Viagem a Fortaleza! Relatos:
1) Perdi meu celular;
2) Conheci o mar;
3) Comi peixe, camarão, cavalo e um tantinho assim de carne de bode;
4) Visitei alguns pontos, senti a cidade;
5) Fiz xixi numa árvore com consentimento de um guarda;
6) Aprendi uma nova canção e fiquei fascinado com shortinhos;
7) Vendi rifas e conversei com cariocas gente boa;
8) Visitei uma igreja e ofertei;
9) Comprei chaveiros, camisetas e jogos pra vindeo gay-me;
10) Percebi que a Esquerda é "surda".
Explicações desnecessárias:
1) Perdi meu celular;
Pois é. Na minha infinita ingenuidade, deixei carregando num bloco de um instituto qualquer e fui tomar café e assistir a alguma mesa. Quando voltei, ba-bau! Já era! Mas acontece. Vou ter que arrumar outro hobbie e parar de ficar batendo foto de tudo que vejo.
2) Conheci o mar;
E virei menino de novo. Senti as ondas desfazendo a areia sob meus pés, pulei nelas, mergulhei , engoli muita água salgada. Brinquei na áreia, escrevi frases, tentei fazer esculturas, procurei pedras na areia e aí fui entender que tudo aquilo já foi parte de outra coisa muito maior. Fiquei maravilhado. Também andei de bug nas areias - com emoção! - banhei num lago entre dunas (onde a água parece ser mais densa) e esbanjei em Cumbuco. Te cutuco em Cumbuco!
3) Comi peixe, camarão, cavalo e um tantinho assim de carne de bode;
Aproveitei e experimentei alguns tipos de carne. Tudo lá tem alguma coisa envolvendo carne - farofa e afins. Daí acabei por comer um pouco de carne de bode. Belisquei uma carne na praia que dizem ser de cavalo e, apesar de ser bem pouquinho, deu certo mal estar. O camarão do primeiro vendedor estava salgado, mas os demais estavam no ponto. Já em Cumbuco, cai matando num peixe com porção de arroz acompanhada de alface, tomate e limão. Comida sublime, como há muito não comia!
4) Visitei alguns pontos, senti a cidade;
A cidade me pareceu muito bonitinha, com suas construções verticalmente retangulares e bem colocadas. As ruas parecem estar bem organizadas para o fluxo de carros e o transporte coletivo passa em horários regulares e são confortáveis. O problema é o desgaste: não existe assistência nem manutenção e apesar de tudo estar onde deveria, a cidade fica com ar de descuido, maltrato e abandono. Fora o trânsito... ficar parado meio segundo depois do sinal abrir é motivo pra buzina!
5) Fiz xixi numa árvore com consentimento de um guarda;
Com o movimento estudantil em ruínas, o evento foi pobre e fraco, com atrasos além do comum e falta de banheiros, além de outros problemas estruturais. Numa dessas, a noite, sem saber qual prédio estava aberto, pedi pra um guarda me mostrar um banheiro. Ele me mostrou o perto do R.U (Restaurante Universitário), usado para o banho, mas eu disse que queria dar uma aliviada. "Rapaz, faz aí mermo!". Hahahahaha! Nosso único acordo foi que ninguém visse!
6) Aprendi uma nova canção;
"A cobra não tem pé,
A cobra não tem mão,
Como a cobra sobe
no pezinho de limão?"
Um paraibano cantava essa música depois que saimos do banho, numa noite.
Outra coisa muito interessante foi o fato de muitas meninas estarem usando shortinhos - talvez pelo clima tropical. Algo muito bonito - não só pelas pernas amostra, o que já é muito bom - mas por ver garotas com outro estilo que não saias coloridas espalhafatosas e vestidos horríveis, fora as calças jeans (melhor nem comentar). Vou sentir falta!
7) Vendi rifas e conversei com cariocas gente boa;
Antes de sairmos pra viagem, cada pessoa teve que desembolsar cinqüentão a mais, por não ter fechado o ônibus. Quem quisesse, teria que vender rifas pra repor a grana. Fiquei triste, mas fui a luta. Com ajuda do Daniel e do Lucas, companheiros dessa viagem, consegui vender todas. Ainda tentar traçar amizade alguns cariocas esquerdistas! Rio, me aguarde!!
8) Visitei uma igreja e ofertei;
Tive a impressão de ter sido enganado por dois cobradores: um que me passou o troco errado e outro que cobrou a mais pela passagem. Sei que quando fomos ao mercado centrado, um me passou cinco centavos a mais - uma moeda de vinte e cinco ao invés de duas de dez, acho que estava sem troco. Por um acaso passamos na igreja e não tive dúvidas que aquela moeda não era pra ficar pra mim. Espero ter feito a coisa certa.
9) Comprei chaveiros, camisetas e jogos pra vindeo gay-me;
Já no mercado, comprei camisetas e chaveiros, esse últimos pra presentear o pessoal de casa. Duas camisetas como lembrança e mais outra do pessoal do Ridjanêro - com autógrafos! De quebra, na volta, comprei alguns jogos pro Play!
10) Percebi que a Esquerda é "surda".
Nesse Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física (ENEEF), isso nunca ficou tão claro. Mesmo porque deu pra ver a "involução" em um ano, contando do último encontro do ano passado. Todos com ideal de união e a conversa toda, mas na hora do vamos ver... teve gente que não quis ir pra Brasília. Teve gente que não fez nada. Teve gente que falou que não gostava de outra gente. Desestruturação pura. Evento ruim.

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