domingo, 1 de maio de 2011

Saúde!

E aí, véi.

Beleza? Massa! Pois é, andei sumido daqui, né? É, na quinta eu estive ocupado, muito ocupado. Uh-hum. Tchô te contar o que aconteceu: essa semana decidi suecar outro filme, sabe. Sim, sim, Scott Pilgrim Contra o Mundo. Para tanto, pensei com os meus botões que, para isso, era preciso conhecer a obra como um todo. Você sabe, ler os quadrinhos.

E, como só achei o primeiro volume traduzido, decidi fazer eu mesmo a tradução de todos os outros! Procevê! Loguinho eu coloco todos aqui. Só que vai demorar um bom tempo, já que em um trabalho intensivo durante toda essa semana, só consegui traduzir o volume dois.

Pois é, mas um dia eu termino. E aí você pode ler e dizer o que achou da minha tradução, amigos e amigas do meu coração! Né não? Verdade. Acho que é um bom motivo por não ter uma postagem nessa quinta. Uh-hum, é sim. Foi por uma boa causa.

(Clica para ver bonitinho!)

Então, deixa mudar o assunto. Tava um pouco confuso sobre o que falar aqui hoje, sabe. E não podia deixar nossa conversa dominical de lado, né? Sim, fiz um compromisso e assumi-lo-ei. Tinha pensado em dois temas, mas decidi deixar o primeiro tema que me veio para próxima semana e falar de outro que surgiu nessa minha mente insana.

Sim, sim. Vendo o Roda Viva na madrugada de quinta, me veio um interesse de falar sobre saúde. Isso porque o Doutor Dráuzio Varella esteve por lá, mostrando seus saberes medicinais, falando sobre muitos temas relacionados. E mostrando que o Doutor tem muita bagagem para falar sobre isso com muita propriedade.

Pois é. Procevê, o cara popularizou um monte de coisas no Fantástico, fez livros – inclusive infantis –, foi médico no Carandiru, faz pesquisas com plantas na Amazônia e foi até professor de Química. É, um médico de respeito.

Se você quiser ver, é facinho. Tem no youtube. Como quase tudo. Mas se tiver com preguiça, vou fazer um resuminho aqui. Eu sei, tenho caído na criatividade... Fazer o quê, né? Estou me esforçando o máximo, mas as coisas tão meio feias, mesmo.

"Entre no meu consultório, vamos falar mais sobre isso."

Bom, o importante é não desistir, eu acho...

Enfim, deixa eu parar de enrolar. Durante a entrevista, muitos temas são tangidos, que vou colocar aqui. E falando um pouco sobre cada coisa. Então, como diz o banco Santander, vamos jun-to-o-o-o-s!

Câncer: essa é a especialidade do Doutor Dráuzio. Nada mais natural que os entrevistadores perguntarem mais sobre isso, sabe. É. Ao que parece, há alguns anos, saber que uma pessoa tinha a doença, era praticamente seu decreto de morte.

Outro fato interessante é que uma doença que se desenvolve sem motivos. Uma mutação acontece na célula fazendo com que ela fique locona. Sério, assim que começam os tumores: células com alguma deficiência em sua estrutura se multiplicam e dependendo do desenvolvimento, pode até chegar a desviar vasos sanguíneos para continuar nutrindo e crescendo...

Pelo que me lembro do professor Murilo do terceiro ano dizer. Era algo assim, se não me engano. E ao que é dito na entrevista, parece ser isso, mesmo. Um erro. Não tem um explicação, sabe. Não dá para culpar a pessoa por contrair câncer – exceto o de pulmão, grande parte pelo uso de cigarro ao longo da vida.

Pura verdade, mano véio.

Pura verdade, mana véia.

De fato, o câncer é um conjunto de doenças, numa diversidade muito grande. Alguns já tem cura, outros certa incidência genética – nesse caso deve ser no mesmo local que os familiares já tiveram.

O câncer de mama é um dos que tem maior incidência. Atenção, mulherada!

É bem verdade que a pessoa não tem culpa por ter câncer, mas os hábitos de vida contribuem bastante para evitá-lo. Basicamente: comer pouco, não beber demais e fazer exercícios físicos regularmente. Pois é, depois eu volto nesse ponto, guarda ele um pouquinho.

