quinta-feira, 12 de julho de 2012

Abrindo o coração

Pessoas queridas do meu coração!

Tudo bem com vocês? Tomara. Bem, comigo... as coisas pioraram, para falar a verdade. Uma série de fatores me fez dar uma afastada da Internet. E vim contar o porquê. O motivo de eu ter dado uma sumida tem a ver com um evento de animação que teve por aqui, sabe. Lá fui, todo todo, com a filmadora da minha irmã gravar o evento. Acontece que acabei por perder o aparelho de mais de oitocentos reais quando voltava para casa.

Caiu da garupa da bicicleta. Nem vi. O pior: era da minha irmã, entende. Nossas relações são bem precárias – e o fator mais agravante era que eu tinha pegado sem permissão. Para aumentar minha culpa um pouco mais, no mesmo dia ela me presenteou com uma Bíblia.

Pois é. Chorei até. Nunca me senti tão culpado antes na vida. Muita irresponsabilidade. Aí meus ânimos se abalaram também. Tinha muitos planos, como tocar violão e depois fazer clipezinhos, falar sobre animês e mais outras coisas que fossem surgindo na minha cabeça. Tudo se foi quando perdi a filmadora.

Perdi as esperanças, as expectativas e o ânimo. Daí decidi me afastar das redes sociais para parar de ter ideias idiotas e fazer besteiras assim. Para falar a verdade, mesmo as postagens vão ser bem mais irregulares daqui para diante. Eu me divirto escrevendo aqui, sabe, mas é preciso ter limite.


Meu pai, que me conhece bem, até pareceu ter contado os dias para que eu perdesse a filmadora – já que vivo perdendo as coisas, mas nunca tinha perdido algo tão caro – o que foi pior. Outra coisa que perdi, a confiança dele, também. Claro, ele nada disse, mas também conheço meu pai.

Todas essas coisas me deixaram abalado. Aí junta o fato de eu ter fracassado em todos os concursos públicos até agora (mesmo os mais simples, como o dos Correios, onde reprovei na última etapa do exame físico).

Fiquei triste, triste, mesmo.Se bem que é até bom dar uma desbitolada das redes sociais. Só criava expectativa e me decepcionava. Nunca consegui estabelecer ou fortalecer laços com as pessoas ali. Aliás, elas pareciam ainda mais estranhas e diferentes do que na vida real. Me fez foi estranhar cada vez mais as pessoas, para ser sincero.

Sério mesmo. O que mais me dói é parecer tão diferente de todo mundo. Ser um estranho entre os otakus, entre os cinéfilos, entre os gamers. Deve ser porque eu penso demais nas coisas. É mesmo.

Sei que quase ninguém (ou ninguém mesmo) vai ler isso daqui. Bem, um dia, quem sabe. Fica o registro da vez em que me arrependi amargamente de ser desligado e lerdo com coisas realmente importantes. Fica a lição de que a dor traz as mais fortes mudanças, indubitavelmente. Depois dessa eu percebi que, para realmente mudar o jeito de ser e levar a vida, trágicos acontecimentos (e até abruptos) precisam acontecer. A gente muda pela dor. Como diz o dito popular.

Mais uma marca gravada no âmago de minh’alma. Quem sabe isso sirva para ajudar alguém, qualquer hora dessas? Procevê. Aproveito a deixa para dizer como fujo da realidade.

As pessoas têm maneiras diferentes de lidar com a dor. Algumas ingerem bebidas alcoólicas. Outras usam drogas. Outras comem compulsoriamente. Eu assisto animês ou leio mangás. Eles preenchem minha angústia e parecem descrever exatamente o que sinto nos momentos de solidão. O triste é o fato de nunca ter com quem compartilhar sobre isso. Sem dramas nem nada. Mesmo porque a forma que as pessoas entendem a história parece ser diferente da forma que vejo.


Ou, é sério. De que vale ter de tudo se falta alguém com quem compartilhar? É um pouco disso que me entristeço na Internet, também. Sempre que leio alguma coisa, lembro de alguém e quero mandar essa alguma coisa para aquela pessoa. Pena que quase nunca elas retribuem – da maneira como espero, eu digo. O Facebook e o Twitter são ótimos para compartilhá-las. Mas é justamente esse fator que me leva a decepção, entende? Por causa do retorno que fico esperando de cada pessoa...

