiro motivo pra isso? Tá, os caras querem aparecer, mas isso pra mim, só isso, não basta. Ir nesse evento de domingo me fez querer saber porque as pessoas agem da maneira boçal, como alguns agiram ali. Claro que boa parte da galera tava bem comportada – apesar de serem bem novinhos – , mas parte das pessoas querem demonstrar como são espertas.
Olha como sou bom!
Tá vendo o que sei fazer? Não se mete comigo!
Olha aquele babaca fantasiado... Pff!, não sabe nem o que tá fazendo.
Esse tipo de pensamento é bem comum em pessoas que freqüentam esse ambiente. E em todo mundo, como bem nos lembra o Kevin Smith. O que me intriga é que o tipo de pessoa que se refugia nesses ambientes tem a necessidade de agredir gratuitamente e perturbar quem está a volta...
Bom, preciso ir a pelo menos mais um evento pra falar mais sobre isso. E é o que pretendo fazer no AnimeGO. Uh-hum vou dar o meu melhor com todas as minhas forças pra tentar saber um pouco mais sobre! E a AnimeGO que me aguarde!!
Então, é isso: acho interessante o fato de se fantasiar – teatralizar é forçar a amizade, na boa. Deu pra ver o quão bonito tudo pode ficar, quando a galera leva a coisa a sério. E nem é preciso gastar rios de dinheiro para tanto. E aguardem, vou voltar a esse assunto assim que presenciar o AnimeGO ou o próximo evento grande que tiver por essa província!
Vejo vocês logo, logo!
Até lá!!



sobre goiania.. vc foi breve e falou muito!
ResponderExcluirqdo eu paro d reclamar vc consegue fazer a coisa bem feita! kkkkkkk
a respeito da sua experiencia num evento de anime, cara... reclamar e tentar entender a cabeça das pessoas é muuuuita falta de tempo...
em um local cheio de adolescentes abitolados em algum anime ou jogo de videogame, que levam a ficção cientifica pro real, é de se esperar merda...
essa associação é bem perigosa... se isso dar certo, filma e posta no youtube pq é inédito! kkkkkkkkkkkkkkkkkk
até!
Hehehe!
ResponderExcluirSim, o AnimeGO vai ser minha última esperança de tentar entender esse povo. Vou falar com os nativos, mas o duro vai ser tentar aprender o idioma local!
Existem pessoas de boa, espero encontrá-las por lá!