Aqui, em Goiânia, tem um dos hospitais de referência em câncer, o Araújo Jorge. Uh-hum, resumindo: Césio 137. Algo me diz que a chance de as pessoas terem essa doença é grande. Sabe como é: radiação, mutação e a coisa toda. Pois é, mas não tenho comprovar isso. Mas acredite em mim, estou quase certo disso.

Aids: depois alguém pergunta sobre aids. E aqui a entrevista decola de vez. Vale a pena demais! Nada adianta dizer sobre doenças e curas sem uma discussão maior, sabe por quê? Calma, eu te digo. Porque saúde é um conjunto de relações: sociais, principalmente, fruto dos modos de vida e condições de moradia, além dos hábitos pessoais integrados.

Sim, sim, inclusive alimentares, sabe. Exemplo: as meninas hoje menstruam ao doze anos, mais ou menos. Anos atrás menstruavam aos dezessete, quando já casadas. E já tinham filhos – uma renca. Segundo o doutor, as mulheres menstruavam cerca de quarenta vezes na vida toda. Hoje é dez vezes mais isso. Parte devido aos hormônios na comida.

Outra parte porque as mulheres já não tem rencas de filhos. Sim, o organismo se adapta. Se você já tem muitos filhos, não tem porque ter mais. É por aí, pelo que o doutor diz. E nesse contexto, é introduzida a aids. É, porque o principal motivo de transmissão é o sexo com penetração. Sem camisinha, claro.

Isso me lembra o professor Tovar do terceiro ano, que dizia existir trinta e três por cento de chance de homens não contrair aids com o sexo. Isso por causa da superfície de contato com a mucosas femininas, ou seja, o risco é maior para as mulheres. Só que, veja bem, o risco de um homem não contrair é só de trinta e três por cento. Vai arriscar, mané?

Proteja-se, benino!

É, eu sei, meu terceiro ano foi tenso. E traumático, já que até hoje não esqueci essas porcarias. Procevê, eu era um bom menino no colégio – apesar das notas dizerem o contrário.

E hoje a coisa tem aumentado. Não é segredo para ninguém que o Brasil é referência no combate a aids, mas ao que parece, por ninguém mais morrer definhando numa cama e ser disponibilizado o coquetel, as pessoas não andam se preocupando. Só uma coisa a dizer: TOLOS! Mal sabem as dificuldade trazidas pela doença, fora o preconceito, mas não vou falar, brigar - o mesmo que falar para as paredes.

A única coisa que eu digo: Previna-se. É, na França tem pessoas espertas.

E, já que estamos falando de sexo, o ponto alto é atingido: planejamento familiar. Uh-hum, aquilo que eu disse sobre doenças, o meio em que se vive e os hábitos de vida. Vou usar o exemplo do doutor: uma menina nasce na periferia e aos catorze arranja um namorado e já tem seu primeiro filho.

Ó, escândalo! O pior nem é isso: aos dezessete tem o segundo. A coisa ainda declina mais, porque essa menina não tem tempo para estudar, porque os pais trabalham e não tem ninguém para cuidar das crianças. E aí não se prepara para o mercado, nem consegue qualificação. Resumindo: está fadada à miséria. Ou a trabalhar no tráfico de drogas, que é uma opção.

Se amem, mas se cuidem.

E isso é muito freqüente, principalmente em locais mais distantes e sem grande assistência governamental. Além de estar associado à educação, sabe. Sim, sim. Mais: a Igreja não ajuda muito nos valores e métodos contraceptivos. Ou você acha que uma menina tem coragem de ir ao posto de saúde e pedir camisinhas? Pois é.

E tem cara que não usa também. E nem assume o filho depois. Isso é que deveria ser ensinado: o sexo e sua valoração. É, a coisa toda pode ser boa, mas a finalidade é gerar novos seres. Uh-hum, isso tem que ficar mais claro... se bem que isso já é bem claro, mas sempre é bom lembrar as conseqüências, eu acho.


Esse excesso de liberdade tem de ser podado, sabe.


É uma epidemia aqui no Brasil. Tem que ver isso aí. Urgente. O doutor lembra muito bem que em quarenta anos, nós dobramos nossa população. Planejamento familiar e controle populacional são a chave para diminuir as desigualdades sociais. E penso assim desde os doze anos, mais ou menos. Procevê!

E para isso, indubitavelmente, é preciso um trabalho com essas famílias e uma transformação no conteúdo educacional. Prevenção! Para isso é necessário um trabalho amplo e completo. Como já disse, a coisa toda é integrada.

Proteja-se, benina!