Enfim, tenho algumas ideias de postagens... vi alguns animês para preencher meu tempo vago – mesmo antes de perder a filmadora. Dentre eles, K-on. Aliás, recomendo. E estava preparando escrever um texto quilométrico sobre outro texto que vi de uma moça meio troll (bem semelhante aquele do Martin vs Tolkien?, sabe) e ainda pretendo fazer isso. Preciso terminar o Queime, Cosmo! também.

Estava planejando fazer uma lendo a segunda parte do livro de Alice no País dos Espelhos. Seria a próxima e esse texto nem esxistiria. Só que o MP3 estragou misteriosamente e faltam quatro a cinco capítulos para terminar. Mais um baque. Paciência, vou ver o que posso fazer.

O que acontece é que ainda estou meio chateado e me acostumando com uma vida sem redes sociais. Ou tentando me afastar o máximo que posso – já que ainda dou uma espiadinha. E isso bloqueia e muito ter novas ideias. Além de ser um fator a menos para me relacionar com o mundo.

Meu maior medo é ficar esquizofrênico, sabe. Sem brincadeira. O processo parece estar caminhando para isso, já que estabelecer novos laços sociais tem sido algo cada vez mais distantes de minha realidade.

Meu psicólogo dizia que eu estava longe disso. Agora começo a duvidar, pois estou num processo de me adaptar à solidão. Tem sido cada vez menos difícil e doloroso ficar assim. Claro que ainda é um incômodo e espero que sempre seja. Mas começo a tomar raiva pelas pessoas, sem querer atendê-las ou me relacionar além do necessário. Aliás, o olhar de todas elas me parece igualmente frio e distante. Talvez eu esteja ficando doido, mesmo.


Ainda bem que tenho minha família. Tem algo mais importante na vida? É sério, são as únicas pessoas com quem você pode contar, aconteça o que acontecer. A família. Eu devia dizer isso para eles, acho.

Bem, apesar dos pesares, tenho planos para depois desse ano. Pretendo começar a fazer algo, a trabalhar, mesmo. Só espero nunca parar de escrever aqui. Tenho esperanças que seja só um momento ruim. Espero que as coisas melhorem, fazer postagens melhores, mais interessantes e mais curtas. Tomara que consiga.

A postagem seguiu um rumo totalmente diferente da que eu esperava. Ficou bastante intimista. Eu tava mesmo precisando desabafar. Abrir o coração. Obrigado por ter me ouvido, caso alguém tenha tido paciência.

Espero voltar. Com novas postagens sobre a criação de cavalos, sobre K-on e Sakura Card Captors, sobre filmes malucos, sobre viagens a diversos lugares, sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais. Só espero voltar aqui de novo.

2 comentários:

  1. É bem chato quando você desaponta alguém... Sei bem como é isso.
    O maior dos problemas é essa coisa de esperar dos outros, de criar expectativas.
    Você quer que as coisas sejam do seu jeito, mas se elas não forem... Qual o problema? Eu sei que é difícil aceitar as coisas como da fato são, somos naturalmente egocêntricos e queremos tudo do nosso jeito, dentro do que achamos certo e ideal (do que NÓS achamos). Adaptar a aquilo que não estamos acostumados, ou até de situações que não saíram como queríamos, exige esforço e necessidade de enxergar a realidade de maneira mais objetiva e menos romântica.
    Eu espero que as coisas comecem a dar mais certo para você, mas você vai precisar fazer isso acontecer, colocar a mão na massa, sonhar menos e fazer mais.
    A vida sempre vai fazer um balde de água fria cair em você, porque esse mundo é muito cruel para sonhadores...
    Qualquer coisa, sinta-se à vontade pra conversar comigo por e-mail :*

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    1. Sim, você está absolutamente certa. É preciso crescer e enfrentar a vida como ela é. E a única forma é agir, mesmo. Pena que a melhor aprendizagem é pela dor.

      E agradeço os seus conselhos. Você me conhece muito bem, e sua opinião é bastante importante para mim. Obrigado pelas palavras e conselhos. E desculpa a demora para responder.

      Obrigado pela amizade!!

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