domingo, 21 de agosto de 2011

As Duas Torres - Suecado (Parte 1)

Aê galera!

Massa? Tomara que esteja melhor aí do que aqui! Mas as coisas vão indo bem sim. Assim, nada para de interessante para pensar nessa vida, mas loguinho me bate a inspiração e começo a refletir e discorrer sobre qualquer coisa. É mesmo, o importante é ter fé, como eu sempre digo.

Pois é, lembra que uma semana atrás, mais ou menos, quando eu tava falando sobre a comparação entre o tio Tolkien e o Martin? A certa altura do campeonato eu disse que o segundo filme do Senhor dos Anéis precisava de um suecamento. E foi isso que me trouxe até aqui! Sim, sim, para suecar As Duas Torres! Procevê!

Então, antes de mais nada, é preciso levar em conta algumas coisas. O filme é baseado no livro, mas foi adaptado – já que o tio Tolkien descreveu cada milímetro da Terra Média nos livros, além de detalhar todos os (milhares) de lugares que a Guilda do Anel passou. Para ter um efeito mais dinâmico, alguns pontos foram suprimidos. Outros foram distorcidos.

Como assim, você pergunta. Mas não se apavore, eu te digo! De boa. Por exemplo, no livro os amigos de Frodo (Sam, Merry e Pippin) simplesmente se incluem na viagem após as espiadelas de Sam nas conversas de Gandalf lá no Bolsão – já que era o jardineiro de Bilbo. Merry mesmo é primo de Frodo, detalhe que se passa rapidamente no primeiro filme.

Além disso, a fuga é bem mais lenta. Os amigos passam pela floresta de Tom Bombardil e presenciam as árvores andantes pela primeira vez logo no início da aventura – ponto que foi suprimido, mas aceitável já que seria bastante complicado explicar os poderes de Tom. Isso acarretou em alguns problemas. Outros personagens foram igualmente excluídos, como Bill Samambaia, o Hobbit que entregou Passolargo e companhia em Bri,e até mesmo a participação do velho da estalagem do Pônei Saltitante, que ficou bastante reduzida.

Mas a isso se deve uma explicação: o mal com unidade. E isso foi um grave erro em Senhor dos Anéis, se quer saber. Vou te dar um spoiler gigantesco agora, então peço que, caso ainda não tenha lido o livro, pare de ler isso aqui AGORA MESMO e se dirija lá para baixo, e veja a história suecada. Ahn-ham, não quero ser estraga-prazeres de ninguém.

Então tá, lá vou eu continuar. Se você insiste em ler, bem, foi avisado. Minha consciência ta limpinha. Lá vou eu: se tem uma coisa que aprendi depois de ler Senhor dos Anéis é como as artes sombrias parecem funcionar. Assim, não é questão de ser mal e pronto. Não, não. É questão de estar em dúvida, questionar o que está se fazendo e logo em seguida ter uma crescente ambição que pode levar a ruínas. É uma pequena sementinha da discórdia plantada no coração das pessoas – sejam elas anões, elfos, humanos ou até mesmo hobbits.

Como se fosse uma verdade tentação, sabe? Vai colocando dúvidas, incertezas e possibilidades, colocando outras possibilidades segundo seus próprios pés para mudar o rumo das coisas. Talvez esse seja o verdadeiro poder do Um Anel. Muito mais que a invisibilidade e o poder de mudar de tamanho e tudo o mais. Mas tais dúvidas que corrompem o caminho das pessoas na Terra Média não dependem só do Anel. E isso foi o que aconteceu com Saruman.

O poderoso feiticeiro branco, o mais forte da Ordem dos magos se corrompeu pelo poder que o Um Anel poderia proporcionar. Ele era um estudioso que se deixou levar pela ambição. De fato, sua ânsia pelo poder era tamanha que ele armava um exército para atacar Sauron, e não se dobrar a ele. Entende? A ambição era tão grande que ele utilizava das artes das Trevas para “trair” seu possível líder – no livro é bastante claro que ele o faz sem que Mordor saiba com toda certeza o que o velho mago branco andava aprontando...

Procevê. Eles não eram aliados. Se existe uma tensão entre as outras raças – por exemplo entre anões e elfos, que é bastante clara no filme – o lado sombrio não é supremo e poderoso, possuindo os mesmos erros que o lado dos mocinhos, apesar de serem menos tolerantes em relação as opinões uns dos outros.