Aqui vem outro problema: o aborto. Seria essa a solução? Minha resposta é simples e previsível por tudo que já disse até aqui: não. E tenho meus motivos, que vou dizer para você meus e minhas coleguinhas. Um dos motivos é impedir que uma nova vida seja gerada. Como eu disse, é para isso que o sexo serve, afinal. É claro que as pessoas só transam para ter prazer, mas...

Outro porque é um assassinato. É um novo ser em formação, que não terá o direito de vir ao mundo, muito menos ter como se defender. Claro que as mulheres vão continuar fazendo em clínicas clandestinas, mas legalizar não é o caminho. Eu te digo qual é: conscientização.

Deve ser ensinado (ou explicitado) o sentido do sexo e sua conseqüências, como prevenir, esclarecer as coisas, discutir, escutar e saber a opinião do pessoal nas escolas, nas rua, campos, construções. Sim, sim: o sexo existe para reprodução – se você fez, corre o risco d e ser bem sucedido com o ato.

Valorar a coisa, entende. E é uma ideia muito idiota essa: “Se você é contra o aborto, não faça”. Pois é, tirar a vida de quem não tem a mínima defesa parece ser o certo a se fazer. Além de ser genial o pensamento de “cada um cuida do seu”. Aliás, é por isso que o problema de saúde nesse país é tão grande.

Cada um se vira e cuida do seu.

Não aborte! É vida bem viva em ti!

Não só no caso de aborto, mas da saúde em geral. Se você não tem grana para pagar o tratamento, MORRA!

É, com esse pensamento a gente não vai muito longe. Tô dizendo, as coisas não podem ser assim. Como diria o Samuel Rosa em Esmola (e como o Doutor Dráuzio Varella também afirma no final da entrevista) Se o país não for feito para cada um/ Pode estar certo, não vai ser para nenhum.

Mas depois eu volto nisso, vamos prosseguir.

Drogas: é bem interessante esse ponto focado na entrevista. Vou contar para você. Parece que teve uma época que os Estados Unidos quiseram dificultar a entrada da cocaína por lá, de uma maneira bem simples: destruindo as plantações na Colômbia para fazer a substância ser mais rara e, conseqüentemente, mais cara.

Resultado: os preços caíram. Fracasso, procecê. O doutor explica: um quilo da droga custa U$ 2.000,00 e o piloto cobra U$ 500.000, 00 para levar quinhentos quilos. Faça as continhas aí, por cada quilo é cobrado U$1.000,00. Acaba que a droga chega por U$ 3.000, 00 o quilo.

Pois é. Não é por aí que se acaba com a coisa – se bem que é suspeito os caras terem ido na Colômbia só para queimar coca, mas não vou fugir do foco. Isso porque desde sempre as pessoas se drogam. É, as pessoas precisam fugir da realidade horrível. E já falei um bocado de drogas aqui, depois dá uma olhada.

E aí eu bato de novo, para mudar essa realidade, educação. Eu sei, tô parecendo o Cristovam Buarque. Mas não é só ampliar a Educação, é reformar as formas de ensino. Não adianta porcaria nenhuma a conscientização que temos hoje. Do jeito que ensinam, o fato de você experimentar trará conseqüências terríveis que destruíram sua vida, só pelo fato de experimentar.

O que é uma mentira deslavada. Aí o catarrento e a catarrenta experimenta algum tipo de droga e vê que a coisa é boa e dá uma onda braba sendo muito bom, acabando por incorporar e fazer uso recreativo da coisa – até criar laços estritos de dependência.

Então (isso não disse da última vez), drogas criam armadilhas (como bem coloca o Doutor) por serem psicoativas e agirem no Sistema Nervoso Central. Isso quer dizer que o organismo cria resistência ao uso da substância e depois de um tempo, dependência. É isso que se deve dizer: drogas trazem sensações muito boas, mas te agarram. Cada vez é preciso usar uma quantidade maior para obter a mesma onda.

Repetindo: quando dá para você parar, você não quer. E quando você quer, não dá.

É, isso eu já disse.

E não tem muito a se fazer sobre isso. Eu digo com remédios. Não tem jeito. A eficácia do uso é muito baixa. Clínicas de reabilitação parecem ser o mais indicado. E vale lembrar que medicamentos também são um tipo de droga. Aliás, álcool é droga. Muita coisa é droga, na verdade.

