sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Tiê

Hoje aconteceu uma coisa que me incomodou um pouco.

Ontem, vi na internet, via twitter, uma divulgação de um evento de audiovisual da Ueg. Como tava a dias em casa, vendo filmes compulsivamente e escrevendo a monografia, já que atrasei o curso pra isso - e um pouco pra fugir também, já que não sei que rumo tomar nessa vida - fui lá no cine Ouro ver o quê de bom esse povo tava produzindo.

Beleza. Cheguei lá, subi e fiquei vendo o movimento e discriminando as pessoas mentalmente - falava comigo: esse lugar é um covil da homossexualidade, e sorria, como se eu nem fizesse parte daquilo... Cínico! Daí tá. Mas eis que surge!

A moça que eu tinha visto lá outro dia, quando, na internet, com minha amiga Dani, tinha combinado de ir, de sopetão, mesmo. Era um domingo. Vimos a peça, eu, ela, uma "amiga"e outra amiga com o primo menor. Depois teve um sarau de poesias, onde decidimos ficar. Então, chega o Carlos, bem quando falavamos dele - nunca mais vai morrer! Logo depois, quando estava no final, eis que chega a convidada dele. Conversa vai, vem, eles decidiram ir embora, nós ficamos mais e pouco e fomos também.

Tá. Reencontrei uma moça que mal tinha visto. Cumprimentei de longe e fiquei lá na escada onde eu tava, mesmo, fingindo esperar alguém e discriminando tudo mentalmente, como não fizesse parte daquilo. Acontece que ao entrar no cinema - com um atraso de 45 minutos - me dirigi ao lado direito. Como tinha entrado e sempre sentava no lado direito, resolvi cortar a sala e ir sentar no lado esquerdo - também pelo faot de eu ter entrado num comunidade do Orkut onde sempre ficava do esquerdo dos lugares no show.

Pura bobeira, eu sei. Mais continuei... e adivinha quem encontrei procurando assento? Inconscientemente, já que na entrada muitas pessoas entraram junto. Muito estranho! Não sei se por educação, me convidou pra sentar com outro amigo que acompanhava. Acontece que eu conhecia o cara, de vista, de algum lugar. Daí lembrei que era do colégio Método, e a conversa foi. Aos poucos mais amigos foram chegando e eu, inconscientemente conversando com todo mundo.

Como pode? Eu, falando com todo mundo? Conversando e conhecendo a menina, numa conversa mais natural do mundo? Filme vai, filme vem, descobri o nome dela, ela o meu - senti certo interesse... mas como sempre, deve ser impressão, sempre me fodo com essas coisas. Sei que na altura do campeonato, num dos comentários, ela começou a cantar junto uma música de uma cantora desconhecida...

"Adoro essa cantora, a Tiê!"
"Quem?"
"Tiê! É o nome da cantora!"
"É daqui?"
"De São Paulo."
"A voz dela é muito bonita."
"A voz dela é linda!"
"Como escreve?"
"Tê, í, ê!"
"Ah. Pensei que fosse com Ch..."

Pensei que fosse. Algo assim nunca me aconteceu, conhecer pessoas fora do ambiente escolar ou onde eu precise fazer alguma coisa. Não foi por acaso. Acaso não existe. Tenho uma explicação, e a explicação para isso é Espírito Santo. É nisso que acredito. E não vou desistir se eu ver essa menina de novo. Os eventos tais quais aconteceram... não pode ser! Da próxima vez, não escapa, pelo menos uma tentativa de estabelecer um laço mais forte!

Talvez não aconteça nada, sabe? Sei que hoje, por isso, valeu demais a pena. Procurei a Tiê no Youtube. Se ela gosta tanto da cantora, e até segue o que ela canta, não me atrevo a desistir. Tudo que preciso é de mais um encontro, mais um chance, caso essa chance venha. Só mais uma.

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