Pois é, tudo isso é perdido no filme. O mal é mal e pronto, grupos de orcs e mestiços unidos para retomar o Um Anel de volta para seu mestre e conquistar todos os domínios da Terra-Média. E isso seria aceitável porque, bem, é uma adaptação para cinema e certas coisas precisariam ser mais sucintas. Mas não foi o caso de As Duas Torres.

Futricaram demais nos personagens. Demais! Forçaram desnecessariamente a imagem de Gollum, além das batalhas desnecessárias onde o Aragorn despenca de um barranca e acaba discutindo com Legolas e Gimli, fora os ents que são verdadeiros seres meio débeis. Pelo menos no filme. Sério, depois de ler sobre os ents e o desaparecimento das entesposas, o Barbárvore e Tronquesperto (não existe no filme), fiquei cativado por eles. No filme pouco se lixam para isso.

"Por que me tomas, Diego?"

Bom, não sei se você foi o culpado de tudo, Peter. Mas essas coisas me deixaram chateados, sabe. Sério mesmo. Ents são pastores de árvores e o exército conseguido por eles, descrito como sombras muito rápidas, podiam ser muito bem colocadas no filme. Fora que os próprios seres se revoltam com Saruman, o branco, que não cumpriu seu papel para com a floresta – e aí podiam até continuar com aquilo que foi levantado na adaptação para telonas, de precisarem de madeira para criar o exército. Merry e Pippin só dão um empurrãozinho na grande árvore barbuda.

É mesmo. Não me admira As Duas Torres ter ganho “só” dois Oscars. Só porque Hollywood adora coisas caríssimas com efeitos especiais assombrosos pouco importando a história de tudo. Para academia não reconhecer tão bem o filme assim, é só devido ao fato de ter algo muito errado ali. Digo mais: terem bolinado demais no filme.

Né não, né não? É sim, véi. Com base nisso, vou suecar o que for necessário, procurando não interferir demais no terceiro filme. Se pudesse mudava um pouco a participação do Gollum, sabe... mas é preciso ter traição, briga e reconciliação (clichê hollywoodiano) para que haja a venda esperada de ingressos. Quem sou eu para exigir um pouco de dignidade e manutenção do valor artístico da obra?

Pois é, pois é, pois é. É por essa e outras que precisamos rever isso aí. E é isso que pretendo fazer aqui, com a sua licença. Tentar adaptar melhor as coisas. E, com todo o respeito, se o Tim Burton diz ter feito Batman sem nunca ter lido um gibi na vida e recriado Alice no País das Maravilhas a seu bel prazer, porque eu, que li o livro do tio Tolkien (incluindo Silmarillion e O Hobbit) não poderia, não é mesmo? Só porque sou um pobre falido brasileiro que nunca vai ter chance de fazer algo de relevante no cinema que nem ele? Só por isso? Me diz?!

Não me diga nada! Deixa eu parar de enrolar e ir ao que interessa, antes que você me convença do contrário!

Nossas aventuras (re)começam com Frodo e Sam, agora sozinhos e separados da companhia dos demais companheiros da Guilda. Frodo teria que decidir entre partir para Gondor e de lá seguir seu rumo para a Montanha da Perdição ou arriscar tudo e partir direto para amaldiçoada Mordor numa investida quase suicida. Não querendo colocar a vida de seus companheiros em risco, coloca seu anel mágico, fica invisível e parte em um barco sozinho para por um fim em seu fardo.

Mas não conseguiu se livrar de Sam, seu fiel jardineiro que está disposto a por tudo a perder para manter seu patrão vivinho da Silva. E isso inclui sair desesperado no lago sem ao menos saber nadar. Só que isso você já sabia porque viu a Sociedade do Anel. É mesmo.


Depois de descerem essa montanha/vale/seja-lá-o-que-for-isso Sam deixa cair uma pequena caixinha e diz que seu presente de Galadriel era um pouco de terra de Lothlórien. Ele usaria para cultivar melhor os jardins do Condado e que árvores tão belas quanto as élficas nasceriam ali. Pelo menos era o que a bruxa élfica afirmara.


Mas Frodo logo deixa seu criado sonhador com a terra e foca sua atenção à corda élfica. Como desatariam ela, já que tinha amarrado lá em cima da pedra? Deixá-la ali seria muito perigoso caso alguém os tenham seguido. E por alguém eu quero dizer Gollum.


Mas eis que Sam dá uma puxadinha...

E ela remexe...

E catapum!, cai bem depressa. Ei, quero uma dessa! Onde compra? Comofas? Cordas élficas tem quase vontade própria. Sam está certo quanto o poder de tal maravilha enquanto Frodo se pergunta incessantemente como diabos os dois não despencaram dali de cima e agradece por ainda estarem vivos. Mas os dois não têm tempo a perder e logo seguem seu caminho. Mesmo tendo dado voltas e voltas e demorado quase um dia e meio para não ficarem andando em círculos.

E Frodo não estava nada nada disposto a ficar descendo morros com uma corda élfica maluca com um criado balofo por cima. Muito sensato, Senhor Frodo! Enfim, o jeito e continuar andando. Vocês ainda tem um longo caminho pela frente. E nem mesmo descansar em paz nossos dois peregrinos solitários podem, já que uma criatura está no encalço procurando algo que há muito perdeu...

Nós quer de volta!

Vai sonhando, vil criatura! Ninguém se mete com Sam, o ás nas técnicas russas de combate! Com um movimento de dar inveja ao Zangief, Sam arremessa Gollum!

Que logo se recupera e mostra do que é capaz! Vê se aprende, Edward Cullin – e olha que o Sméagol nem vampiro é, seu almofadinha de meia tigela que brilha na luz (de fato, para os entendidos do assunto, o vampiro de Bela na verdade é uma fada, já que brilha, voa e vive na floresta).

Mas, ei, isso aqui é Senhor dos Anéis e apesar de ser o filme mais fraco da trilogia, me recuso a compará-lo com algo tão esdrúxulo como vampiros fluorescentes! Me desculpem. Deixa eu voltar para história...

Frodo então resolve ajudar seu companheiro de viagem com sua lâmina Ferroada e a aponta contra o ser ignóbil que prontamente solta Sam. Era isso ou ter a garganta cortada, uma escolha não muito difícil a se fazer. E aí Gollum faz o que todos nós faríamos na mesma situação: chora.

Mais que depressa, resolvem amarrá-lo, levando consigo. Mas a corda élfica parece ser realmente mágica, já que infringe uma dor violenta na pobre criatura que se contorce e berra sem parar.

Sam sugere para deixá-lo lá e irem embora, mas Frodo lembra das sábias palavras de Gandalf: talvez ele mereça mesmo morrer, mas se você não deu a vida, não tem o direito de tirá-la. E mesmo uma criatura assim ainda tem o que fazer, cumprir seu dever por essas bandas. E Gollum jura servir e mostrar o caminho para os dois. Jura pelo precioso!

Então Frodo decide libertá-lo e deixar o pobre Sméagol mostrar o caminho. E isso é o que ele tenta fazer.

Assim, tenta. Porque dentro de si existe uma guerra entre Sméagol e Gollum, uma confusão e eterno conflito dessa criaturinha atormentada. Pobrezinho... (Essa parte ficou incrivelmente bem adaptada, diga-se de passagem). Enquanto ainda o conflito é intenso entre o personagem, resta a Frodo e Sam saírem desesperados atrás dele em meio a rochas e pedregulhos.

Enquanto isso, Merry e Pippin continuam estranhamente vivos e sendo transportados por orcs da raça Uruk-hai, da Mão Branca de Saruman. Vivos é forma de dizer, já que Merry tá mais para lá do que para cá enquanto Pippin tenta alguma forma de deixar um rastro e mostrar que não é de todo inútil apesar de todas as besteiras já feitas até então.

É, você sabe, aquele lance do poço em Moria.

Enquanto Merry é nutrido com uma substância escura bastante suspeita, os Uruk-hai farejam cheiro de carne e dão no pé como podem. Pippin então lança seu apetrecho pendredor de capas em forma de folha para servir de pista para que Aragorn e companhia consiga os achar.

E ele não estava nada errado. Olha lá os três atrás dos pequenos! O problema é que os companheiros estão muito atrás dos orcs (e precisam descansar também). Isso os deixa com pelo menos um dia e meio de atraso.

Mesmo assim Aragorn consegue encontrar a pista deixada por Pippin. A folhinha que eu falei – sei lá como é o nome dessa coisinha... Enfim, Legolas usam seus olhos élficos e vêem os bichos a toda bem ao longe. Sério, isso dá até raiva. Elfos aparecem super fantásticos. Tipo, prefiro o Link, sabe. Pelo menos ele tem algo mais mortal. Os elfos são todo poderosos na Terra-Média o que depois de algum tempo te deixa um pouco de saco cheio deles...

Mas eu to divagando de novo. Foco, Diego, foco. Aham...

A noite cai na Terra-Média. E mesmo orcs bizarros e medonhos precisam de um descanso de vez em quando. Então, com a lua em zênite, armam uma fogueira e ficam por ali. Merry continua perrengando enquanto Pippin procura uma maneira de se desamarrar e correr para floresta, apesar de sons muito estranhos saírem dela.

Mas essa seria uma das menores preocupações naquele dia. Uma pá de orcs famintos e insatisfeitos por só comerem pão mofado há três dias começam a pensar que não seria má ideia fatiarem um pedacinho de Hobbit para a janta. Assim, só uma perna ou um braço. Isso não iria os matar. Aliás, nem usando as pernas eles estavam, mesmo. Mas o chefe Uruk-hai não gostou nadinha disso. Eles chegariam conforma Saruman pediu: intactos e inteiros.

E olha a cara do bicho! Isso não convenceu o orc-maggot que iniciou uma pequena pelega ali, resultando em um pequeno número de mortos. Que serviram para o jantar, aliás. Tempo suficiente para Pippin desatar as cordas de seus braços, recolocando de maneira mais frouxa (rodeando-as em torno do pulso e colocando a ponta entre as mãos), esperando o momento certo para se soltar e sair todo serelepe floresta a fora.

O momento, porém, ainda não era aquele. Ainda tinha de dar um jeito em Merry, moribundo devido uma ferida na testa. E agora, José? José, para onde?

A cavalaria chegou! De onde? Para quê? Quem são esses?

Daí temos um corte para Legolas, Aragorn e Gimli, que seguem como podem as pistas deixadas pelos pequenos, ao amanhecer. Algo parecia muito errado naquela manhã. Eis que passam por ele um bando de cavaleiros, cavaleiros da terra de Rohan. Aragorn, mais que depressa, chama a atenção de todos ao sair de seu esconderijo.

E é cordialmente recebido pelos cavaleiros.

Rapidamente o Capitão pergunta quem eles achavam que eram para ir entrando assim na terra dos outros sem autorização. Ora bolas, onde já se viu uma coisa dessa? E que falassem depressa, se não quisessem morrer! Gimli, com toda delicadeza de anão diz que só irá dizer seu nome se o mestre dos cavalos dissesse o dele primeiro. Questão de boa educação. Ou cortesia medieval, tanto faz.

O cavaleiro diz que arrancar-lhe-ia a cabeça se estivesse um pouco mais acima do chão e Legolas rapidamente saca sua arma e aponta para o Capitão, dizendo que estaria morto antes de encostar na arma.

II Pause

Fiz questão de descrever essa cena porque, no livro, ela é linda. Mostra como Gimli e Legolas se tornaram grandes amigos em Lothlórien e como se arriscam um pelo outro, apesar de um grande histórico de desavenças entre as duas raças. Algo realmente bonito que não faz muito sentido no filme, mas que pelo menos foi fielmente retratado. Grande jogada!

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Aragorn então faz as vezes da turma do “deixa disso” e apresenta todo mundo, dizendo ser amigo do rei Théoden. Daí já é o bastante para o capitão dizer que o rei está gagá e que não distingue amigo de inimigo. E que ele estava ali contra ordens do reino, cercando um bando de orcs baderneiros. E acabaram com a raça deles.

E que não, não tinha nenhum Hobbit ali, não senhor. Mas apieda-se dos três e dá dois cavalos para que possam procurá-los no local onde incineraram a carcaça pútrefa da criaturas sombrias. E é isso mesmo que eles fazem.

Ao chegar ao local, tudo parece perdido. Só existem carcaças, cinzas e corpos vis carbonizados. Mas, oh... eis que Aragorn começa a usar suas habilidades magayverianas de guardião das termas ermas e adivinha o caminho feito por Merry e Pippin!

Um deitou aqui, outro ali, rastejaram, desataram os nós de alguma forma, correram para lá, foram seguidos e correram para Floresta de Fangorn. Como eles desataram os nós é que foi um verdadeiro misterioso para Legolas, que disse ser o plano de Aragorn bem pensado, mas que os dois só fugiriam se tivessem criado asas.

Bom, você sabe como Pippin se desatou, então pode imaginar que desamarrou Merry e os dois correram para floresta. Infelizmente Legolas não tinha como saber disso, então...

Lá estão os dois, na noite escura da Floresta. O melhor a se fazer aqui é manter a maior distância possível da batalha lá fora. E é isso mesmo que os dois fazem, apesar de tal assustadora floresta. E lá vão eles, até que se deparam com...

Um árvore! E estariam fritinhos, já que orcs não eram nada bem vindos ali. Os dois se apavoram com a árvore falante, mas... epa, que árvore o quê! Aquele ali era um ent, um pastor de árvores, mais respeito! Aliás, tinha até um nome: Barbárvore. E não estava do lado de ninguém já que... bem, ninguém estava do lado dele.

O que faz sentido,se você pensar. Ninguém ligava para as florestas afinal. Bom, já que tava todo mundo falando com todo mundo ali, Merry e Pippin explicaram que não eram orcs e sim hobbits. Mas Barbárvore nunca havia ouvido falar de hobbits antes na vida. E ele teria muitos e muitos. Capaz que tenha vivido todas as eras daquele mundo – e nessa altura do campeonato, estavam no final da terceira.

E daí começa a falar de orcs e de como tem destruído tudo por aquelas bandas. Só o Mago Branco saberia dizer se eram ou não o danado dos hobbits. Saruman, pois é. Daí o velho Barbárvore viu que os dois conheciam o tal mago e decidiu ouvir um pouco mais sobre os dois. Sobre o Condado, as ervas e formas de vida, você sabe.

Foi o bastante para se convencer e incluí-los em suas canções sobre a Terra-Média. E também contar um pouco das árvores: existiam as mais novas, que não se mexiam e pareciam sempre estar dormindo; as mais ariscas, que precisam ser pastoriadas e os ents, como ele. Mas os ents eram todos velhos desde que as entesposas saíram para comprar cigarro e nunca mais voltaram...

E de repente, sem nenhum aviso voltamos para o lugar onde Frodo e Sam foram parar, guiados por Gollum. Um pântano horroroso e fedorento. Assim, não dá para a gente sentir porque se passa não podemos sentir cheiros pelas telonas, mas vai por mim. Lugares assim são horrendos demais para não cheirarem mal. Tenho certeza que ali não era nem um pouco agradável.

Mas era o caminho mais seguro, Gollum afirmava. Isso porque orcs não o usavam e o pobre Sméagol sabia disso pela última fuga de Mordor – além daquela vez que Aragorn o pegou perambulando pelas Terras Ermas logo depois dali e o levou para uma prisão na Floresta Sombria... mas isso os hobbits não precisavam saber, tinha a ver só com os interesses gollunianos.

Além de tudo era silencioso, parado e sem pássaros para o Gollum comer. Tristeza de lugar da miséria! Frodo até tentou dar um Pão de Viagem Élfico para ele, mas foi uma péssima ideia. Sabe como é, Gollum não é muito chegado em elfos e sua forma de levar a vida. E isso inclui a comida deles.

O jeito era seguir sempre em frente. E descobrir que o pântano na verdade era um grande túmulo de orcs, homens e elfos. Parece que ali fora palco de uma batalha em eras passadas. Mas eis que ao amanhecer, gritos! São os cavaleiros negros! Eles não tinha morrido?

Mortos? Você não pode matá-los – afirmou Sméagol. Assombração! Assombração com asas! – gritava a criatura enquanto o ser passava bem acima de suas cabeças enquanto aguardavam apreensivos no esconderijo.

Mas o Nazgûl foi embora e logo Gollum estava os guiando para o Portão Negro, conforme o combinado.

E lá estavam Aragorn, Legolas e Gimli seguindo a pista de Merry e Pippin pela floresta. Legolas logo presente à floresta – porque ele é um elfo como todo maldito elfo sabe de tudo e fez de tudo na Terra Média. Parece que foram os elfos que acordaram e ensinaram as árvores a falar e zanzar por aí. Ou pelo menos que começaram tudo.

Gimli logo não se atrevia a erguer seu machado. Mas algo os assombrava... o mago branco estava por perto!

Ah não, tarde demais! Quem é você, criatura reluzente! É você quem espantou nossos cavalos, sentou em nossa fogueira e assombrou nossa noite! Apareça!!

Mithrandir!

Mas como? Você morreu na Sociedade do Anel! Eu vi!! Como pode estar ainda vivo?! Não tem lógica... como isso é possível? Diga-nos mago, o Saruman como ele deveria ter sido!

Depois de despencar da ponte, Gandalf lutou e lutou com o Balrog de Mormoth...

E depois lutou mais um pouco, até o bichão decidir que morreu de vez. Mas daí o velhinho já tava acabado demais e ficou lá, entre a vida e morte. Mas como era um mago muito poderoso, sabia todo aquele lance de deslocamento espaço temporal e ainda tinha um pouco de poeira estelar, de tal maneira que sentiu a vida retornar ao seu corpo depois de muitas eras – que, na verdade, não duraram menos de alguns meses devido seus saberes e poderes inexplicáveis.

Se minha explicação não fez sentido algum, não é muito diferente da do tio Tolkien. Muito menos da do filme. É sério. O Gandalf simplesmente voltou, pegou carona numa águia companheira, deu uma paradinha em Lothlórien onde bateu um papo com Galadriel e foi ao encontro dos três. Se você quer uma razão mais sólida, o que eu posso te dizer é que ele tem um dos Três Anéis do Poder – um está com Galadriel, outro com Elrond e o último com ele. É a única explicação plausível.

Acabei de te dar outro spoiler agora. Mas, qual é, foi só por isso que ele sobreviveu e todo mundo sabe disso. Sabe sim, nem vem que não tem! Não ouse discordar do óbvio, tá bom, seu... sua... sacripanta! (Seja lá o que for isso, deve ser algo bem ruim e é exatamente o que você é se discorda!)

Aham... onde eu tava? Ah é, então Gandalf, o branco, diz que devem partir imediatamente para Edoras. Lá era a terra dos cavaleiros de Rohan, os mesmos que fizeram churrasquinho de orc e que os presentearam com os dois cavalos. Mithrandir diz que viu um ent levar os dois hobbits e que estavam bem. Além disso, ents são criaturas sábias, apesar de um tanto pacientes demais (leia lentas) mas bastante poderosas e que poderiam vir ser de grande ajuda em Isengard, se é que você me entende.

Tendo decidido por todos e ordenado seu próximo destino, Gandalf chama seu amigo Scadufax, o cavalo mais belo de todos os tempos. E que ele tirara de Rohan.

E lá vão os quatro rumo ao seu destino! Aqui no livro já deu para sacar que Gandalf é quase como se fosse o próprio Tolkien, ao menos em Senhor dos Anéis. Sempre que ele aparecesse, a história se desenrola e temos significativos avanços. Se alguém aí leu o livro, dá a sua opinião. Mas fica muito claro, sabe. Gandalf é sábio até demais sobre tudo que ocorre na Terra Média... mas olha eu aqui divagando de novo...

E aqui encontramos de novo Barbárvore cantando sua canção de eras da Terra Média para Pippin e Merry, e tentando incluir os hobbits nela. Depois disso, diz estar bastante insatisfeito com o mago Saruman. Era para ele cuidar das redondezas, mas ele estava ocupado demais fazendo sabe-se lá o quê. Além de um número significativo de árvores não estarem lá.

Coletou as informações que os dois pequenos sabiam e mais que depressa convocou uma reunião com os ents da floresta com um longo e estridente som, que mais parecia o farfalhar do vento em velhos e grandes troncos de madeira. Mas eles deveria ficar a encargo de Tronquesperto, já que conversas entre ents podem exigir... paciência. É, até mesmo Barbárvore sabe como ents podem ser lentos para padrões mortais.

Voltando para Frodo, Sam e Sméagol, podemos ver que chegaram aos portões de Mordor... e isso não é nada nada bom. A chance de serem pegos é de cem por cento, sem margens para erros caso tentassem atravessar por ali. Ao longe viam todo o exército inimigo de muitas raças diferentes, trolls da montanha, escudos e armas bem preparados e a coisa toda.

Gollum então implora, suplica, faz o diabo para que não irem por aquele caminho. Era claro demais que seria caixão e vela preta. Ele sabia de outro caminho, secreto e sombrio, mas mais seguro que aquele. E não disse antes porque... bem, Frodo tinha pedido para os levarem ao Portão Negro e foi isso que ele fez.

Frodo então decidi confiar em Sméagol, já que cumprira sua palavra desde então. Além do mais era óbvio que o fracasso seria iminente caso seguissem pelo portão negro.

E agora? O que vão acontecer com nossos amiguinhos que estão curtindo altas aventuras?

Assim, acho que você já sabe, né? Pois é... mas não custa nada me dar um apoio, né não? É mesmo, estou dando tudo de mim. Espero te ver aqui logo mais, para colocar o final, beleza? Fechou então! Até a próxima com a continuação suecada do filme!

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