Pois é. Tava pensando sobre isso uns tempos atrás, legalizar seria uma solução. Isso porque o Estado controlaria a venda e o uso da coisa. Distribuiria. Aí cai na real e lembrei como as coisas funcionam por aqui. Além de o Brasil ser um país gigantesco.

É, não estamos na Holanda, não é por aí. Talvez se cada estado fizesse sua parte e tivesse controle de bares e uso de cada pessoa, limitando e fiscalizando a quantidade de cada freguês registrado a cada mês... não, definitivamente não daria certo.


Bom, tem a dengue também, que começa com febre alta - podendo dar uma melhorada depois de uns dois ou três dias. Caso contrário, a coisa piora. Aí é só repouso, não tem jeito. E hidratação. É, não tem remedinho, não. E é até comum, provável que eu e você ainda tenhamos... de novo, para alguns.

Sei que há certa hora, o Doutor fala sobre a morte. É, eu sei, também já falei sobre isso. Me arrependi, por não conseguir ser conciso e chegar onde queria. Paciência, né? Ele fala da vez que esteve com Febre Amarela e não morreu por muito pouco. Sim, ficou muito mal mesmo.

Uma coisa interessante que ele fala: em casos muito graves, fases terminais, as pessoas vão se desligando aos poucos, afundando, perdendo-se, preparando para o término. E não é nada horrível. Quero dizer, pelo menos segundo o Doutor Dráuzio. Nessa hora você se desliga do mundo e já não importa seu carro, sua casa na praia, seu iate, pois você está se preparando para não sentir mais nada...

Pois é.

Acho que já deu para perceber o que eu quis dizer aqui, né? Saúde é algo integral, em todos os âmbitos – desde moradia até a assistência médica. E nada melhor do que a prevenção. Claro que algumas doenças nada tem a ver com os hábitos de vida – como o câncer. Mas diversas outras tem, sim.

É só não beber muito, comer pouco e praticar atividades físicas, né Diego?

Verdade, Ruffy. Coisas que ninguém gosta de fazer. Ninguém, eu disse.

É só pensar bem: antes era preciso literalmente suar para se conseguir as coisas – e nem é preciso viajar como o Doutor Varella – no campo era preciso trabalhar na lavoura ou com os animais, ir a longas distâncias resolver os problemas e colocar as mãos na massa.

E o pessoal comia coisas bem gordurosas, mas queimava tudo nas atividades do dia a dia. Hoje não é assim. A gente come porcaria, morre de preguiça de ir em qualquer lugar a pé a abomina qualquer atividade física. Não é? A grande maioria das pessoas, pelo menos.

Você até pode comer porcarias, desde que faça alguma atividade física regular. Que nem o Ruffy e o Snorlax, sabe.

E a outra parte que faz só pensa na estética. É, você sabe, vende mais – elas querem alcançar o ideal de beleza que montaram para venderem os produtos e suplementos e a coisa toda, que não dá para falar aqui porque já venceu o tempo.

Então, vamos nos cuidar. Não é preciso ficar musculoso, meninos, nem esbelta, meninas. Só pratiquem atividades físicas prá fortalecer o coraçãozinho e a musculatura esquelética, tá?

As doenças, em sua maior parte, acontecem pelos pequenos erros do nosso dia a dia. E nada melhor que a atividade física para fazer um bem danado ao coração, melhorar a circulação, renovar o tecido ósseo, ajudar na boa oxigenação dos tecidos e renovação de artérias.

Outro fator que devemos mudar são as políticas para cada um. Isso é um crime! Se os senhores deputados usassem o serviço público de saúde, ele melhoraria, pode ter certeza. Porque onde só existem pobres, não existe maneiras efetivas de mudarem a situação.

Ao contrário das mentiras contadas por marxistas. Tem sempre algum intelectual frente ao povo nas revoluções, não sejam hipócritas.

Assim como as escolas públicas. É, eu sei, to parecendo o Cristovam Buarque de novo... mas, pelo menos nessas ideias, ele está certíssimo. E nada de remedinhos e exames. Devemos nos cuidar no cotidiano, algo contínuo, não apelar para drogas e girar o comércio farmacêutico, como bem nos lembra Patch Adams. Devemos cuidar um dos outros o tempo inteiro, sendo gentis com as outras pessoas e não nos calando perante as desigualdades.

Deixa eu parar, já estou entrando no tema da semana que vem. Uh-hum, deixa eu ir, então!

Se cuidem!

Vejo vocês na próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário